Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011

"INFORMALIDADE" ...

 ... SIGNIFICA FICAR COM OS IMPOSTOS PAGOS PELOS CLIENTES! 

 

   A Associação de Hotelaria e Restauração (AHRESP) sublinhou no encontro que teve com os grupos parlamentares na Assembleia da Republica a sua disponibilidade para participar com os Serviços de Finanças numa campanha contra a "informalidade" no sector, bem como na participação de outras acções consideradas necessárias no combate a essa mesma "informalidade", em troca da manutenção  da actual taxa do IVA, com o argumento que dessa forma aumentará a arrecadação do imposto ao invés do que se irá verificar se o Governo persistir no aumento da respectiva taxa .

   Vamos por partes. "informalidade" quer dizer alguém fica com o dinheiro que os clientes pagam sobre a capa de IVA, com a agravante de tal conduta conduzir a uma diminuição de receitas em sede de IRC. A Associação sabe dessa "informalidade", que tem outro nome e outras consequências, e nada fez para a combater.

   Disponibiliza-se agora para o fazer em troca da não aplicação de um agravamento do imposto.

   Ora esta disponibilidade actual que naturalmente se louva, tem um condicionalismo: O imposto não aumentar. Porque, deduz-se, que se aumentar a "informalidade" manter-se-á, ou eventualmente aumentará.

   Apelidar a medida em discussão no Orçamento do Estado de tragédia, chacina, tiro no escuro, brutal, bomba atómica ou outra, é um direito, embora excessivo. É que se não houvesse tanta "informalidade" no sector, tal como noutras áreas da economia, se calhar não era preciso aumentar a taxa do IVA.

   Todos temos o direito de reclamar, mas para haver direitos têm de se cumprir as obrigações.

   Sobretudo entregar ao Estado um imposto que o cliente pagou.

   Alguém andou a meter a mão na panela, pelo vistos sem se queimar, e agora reclama porque o caldo está a ferver.

   Não é verdade meus senhores ?

 

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Estado de Alma: Informal
Livro: Cem Maneiras de Fazer Licores
publicado por Lanzas às 09:57

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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011

EUROPARQUE A ÂNCORA QUE A AEP DEITOU AO MAR

   A  chamada Iniciativa Privada, também conhecida por Patronato, (embora os mais radicais costumem utilizar nomes que são por aqui considerados menos adequados) sempre gostou de viver debaixo do guarda chuva do Estado para se proteger de trovoadas, dispensando tão incómodo acessório sempre que o sol brilha e os lucros são fáceis.

   É uma característica genética que atravessa a Classe desde o tempo das Descobertas, que o chamado Estado Novo aprimorou e que os tempos revolucionários não alteraram.

   Pode em cada momento ter mudado de actores, mas a peça foi sempre a mesma.

   É dentro deste padrão de comportamento que se insere a assunção por parte do Estado do "Europarque"  situado em Santa Maria da Feira, face à execução por parte dos Bancos do aval que concedeu à Associação Empresarial Portuguesa (AEP) para a construção do mesmo, o que representa o pagamento a esses Bancos credores de qualquer coisa como 35 milhões de Euros, que a generalidade dos portugueses que ainda pagam impostos vai ter de pagar, uma vez que nenhum dos mentores ou gestores de "alto gabarito" que por lá passaram têm agora alguma coisa a ver com aquilo.

   O que prometia ser um projecto âncora (com certeza devido ao facto de estar ancorado na especulação imobiliária, como todo o bom projecto português que se preze, ou prezasse) "destinado a contribuir para a internacionalização do País" transformou-se com o tempo num projecto anzol que serviu para o Estado pescar mais um peixe elefante para colorir a caldeirada que são as contas deste País de tão maus costumes, o qual na verdade de bom só tem o que a natureza lhe deu: O Mar e o Sol.

   O resto é paisagem.

 

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Estado de Alma: Ancorado (Mal)
Livro: Descascando a Cebola
publicado por Lanzas às 09:37

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Terça-feira, 8 de Novembro de 2011

AS COMPRAS EM CARTÃO ...

 ... UMAS BOAS OUTRAS NÃO! 

 

   No último fim de semana assistimos a uma situação que deixa estupefacto o observador comum e revela o que é a influência (NEGATIVA) das grandes superfícies comerciais na vida das pessoas.

   Alertados  por SMS enviados na véspera, milhares de portugueses ficaram a saber que uma determinada superfície comercial  procederia a partir do sábado seguinte a uma campanha de venda de brinquedos com direito a 50% de desconto em cartão.

   Por curiosidade deslocamo-nos pelas 9,30h de sábado a um desses locais de venda para observar. E o que vimos? Centenas de pessoas acotovelavam-se para chegar aos bonecos mais conhecidos ou mais apelativos. Os carros de supermercado, cheios, chocavam uns com os outros e impediam as pessoas de circularem na zona.

   Havia gente de lista em punho a "dar baixa" das compras efectuadas, e algumas ao telemóvel  indagavam se o interlocutor achava por bem que comprasse o brinquedo X ou Z. Uma loucura.

   Nada a censurar. Vivemos num País livre em que um comerciante tem uma determinada quantidade de mercadoria para vender e promove a sua venda oferecendo um tentador desconto. Normal portanto.

   Porém existe um pormenor. É que as pessoas fazem contas a que gastam x em brinquedos, mas na realidade PAGAM o dobro. Claro que utilizarão o valor do desconto em compras futuras, mas sabe-se que existe uma maior permissividade para compras desnecessárias nessas compras futuras porque na altura já não envolvem o dispêndio de dinheiro.

   Claro que  os técnicos de marketing sabem disso, e exploram o facto.

  Ora perante a situação em que vive a maioria da população portuguesa, campanhas que apelam ao consumismo e á compra por impulso não deveriam ser evitadas ou, pelo menos, não publicitadas?

   Julgamos que sim. E no mínimo deveriam ser obrigados a fazer como na publicidade sobre bebidas alcoólicas, afixando cartazes:

      COMPRE COM MODERAÇÃO     ou    

      PENSE DUAS (OU TRÊS) VEZES ANTES DE COMPRAR.

   Muita gente ficaria agradecida. Mesmo sem saber.

 

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Estado de Alma: Em Saldo
Livro: Sociedade da Abundância
publicado por Lanzas às 09:47

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Segunda-feira, 7 de Novembro de 2011

SÃO ESCUTAS - ZÉ NINGUÉM

   O Jornal Correio da Manhã transcreve hoje parte do despacho do PGR sobre a recusa de investigar as escutas onde  estava envolvido o ex-Primeiro-ministro, que com a devida vénia se transcreve:

   "As provas reunidas apenas eram importantes ao nivel da ética política. O conteúdo de dezenas de produtos é a espaços, pouco abonatório do modo como se relacionam as elites económicas e financeiras, bem como do tipo de procedimentos utilizados na condução de actividades empresariais. É também elucidativo as ligações existentes entre as elites politicas e as elites empresarias ..."

   Há neste naco de prosa, se bem se entende, uma clara censura política ao principal governante na altura, mas que condicionalismos vários não permitiram que fosse tornada pública e consequentemente objecto de censura política dos eleitores. Não seria isso aquilo a que se chama Democracia?

   O sucedido leva-nos apenas e só a uma pergunta: Será que se aquilo que era censurável, e apenas conhecido por um numero muito restrito de pessoas, fosse do conhecimento geral as  actuais e futuras condições dos portugueses não seriam diferentes, para melhor, e não teria contribuído para se evitar o desastre do último ano de governação do anterior Governo e com isso o descalabro a que chegamos?

   Será que alguém sentirá hoje sobre si o peso de ter ajudado milhões de portugueses a viverem pior do que teria sido possível, e largos milhares a passarem fome, por não serem reveladas em tempo útil condutas inadequadas de responsaveis que contribuíram para o desastre económico e social onde nos encontramos mergulhados.

   Ou vivemos todos no melhor dos mundos?

 

 

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Estado de Alma: Mal Escutado
Livro: Escuta Zé Ninguém!
publicado por Lanzas às 15:37

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Domingo, 6 de Novembro de 2011

FUTEBOL CLUBE DO PORTO E O GRANDE LIDER ...

... VITOR PEREIRA, dixit

 

 

 

Estado de Alma: A liderar
Livro: Mao - A História Desconhecida
publicado por Lanzas às 13:27

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Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011

CONTRA OS CANHÕES, MARCHAR MARCHAR!

 

 

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Estado de Alma: A marchar
Livro: Quem Nos Faz Como Somos
publicado por Lanzas às 18:17

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FOI VOCÊ QUE DISSE CREDIBILIDADE?

   Em Outubro de 2010, Hugo Chavez, em viagem pela Europa fez escala em Portugal para cumprimentar o "amigo José", e porventura aproveitando o desconto em cartão, concedido por uma grande superfície, apalavrou a compra de dois navios asfalteiros;  12 500 casas para habitação social e 1,5 milhões de computadores Magalhães. Ainda aproveitaram para en passant, lhe mostrarem o barco "bom, bonito e barato", que os Açores recusaram por não cumprir a velocidade estipulada, mas pelo qual Chavez ficou de tal modo encantado que não foi de modas:

   - Destes "quero dois".

   Foi tudo feito ao “vivo e em directo” na televisão porque o "amigo José" precisava na altura das "duas mãos" do "amigo Chavez".

   Comentando o facto escrevemos na altura que aqueles contratos eram para ser assinados novamente em “directo e ao vivo” na televisão Venezuelana, quando o "amigo José" pela centésima vez visitasse uma das Pátrias de Simon Bolívar.

   Pois aí está. Não foi o "amigo José" que está agora ocupado em Paris a tirar finalmente um curso superior, mas tal como havíamos previsto os contratos um ano depois, voltam a ser assinados na Venezuela agora através dos ministros dos respectivos Negócios Estrangeiros.

   São 13 novos acordos de cooperação em matérias como a saúde, energia eléctrica, pecuária, indústria agro-alimentar, venda de computadores Magalhães e na área naval, cujo potencial de negócios é de mil milhões de euros para os próximos três anos, segundo revelou Paulo Portas, tendo igualmente afirmado que "uma parte muito significativa desta verba representa um impulso extraordinário às exportações e à internacionalização de empresas, marcas e produtos portugueses na Venezuela e esse é o melhor serviço que podemos fazer à economia portuguesa".

   É evidente que estes contratos deverão ser novamente assinados quando Chavez visitar o “amigo Pedro” ou quando este fizer uma visita à Venezuela.

   Claro está que ao “vivo e em directo” na televisão.

   A propósito: Não era de credibilidade que diziam que Portugal precisava?

 

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Estado de Alma: Sem poder
Livro: Cretinos ao Poder
publicado por Lanzas às 10:17

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Terça-feira, 1 de Novembro de 2011

FUJAM QUE É A BÓFIA

    Na opinião de António Martins, Presidente da Associação Sindical de Juízes Portugueses, o corte que o Estado se propõe fazer através do OE de 2012 do Subsídio de Natal e de Férias dos seus funcionários e pensionistas é ilegal e inconstitucional, e  representa um confisco. Mais diz que se tratará sempre de uma lei ilegal que não deve ser cumprida, devendo todos aqueles que se sintam prejudicados recorrer aos tribunais.

   Vindo de quem vem, não se trata de um mero comentário ou sound bit de um qualquer comentador, mas de uma opinião abalizada de um Aplicador da Justiça, que por certo mediu bem as palavras proferidas.

   Será pois de admitir, após mais este assalto aos bolsos de alguns portugueses, sim porque de acordo com os critérios  do actual Governo existem contribuintes de primeira, de segunda e de refugo, onde se inclui quem é vítima de medidas sem critério uma vez que não são iguais para todos, que o Estado face á alta verificada na cotação do ouro, com casas de recepção do mesmo espalhadas por todas as esquinas do País, mande confiscar todo e qualquer objecto de ouro em posse de qualquer cidadão português, de preferência em barra, mas sem excluir evidentemente anéis, fios, pulseiras, relógios, broches e dentes de ouro.

   Neste ultimo caso os portadores de incisivos, molares ou caninos em ouro, serão encaminhados de imediato para as urgências dos Hospitais que ainda não faliram, mas que obviamente para lá caminham, onde terão prioridade sobre qualquer outro doente, mesmo que esteja a ser operado, para se proceder à remoção dos mesmos, os quais deverão ser enviados para o Banco de Portugal, acompanhados da respectiva Guia e dos elementos de identificação do "dador", para que se possa proceder à emissão e posterior remessa de Títulos do Tesouro com vencimento a 30 anos, para liquidação da entrega "voluntária" efectuada  nesta data para salvação da Pátria.

   Ficam designados para esta meritória tarefa de recolha do ouro e condução dos "dadores" aos Hospitais os mesmos elementos que forem destacados para fiscalizar e multar, com multas até 2000 Euros, quem tiver o desplante de efectuar qualquer compra e não pedir e guardar a respectiva factura.

   Já uma vez aqui escrevi aquilo que li algures. Se não fosse trágico era divertido viver em Portugal.

   Claro que parte deste Post pertence ao Mundo do Faz de Conta, mas a parte que é real se fosse escrita há 1/2 anos atrás também teria a mesma classificação.

   E há quem diga que a procissão ainda vai no adro.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 409

Estado de Alma: A uivar
Livro: Quando os Lobos Uivam
publicado por Lanzas às 15:07

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