Quarta-feira, 25 de Maio de 2011

FRANCAMENTE

{#emotions_dlg.chat}Post 332

 

Estado de Alma: Almoçado
Livro: A Arte de Enganar
publicado por Lanzas às 09:27

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Domingo, 22 de Maio de 2011

OS OUTDOORS DO PS

 

{#emotions_dlg.chat}Post 329

Estado de Alma: A falar politiquês
Livro: Cavalheiros da Estrada
publicado por Lanzas às 15:07

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Sábado, 21 de Maio de 2011

O PROLONGAMENTO (DO DEBATE)

    Como não temos a presunção de que Pedro Passos Coelho tenha lido o  Post que intitulamos "Receita para o Coelho" publicado no dia 18, onde expressamos algumas opiniões destinadas a ajudá-lo a  ganhar o debate ontem realizado com José Sócrates, somos levados a concluir que aquilo que escrevemos era demasiado óbvio e portanto já toda a gente sabia.

   Pertencemos ao numero daqueles que têm a convicção de que Passos Coelho ganhou o debate, mas à tangente, quando poderia ter goleado e terminado definitivamente com as expectativas que sobre ele recaem, se tem ou não as condições necessárias para passar à fase seguinte da competição.

   E mantemos a opinião de que precisava  ter ganho folgadamente o debate ontem realizado, para que tal venha a acontecer.

   Era sabido que José Sócrates mensageiro de um programa vago e sem correspondência com a realidade do que está no Acordo celebrado entre o Governo e a chamada Troika, não tendo nenhuma mensagem nova nem mobilizadora para apresentar aos portugueses, e depois de se ter deixado enredar nas "dúvidas" sobre a baixa "significativa" das contribuições das empresas para a segurança social, não porque tenha de estudar o assunto, não porque não saiba o que tem de ser feito, porque sabe, e se não sabe o FMI ensina-lhe, mas porque não quer assumir a realidade do que terá de fazer se ganhar as eleições, não tinha outra alternativa que não fosse atacar o PSD, "que apresentou um Programa concreto, com o qual se pode discordar, mas que é conciso, aponta soluções e metas e tem por base a situação real do País, que goste-se ou não, está plasmada no  Acordo acima referido", e por outro lado atacar pessoalmente Pedro Passos Coelho com um conjunto de "factos concretos" com o intuito de desacreditá-lo junto dos eleitores.

   Mas foi um Sócrates gasto, nervoso, repetitivo, sem chama, sabendo uma coisa que muito o pode desgostar (e se calhar até fazer vir uma lágrimazita ao olho, como é agora a sua nova moda) mas que é a pura e dura realidade: Se o Partido Socialista não ganhar estas eleições é a si, José Sócrates, que tal se deve. Não será a derrota politica de um partido, será a derrota pessoal de um político, que se julga iluminado, e a derrota da sua sombra política, o ainda Ministro Pedro Silva Pereira.

   Passos Coelho não tendo conseguido todos os objectivos, foi uma pena não ter lido o nosso Post,  ganhou o debate e demonstrou que José Sócrates apesar da sua proverbial capacidade para o monólogo, não é o "animal feroz" invencivel em debates que tanto tem sido propalado, bem longe disso, até porque em matéria de credebilidade política estamos falados, não precisa de adversários para perder, derrota-se a si próprio.

   É de lamentar que Pedro Passos Coelho tenha falhado o penalty decisivo da sua intervenção final ao não ter salientado claramente dois/três, dos muitos aspectos negativos da governação socialista, sobretudo nos últimos três anos, e que nos conduziram ao estado em que actualmente nos encontramos, para ter ganho folgadamente o debate.

   Assim vai a prolongamento. Esperamos que não acabe o jogo com uma vitória moral.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 328

Estado de Alma: Eleitor
Livro: Corre, Coelho
publicado por Lanzas às 15:27

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Quarta-feira, 18 de Maio de 2011

RECEITA PARA O COELHO

   Está a chegar ao fim a fase da pré-campanha eleitoral, e consequentemente os debates entre os candidatos dos partidos actualmente com assento na Assembleia da Republica.

   Sem nos determos sobre aqueles que já foram  efectuados, os quais globalmente tiveram aspectos positivos, queremos sobretudo deixar aqui, atempadamente, uma mensagem para o ultimo debate a realizar-se na próxima sexta feira entre José Sócrates e Pedro Passos Coelho.

   O Partido Socialista apresentou-se a estas eleições com um conjunto de ideias gerais, sem correspondência com a realidade vivida pelo País, as quais poderiam ter servido para as eleições de 2005 ou 2009, mas que face à situação actual valem muito pouco, e estou a ser simpático, apostando tudo na capacidade que se reconhece ao seu líder para "vender" meia duzia de ideias feitas,  "marteladas" sistematicamente, que continuam a fazer mossa nos adversários.

   Nas hostes socialistas, chegados a este ponto "do campeonato" sem que tenham existido rombos de maior no porta-aviões, o seu Secretário Geral, tendo conseguido o inacreditável êxito de  desacreditar os Partidos que não tinham apresentado  o respectivo programa eleitoral antes dos debates, como se o próprio tivesse alguma consistência, e por outro lado atacando violentamente o único partido, o PSD, que apresentou um Programa concreto, com o qual se pode discordar, mas que é conciso, aponta soluções e metas e tem por base a situação real do País, que goste-se ou não, está plasmada no Acordo celebrado entre o Governo e a chamada Troika, a sensação é de vitória.

   Ora Pedro Passos Coelho ainda dispõe, neste momento, de 20 minutos para ganhar estas eleições. É o seu tempo no próximo debate de sexta feira. E isto porque se não ganhar folgadamente o debate, as eleições estão perdidas.

   O que terá  então de  fazer para conseguir esse desiderato? Não é simples, mas não é de todo impossível. Desde logo eleger quatro/cinco pontos fortes do seu programa eleitoral, que os tem, para fazer renascer alguma esperança aos eleitores desesperados e repeti-los à saciedade. Ignorar o seu contendor, José Sócrates, que vai necessariamente provocá-lo com um conjunto de "factos concretos" para o desacreditar à vista dos eleitores, não respondendo nunca a nenhuma dessas provocações, deixando José Sócrates falar sozinho.

   Não interromper em nenhuma circunstância José Sócrates e não deixar que este o interrompa. Caso José Sócrates insista, e vai fazê-lo de certeza, pura e simplesmente deve calar-se, esperar que o moderador lhe devolva a palavra e continuar a expor as suas ideias ignorando em absoluto o que o adversário tenha dito.

   Nas respostas às questões colocadas pelo moderador deve ser correcto e concreto, mas sem se deixar desviar dos pontos que elegeu para apresentar soluções para o País.

   Deve resistir, durante as suas intervenções a qualquer referência negativa quer ao PS, quer a José Sócrates e às suas politicas e erros passados, utilizando esses vinte minutos exclusivamente para fazer renascer a esperança do Povo português ao apresentar os pontos positivos do seu programa eleitoral.

   E no minuto final disponha então de 30 segundos para salientar  dois/três, dos muitos, aspectos da governação socialista que nos conduziram ao estado em que actualmente nos encontramos, e os outros 30 segundos para desejar boa sorte ao candidato José Sócrates na sua vida pessoal depois de perdidas as eleições.

   A receita está dada. Agora é consigo "cozinhar" o seu adversário. Se o não fizer pode-se discutir como vamos comer o Coelho. À caçador, estufado, guisado, com arroz, na brasa, como quisermos.

   Mas quem está frito é Portugal.

 

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Estado de Alma: Un gourmet
Livro: A Fala da Memória
publicado por Lanzas às 09:25

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Segunda-feira, 9 de Maio de 2011

DEBATE JOSÉ SÓCRATES - PAULO PORTAS

   No debate de hoje na TVI defrontaram-se, em nossa opinião, os prováveis parceiros do novo Governo a sair das eleições legislativas a realizar no próximo dia 5 de Junho.

   Com efeito cruzando a nova posição assumida pelo PSD de não querer governar em conjunto com o PS e os resultados que têm vindo a ser divulgados das sondagens efectuadas até agora, em que a conquista de uma maioria absoluta por parte de qualquer partido parece estar completamente fora de causa, e uma maioria PSD em conjunto com o CDS também não é liquida, parece ser esta a única solução alternativa para que o País não entre em roda livre.

   Antecipando esse cenário José Sócrates e Paulo Portas conduziram um debate sem confrontações de maior, com uma troca de galhardetes que permitiu não fechar nenhuma porta  e onde na verdade tudo cabe, apenas tendo faltado a declaração formal de que assinarão um Acordo de Governação.

   Não vem mal ao mundo se tal acontecer. É sempre preferível este cenário, a que o PS governe sozinho. Para disparates já basta o que basta.

   Assim sempre haverá a possibilidade de controlar os ímpetos megalómanos e despesistas de José Sócrates, e no tempo que um Governo desses durar o PSD poderá aproveitar para fazer a sua enésima travessia do deserto e encontrar finalmente o seu D.Sebastião. Alguém com credibilidade suficiente junto do eleitorado, e que possa de forma duradoira ajudar a transformar Portugal.

   Ou em alternativa permitir o aparecimento na cena política portuguesa de um novo Partido com uma politica mobilizadora de todos os portugueses, que permita encarar o futuro com a esperança de sermos felizes.

   Porque até isso a actual classe politica tirou aos portugueses.

 

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Estado de Alma: Debatido
Livro: Cantigas da Inocência e da Experiência
publicado por Lanzas às 23:15

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Domingo, 8 de Maio de 2011

PORTUGAL, SA

   Analisado o Acordo celebrado entre as Instituições Internacionais e o Governo Português, o qual obteve igualmente o acordo, ou pelo menos a sua aceitação, por parte dos outros dois partidos do chamado arco governamental, verifica-se que Portugal dispõe finalmente de um Programa de Governo para os próximos três anos com áreas de actuação perfeitamente identificadas, objectivos concretos definidos e com prazos precisos para a sua execução, ao contrário do que tem sucedido até agora com  os sucessivos Governos em que os Programas apresentados se limitavam a um arrazoado que ninguém lia, poucos conheciam, e só servia para ser utilizado como arma de arremesso à oposição, quando os Governos pretendiam impor alguma medida por mais estafurdia que fosse, utilizando o sacrossanto argumento: "Tal como consta no Programa do Governo".

  Ao contrário da paranóica NÃO APRESENTAÇÃO do Acordo por alguém que não se sente constragido em dizer hoje  exactamente o contrário do que disse ontem, trata-se um programa que vai sair da "pele" dos portugueses. Mas que neste caso, apesar de tudo, merece uma melhor aceitação por parte da generalidade do País pelo facto de fazer acreditar ser possível reverter a politica económica desastrosa que tem sido seguida, e que pode se bem explicado e melhor aplicado servir de base para uma mobilização geral para fazer face ao desastre anunciado.

   Porém, mais do que os conteúdos do Acordo, o que verdadeiramente nos deve preocupar é a sua aplicação concreta. Em termos estritamente profissionais não seria nada do outro mundo. Um bom Gestor de Empresas com este Acordo numa mão, um Manual Político de Instruções na outra, e uma remuneração atractiva, com um bom prémio por objectivos, dispondo de autonomia para escolher a sua equipa e evitar intromissões no seu trabalho que não fosse a obrigatoriedade da apresentação regular e calendarizada dos resultados obtidos para permitir a verificação da prossecução dos objectivos definidos, conseguiria esse desiderato com relativa facilidade.

   Por isso temos pugnado para que por uma vez, uma única vez, os Partidos responsáveis leia-se (PS e PSD, eventualmente com o CDS) se pusessem de acordo, antes das eleições, para a apresentação conjunta da Figura que viria a Chefiar o próximo Governo durante os próximos três anos, durante os quais executaria as medidas consignadas no Acordo já subscrito, bem como as que viessem a constar do Manual Político de Instruções emanado desses mesmos Partidos.

   Se isto for inconstitucional, e não me parece que o seja, então aplique-se o mesmo princípio definido pelo Governo quando dos cortes da remuneração dos funcionários públicos: "Há princípios que se sobrepõem, (à Constituição) nomeadamente o interesse público de assegurar a sustentabilidade das contas públicas."

   Aos Partidos caberia fazer aprovar as Leis emanadas desse Governo as quais permitiriam a concretização dos objectivos traçados; fazer a pedagogia democrática junto da população; reciclar os seus Dirigentes e prepará-los para os desafios aliciantes que a partir de 2014 poderiam protagonizar, depois uma escolha democrática por parte dos eleitores.

   Pode dizer-se que estou a sonhar. É capaz de ser verdade... mas atenção ao poema de António Gedeão :

                                                                                                               

                              Eles não sabem, nem sonham,
                              Que o sonho comanda a vida,
                              Que sempre que o homem sonha 
                              O mundo pula e avança
                              Como bola colorida
                              Entre as mãos de uma criança.

 

       {#emotions_dlg.chat}Post 319

 

Estado de Alma: A Sonhar
Livro: Audácia da Esperança
publicado por Lanzas às 15:57

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Sexta-feira, 6 de Maio de 2011

OS DEUSES DEVEM ESTAR LOUCOS

   É sabido que os eleitores são os Deuses dos políticos. São eles, os Deuses, que lhes oferecem as suas prebendas (os votos), lhes dão ou retiram notoriedade, validam ou não as suas políticas.

   É pois no mínimo estranho que após seis anos de uma política errónea, concebida para ser executada de acordo com os calendários eleitorais, por um Primeiro ministro que notoriamente não reúne condições para o cargo (são conhecidas e relatadas amiudadamente na imprensa os seus ataques de fúria durante os quais  OVI's - Objectos Voadores Identificados, vulgo telemóveis, executam vistosas mas arriscadas trajectórias no céus dos gabinetes) e cuja forma de estar na política pode ser considerada de dissimulada, pois é arrogante e prepotente quando se encontra em superioridade numérica, e supostamente humilde quando essa superioridade desaparece, mas sempre vingativo e pronto para denegrir na primeira oportunidade, os inimigos, leia-se adversários políticos; as sondagens publicadas hoje pela imprensa, a um mês das eleições que se vão nomear os Gestores do Acordo para os próximos anos coloquem o partido de José Sócrates com uma vantagem de 2% face ao Partido de Pedro Passos Coelho.

   Isto apesar de 74% dos Deuses acharem que o actual Governo é mau ou mesmo muito mau, o que não admira, pois para executar uma política de combate eleitoral permanente José Sócrates tinha de se rodear de Ministros de 2ª ou mesmo 3ªs. linhas, alguns dos quais  nem no Arrentela tinham lugar, ou boys do partido sem capacidade de imporem o que quer que seja e suficientemente "maleáveis" para abanarem com a cabeça a tudo o que o lhes era imposto, o que sobretudo no 2º. mandato foi notório, com algumas honrosas excepções, nomeadamente de Luís Amado um paradigma de independência face ao Grande Líder, e apesar de tudo Teixeira dos Santos, embora este com um percurso político mais sinuoso, que a sua carreira académica e profissional não fazia crer ser possível.

   Ora uma política destas tinha necessariamente de acabar em tragédia. Foi o que aconteceu. Apesar de se ter conseguido um bom Acordo, face às circunstâncias, com o FMI/UE/BCE, a sua implementação tem enormes custos e comporta pesados sacrifícios para a generalidade dos portugueses, mas particularmente para os mais necessitados.

   Por isso mesmo e face às sondagen publicadas os Deuses, ou seja o eleitores, devem mesmo estar loucos.

   Esperemos que se curem a tempo de evitarem outra catástrofe.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 318

Estado de Alma: Louco, como os Deuses
Livro: Os Deuses que Fizeram o Cé e a Terra
publicado por Lanzas às 15:12

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Quinta-feira, 5 de Maio de 2011

TEIXEIRA DOS SANTOS - UM HOMEM SÓ

   Ao longo do tempo temos escrito algumas vezes sobre Fernando Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças nos Governos Sócrates, normalmente para contestar a política económica de que tem sido o rosto, mas sempre ressalvando as suas qualidades pessoais e profissionais.

   Basta ler o seu curriculum para se perceber que se trata de um homem que ao longo da vida foi associando especialização à sua actividade, foi consolidando competências e juntando experiência ao saber.

   É por isso um mistério digno de um "case study" o porquê de se ter deixado colonizar por um Primeiro ministro que manifestamente não o estima, e que se tem aproveitado, quando lhe convém, do seu saber e prestigio.

   Um dia hão-de ser conhecidas as razões que conduziram a tal submissão e que estiveram na base de um comportamento no mínimo estranho, pois para espanto de muitos, decisões absolutamente irracionais e eleitoralistas,  de José Sócrates e do Partido Socialista, como a descida do IVA e o inacreditável aumento dos funcionários públicos em 2009 não tiveram da sua parte uma recusa frontal ou, em alternativa, a sua demissão o que à partida não se coaduna com aquilo que é conhecido acerca da sua frontalidade ou desapego ao poder político de que manifestamente não precisa, pois é detentor de uma carreia académica e profissional sólida e inquestionável, mas que não evitaram o seu afastamento das listas para deputados à futura Assembleia da Republica, um triste episódio escondido atrás de uma história manifestamente mal contada.

   A grosseria de Vieira da Silva, coordenador do processo de elaboração das listas PS acerca do seu afastamento: "... em relação ao actual ministro de Estado e das Finanças,  não se colocou a questão de Teixeira dos Santos ser convidado para integrar as listas ...", não é mais do que a vingança, servida fria, do aparelho partidário aos intrusos  que ousam ocupar the jobs que na sua óptica são exclusivamente "for the boys".

 É uma atitude indigna por parte do partido que nunca o tendo acolhido verdadeiramente dele se utilizou quando precisou da sua imagem para tentar caucionar e credibilizar políticas partidárias incongruentes. 

  A sua patética presença ao lado de José Sócrates na NÃO COMUNICAÇÃO que este fez ao País sobre o Acordo com a troika é a todos os títulos lastimável, e as suas respostas de circunstância às questões hoje colocadas pelos jornalistas sobre o seu papel nestas negociações: "tenho a sensação de dever cumprido", bem como sobre o estado da sua relação institucional com José Sócrates: "fui encarregado pelo primeiro-ministro de conduzir as negociações com a troika, e com certeza que não as conduzia à revelia do senhor primeiro-ministro", são a parte visível dum iceberg imenso de divergências. 

   O que aconteceria neste País se este homem, Fernando Teixeira dos Santos falasse hoje, acerca do que verdadeiramente se passou nos últimos seis anos? Não sabemos.

  Mas sabemos que o deveria fazer para evitar futuros desmandos.

  E então teria resgatado a sua dignidade política.

Estado de Alma: De todas as cores
Livro: O Que Diz Molero
publicado por Lanzas às 12:01

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Quarta-feira, 4 de Maio de 2011

FMI - A NÃO NOTÍCIA

   Foi absolutamente deprimente o que se passou ontem no panorama televisivo português. A partir de uma NÃO notícia a qual foi cuidadosamente encenada por José Sócrates, com o inenarrável Ministro das Finanças Teixeira do Santos a seu lado, fazendo o papel do maestro José de Melo no programa televisivo o "Museu do Cinema" apresentado nos anos 50 a 70 por António Lopes Ribeiro, que entre outros pontos de interesse incluía a forma brejeira, que foi glosada pelo País inteiro, como este se dirigia ao maestro: "Melo diz boa note ao senhores telespectadores"; todos os canais televisivos se desdobraram na apresentação de comentadores, mesas quase redondas e outros formatos para comentar o que não sabiam, pois José Sócrates limitara-se a dizer cinco coisas que não viriam no Acordo e aproveitou para mais um ataque "a todos aqueles que ...", o que em linguagem "socratiana" quer dizer todos os que não pensam como ele.

   É sabido que José Sócrates deve a sobrevivência política à sua capacidade de reescrever os acontecimentos. Partindo de um qualquer facto, reescreve-o e a partir daí parte para um combate feroz, como se aquela tivesse sido a realidade, comprometendo os adversários, obrigando-os a sucessivos desmentidos, normalmente sem grande êxito, e cerceando-lhes a sua capacidade para desenvolver os seus verdadeiros pontos de vista. Até agora tem resultado.

   Aliás esta forma de estar na política como Primeiro ministro teve o seu inicio logo no seu primeiro mandato, quando partindo de um défice pura e simplesmente não existente criado e inflacionado com a ajuda do seu "compagnon de route" Vítor Constâncio, a quem "pagou" essa inestimável ajuda com uma colaboração activa na sua nomeação para a Vice-Presidência do BCE, criou as condições para o aumento dos impostos, nomeadamente do IVA, quando a sua campanha eleitoral tinha sido feita à base da promessa do não aumento dos impostos. A promessa de diminuição de desempregados, o cheque bebé, e outras promessas similares são apenas detalhes de uma forma questionável de fazer política.

   Uma pessoa que assume perante todos os portugueses, na televisão, na imprensa escrita, no partido, que: "Não estou disponível para governar com o FMI", entidade com quem menos de um mês depois celebra um acordo, e é candidato a Primeiro ministro para o executar, não reune as qualidades mínimas  para ser Primeiro ministro de Portugal.

   Se voltar a ser, não nos queixemos. Limitemo-nos a pagar os seus delvaneios e boca calada.

Estado de Alma: Arreganhado
Livro: A Contradição Humana
publicado por Lanzas às 10:45

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Terça-feira, 3 de Maio de 2011

SAUDADES DO PEC 4

 

 

{#emotions_dlg.chat}Post 314 (Os Manos XXXI)

Estado de Alma: Com saudade ... vai-te embora
publicado por Lanzas às 15:30

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