Sábado, 22 de Maio de 2010

NÃO PEDE DESCULPA ... MAS DEVIA

   Na última entrevista à RTP, o Primeiro Ministro José Sócrates, recusou-se a pedir desculpa pelo Plano de Austeridade, aprovado pelo Governo, com o estafado argumento de que nada fazer é que prejudicaria o País.

 

   Em última análise, na catastrófica situação para que nos conduziu até pode ter razão. Alguma coisa teria de ser feita para poder continuar alegremente a endividar-nos.

 

   Mas desculpa devia pedir por ter  chegado ao Governo com um deficite de 6,3 "cozinhado" pelo seu amigo Vitor Constâncio, de forma a justificar o injustificável que foi aumentar impostos quando tinha prometido na campanha não o fazer, afim de poder financiar obras estúpidas, que só serviram para nos conduzir à actual situação.

 

  Desculpa devia pedir pelas subidas e descidas de Impostos ao sabor dos calendários eleitorais. Desculpa devia pedir pelos aumentos dos funcionários públicos, desproporcionados para as nossas possibilidades, feito em ano de eleições.

 

   Aliás o PS é pródigo em distribuir mal aquilo que não há. No tempo de Guterres o preço da gasolina e do gasóleo não subiu apesar dos aumentos vertiginosos do petróleo verificados na altura. E o fim das portagens nas Auto Estradas de que a A8 foi a mais flagarante, foram medidas, entre outras,  que nos levaram para o pântano donde nunca mais saímos.

 

   Desculpa devia pedir por termos atingido o numero recorde de desempregados, quando foi eleito na base de um programa eleitoral com promessas de que iria criar postos de trabalho. Nem digo o numero porque é pornográfico.

 

   Desculpa devia pedir por ter atingido o recorde na carga fiscal sobre os contribuintes.

 

   Desculpa devia pedir por ao mesmo tempo que aumenta impostos, continuar a adjudicar obras sem sentido, que só existem para garantir interesses privados sejam nacionais ou estrangeiros.

 

   Desculpa devia pedir por muito mais coisas, mas sobretudo DESCULPA devia pedir por continuar a ser Primeiro Ministro.

 

  

Estado de Alma: Desculpado
Livro: O Golpe
publicado por Lanzas às 18:59

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1 comentário:
De Ventor a 24 de Maio de 2010 às 17:28
Pois devia mesmo!
Mas não pede porque não devrá ter recebido educação para isso. penso eu!
As desculpas só as pede quem é bem-educado e nós temos dois homens muito mal-educados no governo. Le premier e le second - l'home dos vinténs.

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