Quinta-feira, 1 de Março de 2012

NEM TODOS OS RIOS VÃO DAR AO MAR ...

... ALGUNS SECAM NO LEITO  

Rui Rio afirmou ontem em entrevista à SIC: "é quase certo que o governo português vai ter de pedir mais tempo e mais dinheiro à troika porque de outra forma não haverá crescimento nem criação de emprego”, num discurso contrário ao do líder do seu partido, e primeiro-ministro, que tem garantido que não há necessidade para qualquer ajustamento ao programa aprovado.
    Esta afirmação subscrita por António José Seguro mereceria toda a nossa concordância, por um lado porque realmente parece inevitável, por outro lado porque se trataria do líder da oposição a dizê-lo, como aliás já tem feito noutras ocasiões, em contraponto aquilo que Passos Coelho tinha  dito em Itália poucas antes,  de  ”estar convencido que Portugal tem condições para regressar aos mercados no prazo previsto”.

    Rui Rio acrescentou ainda, que se trata de um cenário lhe parece "muito, muito difícil de alcançar", e reforçou dizendo que "se conseguirmos isso (e parece dificílimo) temos de levar não sei quantas medalhas de ouro desde o primeiro-ministro ao português mais humilde porque fizemos um feito notável".

   Já se sabe que o PSD é um partido democrático onde convivem todas as correntes de opinião, mas ouvir um putativo candidato à presidência do mesmo, ou será já a pré-candidatura à Presidência da Republica? contrapor tão abertamente o presidente do partido, numa espécie de marcação cerrada, é por um lado  dar trunfos aos adversários políticos e por outro ser uma voz crítica destinada a ser aproveitada indevidamente pelos que advogam posições cada vez mais radicais, ás quais é sabido Rui Rio se opõe, pelo que deveria  ser mais prudente nas afirmações proferidas.

   Para terminar, duas citações que valem o que valem:

   " … ali do outro lado estão os meus adversários; os meus inimigos estão sentados aqui nas bancadas do nosso lado” Churchill na Câmara dos Comuns (mesmo que esta frase seja só lenda);

   "... eu realmente tenho dificuldades em dar conselhos ao Governo português. Aliás, detesto dizê-lo, mas não faria as coisas de forma muito diferente daquilo que está a ser feito agora." Paul Krugman em entrevista publicado pelo Jornal Público.

   Para bom entendedor não eram preciso tantas palavras.

Estado de Alma: Na hora do embalo
Livro: Caminharei Pelo Vale da Sombra
publicado por Lanzas às 12:27

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