Terça-feira, 15 de Março de 2011

JOSÉ SÓCRATES E O PEC 4

   Fazemos parte do número daqueles que não apreciam as qualidades morais, profissionais (?) e intelectuais de José Sócrates.

   Existe uma diferença do tamanho do mundo quando as comparamos com os seus antecessores António Guterres e Mário Soares, para dar apenas exemplos de militantes do PS, de quem se podia discordar, mas de quem não se podia duvidar em termos de integridade política.

   Os últimos acontecimentos verificados à volta do chamado PEC 4 atestam bem o que acabamos de dizer. José Sócrates é um político agarrado ao poder disposto a todos os malabarismos, acordos e cedências com o exterior desde os mesmos que lhe garantam o poder em Portugal, onde torce, "afeita" e manipula os dados e os factos políticos, por forma a apresentar-se como o paladino da salvação do País, e convenhamos que em tal missão tem conseguido obter resultados.

   Até parece que acaba de chegar ao poder agora, e que não foi ele nos últimos seis anos o Primeiro ministro que governou o País e o levou à actual situação de ruptura económica e financeira, quando infelizmente para Portugal e para o povo português é ele José Sócrates que é o problema e não faz parte da solução.

   Também as eleições antecipadas que se vislumbram já num horizonte de curto prazo, em nossa opinião, não resolvem a actual situação de crise onde estamos mergulhados. A probabilidade de se manter uma configuração da Assembleia Nacional semelhante à actual, com mais ou menos deputado para a direita ou para a esquerda é enorme.

   E o que se fará então em tal circunstância? Aquilo que se deveria fazer agora, já, ou seja procurar encontrar uma solução entre os dois principais partidos, com uma duração temporal bem definida e um projecto político, económico e financeiro minimalista concreto e sem subterfúgios, com um responsável pela sua aplicação que fosse uma pessoa consensual e sem tiques de ditador. Exemplos? Ao correr da pena lembramo-nos de dois destacados socialistas, dado que sendo o  PS o actual Partido mais votado deveria sempre liderar tal solução: Guilherme Oliveira Martins ou Jaime Gama. Mas outros haverá de igual gabarito. E quando a crise estabilizasse dentro de dois, três anos então o Povo decidiria quem queria que o governasse para os novos desafios.

  Claro que uma solução como esta impunha o afastamento da cena política de José Sócrates, incapaz que é de governar em convergência ou colaborar em partilha de responsabilidades.

   Seria sem dúvida uma decisão, talvez a única, que o País lhe agradeceria se decidisse tomá-la em tempo oportuno. Agora.

   Pense nisso por favor.

 

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Estado de Alma: Atrasado
Livro: Raízes do Porvir
publicado por Lanzas às 09:29

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