Terça-feira, 11 de Outubro de 2011

AINDA A CÉLEBRE BAIXA DA TSU

   Parece merecer um consenso alargado que a TSU, taxa de desconto para a Segurança Social deveria descer, para tornar os produtos portugueses mais competitivos no exterior, substituindo-se à antiga desvalorização cambial que actualmente não pode ser tida em consideração.

   Temos ouvido opiniões a favor e contra de ilustres personalidades, algumas das quais desconfio estariam em condições de defender o contrário do que agora opinam se a cor do Governo fosse outra. Aplica-se aos que estão com o Governo, se mudassem para a oposição.

   Ultimamente tem subido de tom a opinião, há quem lhe chame pedagogia, de se aumentar transitoriamente o tempo de trabalho, em vez de se proceder à diminuição da TSU.

   Luis Marques Mendes defende mais meia hora de trabalho por dia durante um período de dois três anos.

   Campos e Cunha tem a mesma opinião de aumentar o horário de trabalho em meia hora por dia, mas acrescenta em alternativa ou em conjunto, logo se vê, reduzir o número de feriados ou reduzir temporariamente os dias de férias. "Tudo isso seria possível fazer, para reduzir os custos do trabalho", disse.

   Daniel Bessa navega nas mesmas águas.

   Também nos parece merecedora de análise posição. Mas atenção, dessa forma mais uma vez seriam os trabalhadores a pagar a Factura, não com o aumento de impostos ou redução de salário, mas com o aumento da carga de trabalho, pelo que a implementar-se uma medida deste jaez, as horas trabalhadas a mais deveriam ser consideradas a crédito de quem as trabalhou para serem tidas nem consideração quando do cálculo da sua pensão de reforma.

   Seriam óbvias as vantagens da implementação desta medida de carácter global, porque o trabalhador não se sentiria, mais uma vez vítima de espoliação; as Empresas beneficiariam de um reforço de competitividade que lhes permitiria um aumento das exportações, e o Estado veria aumentar as receitas fiscais a curto prazo por via desse facto, permitindo-lhe assim, mais tarde, fazer face aos aumentos de pensões originadas com essa medida.

   Era bom, por uma vez, que se pensasse ao mesmo tempo em todos os intervenientes na trilogia Trabalhadores/Empresas/Estado.

   Não custa nada e dá milhões.

 

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Estado de Alma: Triturado
Livro: Trabalho Nocturno
publicado por Lanzas às 09:47

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