Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

AINDA A MOÇÃO DE CENSURA

   Quando na semana passada o BE apresentou na Assembleia da Republica, durante o debate parlamentar, uma moção de censura ao Governo, fomos daqueles que achamos ser altura de todos os Partidos falarem de uma vez por todas acerca do assunto e depois ficarem calados durante um razoável período de tempo, acerca de  um fantasma que parece ser agitado apenas quando não têm nada de mais substancial para apresentarem.

   Agora, decorrido algum tempo, assente a poeira, e apesar de cada vez mais a moção ganhar contornos de que foi, concertada, apalavrada, ou pelo menos falada entre o PS e o BE  mantemos a mesma opinião. É a hora de falarem meus senhores.

   Quais foram então as vantagens  para a apresentação da moção de censura, perguntar-se-á.

   Para o Governo e para o Primeiro Ministro criou um espaço de manobra e de diversão de que não dispunha e de um prazo de validade  prorrogado, bem como a oportunidade de poder atacar o PSD, como se tivesse sido este Partido a apresentar a moção de censura. A habitual falta de escrúpulos políticos, que nem o suposto ar de desalento do PM nem os esgares e as  habituais tremuras de mãos de Louçã  fazem alterar, agora, a convicção de que se tratou de algo que teve pelo menos a bênção do cardeal do regime, o Ministro Silva Pereira, e que permitiu ao BE, procurar colocar um manto diáfano de silêncio sobre a sua derrota nas presidenciais, bem como antecipar-se num passe de mágica ao PCP, cuja anunciada moção afinal não era mais do que bolas de sabão, sopradas ao vento. Bonitas enquanto duram mas a desfazerem-se em espuma breves segundos após terem nascido.

   O CDS, manteve-se numa suposta posição de estado inclinados para onde lhes parece que o vento sopra. E agora sopra >>>  dali.

   Sobra o PS e o PSD, aqueles que um dia serão verdadeiramente julgados pelos que são os alvos indefesos das políticas indecorosas que protagonizam ou protagonizaram. Os desempregados, as gerações do desencanto, as mães e pais de família desesperados, os pobres e os doentes deste País.

   Meus senhores apresentem AGORA as vossas moções. De censura uma, de apoio ao Governo outra. Confrontem-se e confrontem os Partidos que falam, falam, mas não dizem nada.

   E de uma vez por todas partam para um combate honesto à crise.

   É que com o desemprego em 11% e a subir, com o aumento das taxas de juro a consumirem, só por si, (os aumentos dos juros, não são os juros) os brutais aumentos de impostos e cortes na assistência social verificados, e com o Governo a continuar a adjudicar bocadinhos de TGV, o qual aos poucos se vai tornando irreversível para gáudio da senhora Merkel, e de mais uns quantos que a seu tempo saberemos quem são, Submarinos e Face Oculta, dixit, não dispomos de mais  tempo.

   Em breve estaremos enterrados vivos.

  

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Estado de Alma: Censurado
Livro: Que Farei Quando Tudo Arde
publicado por Lanzas às 11:45

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