Segunda-feira, 25 de Julho de 2011

ANTÓNIO NOGUEIRA LEITE E A CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS

   A nomeação de António Nogueira Leite para Administrador da Caixa Geral de Depósitos revela uma total falta de bom senso político por parte de Pedro Passos Coelho, que não esperávamos se manifestasse tão cedo, poi seria de presumir que adoptaria o salutar princípio político da independência pessoal nas nomeações, princípio esse cujo regresso à política em Portugal era oportuno que agora se introduzisse em oposição ao caminho trilhado pelo anterior Primeiro ministro.

   Mas é igualmente uma decisão manifestamente infeliz do Governo, sobretudo para o nomeado que sempre demonstrou um total desapego à política e aos cargos públicos, o que levava a ser expectável que não aceitaria um cargo que, face à prevista "nacionalização" da Caixa Geral de Depósitos, com as necessárias negociações que se irão desenrolar em diversos sectores da economia nacional, nomeadamente no da saúde, coloca António Nogueira Leite numa posição incómoda de incompatibilidade, se não legal pelo menos moral,

   O que aliás o próprio reconhece implicitamente quando afirma que "não participarei em decisões que envolvam o grupo onde trabalhei, apesar da lei não obrigar a isso. E quando digo que não participarei, não estarei sequer na sala quando isso for discutido"

   Ora trata-se de um falso argumento para convencer o povo que a mulher de César é séria, quando neste caso é mesmo séria, só que está no local errado no tempo errado.

   Com efeito toda a gente sabe que este tipo de decisões não são tomadas à última hora numa reunião de um qualquer Conselho, mas antes objecto de operações de lobbying, negociadas e decididas longe dos holofotes, depois de meses de estudo. Concordemos pois que é uma desculpa de mau pagador. Notoriamente.

   E António Nogueira Leite não merecia ser sujeito a este tipo de escrutínio público. Ou será que se trata de uma vingança, servida fria, por não ter acompanhado Pedro Passos Coelho nas negociações dos sucessivos PEC's, depois de ter considerado que o antigo Ministro das Finanças Teixeira dos Santos lhe tinha faltado à palavra dada quando da negociação do primeiro pacote?

   Ou nos enganamos muito, ou ainda vamos ouvir falar desta nomeação pelas piores razões. 

 

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Estado de Alma: "Murchito"
Livro: Capitães da Areia
publicado por Lanzas às 09:17

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Quinta-feira, 14 de Julho de 2011

O COLOSSAL DESVIO

   Os portugueses nas últimas eleições quiseram romper com um passado politico recente, que durou seis anos e cujos dois  últimos pareciam não ter fim, durante os quais o ex-Primeiro ministro que diga-se de passagem não reunia as competências mínimas necessárias para exercer o cargo, utilizou sistematicamente o “passado” como a causa de todos os nossos males e como a justificação da sua desastrosa  política com a qual conduziu Portugal a uma trágica situação económica e financeira, praticamente sem paralelo na história do País.

   Pedro Passos Coelho parecia querer cortar com essa forma enganosa, deselegante e sem credibilidade de fazer política, quando afirmou que o seu Governo “não se iria nunca queixar da herança deixada pelo PS”.

   Entrava assim em vigor uma nova forma de fazer política. Pela positiva.

   Além de ser elegante permitia deixar de vez os esqueletos no armário e abrir as janelas para entrada de ar puro. Arregaçávamos as mangas e olhávamos em frente. Para o futuro. Por muito difícil que esta seja.

   Eis senão quando, subliminarmente, numa reunião do PSD, Passos Coelho deixou cair que “o seu Governo encontrou um desvio colossal em relação às metas estabelecidas para as contas públicas”, o que levantou de imediato um coro de “virgens arrependidas” não contra os desvios, sejam do défice que não para de subir, seja com as consequências com obras iniciadas sem visto do tribunal de contas e que agora vão custar centenas de milhões de euros mesmo que não se façam, seja com outros desmandos semelhantes que a pouco e pouco haveremos de ter conhecimento.

   Convenhamos no entanto que apesar de não terem razão para carpir mágoas, foi-lhes servido, em bandeja de prata, um pretexto de ouro, que se apressaram a cavalgar, utilizando a Comissão de Acompanhamento do Programa da ‘Troika’, ao afirmarem que esta devia analisar as declarações de Passos Coelho e ouvir o que o Governo tem a dizer sobre as mesmas, para perceber o que está em causa, pois fazem parecer que "o Governo está já a preparar terreno para não cumprir os objectivos acordados com a 'troika'.

   Verdade ou não, quem não quer ser lobo não lhe veste a pele e Passos Coelho quis mesmo dizer aquilo que dizia não querer dizer.

   Agora não tem do que se queixar.

 

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Estado de Alma: Desviado
Livro: A Criança Que Não Queria Falar
publicado por Lanzas às 10:05

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Terça-feira, 5 de Julho de 2011

CRÓNICA DE UMA DEMISSÃO ANUNCIADA

   Pedro Passos Coelho cometeu um erro de casting ao ter escolhido Fernando Nobre para candidato a Deputado pelo PSD, mas cometeu um erro ainda maior ao fazer acompanhar esse convite de um outro que não se justificava de todo, o de apoiar a sua candidatura a Presidente da Assembleia da Republica. Era um convite demasiado arriscado, que só se poderia concretizar com uma sólida maioria parlamentar deste partido, uma vez que, sabe-se hoje, foi por falta de apoio dentro do próprio PSD que Fernando Nobre não foi eleito, dado que, apesar de tudo, conseguiu recolher alguns votos no seio dos restantes partidos.

   Não se sabe e provavelmente nunca se saberá qual a vantagem que este convite trouxe ao PSD, em termos eleitorais, mas sabe-se quais as desvantagens em termos de desgaste junto dos eleitores e da opinião pública, antes e depois das eleições. Foram muitas.

   Fernando Nobre cumpriu o que tinha prometido, de coração aberto, quando "avisou" um dia depois do convite que só aceitaria ficar na Assembleia da Republica, caso fosse eleito Presidente. Em termos de democracia estávamos conversados. Se fosse para o "penacho", e para fazer o estágio para uma futura candidatura à Presidência da Republica tínhamos Homem, caso contrário adeus "malta" que tenho mais que fazer.

   E nem as suas desculpas "esfarrapadas" dos dias seguintes, nem as "correcções" políticas efectuadas pelos estrategas do PSD e inclusive pelo seu Presidente surtiram qualquer efeito convincente.

   Porque se não fosse essa a condição e a razão da aceitação do convite que lhe fizeram, Fernando Nobre, teria (deveria ter) renunciado ir a votos, poupando-se, e poupando Pedro Passos Coelho, a um espectáculo deprimente, que foi o da votação parlamentar na qual foi sucessivamente derrotado,  no qual se revelou bem o estado de espírito de dois homens que embora sentados lado a lado no hemiciclo tinham duas posturas completamente opostas.

   Por um lado Pedro Passos Coelho obrigando-se a levar até às ultimas consequências o cumprimento da palavra dada, qual Egas Moniz que se apresenta ao Parlamento de baraço ao pescoço, isto é embaraçado, esperando que aquele pesadelo terminasse. Do outro Fernando Nobre esticando a corda até ao limite procurando conseguir aquilo que estava á vista de todos era intangível.

   As imagens que foram transmitidas pelas televisões, depois das votações, de um Fernando Nobre sozinho, acabrunhado, a abandonar as instalações da Assembleia da Republica eram a visão do adeus de um homem politicamente derrotado.

   Agora e no futuro.

   Fica um passado cheio de solidariedade para com o próximo, e o futuro que Deus quiser, mas fora da política.

   Como em tudo na vida, quando se joga ganha-se e perde-se.

   Mas neste caso concreto Fernando Nobre não devia ter ido a jogo.

 

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Estado de Alma: Abandonado
Livro: Cruel Abandono
publicado por Lanzas às 15:47

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Quarta-feira, 29 de Junho de 2011

ESTOU AGONIADO

   Confesso que estou agoniado. Acabo de ouvir uma notícia na rádio que passo a citar de memória: O Governo prepara-se para lançar um imposto especial sobre as pessoas singulares, pago de uma só vez, para fazer face à derrapagem do défice no primeiro trimestre deste ano.

   Não sei obviamente se isto é verdade ou se se trata apenas um balão de ensaio. Se for verdade é uma B A R B A R I D A D E.

   Atentos os ultimos discursos, sobretudo o do Presidente da Republica, lembrando que os sacrifícios têm que ser repartidos por todos, ficamos atónitos com esta notícia. Então o Governo, ainda que fosse o anterior, deixa derrapar o défice e são os "singulares" que vão pagar a incúria, a incompetência e mais umas coisas que gostava de poder expressar, mas que prefiro por agora guardar para mim.

   E isto quer dizer o quê? Que cada vez que um Governo deixar derrapar o défice lança um Imposto Extraordinário sobre os Singulares.

   E quer dizer mais o quê? Que vão deitar a mão ao Subsídio de Natal? Se assim for isto tem um nome: SAQUE. Puro.

   Meus senhores, se isto for verdade começo a pensar que também vou para a rua protestar, com panelas, tachos, tampas e tudo o mais que tiver à mão. 

   Não foi isto o que foi prometido, nem foi para isto que o Povo votou numa alternativa ao anterior Governo 

   E mais uma reflexão: Não se esqueçam de outra coisa muito, mas mesmo muito, séria: NÃO ENCURRALEM O POVO. Quando não houver possibilidade de alimentar os nossos filhos, não faz sentido viver.

   E aí ...

 

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Estado de Alma: Encurralado (quase)
Livro: A Sangue Frio
publicado por Lanzas às 12:07

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AS PERIPÉCIAS DE UMA NOMEAÇÃO FALHADA

   As peripécias com a nomeação falhada para o cargo de Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna do ex-administrador da Media Capital, Bernardo Bairrão são dignas de integrar um episódio, ou mais, de uma das novelas que a TVI costuma exibir com grande sucesso de audiências.

   No Domingo à noite no seu programa de comentário político, Marcelo Rebelo de Sousa deixa cair displicentemente que Bernardo Bairrão ia para o Governo, e indica mesmo o lugar que irá desempenhar.

    Na manhã de segunda-feira a Media Capital comunica à CMVM e ao mercado a saída do gestor da empresa, o que obviamente indicia que o convite feito foi aceite.

    Face aos desenvolvimentos posteriores é pertinente colocar a seguinte pergunta: Será que era importante para o lobby anti privatização ter um ponta de lança no Governo?

   É que só assim se pode entender a aceitação do convite para participar no Governo de alguém que é"absolutamente contra a privatização de um canal de televisão neste momento" quando o Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, tem feito desta sua decisão, sufragada nas urnas, um ponto de honra.

   Já as explicações vindas a público, para tentar mascarar a realidade, por parte de alguns dos protagonistas desta história são dignas de um tratado sobre “como nada dizer mesmo falando”.

   Senão vejamos:

   "Depois de ter aceitado o convite numa primeira fase, após uma reunião com o ministro entendi que não fazia sentido assumir funções", Bernardo Bairrão, dixit.

   Por seu lado o Ministro da Administração Interna afirmou; "Bernardo Bairrão foi convidado para fazer parte do Executivo, mas razões pessoais e políticas levaram a que este não assumisse funções". Estamos esclarecidos.

  Parece pois poder concluir-se que Marcelo Rebelo de Sousa voluntária ou involuntariamente, só o próprio saberá, concorreu para uma situação pouco agradável para os protagonistas, mas que serviu igualmente para mostrar o grau de firmeza do Primeiro-ministro.

   O que já não é nada mau.

Estado de Alma: A ver televisão
Livro: A Melodia Secreta
publicado por Lanzas às 09:07

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Terça-feira, 21 de Junho de 2011

UMA SAÍDA AIROSA

   Pedro Passos Coelho averbou ontem a sua primeira derrota parlamentar, embora essa fosse a crónica de uma "morte" anunciada, por ter querido manter-se fiel a compromissos anteriormente assumidos, o que manifestamente representa um bom indicio para o cumprimento das outras promessas feitas

   Também se pode dizer que foi penalizado por ter querido inovar ao apresentar um independente para o cargo de Presidente da Assembleia da Republica, mas, tal como já se tinha observado no passado, sabe-se como as máquinas partidárias são inflexíveis com aqueles que se aprestam para lhes retirar privilégios, e é de admitir com um elevado grau de probabilidade, que foram os próprios deputados do PSD que inviabilizaram a eleição de Fernando Nobre.

   Perante esta situação a reacção de Pedro Passos Coelho ao procurar continuar na senda da inovação, e ao convidar Assunção Esteves para a Presidência da Assembleia da Republica, tornando-se a primeira mulher a exercer o cargo, se for eleita, revela a existência de um Plano B que estava programado e amadurecido para a prevista derrota de Fernando Nobre.

   Trata-se de uma escolha "arejada", mostrando vontade de romper com o statuos quo e mostrou ser uma saída airosa, para um imbróglio escusado.

 

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Estado de Alma: A ver a banda passar
Livro: A Escolha de Sofia
publicado por Lanzas às 14:57

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Terça-feira, 7 de Junho de 2011

AGORA NÓS ... PEDRO PASSOS COELHO

   Meu caro Concidadão,

   Sabe com certeza que chegou a Primeiro-ministro do próximo Governo Constitucional, respaldado numa maioria significativa que lhe foi concedida pelo povo português num  claro voto de protesto e de rejeição pelo antigo Primeiro-ministro de má memória, que se encontrava absolutamente desgastado pela arrogância e demagogia patenteadas, que eram as suas imagens de marca, e pela absoluta incapacidade demonstrada para gerar consensos e governar responsavelmente e com verdade.

   Foram estas as razões pelas quais, mais do que  as credenciais que apresentou, embora tenha a seu favor o facto de ser seu o único programa eleitoral digno desse nome que foi apresentado e passível de ser discutido durante a campanha eleitoral, o que por certo lhe vai trazer importantes benefícios políticos no futuro, que o levaram ao poder.

   Perante esta situação está agora nas suas mãos mostrar a quem o elegeu, e até aqueles que apesar de tudo o que foi dito acima não votaram no seu partido, que tem mérito e que é capaz de trabalhar a sério, sem demagogia, sem mentira e sem arrogância em prol do futuro do nosso País.

   Por favor empenhe-se no trabalho. Escolha um equipa de gente séria e com competência. Estude os dossiers, procure soluções e consensos, e decida com sabedoria.

   Confirme aquilo que disse durante a campanha eleitoral e não substitua às cegas os boys do partido derrotado pelos boys do seu partido ou do partido com quem por certo se vai coligar. Utilize um critério único: Competência.

   Não ande permanentemente a calcorrear o País a inaugurar tudo o que é chafariz e rotunda e a visitar pela enésima vez as “empresas de sucesso”, que são normalmente empresas de regime, o que logo à partida deixa o povo de pé atrás.

   Tal conduta desprestigia e transmite a sensação de que não há nada de importante para fazer. O que não corresponde à realidade. De todo.

   Não aproveite todas as entradas e saídas, de e para, qualquer lugar ou evento para se pôr a jeito para as câmaras da televisão e de utilizar os jornalistas presentes para mandar recados para os partidos da oposição.   

   Foi degradante demais o espectáculo dado durante anos a fio pelo antigo Primeiro-ministro para que a dose se repita agora.

   Não multiplique as entrevistas às televisões. Fale pouco (muito pouco) mas acertado.

   E por favor não alinhe no espectáculo deprimente dos telepontos. “Só os tolos se deixam enganar com papas e bolos”.

   Tenha a capacidade intelectual e política indispensável para construir os entendimentos fundamentais com o partido com quem vai formar uma coligação de governo, mas tenha também a coragem necessária para conseguir os imprescindíveis consensos de regime com quem perdeu estas eleições. Os partidos  perduram, mesmo quando perdem, e o povo estima-os, sobretudo quando os maus dirigentes se vão finalmente embora. O momento é demasiado grave para que quem tem quase 1/3 do eleitorado fique de fora das decisões importantes para o futuro do nosso País.

   E finalmente não se preocupe com as sondagens durante os quatro anos do seu governo. Se no final tiver trabalho sério e resultados positivos para apresentar, o povo na sua inesgotável sabedoria terá isso na devida conta.

   Não tenha a menor dúvida.

   Felicidades.

 

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Estado de Alma: Expectante
Livro: A Grande Missão
publicado por Lanzas às 09:07

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Sexta-feira, 27 de Maio de 2011

O PSD NÃO QUER GOVERNAR PORTUGAL (II)

   Ontem publicamos aqui no LANZAS um Post com o titulo em epígrafe, no qual desenvolvemos a ideia de estar o PSD a criar todas as condições para não ganhar as próximas eleições do dia 5 de Junho, e com isso libertar-se da obrigação de formar Governo, ou até de participar num Governo de coligação como tem sido aconselhado a fazer por individualidades de todas os quadrantes políticos e sociedade civil, nomeadamente o Presidente da Republica Cavaco Silva e incluindo os antigos Presidentes da Republica Mário Soares, Jorge Sampaio e Ramalho Eanes.

   Hoje o assunto é retomado no Correio da Manhã por Constança Cunha e Sá que  na coluna Causas e Consequências escreve um artigo intitulado "O Alvo Errado" onde afirma textualmente: "Pelo que se vai vendo, o PSD parece estar a fazer tudo o que pode para conseguir perder estas eleições".

   E a realidade é que parece que o PSD não quer mesmo ganhar as eleições do próximo dia 5 de Junho, pois iindependentemente de as sondagens continuarem a referir que se mantém um empate técnico entre os dois principais, a verdade é que 70% dos inquiridos refere não querer José Sócrates como próximo PM, mas nem assim se coíbem de praticar uma série de erros comprometedores que põem em causa a sua vitória.

  E paira no ar a questão seguinte: Será que se tivesse sido o PSD a estar no governo durante os dois últimos anos e tivesse cometido todas as asneiras que o governo de José Sócrates  cometeu e se este estivesse agora a candidatar-se a estas eleições como líder da Oposição, as sondagens não estariam neste momento a dar-lhe uma maioria absoluta?

   Já se sabe que é tudo uma questão de demagogia, mas uma posição mais coerente por parte do PSD não seria de descartar.

   Para quem quisesse ganhar eleições, já se vê.

 

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Estado de Alma: Com dúvidas
Livro: Casa Dividida
publicado por Lanzas às 15:37

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Quinta-feira, 26 de Maio de 2011

O PSD NÃO QUER GOVERNAR PORTUGAL

   Temos como dado adquirido que o PSD tem, conscientemente ou não, estado a criar as condições necessárias para não ganhar as eleições do próximo dia 5 de Junho, e com isso sentir-se desobrigado de participar no Governo qualquer que seja a sua composição, e completamente indisponível para o liderar.

   O partido dispõe dos melhores quadros do País, sendo o seu Presidente Pedro Passos Coelho um homem informado, metódico, cordial, a quem pode eventualmente faltar alguma experiência ao mais alto nível politico, mas como se sabe isso é uma "doença" que passa com o tempo e tem de começar alguma vez para poder passar, não sendo um motivo impeditivo de governar o País, que está com certeza assessorado por um conjunto de pessoas e entidades idóneas que lhe dão a necessária cobertura para a oportunidade do lançamento de temas importantes durante a campanha eleitoral que está a decorrer, e portanto as questões levantadas não são obra do acaso nem fruto de inspiração momentânea.

   Na situação actual do País a posição correcta a assumir pelos partidos durante a campanha eleitoral deveria ser a de não escamotear informação aos eleitores nem fazer uma campanha de promessas irrealizáveis, sendo que os dirigentes dos partidos adversários devem ser confrontados relativamente aos erros cometidos, mas sempre com urbanidade.  A campanha deveria ser esclarecedora relativamente às incontornáveis dificuldades que os portugueses irão sentir inexoravelmente agravar-se a partir do próximo dia 6 de Junho, mas isso já percebemos que ninguém quer assumir.

   Ora o PSD ao lançar para a discussão eleitoral temas como a  Auditoria ao programa das Novas Oportunidades que Passos Coelho considera ser «uma mega encenação no país paga a peso de ouro e uma mega produção que mais não fez do que estar a atribuir um crédito e uma credenciação à ignorância»,  e a reavaliação  da lei do aborto, uma vez que  "passados quatro anos sobre a entrada em vigor do diploma sobre a interrupção voluntária da gravidez, é altura de ver o que correu bem e o que correu mal, com vista a eventuais alterações", está a pretender apagar fogos com gasolina

    É real a absoluta necessidade de esses e de outros importantes dossiers ainda com mais relevância no estado da economia portuguesa, serem devidamente esclarecidos, e um dia serão, mas não é nas penúltima semana da campanha que eles devem vir para a luz da ribalta, uma vez que não há tempo para serem discutidos em profundidade, o que origina um efeito boomerang, dando a oportunidade aos adversários políticos para se aproveitarem deles, como se estão a aproveitar, e atacarem as propostas do PSD as quais têm o efeito de afastar potenciais eleitores, ou seja todos os que foram beneficiados com tais politicas e não as querem ver agora discutidas. E são muitos, sendo as últimas sondagens disso reflexo.

   Em política ter razão antes do tempo é não ter razão.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 333

Estado de Alma: Admirado
Livro: Uma Inquietante Simetria
publicado por Lanzas às 20:27

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Sábado, 21 de Maio de 2011

O PROLONGAMENTO (DO DEBATE)

    Como não temos a presunção de que Pedro Passos Coelho tenha lido o  Post que intitulamos "Receita para o Coelho" publicado no dia 18, onde expressamos algumas opiniões destinadas a ajudá-lo a  ganhar o debate ontem realizado com José Sócrates, somos levados a concluir que aquilo que escrevemos era demasiado óbvio e portanto já toda a gente sabia.

   Pertencemos ao numero daqueles que têm a convicção de que Passos Coelho ganhou o debate, mas à tangente, quando poderia ter goleado e terminado definitivamente com as expectativas que sobre ele recaem, se tem ou não as condições necessárias para passar à fase seguinte da competição.

   E mantemos a opinião de que precisava  ter ganho folgadamente o debate ontem realizado, para que tal venha a acontecer.

   Era sabido que José Sócrates mensageiro de um programa vago e sem correspondência com a realidade do que está no Acordo celebrado entre o Governo e a chamada Troika, não tendo nenhuma mensagem nova nem mobilizadora para apresentar aos portugueses, e depois de se ter deixado enredar nas "dúvidas" sobre a baixa "significativa" das contribuições das empresas para a segurança social, não porque tenha de estudar o assunto, não porque não saiba o que tem de ser feito, porque sabe, e se não sabe o FMI ensina-lhe, mas porque não quer assumir a realidade do que terá de fazer se ganhar as eleições, não tinha outra alternativa que não fosse atacar o PSD, "que apresentou um Programa concreto, com o qual se pode discordar, mas que é conciso, aponta soluções e metas e tem por base a situação real do País, que goste-se ou não, está plasmada no  Acordo acima referido", e por outro lado atacar pessoalmente Pedro Passos Coelho com um conjunto de "factos concretos" com o intuito de desacreditá-lo junto dos eleitores.

   Mas foi um Sócrates gasto, nervoso, repetitivo, sem chama, sabendo uma coisa que muito o pode desgostar (e se calhar até fazer vir uma lágrimazita ao olho, como é agora a sua nova moda) mas que é a pura e dura realidade: Se o Partido Socialista não ganhar estas eleições é a si, José Sócrates, que tal se deve. Não será a derrota politica de um partido, será a derrota pessoal de um político, que se julga iluminado, e a derrota da sua sombra política, o ainda Ministro Pedro Silva Pereira.

   Passos Coelho não tendo conseguido todos os objectivos, foi uma pena não ter lido o nosso Post,  ganhou o debate e demonstrou que José Sócrates apesar da sua proverbial capacidade para o monólogo, não é o "animal feroz" invencivel em debates que tanto tem sido propalado, bem longe disso, até porque em matéria de credebilidade política estamos falados, não precisa de adversários para perder, derrota-se a si próprio.

   É de lamentar que Pedro Passos Coelho tenha falhado o penalty decisivo da sua intervenção final ao não ter salientado claramente dois/três, dos muitos aspectos negativos da governação socialista, sobretudo nos últimos três anos, e que nos conduziram ao estado em que actualmente nos encontramos, para ter ganho folgadamente o debate.

   Assim vai a prolongamento. Esperamos que não acabe o jogo com uma vitória moral.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 328

Estado de Alma: Eleitor
Livro: Corre, Coelho
publicado por Lanzas às 15:27

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