Terça-feira, 24 de Maio de 2011

CHOVIA EM LISBOA

   Estávamos em 2014. Era Primavera.

   O Primeiro Ministro, equidistante dos dois Partidos mais votados nas eleições de Junho de 2011, e por eles indicado, num acordo histórico, ao Presidente da Republica depois das referidas eleições para formar governo e que também era apoiado pelo terceiro partido mais votado, que curiosamente podia formar maioria parlamentar com qualquer dos outros dois, em audiência solicitada ao Presidente para o efeito, pediu para que fossem marcadas novas eleições uma vez que o País graças ao esforço de todos os portugueses estava em condições de entrar em normalidade democrática ou seja ser governado pelo Partido que tivesse uma maioria parlamentar que suportasse as suas políticas, um ano antes do previsto no acordo entre os partidos, dado que:

   O défice tinha vindo a reduzir-se gradualmente, estando praticamente nos 3%; O congelamento de pensões mais baixas, tinham tido progressivos  ajustamentos positivos; Era expectável que os ordenados da função pública fossem descongelados no próximo ano; Com a descida da taxa social única as empresas tinham vindo progressivamente a ganhar competitividade e com isso a percentagem de desempregados era, realmente, de um dígito; Algumas PPP tinham sido renegociadas com beneficio para os contribuintes;  A Saúde com a descida do custo dos medicamentos e as melhorias introduzidas no Serviço Nacional de Saúde tinha reduzido o seu peso no Orçamento Geral do Estado; Os professores devidamente avaliados estavam a contribuir decisivamente para a real melhoria do ensino público, sem truques nem magias; Os Açores e a Madeira, estavam a diminuir os seus défices e a reduzir o endividamento; Os impostos tinham estabilizado sem asfixiar os trabalhadores nem as  pequenas e médias empresas ; Face a um conjunto de medidas acertadas os juros da dívida pública reduziram, e com a utilização dos apoios contemplados no Acordo com a troika os Bancos estavam mais capitalizados e a financiar principalmente a industria e a agricultura com spreads razoáveis; A fraude fiscal diminuíra e havia maior transparência nas transacções financeiras com as off shores;  O turismo estava em alta beneficiando da conjuntura internacional que trouxera mais turistas para Portugal; Tinha havido algumas greves sectoriais de protesto contra medidas mais gravosas, mas no seu conjunto os trabalhadores estavam expectantes de uma melhoria das suas condições de vida; A TAP fora nacionalizada e com isso desviaram-se rotas para Madrid, fazendo com que o Aeroporto de Lisboa fosse considerado operacional por mais alguns anos; O TGV vai arrancar numa versão menos rápida e mais barata com menos endividamento público.

   Sobressaltado acordei.

   Era um sonho e chovia em Lisboa. Ou seria em Santiago ?

 

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Estado de Alma: Adormecido
Livro: À Beira do Abismo
publicado por Lanzas às 13:57

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