Domingo, 24 de Abril de 2011

FUTRE, O CHINÊS E O SPORTING

   Acompanhamos à distância Paulo Futre desde os seus primórdios quando ainda "puto" demonstrava a sua habilidade inata para a prática do desporto onde se veio a notabilizar, nos torneios de Futebol de Cinco realizados no ringue do Clube de Campismo do Concelho de Almada.

   Recordamos com carinho o saudoso companheiro Orlando (é só até à vista, irmão) que quando arbitrava os jogos onde o irreverente Paulo Futre participava, invariavelmente o punha na rua por períodos de 2 e 5 minutos sucessivos. "O puto tem que aprender", dizia pedagógico para a assistência que protestava, pois o que a "malta" queria era ver as habilidades daquele a quem todos auguravam já um trajecto de sucesso.

   Vêm à memória as almoçaradas com João Paulo, o Pai, na roulotte do Julio com outros companheiros. As partidas de cartas à Sueca ou ao King que fizeram história, e são a base de histórias que ainda hoje se contam

   Recordamos, igualmente, a sua partida para o primeiro treino do Sporting, perante a tristeza daqueles que queriam que primeiro fosse treinar aos vizinhos da 2ª. Circular.

   O resto é a história conhecida que portanto não necessita ser contada, e se vou buscar estas memórias à arca do tempo é por causa do episódio do Chinês que Paulo Futre protagonizou quando das recentes eleições presidenciais no Sporting.

   Poderia ser um episódio engraçado, e até demonstrar a irreverência e a capacidade inata dos latinos, e dos portugueses em particular, para o desenrascanço, mas daí a ser utilizada como um "golpe de génio" vai uma distância do tamanho do mundo que o Sporting não merecia.

   É  verdadeiramente "Um esboço da alma `Tuga´" , a qual foi tão bem retratada por Fernando Madrinha num artigo publicado no Expresso de Junho de 2002, justamente com este título, e do qual respigamos apenas esta passagem: " ... É aí que mais facilmente encontramos o "tuga" perfeito, impostor e fanfarrão, demagogo e malandreco, seja a jogar à bola ou ao sucesso dos seus negócios, com um pé na direcção do clube ou de qualquer organismo associativo e outro na política ou na construção civil ... "

   O "boneco"  assenta que nem uma luva e até parece que tinha destinatário. Senão vejamos esta pérola retirada de uma recente entrevista de Paulo Futre:
   " ... Tenho uma empresa de consultadoria. Faço de tudo. Sou consultor de tudo, desde energia a construção, etc. e também na parte desportiva..."

   É elucidativa e serve para recordar a vantagem de um pequeno almoço com um candidato a Primeiro ministro na véspera das eleições. Ou então um digestivo com Licor Beirão, com aquele que as perder.

 

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Estado de Alma: Chinês
Livro: Cadeneta de Cromos
publicado por Lanzas às 15:45

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