Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011

GREVES PARA QUE VOS QUERO?

   A Sindicalista Ana Avoila no exercício do seu direito de expressar publicamente as suas opiniões, afirmou recentemente que "os trabalhadores estão muito indignados e, na verdade, não têm nada a perder", apelando dessa forma à concentração na manifestação verificada no sábado passado, a qual funcionou como treino para a Greve Nacional a realizar no próximo dia 24.

   No uso do direito a expressar publicamente as minhas opiniões, e do uso do contraditório, sou dos que perfilham a opinião que "os trabalhadores estão muito indignados (melhor fora que não estivessem) mas têm muito a perder".

   Também sou dos que acham que os cortes de subsídios em 2012 e 2013 só a funcionários públicos e pensionistas é injusta, e tem como pano de fundo uma mera questão de semântica: Redução de despesas vs. aumento de impostos, e que deveria ser extensiva a todos aqueles que se encontram na mesma situação, sejam trabalhadores ou reformados, sejam do sector público ou privado. O princípio equitativo da distribuição dos impostos (e o confisco dos subsídios é um imposto encapotado) deveria estar presente em todas as medidas de todos os Governos sobre a matéria, o que não tem acontecido.

   Caso contrário ainda vamos assistir a empresas que não pagam os subsídios, alegando dificuldades financeiras, e ficarem com os mesmos, o que nos parece igualmente injusto.

   Mas o grau de dificuldades que o País atravessa é de tal forma grave que não obstante a obrigação de todos os trabalhadores e pensionistas  manifestarem a sua indignação, o exercício do direito da greve nesta fase da nossa vida colectiva é desajustada. Assim como é desajustado o comportamento de, alguns profissionais que nos seus locais de trabalho começaram já há algum tempo uma prolongada "greve de zelo" alegando, grosso modo, que não ganham para o que fazem.

   Onde?, Quem?:  Professores, Centros de Saude, Repartições de Finanças,  e outros. Quem anda por lá sabe.

   Uma conduta destas vai trazer necessariamente mais coisas a perder quer para quem a pratica quer para os que cumprem na íntegra com as suas obrigações, e que precisavam, claramente, que os Dirigentes Sindicais tivessem uma postura construtiva e não se eternizassem no poder, muitos perante a incapacidade notória de voltarem aos seus postos de origem, dando assim lugar a uma nova fornada de Dirigentes mais novos e com mentes mais arejadas.

   E aí teríamos todos muito a ganhar.

 

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Estado de Alma: A Perder
Livro: 2012 - Cenários Para o Fim do Mundo
publicado por Lanzas às 09:37

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