Quarta-feira, 18 de Maio de 2011

RECEITA PARA O COELHO

   Está a chegar ao fim a fase da pré-campanha eleitoral, e consequentemente os debates entre os candidatos dos partidos actualmente com assento na Assembleia da Republica.

   Sem nos determos sobre aqueles que já foram  efectuados, os quais globalmente tiveram aspectos positivos, queremos sobretudo deixar aqui, atempadamente, uma mensagem para o ultimo debate a realizar-se na próxima sexta feira entre José Sócrates e Pedro Passos Coelho.

   O Partido Socialista apresentou-se a estas eleições com um conjunto de ideias gerais, sem correspondência com a realidade vivida pelo País, as quais poderiam ter servido para as eleições de 2005 ou 2009, mas que face à situação actual valem muito pouco, e estou a ser simpático, apostando tudo na capacidade que se reconhece ao seu líder para "vender" meia duzia de ideias feitas,  "marteladas" sistematicamente, que continuam a fazer mossa nos adversários.

   Nas hostes socialistas, chegados a este ponto "do campeonato" sem que tenham existido rombos de maior no porta-aviões, o seu Secretário Geral, tendo conseguido o inacreditável êxito de  desacreditar os Partidos que não tinham apresentado  o respectivo programa eleitoral antes dos debates, como se o próprio tivesse alguma consistência, e por outro lado atacando violentamente o único partido, o PSD, que apresentou um Programa concreto, com o qual se pode discordar, mas que é conciso, aponta soluções e metas e tem por base a situação real do País, que goste-se ou não, está plasmada no Acordo celebrado entre o Governo e a chamada Troika, a sensação é de vitória.

   Ora Pedro Passos Coelho ainda dispõe, neste momento, de 20 minutos para ganhar estas eleições. É o seu tempo no próximo debate de sexta feira. E isto porque se não ganhar folgadamente o debate, as eleições estão perdidas.

   O que terá  então de  fazer para conseguir esse desiderato? Não é simples, mas não é de todo impossível. Desde logo eleger quatro/cinco pontos fortes do seu programa eleitoral, que os tem, para fazer renascer alguma esperança aos eleitores desesperados e repeti-los à saciedade. Ignorar o seu contendor, José Sócrates, que vai necessariamente provocá-lo com um conjunto de "factos concretos" para o desacreditar à vista dos eleitores, não respondendo nunca a nenhuma dessas provocações, deixando José Sócrates falar sozinho.

   Não interromper em nenhuma circunstância José Sócrates e não deixar que este o interrompa. Caso José Sócrates insista, e vai fazê-lo de certeza, pura e simplesmente deve calar-se, esperar que o moderador lhe devolva a palavra e continuar a expor as suas ideias ignorando em absoluto o que o adversário tenha dito.

   Nas respostas às questões colocadas pelo moderador deve ser correcto e concreto, mas sem se deixar desviar dos pontos que elegeu para apresentar soluções para o País.

   Deve resistir, durante as suas intervenções a qualquer referência negativa quer ao PS, quer a José Sócrates e às suas politicas e erros passados, utilizando esses vinte minutos exclusivamente para fazer renascer a esperança do Povo português ao apresentar os pontos positivos do seu programa eleitoral.

   E no minuto final disponha então de 30 segundos para salientar  dois/três, dos muitos, aspectos da governação socialista que nos conduziram ao estado em que actualmente nos encontramos, e os outros 30 segundos para desejar boa sorte ao candidato José Sócrates na sua vida pessoal depois de perdidas as eleições.

   A receita está dada. Agora é consigo "cozinhar" o seu adversário. Se o não fizer pode-se discutir como vamos comer o Coelho. À caçador, estufado, guisado, com arroz, na brasa, como quisermos.

   Mas quem está frito é Portugal.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 325

Estado de Alma: Un gourmet
Livro: A Fala da Memória
publicado por Lanzas às 09:25

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2 comentários:
De paulo a 20 de Maio de 2011 às 11:22
uma boa receita mas creio que vamos estar fritos.
De Lanzas a 20 de Maio de 2011 às 11:48
Vamos acreditar que não. Por todas as razões, e mais uma de ordem puramente culinária: É que um arroz de coelho à caçador é outra festa para o paladar

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