Sábado, 23 de Outubro de 2010

O ORÇAMENTO PARA 2011

   É sabido que somos um povo de brandos costumes e fraca memória, com tendência para criticar hoje o que ontem aprovamos por unanimidade e aclamação, e vice-versa.

   Vem isto a propósito da aprovação do próximo Orçamento para 2011 que tudo indica se prepara para ser apresentado brevemente pelo PS e PSD com arraial e foguetes.

   Depois do triste espectáculo dado pelo Governo e pelos dois maiores Partidos políticos, os quais detêm entre si 174 Deputados contra 52 dos restantes Partidos representados na Assembleia da Republica, nas últimas semanas, com acusações recíprocas e insultos cruzados, tudo se vai resumir a encontrar a forma de anunciar ao País o acordo, de forma que pareça que ninguém perde, e que afinal todos ganham.

   Já tínhamos tido um Orçamento denominado de “Queijo Limiano”, negociado numa suite de hotel, com o Partido Socialista a fingir que dava alguma coisa ao Deputado Daniel Campelo, para este poder apresentar como troféu nas eleições autárquicas seguintes, e assim conseguir a aprovação do mesmo. Uma vergonha se bem se lembram.

   Desta vez as expectativas apontam para um chamado Orçamento de “Leite achocolatado”, que poderá muito bem ser  aquilo que o PSD deve conseguir “sacar” ao PS em termos de negociação.

   Não se entende a política seguida pela cúpula do PSD e em particular do seu Chefe Pedro Passos Coelho, nem se compreende que não tenha tido em conta o interesse nacional, cedendo ao pequeno negócio, quase de mercearia,  para procurar desgastar José Sócrates e o Partido Socialista.

   Todos teríamos ganho se há quinze dias  atrás, pelo menos, demarcando-se do Orçamento apresentado e das suas consequências para Portugal o PSD tivesse sem quaisquer negociações declarado que viabilizava, pela via da abstenção, o Orçamento.

   Teria sido patriótico, sensato e na óptica do próprio Partido vantajoso.

   Negociar trocos para ficar colado a uma catástrofe não faz sentido. 

   Este PSD faz-nos lembrar o Benfica que depois de ganhar um campeonato, a seguir faz as asneiras suficientes para não voltar a ser campeão durante largos anos.

   Mas neste caso o que está em causa não é o campeão ser do Sul ou do Norte, mas sim a maioria dos portugueses que já começam a não ter de dar de comer aos filhos.

    Infelizmente.

Estado de Alma: Sem comida
Livro: A Riqueza e a Pobreza das Nações
publicado por Lanzas às 14:41

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