Terça-feira, 31 de Maio de 2011

ALGARVE - PELAS PIORES RAZÕES

   O que se está a passar no Algarve e em particular em Albufeira, assassínios de turistas, roubos por esticão, violência, etc. é assustador para quem lá mora ou para quem por lá passa, mas é sobretudo aterrador para o País.

   Depois de sucessivos anos em que por motivos vários o turismo esteve em baixa este era, e esperamos que continue a ser, um ano de boas expectativas para o aumento de turistas que nos visitam, face às convulsões havidas em países de destino similares no Norte de África, nomeadamente Tunísia e Egipto, com os reflexos positivos que tal poderá trazer para a nossa economia, bem como a atenuação do desemprego, ainda que sazonal.  

   Sabendo-se que o turismo é uma das poucas locomotivas que pode ajudar a puxar a economia nacional, a par das exportações, agora que a troika se prepara para passar a pente fino as nossas contas numa tentativa de por cobro a um dos maiores descalabros económicos  vividos pelo País desde a sua fundação, acontecimentos como este não vêm nada a propósito.

   É sabido que não pode existir um policia a cada esquina, é sabido que uma parte dos turistas que se instalam naquela zona também não são "flores que se cheire", pois em muitos casos vêm aos magotes para se embebedar ... e se calhar para mais alguma coisa, mas também é sabido que aceitando nós que eles venham temos de lhes ser garantir a sua segurança individual.

   E manifestamente Albufeira é uma terra perigosa, onde não é muito aconselhável passeios nocturnos nem grandes deslocações para sítios de diversão, pois a ausência de um policiamento activo e de presença dissuasora é manifesta.

   Mas nem em todos os domínios a polícia falha. Se tiver o azar de parar o carro fora de uma zona de estacionamento  para ir comprar o jornal,  beber um café ou comprar pão, por exemplo, é muito provável que a aventura lhe sai cara, pois há sempre um polícia desconhecido a tomar nota da matrícula do carro para oportunamente receber o "amável" convite para ir pagar a multa.

   É que a receita das multas ajuda a pagar os ordenados da polícia, e garantir a segurança das pessoas custa dinheiro.

   Em tempos de vacas magras as opções são  óbvias.

   Cada um tem o País que merece para viver ou para visitar.

 

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Estado de Alma: Algarvio
Livro: Crime e Castigo
publicado por Lanzas às 14:27

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Segunda-feira, 30 de Maio de 2011

OS PRAZOS DO ACORDO OU O ACORDO DOS PRAZOS

   Face à magnitude do Acordo assinado entre a Troika e o Governo, (um autêntico tsunami com capacidade de destruição do poder de compra das classes média e baixa idêntica ao verificado recentemente no Japão), e que recebeu o acordo dos outros dois partidos do chamado arco governativo, PSD e CDS, também nos parece que da antecipação dos prazos acertado entre o Governo e a Troika não virá  uma desgraça maior daquela que aí já vinha.

  Mas tem o significado politico importante de menosprezar quer os adversários políticos, quer os portugueses em geral. É que ao não ser transparente nas informações prestadas o Governo reincide no comportamento pouco ético que levou ao chumbo do Pec 4.

   Programa este reclamado de virtudes (eventualmente afrodisíacas) pelo PS e que levaria por si só à salvação de Portugal, bem como, por arrasto da Grécia e Irlanda, podendo estender-se o seu benefício ao resto da Europa e quiçá do Mundo. Há quem diga que Obama já estava de olho nele (Pec 4), afim de evitar a bancarrota dos Estados Unidos da América, tema que mais mês menos mês vai entrar na ordem do dia, e mais cedo  do que o comum dos mortais, provavelmente, julga.

   Digo eu que não percebo nada de economia. O que aliás é uma benção de Deus para poder sobreviver neste jardim "de Sócrates" plantado.

   Mas não parece correcto afirmar-se que as alterações entre a versão preliminar e a final do acordo que firma o resgate financeiro a Portugal são "acertos" que "não introduzem qualquer alteração" como a Comissão Europeia assegurou hoje, em Bruxelas, na sequência aliás do que havia dito José Sócrates. A questão é a seguinte: Se não era importante porque se alterou? Ou será que se alterou porque era importante e por isso não se quis dar conhecimento das alterações?

   Embora não tenha falado em devido tempo  o que devia, Teixeira dos Santos  falou agora e foi claro quando afirmou "Quem quer que ganhe as eleições e quem quer que venha a constituir Governo não vai ter tempo sequer para se sentar. Vai ter que, de imediato, pôr em execução o programa".

   Assim, a  antecipação verificada nos prazos não vai ter consequências nas decisões imediatas do próximo Administrador de Falências, também conhecido por Primeiro Ministro?

   Claro que vai, por muito que digam que não.

 

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Estado de Alma: Antecipado
Livro: Chão de Meninos
publicado por Lanzas às 18:17

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Domingo, 29 de Maio de 2011

AS CAMPANHAS DE SOLIDARIEDADE

   Com a degradação do tecido económico do País o desemprego, que em números reais (os que constam das estatísticas mais os que já desistiram de procurar emprego) não deve andar muito longe de Um Milhão de portugueses, tornou-se incontrolável.

   As consequências que este facto origina ao nível das famílias são devastadoras, para além das que são ocasionadas pela diminuição dos apoios sociais e das  impostas pela redução das despesas de saúde, que tenderão a agravar-se no futuro, tornando  a capacidade de sobrevivência de muitos lares, e o colmatar de carências de toda a ordem, dependente em larga escala dos apoios de Instituições de Solidariedade Social.

  Instituições como a Cáritas, o Banco Alimentar e a Liga Portuguesa Contra o Cancro com toda a sua especificidade, são apenas exemplos ao acaso das inúmeras Instituições que com um carácter regular ajudam quem mais precisa, apoiam os que foram "apanhados" por alguma das vicissitudes da sociedade, e colaboram activamente com pessoas às quais a desventura da vida trouxe azares e doenças que precisam de um apoio moral e de um acompanhamento permanente, os quais muitas das vezes as famílias por si só não têm condições de disponibilizar.

   E que dizer dos voluntários, jovens e menos jovens, homens e mulheres,  que de forma  livre e voluntária apoiada unicamente em motivações e opções interiorizadas, disponibilizam com coragem o seu tempo, a sua força emocional, o seu saber, o seu talento e o seu carinho a favor daqueles a quem momentaneamente a vida se tornou madrasta.

   Obrigado a todos eles.

   Dentro da grandeza que demonstram, um pequeno reparo o qual está longe de ser uma crítica, porque não é passível de  critica quem tem essa enorme capacidade de doação. Durante as campanhas de sensibilização e angariação de fundos (peditório ou venda de produtos associados às campanhas), por favor não mostrem enfado ou uma cara de desagrado quando alguém não colabora.

   Sabe Deus porque não o faz ...

 

Estado de Alma: Solidário
Livro: Conhecimento do Inferno
publicado por Lanzas às 15:07

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Sábado, 28 de Maio de 2011

O FUTEBOL E A POLÍTICA

   Todos nós com maior ou menor frequência utilizamos frases feitas, trocadilhos e metáforas, com mais ou menos oportunidade, com mais ou menos piada, com mais ou menos sabedoria.

   Os políticos, especialmente em épocas de "caça aos patos", que é como quem diz  de caça aos votos dos eleitores durante as campanhas eleitorais, utilizam abundantemente tais jogos de palavras.

   Paulo Campos, cabeça de lista do PS pela Guarda, e Secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações do defunto Governo de José Sócrates, fez esta semana uso desta brilhante tirada num comício do PS: "Nenhum presidente de um clube de futebol escolheria para ser treinador quem não tem experiência e não tenha resultados".

   Do alto da sua sapiência Jorge Nuno Pinto da Costa deve ter sorrido condescendente.

   É de todos sabido que José Mourinho, André Villas Boas e Pepe Guardiola, por exemplo, eram treinadores altamente experientes e com um enorme rol de títulos ganhos, antes do Barcelona e do F.C.Porto os terem contratado.

   Era conhecido que Paulo Campos em matéria de Comunicações a única coisa que sabia era nomear um Administrador que para exercer o cargo prestou " falsas informações ao Banco de Portugal (BdP) ao garantir por escrito ser «licenciado em Economia», quando, na realidade, nunca completou o curso de Economia do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) da Universidade Técnica de Lisboa".

   Ficamos agora a saber que de futebol também não percebe nada.

   É apenas um detalhe.

 

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Estado de Alma: Treinador
Livro: Administração de Empresa
publicado por Lanzas às 23:07

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Sexta-feira, 27 de Maio de 2011

O PSD NÃO QUER GOVERNAR PORTUGAL (II)

   Ontem publicamos aqui no LANZAS um Post com o titulo em epígrafe, no qual desenvolvemos a ideia de estar o PSD a criar todas as condições para não ganhar as próximas eleições do dia 5 de Junho, e com isso libertar-se da obrigação de formar Governo, ou até de participar num Governo de coligação como tem sido aconselhado a fazer por individualidades de todas os quadrantes políticos e sociedade civil, nomeadamente o Presidente da Republica Cavaco Silva e incluindo os antigos Presidentes da Republica Mário Soares, Jorge Sampaio e Ramalho Eanes.

   Hoje o assunto é retomado no Correio da Manhã por Constança Cunha e Sá que  na coluna Causas e Consequências escreve um artigo intitulado "O Alvo Errado" onde afirma textualmente: "Pelo que se vai vendo, o PSD parece estar a fazer tudo o que pode para conseguir perder estas eleições".

   E a realidade é que parece que o PSD não quer mesmo ganhar as eleições do próximo dia 5 de Junho, pois iindependentemente de as sondagens continuarem a referir que se mantém um empate técnico entre os dois principais, a verdade é que 70% dos inquiridos refere não querer José Sócrates como próximo PM, mas nem assim se coíbem de praticar uma série de erros comprometedores que põem em causa a sua vitória.

  E paira no ar a questão seguinte: Será que se tivesse sido o PSD a estar no governo durante os dois últimos anos e tivesse cometido todas as asneiras que o governo de José Sócrates  cometeu e se este estivesse agora a candidatar-se a estas eleições como líder da Oposição, as sondagens não estariam neste momento a dar-lhe uma maioria absoluta?

   Já se sabe que é tudo uma questão de demagogia, mas uma posição mais coerente por parte do PSD não seria de descartar.

   Para quem quisesse ganhar eleições, já se vê.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 335 

  

Estado de Alma: Com dúvidas
Livro: Casa Dividida
publicado por Lanzas às 15:37

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DE BONS ACORDOS ESTÁ O INFERNO CHEIO

   Estão prestes a terminar as tréguas que nos foram concedidas pela Troika que se apresta para governar Portugal.

   Com a entrega da primeira tranche do empréstimo (6.100 mil milhões de euros) por parte do FMI os quais nos asseguram o pagamento das "Promissórias" vincendas a 11 de Junho no valor de mais de 7.000 milhões de euros, Portugal está definitivamente comprometido com um bom Acordo, nas palavras do ainda PM José Sócrates.

   Os novos donos do País aguardam apenas que seja nomeado em 5 de Junho o Administrador de Falências para dar inicio à execução da penhora.

   Acreditamos que para o cidadão José Sócrates seja um bom acordo ou na pior das hipóteses um acordo neutro uma vez que não terá quaisquer implicações no nível da sua vida pessoal, pois sendo proprietário de pelo menos uma fracção num dos condomínios mais caros do centro de Lisboa; tendo dois filhos a estudar em dois dos colégios mais elitistas e caros de Lisboa, O Colégio Moderno e O Colégio Alemão; fazendo férias habitualmente no Hotel de luxo Sheraton Pine Cliffs, nos Olhos D'Água, em Albufeira, ou nas estancias de sky mais caras da Europa; e sendo cliente, com direito a identidade na montra, da loja "Bijan House" a mais caro do mundo que só atende por marcação e que  veste os homens mais poderosos do planeta, incluindo Presidentes, Reis e actores, os cortes verificados nos seus rendimentos e eventuais aumentos nos impostos a que estará sujeito não lhe irão provocar qualquer dano.

   Obviamente que não dispomos de elementos reais sobre a sua capacidade financeira pessoal, limitamo-nos a constatar o que é publico e notório e alardeado sem constrangimentos. Também é muito claro que se lhe reconhece todo o direito em usufruir o que é seu e procurar desfrutar para si e para os seus do que de melhor existe. É um direito legitimo e um objectivo que todos deveremos procurar alcançar pois tal desiderato estimula a criatividade, a competência e a capacidade de trabalho que por vezes está adormecida em nós.

   Mas para o Primeiro Ministro de Portugal o Acordo celebrado com a Troika não devia ser considerado um bom acordo. Poderá classificá-lo como um Acordo inevitável e o possível, mas daí  a classificá-lo como um bom acordo vai um mundo de distância.

   A distância que vai do cidadão José Sócrates para os Pais que tiveram de retirar os seus filhos dos colégios particulares onde estudavam e levou ao encerramento em 2010 de mais de 60 estabelecimentos privados e o número destes continue a aumentar em 2011. A distância que vai dele para as mais de 1500 famílias que só de Janeiro a Abril deste ano tiveram de entregar as suas casas ao Banco por não poderem satisfazer os compromissos assumidos, e o rol das comparações poderia continuar quase indefinidamente.

    E o mais grave é que segundo o último relatório do Banco de Portugal vai haver "uma contracção sem precedentes do rendimento disponível das famílias" e uma "recessão de magnitude elevada", com consequências brutais que se irão reflectir nos mais pobres e desfavorecidos que não vão andar nas Scuts, nem no TGV, nem utilizar o Novo Aeroporto de Lisboa, mas que os vão pagar.

   Senhor Primeiro Ministro, o senhor sabe o que é deixar de ter dinheiro para comprar leite ou pão para dar de comer aos filhos? Como não sabe não fale de um bom Acordo. Haja decoro.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 334

Estado de Alma: Esmagado
Livro: As Chuvas Vieram
publicado por Lanzas às 09:07

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Quinta-feira, 26 de Maio de 2011

O PSD NÃO QUER GOVERNAR PORTUGAL

   Temos como dado adquirido que o PSD tem, conscientemente ou não, estado a criar as condições necessárias para não ganhar as eleições do próximo dia 5 de Junho, e com isso sentir-se desobrigado de participar no Governo qualquer que seja a sua composição, e completamente indisponível para o liderar.

   O partido dispõe dos melhores quadros do País, sendo o seu Presidente Pedro Passos Coelho um homem informado, metódico, cordial, a quem pode eventualmente faltar alguma experiência ao mais alto nível politico, mas como se sabe isso é uma "doença" que passa com o tempo e tem de começar alguma vez para poder passar, não sendo um motivo impeditivo de governar o País, que está com certeza assessorado por um conjunto de pessoas e entidades idóneas que lhe dão a necessária cobertura para a oportunidade do lançamento de temas importantes durante a campanha eleitoral que está a decorrer, e portanto as questões levantadas não são obra do acaso nem fruto de inspiração momentânea.

   Na situação actual do País a posição correcta a assumir pelos partidos durante a campanha eleitoral deveria ser a de não escamotear informação aos eleitores nem fazer uma campanha de promessas irrealizáveis, sendo que os dirigentes dos partidos adversários devem ser confrontados relativamente aos erros cometidos, mas sempre com urbanidade.  A campanha deveria ser esclarecedora relativamente às incontornáveis dificuldades que os portugueses irão sentir inexoravelmente agravar-se a partir do próximo dia 6 de Junho, mas isso já percebemos que ninguém quer assumir.

   Ora o PSD ao lançar para a discussão eleitoral temas como a  Auditoria ao programa das Novas Oportunidades que Passos Coelho considera ser «uma mega encenação no país paga a peso de ouro e uma mega produção que mais não fez do que estar a atribuir um crédito e uma credenciação à ignorância»,  e a reavaliação  da lei do aborto, uma vez que  "passados quatro anos sobre a entrada em vigor do diploma sobre a interrupção voluntária da gravidez, é altura de ver o que correu bem e o que correu mal, com vista a eventuais alterações", está a pretender apagar fogos com gasolina

    É real a absoluta necessidade de esses e de outros importantes dossiers ainda com mais relevância no estado da economia portuguesa, serem devidamente esclarecidos, e um dia serão, mas não é nas penúltima semana da campanha que eles devem vir para a luz da ribalta, uma vez que não há tempo para serem discutidos em profundidade, o que origina um efeito boomerang, dando a oportunidade aos adversários políticos para se aproveitarem deles, como se estão a aproveitar, e atacarem as propostas do PSD as quais têm o efeito de afastar potenciais eleitores, ou seja todos os que foram beneficiados com tais politicas e não as querem ver agora discutidas. E são muitos, sendo as últimas sondagens disso reflexo.

   Em política ter razão antes do tempo é não ter razão.

 

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Estado de Alma: Admirado
Livro: Uma Inquietante Simetria
publicado por Lanzas às 20:27

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Quarta-feira, 25 de Maio de 2011

FRANCAMENTE

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Estado de Alma: Almoçado
Livro: A Arte de Enganar
publicado por Lanzas às 09:27

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Terça-feira, 24 de Maio de 2011

CHOVIA EM LISBOA

   Estávamos em 2014. Era Primavera.

   O Primeiro Ministro, equidistante dos dois Partidos mais votados nas eleições de Junho de 2011, e por eles indicado, num acordo histórico, ao Presidente da Republica depois das referidas eleições para formar governo e que também era apoiado pelo terceiro partido mais votado, que curiosamente podia formar maioria parlamentar com qualquer dos outros dois, em audiência solicitada ao Presidente para o efeito, pediu para que fossem marcadas novas eleições uma vez que o País graças ao esforço de todos os portugueses estava em condições de entrar em normalidade democrática ou seja ser governado pelo Partido que tivesse uma maioria parlamentar que suportasse as suas políticas, um ano antes do previsto no acordo entre os partidos, dado que:

   O défice tinha vindo a reduzir-se gradualmente, estando praticamente nos 3%; O congelamento de pensões mais baixas, tinham tido progressivos  ajustamentos positivos; Era expectável que os ordenados da função pública fossem descongelados no próximo ano; Com a descida da taxa social única as empresas tinham vindo progressivamente a ganhar competitividade e com isso a percentagem de desempregados era, realmente, de um dígito; Algumas PPP tinham sido renegociadas com beneficio para os contribuintes;  A Saúde com a descida do custo dos medicamentos e as melhorias introduzidas no Serviço Nacional de Saúde tinha reduzido o seu peso no Orçamento Geral do Estado; Os professores devidamente avaliados estavam a contribuir decisivamente para a real melhoria do ensino público, sem truques nem magias; Os Açores e a Madeira, estavam a diminuir os seus défices e a reduzir o endividamento; Os impostos tinham estabilizado sem asfixiar os trabalhadores nem as  pequenas e médias empresas ; Face a um conjunto de medidas acertadas os juros da dívida pública reduziram, e com a utilização dos apoios contemplados no Acordo com a troika os Bancos estavam mais capitalizados e a financiar principalmente a industria e a agricultura com spreads razoáveis; A fraude fiscal diminuíra e havia maior transparência nas transacções financeiras com as off shores;  O turismo estava em alta beneficiando da conjuntura internacional que trouxera mais turistas para Portugal; Tinha havido algumas greves sectoriais de protesto contra medidas mais gravosas, mas no seu conjunto os trabalhadores estavam expectantes de uma melhoria das suas condições de vida; A TAP fora nacionalizada e com isso desviaram-se rotas para Madrid, fazendo com que o Aeroporto de Lisboa fosse considerado operacional por mais alguns anos; O TGV vai arrancar numa versão menos rápida e mais barata com menos endividamento público.

   Sobressaltado acordei.

   Era um sonho e chovia em Lisboa. Ou seria em Santiago ?

 

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Estado de Alma: Adormecido
Livro: À Beira do Abismo
publicado por Lanzas às 13:57

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Segunda-feira, 23 de Maio de 2011

AS PRAXES

Em traços largos eis o relato de um filme real de uma atividade incluída nas praxes académicas, acontecida num domingo de sol abrasador, por quem viu ao vivo e em direto:

Chegados ao local escolhido, com os caloiros a entoar cânticos de humilhação, enquadrados pelos veteranos, os caloiros eram separados e de os olhos vendados afastados individualmente do grupo para serem sujeitos a interrogatório, por um ou mais veteranos.

Ao fim de algum tempo eram trazidos de volta e o veterano indicava à assembleia se era merecida uma punição ou uma salva de palmas.

Peço desculpa por as movimentações de olhos vendados, os interrogatórios e as punições, me terem feito lembrar Guantanamo.

 

 

 

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Estado de Alma: Estudante
Livro: Tratado de Natureza Humana
publicado por Lanzas às 17:07

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