Terça-feira, 26 de Abril de 2011

AS FOLEIRICES DE JOSÉ LELLO

   No Post que ontem publicamos sobre a data histórica que se comemorava, perguntava-se a determinada altura se o 25 de Abril mereceu a pena. E acrescentamos:  A resposta é inequívoca -  Claro que sim. E entre outras razões invocamos: Ninguém está preso por manifestar a sua discordância em relação aos poderes instalados.

   Claro que era suposto não serem as liberdades de expressão escrita, falada, de associação, etc., que nos foram devolvidas com o 25 de Abril  utilizadas da forma grotesca como fez ontem José Lello, deputado socialista, que na sua página no Facebook afirmou: "Este Presidente é mesmo foleiro, nem sequer convidou os deputados para a cerimónia do 25 de Abril", pouco depois do Presidente da República ter pedido aos agentes políticos uma campanha eleitoral "sem subterfúgios e crispações artificiais, sem querelas inúteis".Obviamente temos o direito de não concordar com as posições assumidas pelo Presidente da Republica, ou mesmo não gostar do personagem, mas daí a chamar "foleiro"à figura de topo do nosso edifico politico-constitucional vai uma diferença do tamanho do mundo.

   E José Lello não é um vulgar militante socialista, metido em camionetas, com direito a uma "sandocha" e um sumo, para de bandeirinha na mão ir apoiar o Grande Líder ao Congresso, e ter direito a vinte segundos de fama na televisão a dizer baboseiras ( "pecado" aliás comum a todos os partidos).

   Era o presidente do Conselho de Administração da Assembleia da Republica, foi  Ministro da Juventude e do Desporto no XIV Governo Constitucional, e Presidente da Assembleia Parlamentar da NATO, desde 2007, entre outros lugares de destaque.

   É portanto um político com responsabilidades, mas que gosta de utilizar de vez em quando uma linguagem algo desbragada tal como "Aquilo não é a aldeia dos macacos.", referindo-se à Assembleia da Republica, que se revê numa esquerda socialista trauliteira que tem em Santos Silva o expoente máximo, na sua vontade insana de "malhar na direita".

   Voltando à questão central deste texto, José Lello enquanto deputado considera "foleiro" não ter sido convidado para a festa do vizinho, leia-se Presidente da Republica, mas ao fim de 37 anos de festas no seu Quintal não quis lá festança este ano para não se comprometer, e pela primeira vez na história da democracia não houve qualquer cerimónia no dia 25 de Abril no Parlamento, por opção dos próprios partidos políticos.

   Realmente há muita gente em Portugal a olhar apenas para o seu umbigo.
   Já estou como diz um amigo meu: "Se ao menos fechassem a matraca".

 

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Estado de Alma: A ver passar os malhadores
Livro: Em Busca do Tempor Perdido
publicado por Lanzas às 14:37

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