Quarta-feira, 9 de Março de 2011

JOSÉ SÓCRATES E O FMI

   José Sócrates defendeu esta semana durante a apresentação da sua moção política de orientação nacional a apresentar ao congresso do PS que: «Entre vir ou não vir o FMI, há um país que perderia prestígio, além de perder também a dignidade de se apresentar ao mundo como um país que consegue resolver os seus problemas».

    Não podemos estar em maior desacordo com a filosofia de desculpabilização pessoal que tal opinião revela. Somos dos que defendem que não deveria ser necessária a entrada do FMI em Portugal, não pelas razões apontadas, mas sim porque tal facto se traduziria num maior sacrifício para o povo português, com o agravamento das suas condições de vida, traduzido num eventual aumento de impostos, diminuição de rendimentos e eventualmente despedimentos na função pública, tornando os dias vindouros francamente mais dolorosos para todos aqueles que já sofrem na pele as consequências das políticas desastrosas de José Sócrates e seus “muchachos”.

   Porém é evidente que nem tudo seria negativo, pois aumentaria o rigor, terminariam as excepções nas Leis que protegem ou beneficiam sempre alguém, e terminariam os gastos do regime como o célebre TGV, de que muito haveremos de ouvir falar quando este Governo se for embora, e com isso provavelmente as gerações futuras veriam uma luz ao fundo do túnel.

   Não, não será uma perda de prestigio nem de dignidade para o País a entrada do FMI, mas será com certeza uma vergonha para aquele que ficará para todo o sempre com o seu nome ligado a  uma das maiores crises que Portugal viveu, por falta de rigor nas políticas económicas, utilizadas  ao sabor dos interesses conjunturais da sobrevivência politica do mentor que demonstrou, ao longo da eternidade que tem sido a sua governação, uma monumental falta visão estratégica e de previsão dos acontecimentos.

   Não se trata de ser adivinho, mas de ser prudente e saber ler os sinais, que sempre chegam antes dos acontecimentos.

  Portugal e os portugueses tiveram a infelicidade de ter o pior Primeiro ministro desde o 25 de Abril, ainda por cima a governar durante uma das piores crises económicas e financeiras que o País atravessou, o que se revelou uma verdadeira Tragédia.

 

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Estado de Alma: Deprimido
Livro: A Herança do Vazio
publicado por Lanzas às 10:25

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