Terça-feira, 5 de Abril de 2011

A FALTA DE SENSO DO CENSOS

   O Instituto Nacional de Estatística (INE) vai ser obrigado a eliminar duas perguntas  da base de dados criada para o Censos 2011.

   Em causa uma pergunta sobre se determinada pessoa tem uma relação de união de facto com um parceiro do mesmo sexo ou de sexo diferente, e se reside com esse mesmo parceiro; e a outra em que se exige a cada cidadão que indique o nome e o sexo das pessoas que, não sendo residentes no seu alojamento, aí estavam presente no dia 21 de Março.

   No post publicado em 23 de Março, com o qual quisemos colaborar na sensibilização de uma operação estatística importante para o País, O Censos 2011, colocamos sérias reservas precisamente às perguntas agora vetadas, para além daquela que obriga a identificar com o nome completo o representante da família e com nome e apelido os restantes membros.

   Eis o que escrevemos então:  ... Porém o que nos parece absolutamente fora de qualquer razoabilidade é que seja pedida a identificação (nome e apelido) e género das pessoas que não sendo residentes no alojamento, estavam presentes às 0 horas do dia 21 de Março e não regressaram à sua residência habitual até às 12 horas desse mesmo dia; e ... Também nos merece reserva que se coloque subdividida a pergunta “parceiro em união de facto de sexo oposto” e “parceiro em união de facto do mesmo sexo”. No mínimo é discriminatória.

   Não chega mesmo saber se se é casado ou se se vive em união de facto?

   Por considerar que se trata de informação sensível, da esfera da vida privada de cada cidadão, a Comissão Nacional de Protecção de Dados, veio agora proibir o INE de registar nas bases de dados criadas de propósito para esta operação estatística todas as informações que já tiverem sido recolhidas quer através dos formulários em papel quer via internet.

   Dez anos para preparar um Censos, o último foi em 2001, e só agora, depois de os questionários terem sido impressos, distribuídos e recebidas mais de 500.000 respostas se tomam decisões acerca de perguntas totalmente despropositadas que nunca deveriam ter sido formuladas.

   É manifestamente uma originalidade, esta absoluta falta de senso.

   Há quem lhe chame incompetência.

 

Post 289

 

Estado de Alma: Às escuras
Livro: Deixa-me Que Te Conte
publicado por Lanzas às 10:34

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