Quinta-feira, 8 de Março de 2012

VITOR GASPAR O NOVO SALAZAR

   Com o devido respeito pelas diferenças culturais, políticas e ideológicas, entre ambos, e sem qualquer conotação negativa,  consideramos que Vitor Gaspar, o actual Ministro de Estado e das Finanças , está a tornar-se um verdadeiro Oliveira Salazar dos tempos modernos.

   É certo que não foi chamado à ribalta por um grupo de militares que da forma de governar o País não tinham a mais pálida ideia, mas foi chamado por uma Troika, ainda que digam que não, que foi o primeiro ministro que escolheu, blá, blá, blá, tretas, cujas armas de que dispõe: os juros, os mercados, os defauld, os colaterais, os cds e outros mimos que tais, não são menos mortíferas do que aquelas que os militares têm por hábito de empunhar.

   É certo que Vitor Gaspar tem mais mundo do que teve Salazar, e o mundo actual é diferente, mas tem todos os seus tiques, nomeadamente os do posso, quero e mando;

   É certo que ainda não tem a força política que teve Salazar, para quem na altura não havia alternativa, para impor as suas condições: Ou é assim, ou vou-me embora;

   Mas que tem a firme vontade, tal como Salazar, de dominar tudo à sua volta, desde a contratação de professores, ao controle dos Fundos, sejam do QREN, sejam quaisquer outros, e à supervisão sobre os investimentos dos Ministérios, Câmaras Municipais ou Empresas Públicas, para daí partir para o poder total, isso tem.

   A criação ontem em conselho de ministro da Comissão Intermenisterial de Reprogramação dos Fundos Comunitários, foi a ultima decisão para lhe garantir esse poder quase absoluto.

   Pode ser que seja necessária neste momento toda esta concentração de poderes num homem só, mas à vista desarmada parece excessiva.

   Pedro Passos Coelho ainda não é nem a rainha de Inglaterra, nem Américo Tomás, mas atenção quando chegar o tempo do tudo ou nada, que será o momento do pedido de demissão de Vitor Gaspar quando este sentir que essa será a melhor maneira de conseguir o poder absoluto.

   E nesse momento uma de duas coisas vai acontecer: Ou vai para parte incerta vigiar os que se portam mal como Portugal, se tiverem a coragem de lhe entregarem a guia de marcha,  ou então fica e é ele quem fica a mandar absolutamente, qualquer que seja o lugar que desempenhe.

   A história, como a moda repetem-se ciclicamente, mais dia, menos dia.

   E nós já vimos este filme.

 

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Estado de Alma: Sroikado
Livro: Salazar, by Franco Nogueira
publicado por Lanzas às 12:00

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