Quinta-feira, 27 de Maio de 2010

OS VIADUTOS DO NOSSO DESCONTENTAMENTO

   Segundo notícias recentes veiculadas na Imprensa, um viaduto construído há cerca de 20 anos na EN 202 em Monção vai ser demolido,  pois nunca foi utilizado por falta de acessos.

 

   Instada a tomar posição sobre o assunto a Câmara de Monção propôs "a sua demolição, uma vez que a construção dos acessos é inviável, já que de um lado há uma quinta de vinho alvarinho e do outro um conjunto habitacional", e a "construção, em seu lugar, de uma rotunda, reivindicada há largos anos".

 

   O custo do referido viaduto situado no Lugar da Pousa, freguesia de Monção, projectado para integrar uma variante, afim de permitir o atravessamento da estrada sem ser necessário utilizar um perigoso cruzamento ali existente, foi de 100.000,00 € a que se deverá acrescer agora o valor da sua demolição, o qual por certo não será despiciendo.

 

   Também em Alverca, Concelho de Vila Franca de Xira, bem visível a quem passa na Auto Estrada Lisboa/Porto, existe um viaduto cujo destino deverá ser o mesmo, pois parte do nada e chega a lado nenhum. Há cerca de um ano esteve prevista a sua demolição, com custos a suportar pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, mas o proprietário do viaduto não autorizou, pois quer inserir essa demolição numa negociação mais vasta sobre a Urbanização que supostamente o viaduto deveria servir. Acrescente-se que parte dos pilares do viaduto foram construídos em cima de uma linha de água e que os terrenos em que o mesmo está apoiado integram a Reserva Agrícola Nacional (RAN). Detalhes.

 

   Estes dois exemplos fazem-nos lembrar quando duma visita a Cuba, fizemos o trajecto Havana/Varadero de autocarro e verificamos, na altura com espanto, a existência de vários viadutos sobre a espécie de estrada que percorremos, os quais não tinham acessos de nenhum dos lados. Afinal por cá também temos disso. Os bons exemplos devem copiar-se.

 

  Quem são os responsáveis por desmandos como estes, pagos com impostos que não param de subir? Ninguém ?

 

  E quando se constatar que obras feitas apenas para satisfazer interesses privados como é o caso de Auto-Estradas "do lá vem um", TGV, e quejandas, não tiveram, como sempre soube que não tinham, retorno económico onde estarão os responsáveis pela sua construção?

 

  Em lugares de destaque de empresas privadas que beneficiaram dessas mesmas obras? enquanto na altura alguém encontrará uma solução expedita para as mesmas, como  fez agora o Presidente da Câmara de Monção,  que em termos irónicos sugeriu: "Se houver problemas de dinheiro para construção da rotunda, a Estradas de Portugal poderá resolver o problema vendendo ou alugando o referido viaduto, que até hoje só serviu para pendurar propaganda.

 

  Pobre País. Não tens conserto.

Estado de Alma: debaixo da ponte
Livro: Todos Os Homens São Mentirosos
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publicado por Lanzas às 18:55

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