Segunda-feira, 30 de Maio de 2011

OS PRAZOS DO ACORDO OU O ACORDO DOS PRAZOS

   Face à magnitude do Acordo assinado entre a Troika e o Governo, (um autêntico tsunami com capacidade de destruição do poder de compra das classes média e baixa idêntica ao verificado recentemente no Japão), e que recebeu o acordo dos outros dois partidos do chamado arco governativo, PSD e CDS, também nos parece que da antecipação dos prazos acertado entre o Governo e a Troika não virá  uma desgraça maior daquela que aí já vinha.

  Mas tem o significado politico importante de menosprezar quer os adversários políticos, quer os portugueses em geral. É que ao não ser transparente nas informações prestadas o Governo reincide no comportamento pouco ético que levou ao chumbo do Pec 4.

   Programa este reclamado de virtudes (eventualmente afrodisíacas) pelo PS e que levaria por si só à salvação de Portugal, bem como, por arrasto da Grécia e Irlanda, podendo estender-se o seu benefício ao resto da Europa e quiçá do Mundo. Há quem diga que Obama já estava de olho nele (Pec 4), afim de evitar a bancarrota dos Estados Unidos da América, tema que mais mês menos mês vai entrar na ordem do dia, e mais cedo  do que o comum dos mortais, provavelmente, julga.

   Digo eu que não percebo nada de economia. O que aliás é uma benção de Deus para poder sobreviver neste jardim "de Sócrates" plantado.

   Mas não parece correcto afirmar-se que as alterações entre a versão preliminar e a final do acordo que firma o resgate financeiro a Portugal são "acertos" que "não introduzem qualquer alteração" como a Comissão Europeia assegurou hoje, em Bruxelas, na sequência aliás do que havia dito José Sócrates. A questão é a seguinte: Se não era importante porque se alterou? Ou será que se alterou porque era importante e por isso não se quis dar conhecimento das alterações?

   Embora não tenha falado em devido tempo  o que devia, Teixeira dos Santos  falou agora e foi claro quando afirmou "Quem quer que ganhe as eleições e quem quer que venha a constituir Governo não vai ter tempo sequer para se sentar. Vai ter que, de imediato, pôr em execução o programa".

   Assim, a  antecipação verificada nos prazos não vai ter consequências nas decisões imediatas do próximo Administrador de Falências, também conhecido por Primeiro Ministro?

   Claro que vai, por muito que digam que não.

 

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Estado de Alma: Antecipado
Livro: Chão de Meninos
publicado por Lanzas às 18:17

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