Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011

FERIADOS A MAIS. FERIADO A MENOS

   No período conturbado que o País vive, com uma necessidade absoluta de tentar pôr fim a uma época de desmandos económicos  que nos colocaram num dos patamares mais baixos da nossa história, não custa aceitar que na indispensavel política de aumento de produtividade de todos nós se olhe para a necessidade de cortar alguns feriados.

   Seria preferível olhar primeiro para as célebres "pontes", e os dias de Aniversário concedido por esse País fora por Câmaras Municipais e Organismos Públicos, mas enfim, é o País que temos. 

   E se existem áreas onde cada português terá a sua visão pessoal, esta é manifestamente uma delas, em função da forma como se posiciona na sociedade: Católico, progressista, monárquico, saudosista e por aí fora.

   É porém dificil de aceitar que existindo actualmente em Portugal 13 feriados, oito católicos e 5 comemorativos,  se tenha permitido que a Igreja Católica inteligentemente se antecipasse às proposta do Governo, propondo cortar dois feriados religiosos desde que fossem também cortados dois feriados "civis", e com isso retirado, manifestamente, capacidade de manobra ao Governo.

   Ora a proposta do Governo de acabar com os feriados do 5 de Outubro e 1º. de Dezembro, é no que respeita a este último, DIA DA RESTAURAÇÃO DE PORTUGAL, de uma insensibilidade pela Portugalidade do nosso Povo que ultrapassa todos os limites.

   Este é o único feriado que diz realmente respeito a todos nós portugueses, por nos termos livrado na altura de um inimigo, por muito que agora cultivemos boas relações com Espanha, o que é obviamente desejável, pelo qual fomos ultrajados, roubados, vilipendiados, e foi graças ao esforço heróico de um punhado de Homens que tiveram a coragem de não vender a alma ao Diabo que nos conseguimos restabelecer como Nação.

   Camões, o Hino Nacional, a Bandeira, as Descobertas, o Orgulho Lusitano tudo seria hoje um passado sem lembrança, se não tivesse existido o 1º de Dezembro de 1640.

   Adianta pouco andar de Pin na lapela do casaco, num arroubo de adolescentes por qualquer idealismo efémero,  quando se deita para as ortigas o dia da Restauração de Portugal.

   Salvo melhor opinião trata-se do único feriado que não deveria ser sacrificado.

   Digo eu que tenho orgulho em ser Português.

 

 

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Estado de Alma: Português
Livro: História de Portugal de Alexandre Herculano
publicado por Lanzas às 09:37

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