Domingo, 27 de Junho de 2010

NO FINAL A ALEMANHA GANHA

    É célebre a frase de  Gary Lineker: " Futebol é um jogo em que 22 homens correm atrás de uma bola, um árbitro comete uns erros e no fim a Alemanha ganha".  

 

   Cumpriu-se pois a tradição, os jogadores correram atrás da bola, o árbitro cometeu os erros q.b. e no fim a Alemanha ganhou. O que fica para a história é o resultado final de 4-1, e o facto de Alemanha passar aos quartos de final, enquanto a Inglaterra volta para casa com a viola debaixo do braço.

 

   Suponhamos só por um momento que o árbitro deste jogo tinha sido Olegário Benquerença. O que diria amanhã a nossa Imprensa do Senhor Árbitro? Raios e coriscos pela certa; Portugal sai envergonhado com esta arbitragem e outros mimos equivalentes

 

   E se em vez de ser um Alemanha vs. Inglaterra fosse um Sporting vs Benfica, ou um Benfica vs FC Porto? 

 

   No mínimo os senhores Presidentes e respectivos Directores Desportivos falariam de "roubo de catedral", "o sistema no seu melhor", "fruta para todos", e uns quantos cumprimentos extensivos à sua excelentissima família (do árbitro evidentemente).

 

   Afinal parece que são todos iguais os homens do apito. Tal como os outros intervenientes do jogo.

 

   Há dias que não se pode sair de casa. Nem que seja na Africa do Sul.       

Estado de Alma: Inglês
Livro: Não é Fácil Dizer Bem
publicado por Lanzas às 18:56

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Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

"MALDITA BLOGOSFERA"

 

 

 

Estamos no princípio da arte. Sabemos disso;

 

Estamos à procura da nossa identidade. Muito bem;

 

Somos um entre milhares. OK;

 

Se calhar ainda não publicamos nada de significativo. Admitimos;

 

Queremos ser conhecidos. Um objectivo;

 

Gostamos de falar de coisas que consideramos importantes. Um vício;

 

Mesmo que não sejam interessantes...

 

                                                     ... com pessoas importantes.

 

                                      TODAS.

 

                                                               Daí o nosso Grito !

 

 

Estado de Alma: Patinho feio
Livro: A Internet para Tótós
publicado por Lanzas às 08:31

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Quarta-feira, 23 de Junho de 2010

ANA GOMES NA ANTENA UM

   A Deputada Europeia Ana Gomes falou ontem no Programa da Manhã da Antena Um sobre o actual desastre ecológico nos EUA, verdadeira tragédia para a humanidade, verificado com o derrame de Petróleo no Golfo do México, que já ultrapassou o desastre do Exxon Valdez como o pior da história dos Estados Unidos, isto segundo estimativas divulgadas  pela Guarda Costeira.

   Todos os comentários tecidos são absolutamente justos, e mais veementes que fossem, continuariam a sê-lo.

   Aproveitou a Deputada Ana Gomes para relembrar outro desastre, também ele monstruoso que foi o verificado há mais de 25 anos em Bhopal na Índia.

   O número de mortes verificadas na altura, as que continuaram a verificar-se ao longo dos anos, e  as tragédias humanas que ocasionaram, nunca serão suficientemente condenadas por toda a opinião pública. Segundo organizações de direitos humanos, este acidente foi responsável por mais de 20 mil mortes até hoje, tendo afectado mais 600 mil pessoas, para além dos danos ecológicos causados.

   Não tem discussão e todos deveríamos erguer a nossa voz em uníssono contra estes atentados à humanidade.

   A partir destes dois desastres ecológicos partiu a Deputada Ana Gomes para um ataque aos regimes económicos e para as políticas liberais que na sua opinião permitiram tais desmandos.

   Pode até ter razão, só é pena que se tenha esquecido de Chernobyl, um desastre em tudo idêntico aos acima referidos com incontaveis perdas humanas. Chernobyl teve 400 vezes mais radiação do que a bomba atômica de Hiroshima no Japão, após a Segunda Guerra Mundial, e ainda hoje, e por muitos mais anos, se farão sentir os nefastos efeitos de tal acidente.

   Que se conste a política económica por aquelas bandas era outra. E é pena que também não tenha referido o número das vítimas diárias verificadas na China provocadas pela poluição atmosférica sem paralelo. Poderia referir se quisesse a Índia e outros casos similares.

   Tinham tido outro impacto as suas palavras. Porque para sermos ouvidos devemos ser confiáveis.

   E esquecer um dos lados da balança não ajuda a sermos levados a sério. Por muito sérios que sejamos.

Estado de Alma: Com a língua de fora.
Livro: A Segunda Guerra Mundial
publicado por Lanzas às 08:58

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Terça-feira, 22 de Junho de 2010

O CENTENÁRIO

   Publicamos hoje o nosso Centésimo Post.

 

   Todos  escritos com rigôr, enorme entusiasmo e sendo críticos quanto baste, procuraram  todos eles reflectir um comentário judicioso, e também porque tristezas não pagam dívidas, nem impostos, sempre que possível  algum humor.

 

   Humor, algo que falta aos nossos Políticos em geral, os quais parecem acreditar que para serem levados a sério, ou então para tentarem meter-nos medo, têm de nos mostrar todos os dias um senho carregado.

 

   Mas olhem que não, olhem que não.

 

   Obviamente que não nos move nenhum sentimento de perseguição contra ninguém, nem o propósito de dizer mal só por mal dizer. Se no conjunto dos Post publicados é o Poder quem tem sido mais visado, é por isso mesmo, por ser Poder e estar mais exposto.

 

   Logo tem oportunidade de fazer mais asneiras. E tão bem que tem aproveitado.

 

   No Bi-Centenário cá estaremos, de novo,  a fazer outro Balanço, que esperamos seja tão positivo como este. A ver vamos.

 

   Um grande obrigado ao nossos Leitores fieis e aos nosso Amigos, mesmo aos que discordam de nós.

Estado de Alma: A serrar presunto
Livro: A Árvore dos Possiveis
publicado por Lanzas às 09:09

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Segunda-feira, 21 de Junho de 2010

À ESTALADA NA FACE

 (OCULTA) 

   Se no Mundo inteiro todos soubessem tudo sobre todos, o que logicamente é impossível, o mundo tal como o conhecemos hoje não existia.

   Basta pensar nas pequenas traições que todos conhecemos sejam na vida conjugal de amigos, conhecidos ou familiares, sejam nos negócios, na política, etc. Somem-se agora todas as outras que não conhecemos. Era inevitável: Andávamos todos à estalada. Em todo o Mundo.

   Se os portugueses, todos, soubessem tudo aquilo que só alguns (poucos) sabem sobre quem nos governa o que restaria do Governo?

   Atendendo às notícias que diariamente a imprensa publica sobre o chamado caso Face Oculta: NADA.

   Sabe-se que as escutas têm regras muito específicas para serem públicas, e o direito à privacidade de cada um de nós deve ser preservado até ao limite. Porém elas existem e alguns conhecem-nas.

   Logo deveriam dar origem a consequências independentemente da profissão de quem as proferiu.

   Será que os juízes que conhecem as escutas do caso Face Oculta, e estavam de acordo que as mesmas fossem utilizadas no Parlamento no caso da Comissão de Inquérito ao caso TVI/PT, quando forem chamados a decidir noutro caso, com base em escutas telefónicas, ou socorrendo-se delas para formar a sua decisão, se sentem confortáveis para o fazer?

   Ou nada os fará vacilar porque realmente não somos todos iguais perante a Lei?

Estado de Alma: À estalada
Livro: As cidades invisiveis
publicado por Lanzas às 11:44

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Sábado, 19 de Junho de 2010

JOSÉ SARAMAGO

   Morreu José Saramago. Paz à sua alma. Foi importante o contributo que deu para o reconhecimento de Portugal no mundo, figurando para sempre ao lado daqueles que pelos seus méritos ajudaram a escrever a História de Portugal. Por isso lhe ficaremos gratos.

 

    Neste momento de homenagem póstuma que o País lhe deve, e está a fazer dignamente, como reconhecimento pela sua obra, deixamos o registo de um pequeno excerto de uma entrevista sua:

 

   "... Mas a realidade é esta: não temos um projecto de país. Vivemos ao deus-dará, conforme o lado de que o vento sopra. As pessoas já não pensam só no dia a dia, pensam no minuto a minuto. Estamos endividados até às orelhas e fazemos uma falsa vida de prosperidade. Aparência, aparência, aparência - e nada por trás. Onde estão as ideias? Onde está uma ideia de futuro para Portugal? Como vamos viver quando se acabarem os dinheiros da Europa ? Os Governos todos navegam à vista da costa e parece que ninguém quer pensar nisto, ninguém ousa ir mais além".

 

   Não, não se trata de uma entrevista concedida nos últimos meses. Foi efectuada por José Carlos Vasconcelos e publicada na revista Visão de 16 de Janeiro de 2003.

 

   Oh meu Deus como ela é actual.

 

   Até sempre Saramago.

Estado de Alma: De luto
Livro: A Viagem do Elefante
publicado por Lanzas às 17:56

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Sexta-feira, 18 de Junho de 2010

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

    Começa a estar em cima da mesa o tema das eleições presidenciais.

 

   Os candidatos já assumidos oficialmente, Manuel Alegre e Fernando Nobre, e aquele que se prevê venha a recandidatar-se, Cavaco Silva, são pessoas com quem podemos não concordar em termos de projecto político, mas estão acima de qualquer suspeita, ao contrário de outros, e vão certamente cumprir e fazer cumprir de forma escrupulosa com o que a lei estipula acerca dos gastos com as suas campanhas eleitorais.

 

   Porém tendo em atenção os desmandos praticados pela generalidade dos partidos políticos nas últimas eleições autárquicas com gastos na ordem dos 80 milhões de Euros, a fase crítica que o País atravessa, e ainda porque a Presidência da Republica, deve ser o exemplo da moralidade em todas  as circunstancias, todos os candidatos deveriam anunciar  previamente quanto vão gastar na sua campanha eleitoral comprometendo-se simultaneamente a não ultrapassar em nenhuma circunstância o valor anunciado, qualquer que seja o motivo, e porque forma seja, directa ou indirecta.

 

   Tal anuncio reforçaria de forma notável a sua capacidade de exigência futura em relação aos partidos políticos, e seria altamente moralizadora.

 

   Vamos todos fazer essa exigência ? É um pequeno gesto que não custa nada e vale muito.

 

   Para bem de Portugal.

Estado de Alma: Em campanha
Livro: Portugal Anos do Fim
publicado por Lanzas às 08:41

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Quinta-feira, 17 de Junho de 2010

DÍVIDAS DOS PARTIDOS POLÍTICOS

    De  acordo com os dados entregues  no Tribunal Constitucional, as dívidas dos partidos políticos cifram-se quase em 50 milhões de Euros. Ora isto só não é um escândalo porque vivemos em Portugal, terra de brandos costumes, onde medram os oportunistas e onde tudo se pode fazer, com total impunidade, por quem gira em torno do poder.

 

   No próximo dia 23 o tema vai ser debatido na Assembleia da Republica. Era bom que desse debate saísse uma explicação clara como é que partidos políticos que recebem financiamento público, podem estar endividados de tal forma, sendo que só o Partido actualmente no governo está endividado em cerca de 35 milhões de Euros.

 

   Existem perguntas óbvias que deveriam ser respondidas, com verdade, para os portugueses saberem com o que contam. E com quem.

 

   Quanto custam os juros desta dívida? Como prevêem pagar a mesma? Quem emprestou tantos milhões de Euros? As respostas a estas perguntas não são despiciendas. E ajudariam a afastar os fantasmas das dúvidas acerca dos grandes empreendimentos, das consultadorias, das parcerias público privadas e dos negócios que a opinião pública considera , no mínimo, pouco claros.

 

   Quando o líder parlamentar do partido do Governo admite que “nos últimos anos surgiu uma industria à volta das campanhas eleitorais…” as nossas preocupações necessariamente que aumentam exponencialmente. Porque se trata  de  mais uma industria que vive agarrada à teta do poder, a sugar enquanto é tempo.

 

   Tal como a dos Autarcas (será industria ou comércio ?), pois só assim se pode encontrar explicação para que as ultimas eleições autárquicas tenham custado 77 milhões de Euros.

 

   É estranho o País onde vivemos. É imoral a política praticada por quem nos governa.

 

   E todos os partidos olham para o lado como se não fosse nada com eles. Mas é.

 

  Por outro lado será que se os Bancos que financiam estas escandalosas dívidas, fizessem o mesmo tipo de exigências no cumprimento integral e atempado das dívidas que fazem a uma pequena empresa de vão de escada estes Partidos, particularmente o PS não estariam falidos ?

 

  Tecnicamente não sabemos. Mas moralmente não temos dúvidas: Estão !

Estado de Alma: Depenado
Livro: Quatrocentos Mil Sestércios
publicado por Lanzas às 11:00

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Segunda-feira, 14 de Junho de 2010

FORMALMENTE INFORMAL

   Estamos no final de mais uma Telenovela da política portuguesa. A comissão de inquérito ao negócio PT/TVI apresentou o Relatório Preliminar das  Conclusões que vai ser oportunamente votado, as quais são em resumo as seguintes:

1 - Formalmente - Não conseguiu provar que o PM mentiu.

2 - Informalmente - O PM não disse tudo o que sabia, pois informalmente sabia do negócio.

 

   Estranho? Nem por isso. Apenas mais um informal caso da formal política portuguesa.

 

   Quando uma afirmação absolutamente informal dita à saída de um formal debate parlamentar se transforma num formal dogma do Governo, e tem ajudado arrasar a informal credibilidade de quem nos governa, estamos conversados.

 

   Qualquer outra pessoa teria corrigido o tiro e dito, em tempo, que conhecia informalmente o assunto, e que formalmente não tinha dado quaisquer instruções para a efectivação do negócio.

 

   Nessas circunstâncias, com maior ou menor agitação, o assunto teria entrado de forma informal em coma e, formalmente, morrido de morte natural.

 

   Porém admitir que não se dissera o que se devia ter dito seria uma calamidade. Daí ter que se aguentar firme contra ventos e marés, arregimentando quem fosse preciso e obrigando um punhado de Deputados e outras figuras públicas a fazerem figuras tristes. E tudo isto por uma causa verdadeiramente menor: A de que não se conhecia aquilo que era impossível não conhecer.

 

   Existe, porém, no seio dos Povos aquilo a que se chama "senso comum". E assim, mesmo que todas as Comissões deste Mundo dissessem nas suas conclusões que "não sabia", para a popularis vox o veredicto é implacável:  "SABIA".

 

   Por uma razão simples é que não podia deixar de saber. E por manifesta inabilidade política vai ficar colado a mais uma caso. A juntar a outros casos, casas e acasos, que inevitavelmente terminarão em OCASO.

 

   Que já se desenha.  

Estado de Alma: Informal
Livro: O Outono do Patriarca
publicado por Lanzas às 08:30

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Domingo, 13 de Junho de 2010

BOM DIA SANTO ANTÓNIO

 

   Santo António nasceu em Lisboa, existindo dúvidas quanto ao ano. 1191 ou 1195 são as datas apontadas. Morre no dia 13 de Junho de 1231, nas vizinhanças de Pádua. Por isso, é chamado Santo António de Lisboa e Santo António de Pádua, proclamado pelo Papa Leão XIII, e um dos santos mais populares da Igreja.

 

    Em Maio de 1221 participou, em Assis, no Capítulo das Esteiras, uma famosa reunião de cinco mil frades, onde conheceu o fundador da Ordem, São Francisco de Assis. Terminado o Capítulo, retira-se para o eremitério de Monte Paolo, junto dos Apeninos, para trabalhar e estudar. 

 

   Em 1228 participou, igualmente em Assis, no Capítulo Geral da Ordem, que o envia a Roma para tratar com o Papa de algumas questões pendentes. Prega diante dos Cardeais e do Papa Gregório IX que admirado com os seus conhecimentos das Escrituras o apelida de "Arca do Testamento". 

 

 

     Em 1229 começa a redigir os "Sermões", e em 1231 prega em Pádua a conhecida Quaresma o que faz que a sua popularidade não tenha limites. Porém na tarde de 13 de Junho, Frei António morre às portas da cidade de Pádua. As suas últimas palavras são: "Estou vendo o meu Senhor ". 

 

    A repercussão da sua morte e os milagres atribuídos eram de tal monta que em 1232, apenas onze meses após sua morte, foi canonizado pelo Papa Gregório IX. 

 

  Os seus restos mortais encontram-se depositados na Basílica de Santo António, em Pádua.

 

   Em 1934 Santo António foi declarado Padroeiro de Portugal, e em 1946,  o Papa  Pio XII proclamou-o “Doutor da Igreja”.

 

(Na Foto Escultura em madeira de João Lima)

 

Estado de Alma: Padroeiro
Livro: Vida de Francisco de Assis
publicado por Lanzas às 09:20

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