Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

MOÇÃO DE CENSURA

   No debate quinzenal de ontem no Parlamento, o Bloco de Esquerda afirmou a sua intenção de apresentar no próxima dia 10 de Março, um dia depois da tomada de posse de Cavaco Silva como Presidente da Republica, uma moção de censura ao Governo a ser discutida na Assembleia da Republica.

   José Sócrates  pareceu apanhado de surpresa pelo anuncio feito por Francisco Louçã e reagiu de forma algo desabrida à sua apresentação.

   Pode-se questionar a oportunidade para a apresentação da moção e se será ou não uma jogada de antecipação ao PCP, mas estava escrito nas nuvens que vindo de qualquer quadrante político ela, a moção, vinha a caminho.

   Não foi pela sua apresentação que os juros da nossa dívida soberana no mercado secundário atingiram valores históricos. Não é por causa das medidas duras que agora estão a ser tomadas e  que são injustas na medida em que não são igualmente suportadas por todos, que substituimos dívida publica vencida no mercado primário e onerada a juros de 2 e 3 por cento, por dívida onerada a quase 7 por cento.

   Foi por causa da "obra" deste Governo e do que o antecedeu igualmente da responsabilidade do PS e de José Sócrates que aqui chegamos. Quatro pontos mais em IVA do que pagávamos quando chegaram ao Governo. Redução dos salários dos trabalhadores. O desemprego a atingir números recorde. A carga fiscal a atingir um peso insuportável para quem ainda trabalha. E o que mais está para vir. É obra.

   Pode ser uma "colossal irresponsabilidade" do Bloco de Esquerda a apresentação da moção de censura, como disse José Sócrates. Poderá criar instabilidade politica. Mas é por causa de uma politica irresponsável, a que tem sido seguida por este Governo, e pelas medidas eleitoralistas do anterior que dez milhões de portugueses estão e irão pagar duramente a crise. Dez milhões não serão. Talvez nove milhões novecentos e noventa e nove mil. Os restantes são bem tratados. Com carinho.

   Tudo visto, cumpre dizer que a moção é benvinda. Ou é votada favoravelmente e o senhor engenheiro vai a andar, ou não é aprovada e os partidos da oposição perdem legitimidade para acenar com o fantasma da moção de censura sempre que tal lhes convém.

   Vamos  clarificar, de uma vez por todas, a posição de cada um, e assumir as responsabilidades consequentes.

   Como se costumava dizer nas cerimónias de casamento: "Que fale agora quem tiver algo para dizer ou cale-se para todo o sempre".

 

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Estado de Alma: Na expectativa
Livro: Republica dos Sonhos
publicado por Lanzas às 09:46

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