Domingo, 28 de Fevereiro de 2010

OS TRÊS MOSQUETEIROS

    

  Quando era puto, nas  brincadeiras de guerras, feitas com espadas de madeira "fabricadas"  com tábuas das caixas vazias da fruta, sacadas à porta da Praça (alta tecnologia), os três mosqueteiros tinham nome : Cócó, Ranheta e Facada.

 

   Os "verdadeiros" Três Mosqueteiros também têm nome: Athos, Porthos e Aramis,  a que se juntou D’Artagnan, um jovem fidalgo cujo sonho era fazer parte da guarda do rei Luís XIII de França.

 

   “Um por todos e todos por um”  foi a  expressão associada ao lema que os uniu : Justiça, Honra, Dedicação e Fidelidade, pontos cardeais da conduta destes quatro heróis imaginados pelo romancista francês Alexandre Dumas em “Os Três Mosqueteiros” (1844).

 

   Vem esta evocação a propósito dos candidatos a Presidente do PSD, que se vão defrontar defrontar em eleições directas.

 

   Cada um deles terá as qualidades suficientes que lhes permitem ter a ambição de dirigir um Partido actualmente na oposição, mas com natural apetência para governar.

 

   Porém a sensação que fica no ar é que nenhum deles tem a chispa de um D’Artagnan, que pudesse tomar verdadeiramente o comando das tropas, e ser o guardião das aspirações mais profundas do povo laranja.

 

   Será que o Congreso extraordinário permitirá encontrar um verdadeiro Leader que possa congregar à sua volta todas as forças,  unir grupos, facções e demais capelas, e tornar o PSD um Partido forte, que sem perder de vista a sua identidade, possa em conjunto com quem ainda se encontra legitimamente no poder, ajudar o Povo deste pobre País a atravessar o longo deserto que está cada vez mais perto e que inevitavelmente teremos de atravessar?

 

   E não é perdendo os seus melhores pelo caminho, como anunciou o Leader do Grupo Parlamentar, que já fez saber que renunciará ao cargo em caso de derrota, que o Partido irá chegar a algum lado que mereça a pena.

 

   Se realmente não houver D’Artagnan que lhes valha, (ou D. Sebastião) então unam esforços, encontrem consensos e não se ponham a gritar cada um para seu lado a dizer coisas antagónicas que ninguém compreende.

 

   Como querem ser levados a sério quando o Partido se prepara para estabelecer um acordo que permita a aprovação do célebre PEC que aí vem, e já um dos candidatos avisa que se for eleito não o reconhecerá.

 

   Entendam-se senhores, escolham quem quiserem, mas falem a uma só voz, se não nunca mais serão ouvidos - Como não têm sido.

 

 

Estado de Alma:
publicado por Lanzas às 07:49

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