Quarta-feira, 24 de Agosto de 2011

DOUTOR /ENGENHEIRO - FRENTE A FRENTE

   Assisti em directo ao  já "célebre" frente a frente na televisão entre Alfredo Barroso e Teresa Caeiro, e francamente não achei o que ali se passou nada de mais, face ao que já vi e ouvi na Assembleia da Republica: "Manso é a tua tia, pá" ou "se for preciso falamos lá fora";  bem como em algumas intervenções dignas de um País Centro Americano verificadas na Assembleia da Madeira ou a alguns discursos inflamados de Alberto João Jardim dirigidos por exemplo aos jornalistas, entre tantos outros exemplos que podia citar, alguns dos quais dirigidos ao próprio Presidente da Republica por personalidades de relevo e com responsabilidades políticas, jornalísticas ou outras.

   Em resumo, exaltaram-se, trocaram uns mimos. E pouco mais.

   Posteriormente li um artigo, redondo, sobre o assunto escrito por Mário Crespo, que havia "moderado" o referido frente a frente, publicado no Jornal Expresso, que não acrescentou nem retirou nada ao sucedido. Limitou-se a reavivá-lo.

   Li agora o artigo de Alfredo Barroso igualmente no Jornal Expresso, em resposta ao artigo de Mário Crespo, o qual obviamente que também não acrescenta nem tira nada de novo a uma coisa que já por si não tinha acrescentado nem tirado nada de novo ao acontecido.

   A curiosidade, para mim, neste artigo de Alfredo Barroso está no último parágrafo no qual cita uma história, passada com ele, que conheço em várias versões, algumas anedóticas, há mais de cinquenta anos.

   Aqui fica a história do doutor/engenheiro, não a do frente a frente, porque esse não tem história:

   "Quando morava no Restelo, comprava jornais num quiosque frente aos pastéis de Belém. O dono, homem simpático e malicioso, tratava-me por «senhor engenheiro». Um dia decidi esclarecê-lo. Ele saudou-me: «Bom dia, senhor engenheiro!». Eu pedi-lhe: «Trate-me só por senhor, ou então por doutor. Eu não ou engenheiro». Ele respondeu: «Fique descansado, senhor engenheiro»! E foi deste modo que não consegui resolver «uma das questões de fundo da nossa sociedade"…

   É mesmo um caso sem solução aparente!

 

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Estado de Alma: Debatido
Livro: Conversas com Letras
publicado por Lanzas às 09:07

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