Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

NOSSO SENHOR DOS PASSOS

                                                      Fotomontagem: João Portalegre

 

 

 

 

Post 245

Estado de Alma: Encomendado
Livro: A Encomendação das Almas
publicado por Lanzas às 10:55

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Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011

OS MAUS NÚMEROS DA EXECUÇÃO ORÇAMENTAL

   Quando tecemos algumas considerações acerca da execução orçamental de Janeiro, esperada pelo Governo com se D.Sebastião se tratasse, e  na altura tidos como positivos, fizemo-lo sobre reserva, e escrevemos: "Ora os números tal como a inflação não mentem, e se os das execução orçamental de Janeiro não estiverem "martelados", são bons embora esperados atendendo aos aumentos de impostos e diminuição de ordenados..."

   Cautela e caldos de galinha, tratando-se de José Sócrates, são sempre absolutamente necessários. Com efeito a forma como os resultados foram sendo apresentados aconselhavam alguma prudência. Primeiro em grandes parangonas no Jornal O Expresso, que começa a notabilizar-se como o jornal do regime, fazendo-nos recordar outras épocas e outros jornais, abrindo caminho para que o Primeiro ministro, na sua acção de campanha eleitoral de sábado, voltasse ao assunto dizendo que os números eram realmente bons, tendo voltado ao  assunto na segunda feira atacando à esquerda e à direita, afirmando que "não entendia aqueles que não tinham ficado satisfeitos com os bons resultados da execução orçamental de Janeiro".

   Publicados os números no meio do alarido que um jogo Sporting vs Benfica sempre provoca, também a fazer-nos lembrar outras épocas e outros Presidentes de Conselho de Ministros que aproveitavam o "futebol e Fátima" quando se propunham aumentar 10 centavos a gasolina, temos de alterar a nossa posição: É que não são só os números da inflação e os do desemprego que são maus. Os da execução orçamental de Janeiro também o são.

   Deixemos apenas três ou quatro números para exemplificar: O défice caiu 400 milhões de Euros. Ok.  Cerca de 250 milhões de euros referem-se à tributação da distribuição antecipada de dividendos em 2010 de apenas 4 empresas, entendendo-se assim porque deixou o governo que tal fosse possível e perdendo com isso o Estado pelo menos outro tanto. O Aumento das taxas do IVA proporcionaram um acréscimo de 60 milhões de euros, e o Imposto sobre veículos, empurrado pelas compras de automóveis em Dezembro, antes dos aumentos de imposto, cresceu mais de 30 milhões de euros. O resto foram as descidas nos salários, retirada de apoios sociais, diminuição da comparticipação do Estado nos medicamentos, e mais uma medidas de "atarracho" ao estado dito social de José Sócrates.

   Portanto dir-se-à que com este números os "mercados" são estúpidos ao continuarem a penalizar a nossa dívida com taxas superiores a 7,5% ao ano para empréstimos a 5 e 10 anos. Não será assim?

   Não, não é, porque José Sócrates no seu melhor estilo,  infelizmente também acompanhado de um técnico sério e competente como Teixeira dos Santos, "esqueceram-se" de dizer que a Despesa Primária que deveria ter descido 3,7% subiu 0,4%. Que a despesa corrente subiu 0,7%. Que as despesas com pessoal subiram 4,9% e que os Juros da Dívida Publica subiram 23%.

   E isto são maus (péssimos?) números e não os anunciar, antes procurar dissimulá-los, é uma mistificação que não engana quem vê os números com olhos de ver, sobretudo aqueles que vêm o seu dinheiro a começar a arder.

   Não é por acaso que a REFER não consegue colocar dívida, mesmo com o aval do estado, para pagar dívida vincenda. A seguir, mesmo já a seguir, infelizmente vai ser o próprio Estado que lhe vai seguir as pisadas.

   Senhor Primeiro ministro, olhe para um  bom exemplo que vem do futebol e para a atitude digna do ex-treinador da Académica de Coimbra quando anunciou a sua demissão: «Nunca seria um problema para a Académica, deixo de ser o treinador porque sinto que sou um problema. Isto tem de levar um abanão, há necessidade de fazer algo que eu não consegui.»
   Portugal também precisa de um abanão, Por favor demita-se senhor Primeiro ministro.

 

Post 244

Estado de Alma: Intrujado
Livro: Não Me Conte o Fim
publicado por Lanzas às 15:20

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Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

OS NÚMEROS SÃO COMO A INFLAÇÃO : NÃO ENGANAM!

   O nosso Primeiro ministro afirmou ontem durante uma “acção de campanha eleitoral” que “não percebe como é que algum líder fica mal disposto quando os números são bons” e, acrescentou Sócrates: “Eu acho que todos os que se empenham para que Portugal ultrapasse as suas dificuldades se deviam regozijar com os  bons números da execução orçamental”

   Senhor Primeiro ministro,  ninguém no pleno uso das suas faculdades mentais pode ficar mal disposto com bons números para a economia portuguesa, dos quais dependemos todos nós, uns mais que os outros é certo. O que está em causa é a forma como se anunciam os números e que números se anunciam. É certo que o senhor Primeiro ministro nunca trabalhou numa Empresa que sinta a necessidade  de motivar os seus colaboradores para atingir os objectivos traçados, senão saberia que a motivação apenas se consegue com bons números verdadeiros. Tal como acontece com a publicidade que pode vender um mau produto, por algum tempo, mas chega sempre o tempo que nem a boa publicidade lhe vale.

   Ora os números tal como a inflação não mentem, e se os das execução orçamental de Janeiro, se não estiverem "martelados", são bons embora esperados atendendo aos aumentos de impostos e diminuição de ordenados, os da inflacção, de acordo com os números divulgados oportunamente pelo INE, são maus. A inflação homóloga de Janeiro  é de 3,6%. A subida verificada incorpora já o aumento do IVA, e neste valor médio os combustíveis tiveram uma subida de cerca de 16%, com os preços a crescerem em quase todos os sectores para além dos combustíveis: água, gás e electricidade; transportes; produtos farmacêuticos e até no saneamento básico e recolha de lixo.

   Sabendo-se que  o preço dos combustíveis continuou e continua a subir e está agora nos valores mais altos de sempre, custando o gasóleo quase 1,40 euros por litro e a "gasolina 95"  1,54 euros, com todas as consequências que tais aumentos têm na economia, é de admitir que a taxa de inflação aumente, pelo menos, para  mais perto dos 4%

   E disso senhor Primeiro ministro não o ouvi falar. Foi esquecimento ou só alguns números é que são para comentar? Para estes números o senhor Primeiro ministro não teve uma reflexão, uma palavra para transmitir algum alento a quem verdadeiramente os sofre na pele: Os mais desfavorecidos, aqueles para quem deveriam trabalhar o senhor e o seu Governo e não andarem a passear-se pelo País a visitar pela 3ª e 4ª vez as mesmas obras, numa campanha permanente para procurar subir nas sondagens.

   Senhor Primeiro ministro mais do que as boas ou más disposições dos políticos o importante é A verdade. Sempre. Nua e crua.

   Somos pobres, mas não somos estúpidos.

 

Post 241

Estado de Alma: Inflacionado
Livro: Portugal Vale a Pena
publicado por Lanzas às 09:36

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Sábado, 19 de Fevereiro de 2011

"DE CABEÇA A RABO"

   Como sempre sucede em Portugal com as declarações dos nossos governantes, tudo corre sobre rodas no que diz respeito aos financiamentos externos e ao andamento da nossa economia. A última declaração conhecida sobre a matéria, a do Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, é elucidativa: "a procura foi mais uma vez elevada e bem distribuída, mantendo-se uma expressiva presença de investidores internacionais", acrescentando "os actuais níveis de taxas de juro mostram contudo que a solução para a crise de confiança não passa apenas por Portugal e que a solução Europeia é fundamental”, e rematou com esta declaração digna de uma estocada “de cabeça a rabo”, como se diz na gíria tauromáquica:

 

      ”Portugal está e continuará a fazer o seu trabalho. A Europa tem ficado aquém”.

   Por comparação e reportando-nos ao tempo em que se comprava na mercearia com a utilização do velho rol onde eram apontadas as compras a fiado, actualmente é mais sofisticado através dos cartões de crédito mas o princípio é o mesmo, é como se o merceeiro nos suspendesse a venda de produtos nessas condições e viéssemos para a rua gritar que malandro queria matar a nossa família à fome.

   Não, Portugal não fez o seu trabalho. Hipotecou-se para efectuar obras de fachada não reprodutivas para proporcionar lucros fabulosos à Banca e a algumas Empresas do Sector da Construção Civil, e para servir de propaganda eleitoral. Só faltou o Primeiro Ministro inaugurar o fontanário da minha aldeia. Ou será que inaugurou?

   Agravou a sua situação porque não seguiu uma linha coerente de impostos e de ordenados da função pública, utilizando-os unicamente numa lógica de calendário eleitoral.

   E continua a fazer disparates ao impor obras sem sentido, de que o TGV – Poceirão/Caia é só um exemplo, mantendo uma constante propaganda eleitoralista, como se viu ainda hoje através de José Sócrates: "Nós já temos os números que dizem respeito à execução orçamental de Janeiro e esses números são muito bons”.

   Melhor fora, se com os impostos nos valores mais altos de sempre, com os cortes salariais da função pública, e com os cortes significativos nos apoios sociais de toda a ordem, a execução orçamental não fosse boa.

   Mas fica por saber, e a seu tempo se saberá, quais as engenharias financeiras que foram feitas para atingir estes valores, matéria na qual este governo é exímio conforme se comprova com o verificado no ano 2010 durante o qual o Estado dos 466 imóveis vendidos, mais de metade foram comprados pelo próprio Estado, através da Estamo, que é uma empresa pública a qual comprou mais de 300 edifícios e terrenos públicos, através dos quais o Estado encaixou cerca de 290 milhões de euros, ou seja cerca de 80% do total, permitindo-lhe  com isso diminuir o défice em 0,2 por cento, na sua cruzada para cumprir com o objectivo dos 7,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) a que o Fundo de Pensões da PT veio dar o toque de cereja no topo do bolo, para se poder afirmar aos sete ventos que fizemos ainda melhor do que estava previsto.

E um pouco de vergonha meus senhores?

 

Post 238

Estado de Alma: Forcado
Livro: O Milagre Segundo Salomé
publicado por Lanzas às 15:00

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Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011

CARTÃO DE CIDADÃO A PREÇOS PROMOCIONAIS

 

Post 237 (Os Manos)

Estado de Alma: Em promoção
publicado por Lanzas às 17:50

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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

A "CHAPELADA" ESTÁ A CAMINHO?

   Com a proposta para extinção do numero de eleitor, face à gravidade do sucedido nas últimas eleições presidenciais, o Governo deu um exemplo perfeito do que é o verdadeiro génio do português malandro, o "xico esperto e oportunista, sempre pronto a fazer os outros de parvos, com a sua esperteza saloia".

   O numero de eleitor deu origem a chatices nas últimas eleições ? Não há problema acaba-se com ele, lá para 2013, e já não é preciso demitir o Ministro.

   É como se nada tivesse acontecido. Passa-se a discutir o novo facto político acabado de criar, a extinção do numero de eleitor, para procurar acabar com a discussão e apuramento das responsabilidades do sucedido.

   E se até lá existirem eleições?  Não faz mal, utilizam-se os actuais cadernos eleitorais, que mais parecem uma Lista Telefónica antiga com números repetidos várias vezes e ainda sem os novos assinantes constarem da mesma.

   Quando uma democracia não é capaz de cuidar daquilo que é um dos seus sustentáculos ou seja organizar  com seriedade e rigor uma listagem  daqueles que estão em condições de votar, logo por exclusão de partes de quem não está, e não é capaz de prestar atempadamente a informação precisa e concreta onde podem votar aqueles que estão em condições de o fazer, é porque entrou em declínio e a semear ventos de onde só pode colher tempestades.

   O mínimo que se pode exigir a quem nos governa é que nos garanta que quem for eleito o será em perfeita legalidade. Não vá aparecerem por aí uns ventos  da velha "chapelada".

 

Post 236   

Estado de Alma: De barrete
Livro: O Últmio Alquimista
publicado por Lanzas às 20:30

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Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011

CUBA E O TGV POCEIRÃO/CAIA

   Estive em Cuba no ano de 2000. Colocando de lado alguns aspectos que me chocaram no dia a dia dos cubanos, gostei de lá ter estado.

   Havana, detentora de um charme decadente, é uma cidade a entrar no roteiro das cidades imperdíveis quando for possível restaurar aquele imenso património arquitectónico.

   O povo cubano dava mostras de uma capacidade de adaptação às situações mais incríveis, com um sorriso e uma disponibilidade para a vida que são de registar.

   Merecem, e com certeza conseguirão vir a viver melhor.

   As visitas de turista foram as de rotina: Piñar del Rio, as Fábricas de Charutos; o Teatro e a Catedral de Havana; Cayo Coco com as suas águas cálidas e transparentes, as paisagens paradisíacas, e a lagosta ao natural cozida no barco apenas com alho e um fio de azeite; as caminhadas pelo Paseo del Malecon, a  ronda pelos bares, com destaque para os célebres mojitos  no "La Bodeguita del Medio", o bar favorito de Ernest Hemingway; o Forte Velho, que hoje é um museu, o qual guardava uma das extremidades do muro que protegia  Havana Antiga, e onde todos os dias exactamente às 20 horas eram disparados três tiros de canhão para avisar a população que os portões da cidade iriam ser fechados, e cuja tradição ainda é cumprida, com solenidade, agora para turista ver. Uma visita ao Hotel Nacional  e uma viagem pela cidade num táxi tradicional, o qual se deslocava à custa das orações do motorista e que a cada solavanco se esperava não rodasse nem mais um metro e  uma curta experiência num coco-taxi completam, agora, as recordações que ainda resistem de uma viagem solitária. "A lembrança de lá ter estado, é o prazer do peregrino".

   Mas o que verdadeiramente me surpreendeu, e para o qual não consegui nenhuma explicação foram os viadutos inacabados sobre a estrada Havana/Varadero, "plantados" na paisagem sem quaisquer ligações nem acessos, a aguardar a chegada, um dia, da rede rodoviária, mas que então já estarão inoperacionais.

   Vem isto a propósito do célebre e já caricato TGV Poceirão/Caia. O mais recente avanço  na matéria foi o lançamento, a 28 de Dezembro, do concurso para o projecto da estação internacional de Elvas/Badajoz, com um preço-base de 7,5 milhões de euros, o qual está a decorrer e a despertar o interesse das principais empresas ibéricas de consultoria de engenharia, que têm até dia 16 de Março para apresentar as respectivas propostas, algumas das quais, as vencedoras do concurso, ficam desde logo a ganhar. Ou com a obra, que esperam não se venha a realizar para não terem chatices ou com a indemnização da ordem que virão a reivindicar pela sua não execução. Onde é que nós já vimos isto?
   Trata-se de mais um monumento ao disparate, tal como os viadutos de Cuba, e uma falta de respeito pelos 619.000 desempregados registados no INE, e a mais umas centenas de milhar que não estão regsitados em lado nenhum, mas que andam por aí a caminho da miséria, ou que, infelizmente, já nela estão instalados.
   É também uma agressão a todos aqueles que foram defraudados no seu voto com as promessas de gente que não merece ser levada a sério.

   Mas que um dia terão de prestar contas dos seus desmandos.

 

Post 235

Estado de Alma: Defraudado
Livro: Pelo Bem Comum
publicado por Lanzas às 15:00

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RESULTADOS ELEITORAIS

 

 

Post 234 (Os Manos XX)

Estado de Alma: Com o dedo pintado
publicado por Lanzas às 09:55

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Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

AINDA A MOÇÃO DE CENSURA

   Quando na semana passada o BE apresentou na Assembleia da Republica, durante o debate parlamentar, uma moção de censura ao Governo, fomos daqueles que achamos ser altura de todos os Partidos falarem de uma vez por todas acerca do assunto e depois ficarem calados durante um razoável período de tempo, acerca de  um fantasma que parece ser agitado apenas quando não têm nada de mais substancial para apresentarem.

   Agora, decorrido algum tempo, assente a poeira, e apesar de cada vez mais a moção ganhar contornos de que foi, concertada, apalavrada, ou pelo menos falada entre o PS e o BE  mantemos a mesma opinião. É a hora de falarem meus senhores.

   Quais foram então as vantagens  para a apresentação da moção de censura, perguntar-se-á.

   Para o Governo e para o Primeiro Ministro criou um espaço de manobra e de diversão de que não dispunha e de um prazo de validade  prorrogado, bem como a oportunidade de poder atacar o PSD, como se tivesse sido este Partido a apresentar a moção de censura. A habitual falta de escrúpulos políticos, que nem o suposto ar de desalento do PM nem os esgares e as  habituais tremuras de mãos de Louçã  fazem alterar, agora, a convicção de que se tratou de algo que teve pelo menos a bênção do cardeal do regime, o Ministro Silva Pereira, e que permitiu ao BE, procurar colocar um manto diáfano de silêncio sobre a sua derrota nas presidenciais, bem como antecipar-se num passe de mágica ao PCP, cuja anunciada moção afinal não era mais do que bolas de sabão, sopradas ao vento. Bonitas enquanto duram mas a desfazerem-se em espuma breves segundos após terem nascido.

   O CDS, manteve-se numa suposta posição de estado inclinados para onde lhes parece que o vento sopra. E agora sopra >>>  dali.

   Sobra o PS e o PSD, aqueles que um dia serão verdadeiramente julgados pelos que são os alvos indefesos das políticas indecorosas que protagonizam ou protagonizaram. Os desempregados, as gerações do desencanto, as mães e pais de família desesperados, os pobres e os doentes deste País.

   Meus senhores apresentem AGORA as vossas moções. De censura uma, de apoio ao Governo outra. Confrontem-se e confrontem os Partidos que falam, falam, mas não dizem nada.

   E de uma vez por todas partam para um combate honesto à crise.

   É que com o desemprego em 11% e a subir, com o aumento das taxas de juro a consumirem, só por si, (os aumentos dos juros, não são os juros) os brutais aumentos de impostos e cortes na assistência social verificados, e com o Governo a continuar a adjudicar bocadinhos de TGV, o qual aos poucos se vai tornando irreversível para gáudio da senhora Merkel, e de mais uns quantos que a seu tempo saberemos quem são, Submarinos e Face Oculta, dixit, não dispomos de mais  tempo.

   Em breve estaremos enterrados vivos.

  

Post 233

  

Estado de Alma: Censurado
Livro: Que Farei Quando Tudo Arde
publicado por Lanzas às 11:45

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Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

MOÇÃO DE CENSURA

   No debate quinzenal de ontem no Parlamento, o Bloco de Esquerda afirmou a sua intenção de apresentar no próxima dia 10 de Março, um dia depois da tomada de posse de Cavaco Silva como Presidente da Republica, uma moção de censura ao Governo a ser discutida na Assembleia da Republica.

   José Sócrates  pareceu apanhado de surpresa pelo anuncio feito por Francisco Louçã e reagiu de forma algo desabrida à sua apresentação.

   Pode-se questionar a oportunidade para a apresentação da moção e se será ou não uma jogada de antecipação ao PCP, mas estava escrito nas nuvens que vindo de qualquer quadrante político ela, a moção, vinha a caminho.

   Não foi pela sua apresentação que os juros da nossa dívida soberana no mercado secundário atingiram valores históricos. Não é por causa das medidas duras que agora estão a ser tomadas e  que são injustas na medida em que não são igualmente suportadas por todos, que substituimos dívida publica vencida no mercado primário e onerada a juros de 2 e 3 por cento, por dívida onerada a quase 7 por cento.

   Foi por causa da "obra" deste Governo e do que o antecedeu igualmente da responsabilidade do PS e de José Sócrates que aqui chegamos. Quatro pontos mais em IVA do que pagávamos quando chegaram ao Governo. Redução dos salários dos trabalhadores. O desemprego a atingir números recorde. A carga fiscal a atingir um peso insuportável para quem ainda trabalha. E o que mais está para vir. É obra.

   Pode ser uma "colossal irresponsabilidade" do Bloco de Esquerda a apresentação da moção de censura, como disse José Sócrates. Poderá criar instabilidade politica. Mas é por causa de uma politica irresponsável, a que tem sido seguida por este Governo, e pelas medidas eleitoralistas do anterior que dez milhões de portugueses estão e irão pagar duramente a crise. Dez milhões não serão. Talvez nove milhões novecentos e noventa e nove mil. Os restantes são bem tratados. Com carinho.

   Tudo visto, cumpre dizer que a moção é benvinda. Ou é votada favoravelmente e o senhor engenheiro vai a andar, ou não é aprovada e os partidos da oposição perdem legitimidade para acenar com o fantasma da moção de censura sempre que tal lhes convém.

   Vamos  clarificar, de uma vez por todas, a posição de cada um, e assumir as responsabilidades consequentes.

   Como se costumava dizer nas cerimónias de casamento: "Que fale agora quem tiver algo para dizer ou cale-se para todo o sempre".

 

Post 231

 

Estado de Alma: Na expectativa
Livro: Republica dos Sonhos
publicado por Lanzas às 09:46

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