Sábado, 18 de Junho de 2011

FUNDO DE COMPENSAÇÃO SALARIAL

   É dado como certo que pelo menos um potencial Ministro para uma das mais relevantes pastas do futuro executivo recusou o lugar por questões económicas.

   É compreensível que alguém que investiu a sério numa carreira académica e profissional, que tenha família constituída e compromissos assumidos, não queira trocar um lugar certo e bem remunerado, por um lugar absolutamente instável, impopular, desgastante ...e ainda por cima mal pago.

   Sempre defendemos que os vencimentos dos Ministros eram demasiado baixos e não eram compatíveis com a responsabilidade e dificuldades da função, não permitindo captar os melhores mas apenas os disponíveis.

   Finalmente alguém teve a coragem e a honestidade de chamar "os bois pelos nomes", dizendo que por esse vencimento não vou.

   Haverá quem tenha capacidade financeira, e esteja disposto a fazê-lo, em nome da sua realização pessoal, do desejo de servir o país e de tantas outras motivações como aquelas que formos capazes de elencar.

   E haverá quem esteja disposto a fazê-lo "investindo" no curto prazo para retirar dividendos futuros. E andam por aí alguns.

   Manuela Ferreira Leite teve de contornar esta dificuldade em 2004, quando quis "contratar" Paulo Macedo, o agora indigitado Ministro da Saúde, para o lugar de Director Geral dos Impostos, o que se revelou uma decisão absolutamente acertada, com evidentes ganhos para o País, pois o trabalho por ele desenvolvido nesse organismo, onde se manteve até 2007, é apontando como um dos motores da modernização e informatização da máquina fiscal, e ainda hoje é recordado com saudade naquela Direcção Geral, e desejado o seu regresso, pelos funcionários da mesma.

   Por tudo isto somos da opinião que deveria ser criado um Fundo de Compensação Salarial para fazer face aos encargos com a diferença de vencimentos (isto é: entre o que era auferido antes de entrar em funções governativas e o novo vencimento público) quando alguém invocasse ser essa a razão para a não aceitação do lugar de Ministro ou Secretário de Estado,

   Portugal precisa (realmente) dos melhores. Mas tem de pagar pelo preço de mercado.

 

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Estado de Alma: A serrar presunto
Livro: Diabo dos Números
publicado por Lanzas às 12:27

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