Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011

SUBSÍDIOS PARA QUE VOS QUERO

   Ficamos agora a saber que o corte de subsídios dos funcionários públicos e pensionistas vai atingir menos pessoas, pois ficam de fora os salários até 600 euros em vez dos 485 previstos na proposta de Orçamento, e quanto ao corte total de subsídios, o montante a partir do qual é aplicado passa de 1000 para 1100 euros por mês.

   Á partida trata-se  de uma boa notícia. E é certamente uma boa notícia para quem é beneficiado com a mesma. Pena é que não tenham sido mais elevados os plafonds a partir dos quais se dão os cortes parciais e totais.

   Mas analisado exclusivamente á luz da política, é  uma má noticia, pois trata-se de uma medida demagógica que merece ser condenada. E porquê? 

   Porque não se brinca com as dificuldades de quem sobrevive com 500 Euros mensais, sejam reformados ou trabalhadores no activo. Não deve ser acrescentada angustia, a quem já vive mais do que angustiado, se não é necessário impor aquilo que de forma veemente se faz crer que não tem alternativa.

   E agora vêem-nos dizer que afinal não era preciso ir tão longe, o que coloca de imediato duas questões: Não se poderá realmente subir ainda um pouco mais a fasquia a partir da qual se perde subsídio? E quanto? e em caso negativo: Porque não?

   Será que a oposição tem razão e o orçamento esconde almofadas para serem mais tarde utilizadas ao sabor das conveniências políticas do momento?

   Temos a opinião de que o Primeiro Ministro Pedro Passos Coelho, ao contrário de outros, é uma pessoa séria, mas fica muito mal nesta fotografia, desnecessariamente. Temos a opinião de que Vítor Gaspar é um Ministro das Finanças competente, aliás tal como o anterior Ministro das Finanças, cujo pecadilho maior foi ter pactuado tempo de mais com uma política demagógica que fazia da promessa a moeda de troca para se manterem no poder.

   No entanto neste caso concreto Vítor Gaspar esteve francamente mal, e das duas uma: Ou errou nas contas e afinal não é tão competente quanto isso, ou cedeu à demagogia para calar a voz dos que se opuseram à medida inicial e perde a credibilidade, que no seu lugar e neste momento concreto tanto necessita, para impor um política de austeridade e de rigor como há muito nenhum de nós tinha sentido.

   Não ganhou nada com isso. Não satisfez obviamente as oposições, e deixa no ar a ideia de que com mais umas greves vai "ao sítio".

   Que é como quem diz, cede na baixa política para se manter no poder.

   Já estive mais convencido de que com este Governo conseguíamos ultrapassar as nossas dificuldades.

   Mas começo a ter sérias dúvidas, e Deus queira que eu esteja errado.

   Para bem de todos nós.

 

 

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Estado de Alma: Subsidiado
Livro: Crítica da Razão Pura
publicado por Lanzas às 16:07

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