Quarta-feira, 30 de Março de 2011

FALAR VERDADE

   Publiquei ontem um Post,"meio a sério, meio a brincar", no qual comentava a notícia segundo a qual o Presidente da Republica teria solicitado aos partidos políticos que não fosse tomada qualquer iniciativa destinada a clarificar o actual estado das nossas contas públicas.

   Foi igualmente salientado na altura das audiências do Presidente da Republica aos partidos que tal posição lhe havia sido transmitida por Ângela Merkel, Durão Barroso e Claude Trichet, Governador do BCE, pois a verificar-se a mesma era passível não só de agravar a situação de Portugal, mas também colocar em causa os critérios de controle da própria União Europeia, tal como já havia acontecido quando do resgate da Grécia.

   Numa altura em que é calamitosa a situação da economia portuguesa, tal posição até pode ser politicamente correcta, mas não o é em termos democráticos. Numa altura em que o povo português é chamado a votar em eleições antecipadas exactamente devido ao estado das contas públicas fazê-lo sem conhecer os números verdadeiros parece-nos absolutamente condenável.

   Apenas um exemplo. Há pouco mais de uma semana o já célebre PEC 4 que foi reprovado na Assembleia previa por parte do Governo um crescimento negativo da nossa economia em 2011 de -0,9%. Tratou-se do reconhecimento do falhanço de mais uma manobra de previsão, pois oito dias antes o memo Governo continuava a sustentar que a sua previsão de crescimento de 0,2% inscrita no Orçamento para 2011 era a correcta.

   Sucede que ontem mesmo o Banco de Portugal que já tinha manifestado oportunamente o seu desacordo quanto aos valores de crescimento anteriormente previstos pelo Governo veio dar conhecer que a economia portuguesa em 2011 deverá ter um crescimento negativo de -1,4% portanto mais 0,5% do que o previsto no referido PEC 4, colocando assim em causa os objectivos que  se pretendia atingir, caso tivesse sido aprovado.

   Trata-se de mais uma prova, se tal fosse preciso, da forma como temos vindo a ser manipulados com informação distorcida, publicada a conta gotas, procurando tapar com a peneira aquilo que é uma realidade incontestavel:
   Estamos, e vamos estar por muitos anos, a pagar as decisões tomadas anos a fio para benefício de um grupo restrito de interesses, em favor da generalidade de todos os portugueses.

   O resto é gritaria, meus senhores.

 

Post 283

Estado de Alma: Em recessão
Livro: A Queda dos Gigantes
publicado por Lanzas às 09:41

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