Quarta-feira, 20 de Outubro de 2010

O CIRCULO DA QUADRATURA

   António Costa, sério candidato a Secretário Geral do Partido Socialista, e portanto um provável futuro Primeiro Ministro, apresentou num recente programa televisivo (Quadratura do Círculo) uma sugestão que vem ao encontro de muitas das pessoas que se posicionam ao centro do espectro político português, e que representarão entre 70 a 80% dos votos dos portugueses, a qual consistia na subscrição de um  Acordo de Regime em que os dois principais Partidos (PS e PSD) mantendo a sua identidade própria, acordariam em dois ou três pontos essenciais para uma política comum, a ser conduzida qualquer que fosse o  Partido que circunstancialmente estivesse no poder.

   É uma boa proposta que bem trabalhada poderia ajudar Portugal a sair consistentemente da crise crónica em que agoniza, a qual trazida à colação por um homem de quem se pode discordar politicamente mas com uma personalidade estável, tranquila, com um percurso político conhecido e sem nebulosas, que domina o aparelho do PS, pode ajudar a abrir uma porta para o futuro.

   Na fase de descrédito que o País atravessa, qualquer solução é boa desde que permita Portugal ver-se livre deste PM que mantém uma postura bipolar, pois num dia vai à Assembleia da Republica dizer que o País precisa de um Orçamento que se revela um autentico assalto, já não digo à mão armada, mas um roubo como disse preto no branco o Presidente do Sindicato dos Juízes, e no outro dia afirma que o TGV e o Aeroporto são para avançar.

   Com o devido respeito que possa mercer uma figura de estado, entramos numa fase de paranóia absoluta.

   A proposta de António Costa deve pois ser equacionada ao nível da bases dos dois Partidos de forma a obrigar as cúpulas a ter em atenção o sentimento daqueles que mais sofrem nas suas carteiras os efeitos nefastos de uma política de saque.

   E como já deixamos expresso em anteriores apontamentos somos dos que perfilham a opinião de que o Partido Socialista deve governar até ao fim da presente legislatura, apresentando um novo Primeiro Ministro, com um novo programa de Governo, que obrigando a alguns inevitáveis sacrifícios, pois não haverá alternativa, seja simultaneamente um farol de esperança.

   Para que se possa vir a dizer "Há luz ao fundo túnel".

   É que nas circunstâncias actuais nem túnel existe, quanto mais luz.

Estado de Alma: Em quarto crescente
Livro: Uma Grande Razão
publicado por Lanzas às 09:27

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