Quinta-feira, 7 de Abril de 2011

ZAPATERO Vs. SÓCRATES

   É consensual que depois do nosso pedido de resgate e  estando portanto o "limão" chamado Portugal completamente espremido  pelos “mercados”, estes terão como próximo alvo a abater a nossa vizinha Espanha.

   Apesar das afirmações de confiança no seu futuro  feitas por Países membros da UE e de tiradas grandiloquentes como: “estamos mais perto da Alemanha e da França do que de Portugal”, proferidas à pouco tempo por José Luís Zapatero, é certo e sabido que os ditos “mercados” irão virar as suas baterias para Espanha, e se a UE não conseguir, num curto espaço de tempo, tornar-se um União verdadeiramente comum, continuando cada País a manter a actual política de primeiro nós depois os outros, com os seus interesses bem demarcados, onde todos  são iguais, mas há uns mais iguais do que outros, então não há Merkel que lhes valha.

   Neste contexto o Presidente do Governo espanhol José Luís Zapateto intuiu o óbvio e tomou a decisão criteriosa, de não se recandidatar, em Março de 2012, à liderança do Governo espanhol pelo Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) criando atempadas condições ao seu partido para encontrar a melhor solução para a sua sucessão escolhendo um candidato “fresco,” para as duras batalhas que se adivinham.

   É uma medida inteligente, tomada em tempo oportuno.

   O partido da oposição dispõe assim, igualmente, de tempo para reflectir se tem, neste novo contexto, condições para colaborar com o PSOE numa busca comum de soluções válidas para o seu País. 

   A posição asssumida pelo líder do PSOE contrasta em absoluto com o que infelizmente se passa em Portugal, onde o líder de um partido igualmente socialista que arrastou o País para uma das suas piores crises de sempre, se prepara mesmo assim para aceitar continuar a ser o Secretário Geral do partido, numa encenação mediática bem ao seu estilo, como se nada se tivesse passado. 

   Na política como na religião cada um acredita no que quer e em quem quer.

   Por nós é convicção assumida que Sócrates delineou, ao milímetro, as diversas fases do processo da sua demissão desde o anúncio do PEC 4, por forma a poder enjeitar as responsabilidades da sua governação, sobretudo das medidas eleitoralistas e politiqueiras qiue foram tomadas desde 2009, as quais são um verdadeiro descalabro à luz de qualquer manual de economia e finanças. 

   Em matéria de vitimização foi quase perfeito. Só não teve em conta a voracidade dos tão propalados "mercados" que o "obrigaram",  já em pleno estertor do seu Governo a pedir a chamada ajuda externa que tanto abominava.

    Não foste porreiro, pá. Podes crer. 

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Estado de Alma: A Fazer contas
Livro: A Ideia de Europa
publicado por Lanzas às 10:27

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