Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011

EXPLIQUEM LÁ POR FAVOR. JÁ !

   Portugal vive uma crise que obviamente não tem nem só um responsável, nem só uma única causa. Por muito que se entenda que o ex-Primeiro ministro é a cara da actual crise e que foi o seu último mandato que arrastou Portugal para o abismo, as causas, que ele potenciou com a política de arrogância e confrontação que entendeu seguir, tiveram origem lá muito mais para trás e tem muitas caras, algumas agora em lugares cimeiros de Instituições Internacionais.

   Quem não se lembra de umas greves oportunas dos professores no inicio de cada ano lectivo, que sucessivos Governos "de calças na mão" se afadigavam em terminar o mais rápido possível e que sempre davam para os professores arrecadarem mais umas benesses, umas reduções de horários e outras prebendas? E das greves nos transportes públicos e na TAP, feitas em momentos estratégicos, com igual comportamento por parte dos Governos, em nome do interesse nacional, e que davam sempre mais uns trocos, menos umas horas de trabalho, mais uns diazitos de férias e mais umas viagens extra para o pessoal lá de casa.

   Não vamos agora falar nas causas ditas maiores (?) das PPP, dos aumentos de ordenados e diminuição do IVA em anos de eleições, etc. O que lá vai lá vai.

   Só que essa forma  desleixada de fazer política leva a que agora na hora do aperto ninguém se esteja disponível para pagar a conta. Só mesmo à força.

   Dois exemplos (entre tantos outros que poderíamos ter escolhido) revelam essa indisponibilidade:  Salvador Guedes líder da  maior exportadora de vinhos nacionais, com mais de 70% do seu negócio feito no estrangeiro, afirmou “Queremos contribuir para a solução do problema do país. Não enjeitamos as nossas responsabilidades. Mas tememos muito as consequências de uma eventual passagem do vinho da taxa intermédia para a máxima. O resultado seria dramático para toda a fileira”. Portanto o vinho não.

   Detalhe: O IVA não incide nas exportações e a sua empresa vende dos vinhos mais caros do mercado, provavelmente dos melhores, que não são os trabalhadores comuns que os bebem. Eventualmente "o trabalhador" Américo  Amorim.

   Agora os Restaurantes preparam-se para promover também a sua grevezita: "Um dia sem Restaurantes", defende a Associação, em luta contra o aumento do IVA. Portanto restauração também não.

   E poderíamos ir por aí fora porque tudo o que aumenta de preço sofre uma contracção de vendas, com o consequente aumento das dificuldades das empresas e dos respectivos sectores onde se inserem.

   E nas reduções de despesas verifica-se a mesma indisponibilidade. Menos Autarcas? Nem pensar! Exames na saúde com mais ponderação e com custos dos mesmos mais próximo da realidade, e uma maior comparticipação do doente? Então e onde está o  nosso Serviço Nacional de Saúde tendencialmente gratuito?

   Claro que estamos a ser massacrados com aumento de impostos, diminuição de rendimentos, aperto de crédito para as empresas e famílias. Mas como vamos pagar o que devemos? Ou pelo menos como vamos diminuir drasticamente o que devemos?

   Está em falta uma explicação clara, objectiva, concreta,bem fundamentada,  por parte  dos responsáveis políticos, para as consequências que teremos de enfrentar se não pagarmos.

   E era fundamental que essa explicação aparecesse. JÁ!

   Será que nenhum dos "iluminados" que está na política entende isto?

 

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Estado de Alma: Ensombrado
Livro: Sombras do Passado
publicado por Lanzas às 09:47

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