Sexta-feira, 8 de Outubro de 2010

A NOVA ÁRVORE DAS PATACAS

   Existem negócios que nem o mais ousado dos visionários alguma vez se atreveria a imaginar.

   E no entanto não tem nada que saber. De acordo com as normas da UE esta, convenientemente, não pode emprestar dinheiro directamente aos Estados Membros.

   Mas através do BCE pode emprestar ao Bancos nacionais, à taxa de 1% (Por extenso para não haver dúvidas: UM POR CENTO).

   Portanto tudo legal e dentro das normas.

   Claro que os Bancos não vão emprestar o dinheiro que pedem emprestado ao BCE a PME's que vão à falência que nem tordos (Mais de 3000 este ano) nem aos Pelintras que se atrevem a querer comprar casa, e que quando menos esperam vêem o ordenado ser reduzido, se não acabarem mesmo no desemprego. Já são quase 700.000 nestas condições.

   Nada disso.

   Então o que fazem os "piquenos" com esses empréstimos? Compram dividazinha pública a taxas que sabem que nem mel. Já chegaram quase aos 7%.

   Dir-se-á que correm o risco da Republica não pagar a dividazinha, mas eles sabem que no fundo, no fundo, a Republica não vai ao fundo, e portanto vai pagar.

   E o que fazem os Bancos com essa dividazinha da Republica (a tal dita soberana)? Entregam como garantia (chamam-lhe colateral) ao BCE para pedir novos empréstimos a UM POR CENTO, para comprarem mais dividazinha a SEIS OU SETE POR CENTO. E assim sucessivamente. Numa sucessão sucessiva de sucessos que se sucedem sucessivamente sem cessar.

   Meus senhores, isto não é um maná. É uma frondosa árvore das patacas.  

   Que permite de uma forma simples continuar a ir ao (*) do Zé Povinho.

   Dentro das normas e portanto tudo legal. Já se vê.

                                     Pormenor do quadro (colagem) "O Grito" de João Portalegre 

 (*) bolso

Estado de Alma: A arreganhar a taxa
Livro: Por favor preocupem-se !
publicado por Lanzas às 09:22

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1 comentário:
De Fulano a 9 de Outubro de 2010 às 14:52
A sua estória é boa mas esta também não está mal:-ouvi na rádio alguém afirmar que os cortes em muitos salários mais altos nem não vão ser sentidos pelos visados. O jornalista (?) afirmava que baixando determinados salários de topo baixava também o escalão de impostos sendo que o funcionário apesar de receber menos por mês como pagará TÃO menos impostos ficará a receber ANUALMENTE, EXACTAMENTE o MESMO. A ser verdade é GENIAL: calam a boca ao povo e fica tudo na mesma para os funcionários de topo.

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