Segunda-feira, 24 de Outubro de 2011

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO E O OE 2012

   António José Seguro tem dado nos últimos tempos, a propósito do Orçamento Estado para 2012, uma magistral lição de como um político com ambições de vir a ser Primeiro Ministro não se deve comportar.

   Dando de barato que necessita nesta fase de travessia do deserto do seu partido de procurar fazer-se ouvir para ser levado minimamente a sério, a forma como tem conduzido essa necessidade tem sido desastrosa.

   Um político com dimensão de estadista na sua posição teria assumido sem hesitações antes da apresentação da proposta de orçamento mais ou menos o seguinte: Vamos abster-nos no próximo orçamento, qualquer que ele seja. Não será com certeza o Orçamento do PS, mas não vamos criar divergências fictícias num assunto onde estamos igualmente comprometidos através do Acordo com a Troika.

   Não se tratava de passar um cheque em branco, antes pelo contrário tinha sido colocar a pressão sobre os Partidos do Governo para elaborarem um Orçamento credível, pois no caso de cometerem um erro grave só a eles lhes seriam no futuro assacadas as responsabilidades.

   Com uma decisão desta ter-se-ia colocado acima de pequenas questiunculas sem sentido que o levaram depois de ter assumido que "a probabilidade de votar contra era 0,0001%" a evoluir para um "quero ver o Orçamento para decidir" e agora já está num "Se não alterarem o Orçamento iremos ponderar o nosso sentido de voto".

   E a sua decisão final que na nossa opinião não poderá ser outra a não ser abster-se acabará por não agradar nem a gregos nem a troianos. Os falcões do seu partido já tomaram uma decisão: Alterar o Orçamento. E agora deu o último e decisivo tiro nos pés: Ouvir os parceiros sociais, que lhe irão dizer o óbvio: Alterar o Orçamento. Só falta mesmo ouvir Rancho de Folclore lá da terra.

   Ora este orçamento tem um número de ouro final para ser atingido o do défice, o qual foi subscrito pelo seu Partido. Tudo o resto é paisagem.

   Poderão  efectivamente algumas medidas deste OE não serem as medidas mais correctas, algumas das quais também nos parecem pouco felizes, mas então terão de ser outras de cariz idêntico.

   Na verdade o que pode realmente mudar são as moscas.

   E António José Seguro sabe disso e perdeu uma oportunidade ímpar de ganhar credibilidade política, mostrando aquilo que na verdade é.

   Um líder de transição.

 

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Estado de Alma: Inseguro
Livro: Discursos de Tuiavii
publicado por Lanzas às 12:37

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