Quarta-feira, 23 de Março de 2011

...

  Censos 2011 Está a decorrer o chamado Censos 2011, “a mais vasta, importante e onerosa operação estatística realizada em Portugal, recolhendo informação junto de toda a população”.

   Os Censos são entendidos como processos normalizados de recolha, tratamento, avaliação, análise e difusão de dados referenciados a um momento temporal específico e respeitantes a todas as unidades estatísticas (indivíduos, famílias, alojamentos e edifícios) de uma zona geográfica bem delimitada, normalmente o País.

   Tratando-se de um instrumento importante para se saber quantos somos, onde estamos, como somos e como vivemos, e desse modo servir de base para o estabelecimento de adequadas políticas, devemos todos e cada um de nós colaborar responsavelmente.

   Não obstante as razões válidas, para além das legais, para se participar com seriedade no processo, não nos parece certo que numa operação estatística,  ainda que importante e de grande dimensão, seja pedida a identificação do agregado familiar através do nome completo do representante da família e o nome e apelido das restantes pessoas da família. Será com certeza legal, mas parece desajustado.

   Para que é preciso identificar as pessoas, se o que importa é reunir os números por unidades estatísticas? É para saber quantos Antónios, Manueis ou Margaridas somos? E as explicações dadas quando se coloca a questão "Porque é perguntado o nome e a morada nos questionários dos Censos" ?

 Porque é necessário localizar as residências em áreas específicas;

 Porque necessitamos de saber a quem nos dirigimos em caso de dúvida;

 Porque os nomes ajudam a confirmar as relações de parentesco entre os vários membros da família;

no que se refere aos nomes familiares não convencem de todo, além de que em termos de confidencialidade em Portugal estamos conversados. 

   Porém o que nos parece absolutamente fora de qualquer razoabilidade é que seja pedida a identificação (nome e apelido) e género das pessoas que não sendo residentes no alojamento, estavam presentes às 0 horas do dia 21 de Março e não regressaram à sua residência habitual até às 12 horas desse mesmo dia.

   É mesmo uma pergunta de quem quer ser aldrabado, e ou nos enganamos muito, ou levará a que algumas pessoas coloquem séria resistência à colaboração solicitada.

   Também nos merece reserva que se coloque subdividida a pergunta “parceiro em união de facto de sexo oposto” e “parceiro em união de facto do mesmo sexo”. No mínimo é discriminatória.

   Não chega mesmo saber se se é casado ou se se vive em união de facto?

   Ficam colocadas as nossas dúvidas e discordâncias.

 

Post 275

Estado de Alma: Um número
Livro: Panda e os Números
publicado por Lanzas às 11:30

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