Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

OS NÚMEROS SÃO COMO A INFLAÇÃO : NÃO ENGANAM!

   O nosso Primeiro ministro afirmou ontem durante uma “acção de campanha eleitoral” que “não percebe como é que algum líder fica mal disposto quando os números são bons” e, acrescentou Sócrates: “Eu acho que todos os que se empenham para que Portugal ultrapasse as suas dificuldades se deviam regozijar com os  bons números da execução orçamental”

   Senhor Primeiro ministro,  ninguém no pleno uso das suas faculdades mentais pode ficar mal disposto com bons números para a economia portuguesa, dos quais dependemos todos nós, uns mais que os outros é certo. O que está em causa é a forma como se anunciam os números e que números se anunciam. É certo que o senhor Primeiro ministro nunca trabalhou numa Empresa que sinta a necessidade  de motivar os seus colaboradores para atingir os objectivos traçados, senão saberia que a motivação apenas se consegue com bons números verdadeiros. Tal como acontece com a publicidade que pode vender um mau produto, por algum tempo, mas chega sempre o tempo que nem a boa publicidade lhe vale.

   Ora os números tal como a inflação não mentem, e se os das execução orçamental de Janeiro, se não estiverem "martelados", são bons embora esperados atendendo aos aumentos de impostos e diminuição de ordenados, os da inflacção, de acordo com os números divulgados oportunamente pelo INE, são maus. A inflação homóloga de Janeiro  é de 3,6%. A subida verificada incorpora já o aumento do IVA, e neste valor médio os combustíveis tiveram uma subida de cerca de 16%, com os preços a crescerem em quase todos os sectores para além dos combustíveis: água, gás e electricidade; transportes; produtos farmacêuticos e até no saneamento básico e recolha de lixo.

   Sabendo-se que  o preço dos combustíveis continuou e continua a subir e está agora nos valores mais altos de sempre, custando o gasóleo quase 1,40 euros por litro e a "gasolina 95"  1,54 euros, com todas as consequências que tais aumentos têm na economia, é de admitir que a taxa de inflação aumente, pelo menos, para  mais perto dos 4%

   E disso senhor Primeiro ministro não o ouvi falar. Foi esquecimento ou só alguns números é que são para comentar? Para estes números o senhor Primeiro ministro não teve uma reflexão, uma palavra para transmitir algum alento a quem verdadeiramente os sofre na pele: Os mais desfavorecidos, aqueles para quem deveriam trabalhar o senhor e o seu Governo e não andarem a passear-se pelo País a visitar pela 3ª e 4ª vez as mesmas obras, numa campanha permanente para procurar subir nas sondagens.

   Senhor Primeiro ministro mais do que as boas ou más disposições dos políticos o importante é A verdade. Sempre. Nua e crua.

   Somos pobres, mas não somos estúpidos.

 

Post 241

Estado de Alma: Inflacionado
Livro: Portugal Vale a Pena
publicado por Lanzas às 09:36

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