Quinta-feira, 10 de Março de 2011

E ELES A DAREM-LHE COM O POCEIRÃO / CAIA

   Podemos aceitar que a integração de Portugal na Rede Transeuropeia de Transportes possa ser importante num contexto de desenvolvimento.

   Se tal rede incluísse o transporte de mercadorias de e para a Europa em geral, seria evidente o benefício dessa obra.

   Assim, os estudos efectuados à justa medida de quem pretende a todo o custo, e a qualquer custo, implementar a obra já, quando analisados com rigor mostram que se trata de uma obra que está longe de ser prioritária para Portugal nesta fase de crise económica e financeira que o País atravessa.

   Por isso mesmo, temos vindo a tentar colocar, sem sucesso confessemos, na ordem do dia uma pergunta muito simples:

Que interesses pessoais podem estar por detrás de uma tão grande teimosia em implementar uma linha de TGV entre o Poceirão e o Caia neste momento?

   Sabe-se que dado o primeiro passo os restantes, por arrasto, serão quase inevitáveis. Mas a que custo e qual o sofrimento do povo português para suportar uma coisa dessas a fazer lembrar os tempos da monarquia em que se faziam os Palácios e lá dentro se vivia na riqueza e no fausto enquanto a população em geral vivia faminta e esfarrapada?

   A Comissão Europeia, apesar de pela voz do comissário Siim Kallas dizer "que o projecto garante um forte efeito de alavanca do investimento público que pode estimular a economia nacional e local, durante a execução e após a entrada ao serviço" mostrou abertura para adiar o projecto, mas o Governo recusa adiar a execução da obra de ligação de alta velocidade entre Poceirão e Caia, que considera uma prioridade para o País e recusa que "projectos demasiado sérios andem ao sabor de fait-divers dos deputados".

   É que Portugal podia adiar o inicío da obra, pois pode requisitar a utilização de verbas comunitárias para a construção do TGV além de 2013, como informou Bruxelas em resposta a uma pergunta de um eurodeputado, perante os constrangimentos orçamentais do País e como forma de salvaguardar o financiamento europeu.

   Mas parece que tem de ser agora. Enquanto lá estamos.

 

PS: Se é contra a execução desta obra agora, se tem duvidas do seu interesse imediato para o País, ou se acha que podem existir interesses pessoais por detrás da mesma divulgue, e peça para divulgar este Post, ou outros semelhantes, pelos seus amigos e conhecidos para se tentar, a tempo, a sensibilização dos responsáveis. Antes que seja tarde demais.

 

Post 259

Estado de Alma: Taxa arreganhada
Livro: A Mecanica da Ficção
publicado por Lanzas às 09:59

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