Segunda-feira, 20 de Junho de 2011

FERNANDO NOBRE - CHUMBADO

   Aviso aos leitores: Este Post fica escrito para "memória futura", porque em política não há memória curta, e nessas circunstancias começou hoje o fim do  ACORDO POLÍTICO DE COLABORAÇÃO ENTRE O PSD E O CDS/PP PARA O ESTABELECIMENTO DE UM PROJECTO POLÍTICO DE LEGISLATURA.

  Como diria o outro Pedro, o Santana Lopes, está escrito nas estrelas.

   Com efeito a candidatura de Fernando Nobre à presidência da Assembleia da República foi chumbada na primeira volta, tendo obtido apenas 106 votos a favor, 101 brancos e 21 nulos. O candidato teve então menos dois votos que o número de deputados do PSD e menos dez necessários para a eleição, e voltou a ser chumbada na segunda volta, com um resultado praticamente igual. Começou mal Passos Coelho. É uma derrota pessoal com repercussões futuras.

   Pode dizer-se agora em abono da verdade que qualquer solução que venha a ser encontrada será sempre uma má solução.

   O CDS, que teve toda a legitimidade para votar contra, pois tinha anunciado esse desiderato ainda durante a campanha eleitoral, levou longe de mais a vontade de Paulo Portas, o que vai deixar marcas indeléveis que mais tarde ou mais cedo virão ao à superfície.

   A situação é a mesma que se verifica quando num casamento um dos cônjuges pratica o adultério. Pode ser perdoado, mas nunca será esquecido. E quando houver uma discussão mais séria sobre qualquer assunto importante este episódio nunca deixará de vir a lume.

   Digamos que o Acordo do Governo está condenado e ainda não temos Governo.

   Quando são as novas eleições?

 

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Estado de Alma: Estupefacto
Livro: Cirurgião de Batalha
publicado por Lanzas às 18:07

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Sábado, 18 de Junho de 2011

FUNDO DE COMPENSAÇÃO SALARIAL

   É dado como certo que pelo menos um potencial Ministro para uma das mais relevantes pastas do futuro executivo recusou o lugar por questões económicas.

   É compreensível que alguém que investiu a sério numa carreira académica e profissional, que tenha família constituída e compromissos assumidos, não queira trocar um lugar certo e bem remunerado, por um lugar absolutamente instável, impopular, desgastante ...e ainda por cima mal pago.

   Sempre defendemos que os vencimentos dos Ministros eram demasiado baixos e não eram compatíveis com a responsabilidade e dificuldades da função, não permitindo captar os melhores mas apenas os disponíveis.

   Finalmente alguém teve a coragem e a honestidade de chamar "os bois pelos nomes", dizendo que por esse vencimento não vou.

   Haverá quem tenha capacidade financeira, e esteja disposto a fazê-lo, em nome da sua realização pessoal, do desejo de servir o país e de tantas outras motivações como aquelas que formos capazes de elencar.

   E haverá quem esteja disposto a fazê-lo "investindo" no curto prazo para retirar dividendos futuros. E andam por aí alguns.

   Manuela Ferreira Leite teve de contornar esta dificuldade em 2004, quando quis "contratar" Paulo Macedo, o agora indigitado Ministro da Saúde, para o lugar de Director Geral dos Impostos, o que se revelou uma decisão absolutamente acertada, com evidentes ganhos para o País, pois o trabalho por ele desenvolvido nesse organismo, onde se manteve até 2007, é apontando como um dos motores da modernização e informatização da máquina fiscal, e ainda hoje é recordado com saudade naquela Direcção Geral, e desejado o seu regresso, pelos funcionários da mesma.

   Por tudo isto somos da opinião que deveria ser criado um Fundo de Compensação Salarial para fazer face aos encargos com a diferença de vencimentos (isto é: entre o que era auferido antes de entrar em funções governativas e o novo vencimento público) quando alguém invocasse ser essa a razão para a não aceitação do lugar de Ministro ou Secretário de Estado,

   Portugal precisa (realmente) dos melhores. Mas tem de pagar pelo preço de mercado.

 

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Estado de Alma: A serrar presunto
Livro: Diabo dos Números
publicado por Lanzas às 12:27

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Sexta-feira, 17 de Junho de 2011

A ELEIÇÃO DO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA

   Relativamente ao Presidente da Assembleia da Republica, segunda figura da hierarquia do Estado, não temos nenhuma posição fundamentalista, nem a de que se trata de um lugar da maior importância para o funcionamento das instituições, nem a daqueles que consideram tratar-se de um lugar sem qualquer relevância no panorama político, considerando o detentor do lugar uma mera figura decorativa.

   Situamo-nos a meio caminho, considerando tratar-se de um lugar de representação do Estado, que dirige aquilo a que se poderia designar da Casa da Democracia, se tudo o que fosse verdadeiramente importante a nível político para o País fosse ali tratado, o que como se sabe manifestamente não é o caso, pois os grupos parlamentares na sua generalidade não têm vontade nem iniciativa próprias, tratando-se de meras correias de transmissão da direcções do partidos. De todos os Partidos. 

   Por mero tacticismo o PSD antes da campanha eleitoral convidou o Dr. Fernando Nobre para integrar as suas listas, como independente, e na expectativa que este fosse uma mais valia eleitoral convidou-o para  Presidente da Assembleia da Republica, provavelmente convicto de conseguir uma maioria absoluta que garantirtia este desiderato. O CDS na altura com a fasquia eleitoral demasiado elevada e com expectativas de conseguir um resultado bem superior ao verificado colocou de imediato fora de questão colaborar nessa eleição, considerando que o candidato não reunia condições para o lugar. Candidato esse que diga-se em abono da verdade, pese o seu prestigio internacional e a obra meritória realizada, ajudou a desqualificar-se ao afirmar que se não fosse eleito Presidente não ocuparia o seu lugar de Deputado. As rectificações posteriores do próprio e do PSD não podiam alterar o que dito estava.

   Perante este extremar de posições e daquilo que cada partido se  havia comprometido, a fórmula encontrada foi a de deixar de fora dos Acordos, políticos e programáticos, celebrados entre o PSD e o CDS a questão da eleição de do Dr. Fernando Nobre, o que parece acertado.

    Aqui chegados vamos desembocar na eleição do próximo Presidente da Assembleia da Republica, que se vai verificar na próxima segunda feira.

   Cada partido  reafirmou já a sua posição sem ter perdido a face. Porém dado que a eleição que se vai realizar é efectuada por voto secreto dos Deputados, seria um sinal político importante e um sinal de que ambos partidos têm a capacidade de se superar na procura de desbravar caminhos verdadeiramente importantes para os interesses do País, se tivessem a capacidade de ultrapassar esta questão, elegendo à primeira volta o Dr. Fernando Nobre.

   Dizemos agora aquilo que já dissemos a propósito de Pedro Passos Coelho, a experiência é uma coisa que se adquire com a prática e não há mal de maior quando não se tem essa valência, mas se possui um conjunto de requisitos fundamentais.

   E esses manifestamente o candidato tem-nos. Vivência, mundo, cultura, formação.

   Digamos que para o Mundo a eleição de Fernando Nobre era um sinal de maioridade, eleger um intelectual solidário com os mais desfavorecidos.

   O resto são detalhes.

 

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Estado de Alma: Confiante
Livro: Com a Morte na Alma
publicado por Lanzas às 18:17

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DUAS BOAS NOTÍCIAS

   Os acontecimentos políticos de ontem trouxeram-nos duas boas notícias as quais podem e devem servir de paradigma de uma nova ordem que proporcione a Portugal  encontrar alguma serenidade institucional, e com isso ajudar a um melhor funcionamento das instituições, não nos fazendo nunca esquecer que a política é feita de ideias e consequentemente de confrontos os quais devem todavia nesta fase crítica, de verdadeira salvação nacional, que atravessamos ser expressos com contenção.

   Por um lado Pedro Passos Coelho afirmou: "não usaremos a situação que herdámos como desculpa do que teremos de fazer". Trata-se de uma posição importantíssima que, se for cumprida, mostra uma nova forma de fazer política, bem diferente da do seu antecessor que levou seis anos a afirmar que tudo o que de mal acontecia neste País ou era da crise internacional ou do anterior Governo. É um bom começo.

   A outra boa notícia foi ter-se constatado que não são "pardalitos foleiros" nem "piscos" que mandam no PS. A decisão tomada pelo Secretariado Nacional deste partido é uma decisão responsável, que ajuda a credibilizar tanto Francisco Assis como António José Seguro  ambos candidatos a futuro Secretário Geral, que a haviam advogado, sem que isso signifique que o PS deixe morrer o assunto, e bem, pois se existem "fortíssimos indícios sérios de fraude eleitoral" como afirmou um dirigente seu, o PS  deve e pelos vistos vai "participar o caso ao Ministério Público", como é aliás do interesse nacional, para que tudo fique devidamente esclarecido e não possam vir a subsistir quaisquer dúvidas.

   Não se pode estar mais de acordo. Defender as nossas razões e as nossas convicções é um direito inalienável, mas sem que com isso se ponha em causa os superiores interesses do País, deixando para os foleiros o papel de gritar para a caravana que passa.

 

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Estado de Alma: Satisfeito
Livro: A Espuima dos Dias
publicado por Lanzas às 08:57

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Quarta-feira, 15 de Junho de 2011

OS VOTOS DO BRASIL SÃO FOLEIROS

   É sabido que em todos os Partidos políticos existem sensibilidades, grupos, tendências, conjuntos de pessoas, e outros tipos de participação activa, que defendem, dentro de uma visão global que em princípio será a linha oficial do partido, conceitos, estratégias, políticas, rumos e até dirigentes diferentes.

   É normal e é salutar. O unanimismo sempre deu maus resultados como se viu no PSD do tempo de Cavaco Silva e no PS do último Secretário-geral.

   Como alguém afirmou, e bem, este tipo de personalidades são como os eucaliptos: secam tudo, e todos, à sua volta.

   Também é sabido que nos partidos, em todos os partidos, existem pessoas credíveis, sensatas que não fazem da política uma permanente chicana, e não a utilizam para uma constante guerrilha verbal ou revanche pessoal e existem os foleiros.

   Vem isto a propósito do chamado caso dos votos dos emigrantes do Brasil. É evidente que os prazos, os procedimentos, a observância das leis de um acto eleitoral têm que ser seguidos à risca, para que não surjam quaisquer dúvidas e sobretudo para evitar que os tais políticos  foleiros possam vir a aproveitar o caso para mais uns minutos de fama a dar corda ao papagaio.

   Como ontem o vice presidente da Comissão Nacional de Eleições afirmou, a decisão daquele órgão, tomada por unanimidade, de considerar procedente uma queixa do PS contra a recolha e envio de votos de emigrantes por parte de um jornal do Rio de Janeiro no Brasil era passível  de reunir argumentos que conduzissem a uma decisão contrária à que foi tomada, mas também ela impugnável.

   Ora na fase crucial que atravessamos, com a necessidade imperiosa de ter um Governo em plenas funções para que possa começar a trabalhar e a cumprir os compromissos assumidos pelo PS em nome do País, verifica-se que por um lado existem opiniões dentro deste partido, tal como a de Francisco Assis o ex-líder parlamentar e candidato a seu líder com o bom senso necessário para afirmar, à saída de uma audiência com o Presidente da Republica que os socialistas não recorrerão ao Tribunal Constitucional (TC) na questão dos votos do Rio de Janeiro, afirmando que: "Pela nossa parte não haverá atrasos à formação de um novo Governo no País".

   Esta seria a posição politicamente correcta que o País necessitava, e uma derrota para os protagonistas do quanto pior melhor. Se assim não fôr, vamos aguardar com curiosidade para ver qual a saída encontrada por Francisco Assis para "descalçar esta bota", e em caso de se confirmar o recurso do PS para o Tribunal Constitucional, ficar a saber que se eleito Francisco Assis não vai nunca contar para o "Totobola".

   Com efeito mantendo-se a posição assumida por José Lello  que através do seu mural no facebook, transformado agora numa espécie de Jornal do Povo, reafirmou a intenção do PS,  em recorrer para o Tribunal Constitucional, atribuindo a responsabilidade da situação ao Presidente da República dado que foi "o veto do PR (Presidente da República) à lei para que o voto na emigração passasse todo a ser presencial, como o é para a eleição do PR, e não por correspondência,  (que) permitiu esta vergonha!", vamos ter mais uns dias o País parado à espera de Governo.

   Sempre à gente muito foleira.

 

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Estado de Alma: A ver os foleiros passar
Livro: Os Incompatíveis
publicado por Lanzas às 15:37

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Terça-feira, 14 de Junho de 2011

OS PILOTOS DA TAP

   Num Post aqui publicado em 12 de Março de 2010, dizíamos que os Pilotos da TAP são como as andorinhas, voltam sempre.

   Este ano já chegaram, comeram o trigo, que é como quem diz as reivindicações e bateram asa, até que uma nova janela de oportunidade surja para quem como eles, sendo uma das classes profissionais mais bem pagas deste País, com um conjunto de prebendas de fazer inveja ao Abade, estão sempre prontos para dar mais uma bicada.

   Quando não aproveitam um acaso fortuito caído do céu, tal como aconteceu agora, têm épocas próprias para voltar, que obedecem a um critério concreto: O de causar um prejuízo ainda maior do que aquele que já dão  habitualmente, isto é: Férias, Páscoa, Natal e Ano Novo.

   Desta vez a oportunidade foi-lhes dada pela Administração a qual para reduzir os custos pretendeu diminuir um elemento na tripulação. E que outra maneira haverá de reduzir custos, se aumentar a produtividade por aquelas bandas é coisa que não se pode nem sequer ouvir falar.

   E desta vez os argumentos eram de morte: “menos tripulantes com a mesma carga de trabalho significará que os passageiros poderão ver comprometido o atendimento e a segurança”, uma vez que “uma pessoa mais cansada tem mais dificuldades em responder da mesma forma a certo tipo de situações”.

   Mas afinal os passageiros podem estar descansados com a sua segurança, que ela está garantida. Umas promoções, mais umas horitas de descanso e uns acertos nos horários para que conjugados com a distribuição de folgas possam potenciar as férias, e acrescentando mais umas viagenzitas, quase de borla, para os amigos e as amigas, e pronto está tudo em ordem. Os "macacos" que compram o bilhetinho e os que suportam nos impostos os milhões de Euros de prejuízos que se lixem. Alguns destes nunca andaram de avião. Mas isso que importa, se é para o bem estar da maralha ?

   Como dizia um político durante a última campanha eleitoral: Siga para bingo.

   Será que é agora que finalmente eles vão ser privatizados?

   Esperemos bem que sim. 

 

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Estado de Alma: "Assegurado"
Livro: O Alibi Perfeito
publicado por Lanzas às 19:07

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Segunda-feira, 13 de Junho de 2011

PORTUGAL ... EM RUINAS (OU ARRUINADO?)

   Em Linhares da Beira aldeia histórica do concelho de Celorico da Beira, uma das mais belas vilas históricas de Portugal, é deprimente o aspecto que apresenta o Parque Infantil da terra, paredes meias com o Castelo e a Igreja Matriz, a sala de recepção de quem a visita.

   Não há dinheiro gasto em promoção turistica que valha a este desleixo. Pobre País que tão maus filhos tens.

 

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Estado de Alma: Envergonhado
Livro: Crónicas Inocentes
publicado por Lanzas às 21:07

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Quinta-feira, 9 de Junho de 2011

DIGA NÃO À CAÇA AO MELRO

  Depois de estar mais de 20 anos proibida, a caça ao melro está agora autorizada. 

   Com efeito, foi decretada a inclusão desta ave  no calendário venatório nacional, o que se traduz na permissão do abate diário máximo de 40 unidades por caçador.

   Trata-se de uma medida absolutamente disparatada, copiada  por certo dos "Manuais Teóricos e Práticos de Mao Tsé Tung", que como é sabido mobilizou milhões de chineses para a campanha de abate dos pardais, os quais  foram praticamente dizimados, o que teve um efeito devastador  na agricultura, traduzido  em enormes e dramáticas  consequencias sobre a população.

   É uma medida de tal forma fora da realidade, que a generalidade dos caçadores está contra a mesma, colocando-se ao lado dos ambientalistas, só podendo, eventualmente, ser compreendida numa lógica economicista, no sentido de eliminar a necessidade da Autoridade Florestal Nacional emitir as credenciais que se tornavam necessárias para o abate desta ave por parte dos agricultores com plantações sensíveis à mesma, que a requisitavam.

   Depois de anos de erros estratégicos e de falhas penalizadoras para os pequenos agricultores, com a perda,  por incuria, de subsídios da CEE, e a sujeição a multas e devolução de subsídios já recebidos, aplicadas pelo mesmo organismo por falta de aplicação atempada de legislação, eis que em fim de vida surgiu a medida de fundo da legislatura do Ministério da Agricultura.

   Felizmente que a ultima época de caça, as eleições, terminou com estas aves de arribação.

 

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Estado de Alma: Ambientalista
Livro: Cisnes Selvagens
publicado por Lanzas às 09:07

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Quarta-feira, 8 de Junho de 2011

AGORA NÓS ... PAULO PORTAS

   Escrevemos antes das últimas eleições que a melhor solução para o País, face à grave crise económica que atravessamos, seria os dois principais partidos indicarem em conjunto o próximo Primeiro ministro que governaria Portugal num período de 3/4 anos, garantindo-lhe o necessário apoio parlamentar dos seus partidos para o cumprimento do Acordo celebrado entre a Troika e o Governo Português. Continuamos convencidos da bondade da solução, mas compreendemos a dificuldade pessoal para os líderes dos referidos partidos em apoiar essa mesma solução.

   Um queria ganhar porque no seu deslumbramento estava (estaria?) convencido que era a salvação de Portugal. Era um dos ungidos do Senhor que lhe tinha concedido a clarividência para ver além da crise. Crise, qual crise?

   O outro sonhava que se ganhasse as eleições, e por acaso ganhou, traria para o Governo a sabedoria dos escolhidos, que tornaria mais suave e risonho o caminho dos justos.

   Uma coisa é o óptimo, que como se sabe é inimigo do bom, outra coisa é o possível, e assim temos o que temos.

   Mas queremos, tal como fizemos antes das eleições, deixar uma palavra a Paulo Portas antes da formação do próximo Governo: Não faça pessoalmente parte desse Governo. O seu partido tem gente de sobra com qualidades e mérito para isso. Resguarde-se.

   As dificuldades que se anunciam para o próximo executivo são de tal monta e com um tal grau de exigência, que as personalidades que o integrarem não poderão, não deverão, ser distraídas com questões laterais à governação, e a sua passagem pelo Ministério da Defesa ainda não está digerida pela oposição. Admitimos perfeitamente que não existirá nada que possa manchar a sua reputação. Terá em seu poder, com certeza, toda a documentação com que justificará a sua conduta, mas existe um caso na justiça que ainda não chegou ao fim e onde o seu nome está envolvido. E isso não poderá ignorar.

   Entendemos que não será menos doloroso para Paulo Portas se não fizer parte do próximo Governo, do que seria para o anterior Primeiro ministro e para Passos Coelho auto excluírem-se para  em conjunto indicarem um nome para Primeiro ministro.

   Sabemos que dirá que quem não deve não teme. É verdade, mas já se ouve o ranger dos dentes dos seus adversários políticos e ainda a procissão não está formada, quanto mais no adro.

   Por si, pessoalmente, pelo meritório trabalho que tem desenvolvido no CDS, mas sobretudo por patriotismo faça esse sacrifício em nome de Portugal.

   O Tempo, o melhor mestre e o melhor aliado do homem, se encarregará, se a razão estiver do seu lado como acreditamos que esteja, de o recompensar.

   Houveram Grandes Homens, que depois de ganhar grandes batalhas, souberam renunciar às honrarias, ao poder e aos bens materiais simplesmente para continuarem a ser  Homens.

   Bastou-lhes terem ganho. Saiba seguir o exemplo.

 

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Estado de Alma: A apontar caminos
Livro: Sá Carneiro
publicado por Lanzas às 09:17

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Terça-feira, 7 de Junho de 2011

AGORA NÓS ... PEDRO PASSOS COELHO

   Meu caro Concidadão,

   Sabe com certeza que chegou a Primeiro-ministro do próximo Governo Constitucional, respaldado numa maioria significativa que lhe foi concedida pelo povo português num  claro voto de protesto e de rejeição pelo antigo Primeiro-ministro de má memória, que se encontrava absolutamente desgastado pela arrogância e demagogia patenteadas, que eram as suas imagens de marca, e pela absoluta incapacidade demonstrada para gerar consensos e governar responsavelmente e com verdade.

   Foram estas as razões pelas quais, mais do que  as credenciais que apresentou, embora tenha a seu favor o facto de ser seu o único programa eleitoral digno desse nome que foi apresentado e passível de ser discutido durante a campanha eleitoral, o que por certo lhe vai trazer importantes benefícios políticos no futuro, que o levaram ao poder.

   Perante esta situação está agora nas suas mãos mostrar a quem o elegeu, e até aqueles que apesar de tudo o que foi dito acima não votaram no seu partido, que tem mérito e que é capaz de trabalhar a sério, sem demagogia, sem mentira e sem arrogância em prol do futuro do nosso País.

   Por favor empenhe-se no trabalho. Escolha um equipa de gente séria e com competência. Estude os dossiers, procure soluções e consensos, e decida com sabedoria.

   Confirme aquilo que disse durante a campanha eleitoral e não substitua às cegas os boys do partido derrotado pelos boys do seu partido ou do partido com quem por certo se vai coligar. Utilize um critério único: Competência.

   Não ande permanentemente a calcorrear o País a inaugurar tudo o que é chafariz e rotunda e a visitar pela enésima vez as “empresas de sucesso”, que são normalmente empresas de regime, o que logo à partida deixa o povo de pé atrás.

   Tal conduta desprestigia e transmite a sensação de que não há nada de importante para fazer. O que não corresponde à realidade. De todo.

   Não aproveite todas as entradas e saídas, de e para, qualquer lugar ou evento para se pôr a jeito para as câmaras da televisão e de utilizar os jornalistas presentes para mandar recados para os partidos da oposição.   

   Foi degradante demais o espectáculo dado durante anos a fio pelo antigo Primeiro-ministro para que a dose se repita agora.

   Não multiplique as entrevistas às televisões. Fale pouco (muito pouco) mas acertado.

   E por favor não alinhe no espectáculo deprimente dos telepontos. “Só os tolos se deixam enganar com papas e bolos”.

   Tenha a capacidade intelectual e política indispensável para construir os entendimentos fundamentais com o partido com quem vai formar uma coligação de governo, mas tenha também a coragem necessária para conseguir os imprescindíveis consensos de regime com quem perdeu estas eleições. Os partidos  perduram, mesmo quando perdem, e o povo estima-os, sobretudo quando os maus dirigentes se vão finalmente embora. O momento é demasiado grave para que quem tem quase 1/3 do eleitorado fique de fora das decisões importantes para o futuro do nosso País.

   E finalmente não se preocupe com as sondagens durante os quatro anos do seu governo. Se no final tiver trabalho sério e resultados positivos para apresentar, o povo na sua inesgotável sabedoria terá isso na devida conta.

   Não tenha a menor dúvida.

   Felicidades.

 

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Estado de Alma: Expectante
Livro: A Grande Missão
publicado por Lanzas às 09:07

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