Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011

O IMPOSTO EXTRAORDINÁRIO É MESMO EXTRAORDINÁRIO

   Temos a opinião que face ao descalabro colossal a que haviam chegado as Finanças em Portugal, as medidas que têm vindo a ser tomadas pelo actual Governo são indispensáveis.

   Tal não significa que algumas dessas medidas não se revelem desajustadas face a um princípio incontornável na imposição de sacrifícios: O da igualdade.

   De acordo com notícias publicadas na imprensa foram enviadas para os diversos Serviços de Finanças pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais as instruções aprovadas pelo Governo para cobrar a sobretaxa sobre o subsídio de Natal, as quais esclarecem que a sobretaxa que vai incidir sobre o subsídio de Natal também vai abranger também as gorjetas, o dinheiro ganho com a venda de casas durante este ano e as mais-valias que provenham da alienação de partes sociais de empresas.

   Assim, de acordo com os princípios definidos oportunamente pelo Governo sobre a matéria, de momento ficam à margem do referido Imposto Extraordinário as esmolas e as aplicações de capital.

   No entanto porque tal situação é considerada uma flagrante injustiça, o Governo pondera nomear um Grupo de Trabalho que no espaço de duas semanas,  deverá apresentar uma proposta concreta e detalhada a definir a forma como as esmolas devem ser taxadas, dentro do princípio em vigor que toda a forma de trabalho deve estar sujeita ao Imposto Extraordinário.

   Garantido está que as aplicações de capital, por causa dos pobres e desprotegidos já se vê, continuarão obviamente sem sofrerem os nefastos efeitos do Imposto Extraordinário.

   Agora a sério. Um Governo que não trata todos os seus cidadãos da mesma forma é um Governo iníquo.

   Quem nos lê com alguma regularidade sabe que não utilizamos neste Blogue nem o vernáculo nem a ofensa pessoal gratuita.

   Mas face ao comportamento (repito: iníquo) do Governo somos forçados a dizer como se diz nos tentaderos:

    Quem não tem tomates não se mete à frente do toiro!

 


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Estado de Alma: No Paraíso
Livro: O Paraíso na Outra Esquina
publicado por Lanzas às 09:17

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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011

CINTRA, AS FUNDAÇÕES E OS NOSSOS IMPOSTOS

   Confesso que tenho uma aversão quase absoluta às isenções fiscais. Admito que tal se deva a deformação profissional.

   É uma hipótese viável, mas fico sempre com "pele de galinha" e a sensação que estou a pagar impostos para alguém meter parte deles ao bolso, quando oiço falar em grandes projectos de investimento ou de desenvolvimento mas com isenções fiscais previamente negociadas. Estranha senção!

   Claro que compreendo a necessidade do Estado criar, em situações que deveriam ser muito excepcionais, condições para determinado tipo de investimentos, ou para realizações ainda mais excepcionais, e não de acordo com interesses de quem momentâneamente tem a capacidade de decidir.

   Que fique claro: Quando alguma Entidade Privada investe com isenção de impostos, parte desse investimento pertence a todos nós contribuintes líquidos, pelo que deveriam ser claramente quantificados e publicitados os benefícios que a sociedade em geral retira desse mesmo investimento. Era o mínimo a que um estado de direito se devia obrigar.

   O que tem sucedido até à data é que muitos dos benefícios concedidos, em muitos casos quase às escondidas, configuram um favoritismo seja pessoal, político ou de qualquer outra índole, que agora não vem ao caso.

   Se em relação a investimentos reprodutivos tenho essa desconfiança, em relação às Fundações essa mesma desconfiança aumenta exponencialmente sem prejuízo de poder estar a cometer alguma injustiça em relação a alguma destas entidades que desenvolva uma acção pública de relevo.

   Mas o princípio mantém-se. Se não pagam impostos parte dos seus projectos, acções e realizações somos todos nós que pagamos.

   E essa minha desconfiança tem dois tipos de fundamentação. Em primeiro lugar em relação aquelas que são criadas pelos poderes políticos com carácter manifestamente duvidoso de que destaco como emblemática a Fundação para a Prevenção Rodoviária. Em segundo lugar aquelas que são criadas sem que se entenda qual a razão da sua existência. É o caso da Fundação Sousa Cintra, constituída no final de 2010 como "instituição de desenvolvimento e solidariedade social", tendo como área de actuação predominante "a actividade cinegética, as ciências e a economia do mar" a qual foi reconhecida através de um despacho do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes, com o fundamento de a Fundação Sousa Cintra não ter qualquer apoio ou subsídios de dinheiros públicos, pelo que não existia nenhuma razão para não conferir o seu reconhecimento.

   Ora quando o Governo diz que vai proceder a uma análise exaustiva dos institutos e fundações existentes no País (mais de 800, que custaram aos contribuintes o ano passado cerca de 100 milhões de euros), no âmbito de uma urgente redução do Estado paralelo, seria do mais elementar bom senso que o reconhecimento de novas entidades do género se verificasse apenas e só após essa análise, que se espera breve conforme foi prometido por responsáveis governamentais.

    Acresce a tudo o que foi dito que como vivemos num País onde a capacidade de desenrascanço de cada um de nós é a medida do seu valor, a Fundação Sousa Cintra, incluiu no seu património, segundo a imprensa especializada, uma moradia no Restelo e um prédio urbano em Sagres, cujo valor patrimonial global ascende a cerca de seis milhões de euros, conseguindo com isso uma poupança anual em IMI de cerca de 20.000 euros. Digamos que para inicio de uma actividade de solidariedade social não está nada mal, embora para as duas Câmaras, Lisboa e Vila do Bispo, ambas falidas, não deixe de ter algum impacto, mais evidente obviamente no caso de Vila do Bispo, embora o seu Presidente tenha afirmado, de forma algo comprometida, que a Fundação "sempre terá consequências positivas para o Concelho

   Não sabemos quais serão essas consequências positivas, mas os primeiros 20.000 euros anuais, pelo menos, de apoio social ou de desenvolvimento são de todos os contribuintes e não da Fundação.

   Esperemos que não seja um jeep para oferecer ao Comando dos Bombeiros.

 

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Estado de Alma: Fundido
Livro: Do Espírito das Leis
publicado por Lanzas às 10:07

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Terça-feira, 23 de Agosto de 2011

O TGV OUTRA VEZ

   Pertencemos ao elevado número de portugueses para quem não existe grande diferença entre serem governados pelo PS ou pelo PSD. Embora existam algumas diferenças programáticas entre os dois partidos, elas esbatem-se de forma acentuada face às conjunturas, aos ciclos económicos e à capacidade de quem a cada momento está no poder.

   Pertencemos também ao elevado número de portugueses que face à politica de um ex-Primeiro ministro, sem qualificação para o cargo, descredibilizado e sem uma política que desse um mínimo de esperança aos portugueses, virado para uma confrontação verbal permanente com a oposição e para uma despropositada propaganda ilusória (pelo menos), apostou numa alteração do quadro político vigente, tal como já o havia feito anteriormente mas em sentido inverso, quando o PSD face à "fuga" do seu então Primeiro Ministro eleito, arriscou na sucessão do mesmo sem ir a votos, com as nefastas consequencias conhecidas que daí advieram.

   Desta vez, para além das questões de forma, sempre importantes em política, existiam igualmente outras nomeadamente a continuação de obras faraónicas, que oportunamente aqui criticamos e apelidamos de obras do regime, tais como a construção do TGV e do Novo Aeroporto de Lisboa, que impunham uma mudança de rumo.

   Não discutimos na altura, nem agora, a importância de estarmos ligados à rede transeuropeia de transportes, nem a conveniência de construir um Novo Aeroporto que evite a canibalização das viagens aéreas por parte dos aeroportos espanhóis.

   Discutimos sim a oportunidade do lançamento de tais obras.

   Portugal está na situação de um cidadão que sabe ser um determinado medicamento importante para a manutenção da sua qualidade de vida, mas como a reforma ou o salário não chegam para o comprar resignam-se a não o tomar, com as consequências negativas que daí advém.  E isto não é demagogia. Basta falar com alguém ligado ao ramo farmacêutico, para se ouvirem histórias de pasmar.

    Julgávamos que essa megalomania estava por agora ultrapassada, porém com o avolumar das notícias avulso que vão "pingando" aqui e ali, as quais dão conta que o actual Governo se prepara para dar continuação à construção do TGV, neste momento um investimento ruinoso para os portugueses, depois de se ter oposto, enquanto oposição na anterior Legislatura, de forma frontal à sua construção  e ter feito uma campanha eleitoral durante a qual a suspensão dessa obra, tal como a do Novo Aeroporto, foi uma das principais bandeiras, é de antever o pior.

   Com efeito, e caso tal venha a acontecer trata-se de uma verdadeira VIGARICE política, que merece o mesmo repúdio que  mereceu a assinatura dos contratos para execução da obra, sem o visto do Tribunal de Contas, por parte de um antigo Ministro das Obras Públicas, cujo nome desconhecemos, para tornar a sua construção irreversível ou então proporcionar chorudas indemnizações às empresas envolvidas, e isto a poucos meses de eleições.

   Já tinhamos ficado de pé atrás com o actual Governo, que quando do lançamento do Imposto Extraordinário (vulgo corte do Subsídio de Natal) isentou os investidores financeiros do pagamento do mesmo, na senda aliás do que havia feito o anterior governo ao permitir a antecipação da distribuição de dividendos, sem que os mesmos fossem taxados, deixando no ar um sentimento de que afinal tudo continua como dantes, excepto para os mais pobres que pagam mais impostos.

   Ficamos atentos, aguardando pelo final de Setembro quando serão definitivamente decididas, dizem do Governo, as políticas em matéria de transportes.

   Espero sinceramente, tal como centenas de milhar de portugueses, não ser enganado.

   É que mesmo em política há um linha de credibilidade que não deve ser ultrapassada. Para não serem todos iguais.

 

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Estado de Alma: Agoniado (quase a vomitar)
Livro: Brevissimo Inventário
publicado por Lanzas às 13:27

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Sexta-feira, 5 de Agosto de 2011

ESTOU DE ACORDO ... MAS NO QUINTAL DO VIZINHO

   Conhecemos um antigo Presidente de Câmara, velho Dinossauro do Poder Autárquico, cuja primeira preocupação quando analisava a viabilidade de uma proposta de loteamento urbano era verificar, nas plantas de síntese do mesmo, se os locais destinados aos caixotes para recolha do lixo doméstico, estavam  devidamente implantados.

   Dizia o Senhor que todos os moradores reclamavam a existência de caixotes para a  dita recolha de lixo, e em profusão, mas ninguém os queria nos muros das suas moradias. Daí a sua exigência de que ficassem previamente identificados os locais de colocação dos mesmos, o que com a aprovação do loteamento se tornavam irreversíveis, não dando assim lugar a quaisquer futuras disputas quanto à sua localização.

   Algo parecido, aliás, com o que se verificou quando da aprovação dos locais para a queima dos resíduos industriais perigosos nas cimenteiras. Todos, ou quase, estávamos conscientes de que era necessária a sua implementação, mas desde que não fosse na localidade onde habitávamos.

   Vieram-me estas recordações à memória, a propósito da entrevista de Salvador Guedes, vice-presidente da Sogrape, SGPS ao jornal Expresso da semana passada, quando afirmava que "agravar o IVA no vinho seria dramático" na senda aliás da entrevista de José Manuel Esteves, secretário-geral da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que  considera que acabar com a taxa intermédia do IVA na restauração, não só é “uma barbárie absolutamente impensável”, como teria consequências negativas para a economia e ameaça, caso tal aconteça, apoiar o consumo de produtos importados pelas empresas portuguesas.

   Cá esta. Aumentos ? Sim, se forem necessários, mas não no nosso Sector.

   E, conhecedor da matéria, José Manuel Esteves ainda vai mais longe quando afirma que qualquer aumento de impostos vai redundar na diminuição da receita, pois "vai significar um convite à fuga ao fisco à economia paralela”.

   Ora é aí mesmo que deve ser apontado o dedo à chaga que afecta todos os portugueses que pagam impostos e à economia do País em geral. Sendo certo que a restauração não é caso único, longe disso, é pertinente colocar a seguinte questão: Qual a percentagem de estabelecimentos hoteleiros, cafés, restaurantes, bares, tascas, snacks e similares que pagam IRC?

   Avanço um número que deverá pecar por excesso 20% (Vinte por cento).

   Deveria ser pois, a par com a instituição de uma carga fiscal mais equilibrada, diminuindo o numero de escalões do IRS e aumentando o valor mínimo sujeito ao mesmo, por exemplo, o grande combate político de um Governo com coragem.

   Estamos convictos que resultados concretos na eliminação ou substancial diminuição da economia paralela (estimada, por baixo, em 30 a 40%% do PIB) seria a alavanca suficiente para uma melhor redistribuição dos impostos devidos por quem efectivamente os paga.

   Senão voltamos sempre ao início da questão. Os trabalhadores por conta de outrem, os Funcionários Públicos, a "malta" dos recibos verdes, estão sempre na primeira linha dos que pagam a crise. Para eles não há economia paralela, e porque não são nem investidores da Bolsa, nem de Depósitos a Prazo ou similares, estão mesmo à mão de semear, e não podem fugir. É garantido e ainda adiantam algum ao Estado que mais tarde devolverá sem juros.

   Até lá os "Chicos Espertos", ao sol das Bahamas, fazem a pergunta cuja resposta vale um milhão: Mas porque será que em Portugal ainda existem "palonços" que pagam impostos?

   E não é que no estado a que o Estado chegou eles têm razão.

 

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Estado de Alma: "Lixado"
Livro: Cidades Invisíveis
publicado por Lanzas às 12:07

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Terça-feira, 26 de Julho de 2011

AS AGONIAS DO IMPOSTO EXTRAORDINÁRIO

   No passado dia 29 de Junho publicamos um Post no qual afirmávamos que estávamos agoniados com os sinais que davam conta do eventual corte do subsídio de natal dos portugueses.

   Infelizmente confirmaram-se as nuvens negras que se adensavam sobre as nossas cabeças, embora de forma não tão gravosa, ainda que não aplicada equitativamente a todos os portugueses.

   Se por um lado se pode considerar que a medida, tida como indispensável pelo Governo, revela alguma preocupação social, "poupando" os que estão praticamente abaixo do limiar da pobreza, por outro lado é profundamente injusta ao não incluir, como sempre fizeram todos os Governos de todas as cores partidárias, os rendimentos de capitais.

   A justificação apresentada para o efeito é o falso pretexto que se quer incentivar as poupanças, colocando dessa forma fora da esfera do imposto extraordinário valores "colossais", que auferem normalmente juros acima dos praticados correntemente aos balcões das Instituições Financeiras, falando-se de Bancos que vão até aos 6% líquidos para depósitos acima dos 100.000 euros. A ser isto verdade, de que taxa beneficiarão as contas de milhões de euros. É uma pergunta que poucos saberão a resposta, e os que sabem não respondem.

   Mas neste caso concreto, todos os rendimentos de capitais deveriam ser tratados "extraordinariamente" em nome de uma justiça fiscal e de um esforço colectivo para a difícil tentativa de recuperação do País.

   Vamos só dar um exemplo para tentar ilustrar o que foi dito. O cidadão"A" com liquidez para tal, resolveu aproveitar os preços competitivos do mercado imobiliário e adquiriu um imóvel que colocou no mercado de arrendamento. Com esta decisão investiu num sector em crise, e apostou num mercado com carências. Pagou IMI e Imposto de Selo, e vai ver os seus rendimentos das rendas incluído no IRS, o que o torna sujeito passível do Imposto Extraordinário.

   O cidadão "B", com igual disponibilidade, colocou o dinheiro na Banca. Recebe o respectivo juro liquido da taxa liberatória (21,5%) e não paga mais nada. NÃO ESTÁ CERTO.

   A introdução de uma sobretaxa extraordinária, a vigorar apenas enquanto vigorasse o imposto extraordinário, sobre as taxas liberatórias, tornaria o imposto mais justo e menos doloroso para quem paga.

   Razão tinha eu para estar agoniado. Não sabia bem era porquê.

 

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Estado de Alma: Agoniado (e muito)
Livro: Banqueiro dos Pobres
publicado por Lanzas às 09:37

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Segunda-feira, 25 de Julho de 2011

ANTÓNIO NOGUEIRA LEITE E A CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS

   A nomeação de António Nogueira Leite para Administrador da Caixa Geral de Depósitos revela uma total falta de bom senso político por parte de Pedro Passos Coelho, que não esperávamos se manifestasse tão cedo, poi seria de presumir que adoptaria o salutar princípio político da independência pessoal nas nomeações, princípio esse cujo regresso à política em Portugal era oportuno que agora se introduzisse em oposição ao caminho trilhado pelo anterior Primeiro ministro.

   Mas é igualmente uma decisão manifestamente infeliz do Governo, sobretudo para o nomeado que sempre demonstrou um total desapego à política e aos cargos públicos, o que levava a ser expectável que não aceitaria um cargo que, face à prevista "nacionalização" da Caixa Geral de Depósitos, com as necessárias negociações que se irão desenrolar em diversos sectores da economia nacional, nomeadamente no da saúde, coloca António Nogueira Leite numa posição incómoda de incompatibilidade, se não legal pelo menos moral,

   O que aliás o próprio reconhece implicitamente quando afirma que "não participarei em decisões que envolvam o grupo onde trabalhei, apesar da lei não obrigar a isso. E quando digo que não participarei, não estarei sequer na sala quando isso for discutido"

   Ora trata-se de um falso argumento para convencer o povo que a mulher de César é séria, quando neste caso é mesmo séria, só que está no local errado no tempo errado.

   Com efeito toda a gente sabe que este tipo de decisões não são tomadas à última hora numa reunião de um qualquer Conselho, mas antes objecto de operações de lobbying, negociadas e decididas longe dos holofotes, depois de meses de estudo. Concordemos pois que é uma desculpa de mau pagador. Notoriamente.

   E António Nogueira Leite não merecia ser sujeito a este tipo de escrutínio público. Ou será que se trata de uma vingança, servida fria, por não ter acompanhado Pedro Passos Coelho nas negociações dos sucessivos PEC's, depois de ter considerado que o antigo Ministro das Finanças Teixeira dos Santos lhe tinha faltado à palavra dada quando da negociação do primeiro pacote?

   Ou nos enganamos muito, ou ainda vamos ouvir falar desta nomeação pelas piores razões. 

 

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Estado de Alma: "Murchito"
Livro: Capitães da Areia
publicado por Lanzas às 09:17

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Sexta-feira, 15 de Julho de 2011

A QUALIDADE DO ENSINO EM PORTUGAL

   Como habitualmente sucede por esta época com a publicação dos resultados dos exames do 9º e 12º Anos de escolaridade, instala-se na comunidade escolar, mais que na opinião púbica, alguma controvérsia acerca da qualidade desses mesmos resultados.

   Ora os "maus" resultados deste ano NÃO podem ser comparados com os resultados verificados no período áureo de demagogia sobre esta matéria, vivido no consulado do ex Primeiro-ministro, por uma de duas razões a saber:

   1 – Ou os exames na altura apresentavam o grau de exigência do deste ano e os resultados não seriam com toda a certeza os que foram então apresentados, com enorme espalhafato, como o corolário lógico das ditas correctas políticas de educação traçadas;

   2 - Ou este ano os exames tinham a complexidade dos anteriores, em que havia perguntas consideradas, benevolentemente, por especialistas como "demasiado evidentes" e nesse caso agora os resultados seriam em tudo idênticos aos então verificados.

   Verdade seja dita que os exames deste ano foram ainda elaborados durante a vigência do anterior Governo, mas os responsáveis, que estavam sob escrutínio, entenderam por bem colocar a fasquia de exigência um pouco mais elevada, conforme aliás foi ontem revelado pelo Director do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) o qual confirmou que os resultados das provas de exame do 3.º ciclo do ensino básico de Português e de Matemática “reflectem o ajustamento do nível de exigência, concretizado numa acrescida complexidade de alguns dos itens e na continuação da procura de um maior rigor na definição e também na aplicação dos critérios de classificação”, tendo igualmente recordado ser esta tendência patente já nos resultados de 2010 que, no caso da disciplina de Matemática, apresentaram uma quebra de sete pontos percentuais no valor médio em relação a 2009 (57%, em 2009, e 50%, em 2010).

   O caminho agora traçado, que se entende como o mais correcto, deve ser prosseguido e aprofundado, para que quem estuda quando chegar ao final de um importante ciclo da sua vida se encontre munido de conhecimentos e competências minimamente adequadas a um futuro desempenho profissional, cada mais exigente e que está cada vez menos disponível.

   Para que os resultados obtidos sejam cada vez melhores, qualitativa e quantitativamente, sobram outros importantes problemas a necessitar de solução urgente, tais  como a melhoria global da qualidade do ensino, uma correcta avaliação dos professores, a adequação das cargas horárias à complexidade e importância das matérias dadas, a disciplina nas escolas, dentro e fora da sala de aulas, entre outras.

   Não é pois fácil a tarefa que espera Nuno Crato, tal como não é fácil a tarefa de nenhum dos Ministros do actual Governo.

   Compete-lhes devolver a esperança a Portugal.

   É o mínimo que se lhes exige.

 

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Estado de Alma: Professor
Livro: O Cérebro do Matemático
publicado por Lanzas às 09:17

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Quinta-feira, 14 de Julho de 2011

O COLOSSAL DESVIO

   Os portugueses nas últimas eleições quiseram romper com um passado politico recente, que durou seis anos e cujos dois  últimos pareciam não ter fim, durante os quais o ex-Primeiro ministro que diga-se de passagem não reunia as competências mínimas necessárias para exercer o cargo, utilizou sistematicamente o “passado” como a causa de todos os nossos males e como a justificação da sua desastrosa  política com a qual conduziu Portugal a uma trágica situação económica e financeira, praticamente sem paralelo na história do País.

   Pedro Passos Coelho parecia querer cortar com essa forma enganosa, deselegante e sem credibilidade de fazer política, quando afirmou que o seu Governo “não se iria nunca queixar da herança deixada pelo PS”.

   Entrava assim em vigor uma nova forma de fazer política. Pela positiva.

   Além de ser elegante permitia deixar de vez os esqueletos no armário e abrir as janelas para entrada de ar puro. Arregaçávamos as mangas e olhávamos em frente. Para o futuro. Por muito difícil que esta seja.

   Eis senão quando, subliminarmente, numa reunião do PSD, Passos Coelho deixou cair que “o seu Governo encontrou um desvio colossal em relação às metas estabelecidas para as contas públicas”, o que levantou de imediato um coro de “virgens arrependidas” não contra os desvios, sejam do défice que não para de subir, seja com as consequências com obras iniciadas sem visto do tribunal de contas e que agora vão custar centenas de milhões de euros mesmo que não se façam, seja com outros desmandos semelhantes que a pouco e pouco haveremos de ter conhecimento.

   Convenhamos no entanto que apesar de não terem razão para carpir mágoas, foi-lhes servido, em bandeja de prata, um pretexto de ouro, que se apressaram a cavalgar, utilizando a Comissão de Acompanhamento do Programa da ‘Troika’, ao afirmarem que esta devia analisar as declarações de Passos Coelho e ouvir o que o Governo tem a dizer sobre as mesmas, para perceber o que está em causa, pois fazem parecer que "o Governo está já a preparar terreno para não cumprir os objectivos acordados com a 'troika'.

   Verdade ou não, quem não quer ser lobo não lhe veste a pele e Passos Coelho quis mesmo dizer aquilo que dizia não querer dizer.

   Agora não tem do que se queixar.

 

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Estado de Alma: Desviado
Livro: A Criança Que Não Queria Falar
publicado por Lanzas às 10:05

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Quarta-feira, 29 de Junho de 2011

ESTOU AGONIADO

   Confesso que estou agoniado. Acabo de ouvir uma notícia na rádio que passo a citar de memória: O Governo prepara-se para lançar um imposto especial sobre as pessoas singulares, pago de uma só vez, para fazer face à derrapagem do défice no primeiro trimestre deste ano.

   Não sei obviamente se isto é verdade ou se se trata apenas um balão de ensaio. Se for verdade é uma B A R B A R I D A D E.

   Atentos os ultimos discursos, sobretudo o do Presidente da Republica, lembrando que os sacrifícios têm que ser repartidos por todos, ficamos atónitos com esta notícia. Então o Governo, ainda que fosse o anterior, deixa derrapar o défice e são os "singulares" que vão pagar a incúria, a incompetência e mais umas coisas que gostava de poder expressar, mas que prefiro por agora guardar para mim.

   E isto quer dizer o quê? Que cada vez que um Governo deixar derrapar o défice lança um Imposto Extraordinário sobre os Singulares.

   E quer dizer mais o quê? Que vão deitar a mão ao Subsídio de Natal? Se assim for isto tem um nome: SAQUE. Puro.

   Meus senhores, se isto for verdade começo a pensar que também vou para a rua protestar, com panelas, tachos, tampas e tudo o mais que tiver à mão. 

   Não foi isto o que foi prometido, nem foi para isto que o Povo votou numa alternativa ao anterior Governo 

   E mais uma reflexão: Não se esqueçam de outra coisa muito, mas mesmo muito, séria: NÃO ENCURRALEM O POVO. Quando não houver possibilidade de alimentar os nossos filhos, não faz sentido viver.

   E aí ...

 

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Estado de Alma: Encurralado (quase)
Livro: A Sangue Frio
publicado por Lanzas às 12:07

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AS PERIPÉCIAS DE UMA NOMEAÇÃO FALHADA

   As peripécias com a nomeação falhada para o cargo de Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna do ex-administrador da Media Capital, Bernardo Bairrão são dignas de integrar um episódio, ou mais, de uma das novelas que a TVI costuma exibir com grande sucesso de audiências.

   No Domingo à noite no seu programa de comentário político, Marcelo Rebelo de Sousa deixa cair displicentemente que Bernardo Bairrão ia para o Governo, e indica mesmo o lugar que irá desempenhar.

    Na manhã de segunda-feira a Media Capital comunica à CMVM e ao mercado a saída do gestor da empresa, o que obviamente indicia que o convite feito foi aceite.

    Face aos desenvolvimentos posteriores é pertinente colocar a seguinte pergunta: Será que era importante para o lobby anti privatização ter um ponta de lança no Governo?

   É que só assim se pode entender a aceitação do convite para participar no Governo de alguém que é"absolutamente contra a privatização de um canal de televisão neste momento" quando o Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, tem feito desta sua decisão, sufragada nas urnas, um ponto de honra.

   Já as explicações vindas a público, para tentar mascarar a realidade, por parte de alguns dos protagonistas desta história são dignas de um tratado sobre “como nada dizer mesmo falando”.

   Senão vejamos:

   "Depois de ter aceitado o convite numa primeira fase, após uma reunião com o ministro entendi que não fazia sentido assumir funções", Bernardo Bairrão, dixit.

   Por seu lado o Ministro da Administração Interna afirmou; "Bernardo Bairrão foi convidado para fazer parte do Executivo, mas razões pessoais e políticas levaram a que este não assumisse funções". Estamos esclarecidos.

  Parece pois poder concluir-se que Marcelo Rebelo de Sousa voluntária ou involuntariamente, só o próprio saberá, concorreu para uma situação pouco agradável para os protagonistas, mas que serviu igualmente para mostrar o grau de firmeza do Primeiro-ministro.

   O que já não é nada mau.

Estado de Alma: A ver televisão
Livro: A Melodia Secreta
publicado por Lanzas às 09:07

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