Sábado, 25 de Junho de 2011

PRIMAS DONNA

   A classe de dirigentes que enxameia Portugal, e não apenas da dita classe política, não consegue apesar das enormes dificuldades que o País atravessa e para a qual todos eles, sem excepção, contribuíram dar um sinal de estar disposta a ceder nas suas prorrogativas, sem que tenham se ser mais ou menos discretamente empurrados, e outros apresentam um confrangedor comportamento de prima donna.

   Comecemos por exemplo pela ex-ministra da Cultura, cuja actuação foi pouco menos que invisível, que se  recusou a receber o seu sucessor para lhe passar a pasta, só porque este era "apenas" Secretário de Estado, e não teria portanto o mesmo estatuto da senhora.

   Presunção e água benta cada um toma a que quer.

   Depois temos o caso dos senhores Governadores Civis, que na prática são simples delegados do Ministério da Administração Interna, os quais se sentiram "ofendidos" por o Primeiro ministro ter afirmado no seu discurso de posse que não procederia a novas nomeações dos ditos.

   Claro está que deveriam colocar o seu lugar à disposição do Governo que não os nomeou, sendo que ocupam um lugar de confiança política. Daí a demitirem-se face à posição do Governo vai um mundo de distância, e não quererem, nalguns casos, assegurar a transição representa uma enorme falta de ética política.

   "Last but not the least" temos o caso do senhor Procurador Geral Republica, o qual como é sabido é nomeado pelo Presidente da Republica por proposta  do Governo, sendo que o mandato de seis anos do actual PGR termina apenas em Outubro de 2012, apesar de entretanto completar os 70 anos de idade.

   Por vicissitudes a que por certo será alheio está quer queira quer não queira, demasiado conotado com o antigo Governo apesar de na sua opinião publicamente manifestada, de que: "a autonomia externa do Ministério Público significa que não tem nenhuma dependência do Governo", concluindo que não tem rigorosamente nada a ver com o mesmo, a verdade é que não é bem assim.

   O facto de se encontrar num lugar de proposição partidária (o que é uma proposta de um Governo senão a proposta do partido(s) que estão ocasionalmente no poder?), contra a vontade de um Governo sufragado recentemente, com uma maioria estável a procurar novos rumos para o País, inclusive na Justiça, aconselhava a sair pela porta grande colocando o lugar à disposição, e não sujeitar-se a que seja o actual Governo a ajudá-lo a sair.

   A mais que polémica saída do seu antigo número dois deveria servir de exemplo.

   Há um tempo para tudo na vida.

 

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Estado de Alma: A Pregar no Deserto
Livro: Um Guia para a Vida
publicado por Lanzas às 19:17

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