Sexta-feira, 16 de Julho de 2010

ALMADA REVISITADA - CONCLUSÃO

(POR AGORA)

 

   Voltamos a Almada, 55 Anos depois de termos lá chegado. Percorremos os locais por onde passeou a nossa meninice. Visitamos os sítios onde crescemos e a nossa imaginação ganhou asas: o Castelo, o Ginjal, o Cristo-Rei, as Escola Conde Ferreira e Emídio Navarro. 

 

   Da varanda da cerca do Castelo recordamos a visão dos golfinhos que subiam o Tejo até ao mar da Palha, e do regresso do Santa Maria  a Lisboa, a 16 de Fevereiro de 1961, depois da epopeia  que foi a sua tomada de assalto pelo DRIL em águas internacionais nas Caraíbas, na madrugada de 22 de Janeiro de 1961, durante a chamada "Operação Dulcineia" em que foi rebaptizado de "Santa Liberdade".

 

   Vieram-nos igualmente à lembrança o que foram as correrias para ver as imagens fantasmagóricas dos incêndios da Igreja de São Domingos em 1959 e do Teatro de Dona Maria em 1964.

 

   Vimos muitas coisas bonitas. O Teatro de Almada, a Casa da Cerca, a Praça da Liberdade, as ruas limpas, os pequenos e agradáveis Restaurantes, a simpatia das pessoas. Decididamente gostamos. E não é só a nostalgia a falar.

 

   A zona das praias a procurar encontrar um novo rumo. A Polis ajudou, mas há muito a fazer. Por favor não deixem que se torne uma nova Copacabana.

 

   Algumas coisas menos bem. O Comércio em crise, sinais dos tempos, mas com alguma revitalização,  com Lojas de rua a procurarem dar a volta à situação.

 

    Deparamos com algum constrangimento no trânsito automóvel devido ao metro de superficie, que representa igualmente um acentuado perigo para a circulação pedonal. A segurança em segundo plano por questões orçamentais, segundo ouvimos dizer. É pena

 

   Não gostamos de ver a Lisnave, transformada em lixeira à espera de oportunidade para grandes negócios imobiliários. Por agora só para o Governo e seus boys, com a criação em espiral de Empresas que se sobrepondo umas às outras dão origem a empregos fictícios para dar abrigo aos que não arranjaram, ainda, melhor "tacho".

 

   No futuro alguns priveligiados beneficiarão daquele tesouro. Na verdade, se houvessse vergonha, era agradável viver em Portugal.

Estado de Alma: Nostálgico
Livro: Até que o Rio Nos Separe
publicado por Lanzas às 11:59

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