Segunda-feira, 4 de Abril de 2011

APAGOU-SE O BOM SENSO (E A LUZ) NA LUZ

   O Futebol Clube do Porto sagrou-se ontem campeão nacional de futebol desta época e conseguiu esse desiderato no campo do seu rival, o que não deixa ser de notável.

   Não tendo perdido ainda esta época para o campeonato, tem conseguido vencer com regularidade e quase sempre com mérito os adversários que até á data se lhe apresentaram, por isso está de parabéns.

   Não vem ao caso discutir agora mais penalty menos penalty, mais árbitro menos árbitro. 16 pontos de avanço a 5 jornadas do fim são um resultado que não pode deixar margens para dúvidas.

   O mesmo não se passa a nível do tipo de linguagem utilizado pelo seu Presidente, no que aliás é secundado pelo Presidente do clube rival, para os quais devia ser possível aplicar a chamada lei da "rolha". Calados para todo o sempre. Todos temos o direito de nos exprimir livremente, mas não para incendiar paixões nem explorar emoções.

   Cada vez que falam ajudam a aumentar a raiva, não quero utilizar a palavra "ódio", que os adeptos de um clube nutrem pelo rival. São incendiárias as expressões utilizadas e apelam aquilo que de pior cada adepto tem dentro de si.

   Os tempos difíceis que o País atravessa, com uma grave crise social instalada, entre outras, deveria levar estes dirigentes a colocarem entre parêntesis os seus ódios de estimação individuais, apelar para tudo aquilo que o futebol tem de bom, e deixar que os seus jogadores e treinadores decidissem dentro do campo aquele que em cada momento é o melhor. Prestariam dessa forma um enorme favor ao Desporto, aos seus Clubes e a Portugal em geral.

   Ontem coube ao Benfica dar mostras de uma total incivilidade ao apagar as luzes e ligar a rega automática do seu Estádio pouco tempo após o jogo terminar deixando os adeptos do clube rival a festejar às escuras, colocando seriamente em causa a sua segurança e a segurança das respectivas forças policiais que asseguravam essa mesma segurança.

   Os jogadores e técnicos do Benfica perderam dignamente dentro do campo.

   Os seus dirigentes, nomeadamente o Presidente, perderam fora do campo com total falta de dignidade.

   Quem não sabe perder não deve estar no Desporto. Digamos que está lá mesmo a mais.

 

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Estado de Alma: Azul, eu que sou encarnado
Livro: Futebol Clube do Porto
publicado por Lanzas às 11:11

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