Terça-feira, 11 de Outubro de 2011

AINDA A CÉLEBRE BAIXA DA TSU

   Parece merecer um consenso alargado que a TSU, taxa de desconto para a Segurança Social deveria descer, para tornar os produtos portugueses mais competitivos no exterior, substituindo-se à antiga desvalorização cambial que actualmente não pode ser tida em consideração.

   Temos ouvido opiniões a favor e contra de ilustres personalidades, algumas das quais desconfio estariam em condições de defender o contrário do que agora opinam se a cor do Governo fosse outra. Aplica-se aos que estão com o Governo, se mudassem para a oposição.

   Ultimamente tem subido de tom a opinião, há quem lhe chame pedagogia, de se aumentar transitoriamente o tempo de trabalho, em vez de se proceder à diminuição da TSU.

   Luis Marques Mendes defende mais meia hora de trabalho por dia durante um período de dois três anos.

   Campos e Cunha tem a mesma opinião de aumentar o horário de trabalho em meia hora por dia, mas acrescenta em alternativa ou em conjunto, logo se vê, reduzir o número de feriados ou reduzir temporariamente os dias de férias. "Tudo isso seria possível fazer, para reduzir os custos do trabalho", disse.

   Daniel Bessa navega nas mesmas águas.

   Também nos parece merecedora de análise posição. Mas atenção, dessa forma mais uma vez seriam os trabalhadores a pagar a Factura, não com o aumento de impostos ou redução de salário, mas com o aumento da carga de trabalho, pelo que a implementar-se uma medida deste jaez, as horas trabalhadas a mais deveriam ser consideradas a crédito de quem as trabalhou para serem tidas nem consideração quando do cálculo da sua pensão de reforma.

   Seriam óbvias as vantagens da implementação desta medida de carácter global, porque o trabalhador não se sentiria, mais uma vez vítima de espoliação; as Empresas beneficiariam de um reforço de competitividade que lhes permitiria um aumento das exportações, e o Estado veria aumentar as receitas fiscais a curto prazo por via desse facto, permitindo-lhe assim, mais tarde, fazer face aos aumentos de pensões originadas com essa medida.

   Era bom, por uma vez, que se pensasse ao mesmo tempo em todos os intervenientes na trilogia Trabalhadores/Empresas/Estado.

   Não custa nada e dá milhões.

 

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Estado de Alma: Triturado
Livro: Trabalho Nocturno
publicado por Lanzas às 09:47

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Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011

SABER ANTECIPAR OS ACONTECIMENTOS

   Em todos os tempos, os grandes homens sempre se distinguiram entre os seus pares por terem, entre outras, uma marca indelével inscrita no seu ADN: Saber antecipar os acontecimentos.

   É normal que qualquer pessoa mediana que tire um qualquer curso, em qualquer Universidade, ainda que Independente, e esteja rodeada por um conjunto imenso de consultores, assessores e outros doutores tome as decisões que as circunstâncias, ou os superiores interesses instalados impõem.

   Mais IVA, menos fundações; mais impostos, mais corta aqui e ali nos ordenados; menos TGV mais comboio de velocidade elevada; mais coisa menos Aeroporto, todos lá vão.

   Então o que falta para ser diferente, para ser Grande?

   É aquele algo mais, o detalhe, que faz alterar o rumo dos acontecimentos.

   Ouvir as sugestões dos adversários e adequá-las e integrá-las nos seus próprios projectos de acordo com o interesse global, é importante.

   Não fazer da política, quando se está no poder, um exercício de sapiência que se não a tem, é sério

   Ter a humildade de reconhecer que um burro carregado de livros é um Doutor. Ou um Engenheiro, é o mínimo.

   Senhor Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho, reconheça-se que a sua herança era pesada, mas está esgotado o período da nossa boa vontade.

   É ao senhor que compete demonstrar  que tem a marca inscrita no seu ADN.

   Venha de lá esse golpe de asa, que faça com que os Portugueses continuem a acreditar que merece a pena.

    Porque começa a ser tarde.

 

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Estado de Alma: Á espera da estrela
Livro: Meu Pé de Laranja Lima
publicado por Lanzas às 16:47

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Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011

O "FADO" DA MADEIRA

    Não deixa de ser irónico que seja o seu Partido – o PSD - a indicar a Alberto João Jardim a saída da cena política, pela esquerda baixa, mas vai ser inevitável, se este não resolver sair pelo seu próprio pé.

   Depois de mais de 30 anos a somar vitórias, para si mas também para o Partido, sendo que em algumas dessas eleições a Madeira foi o único sítio onde o PSD venceu, Alberto João Jardim transformou-se do problema que sempre foi, no bode expiatório de todos os males que acontecem neste País. O que nos faz lembrar um conhecido “boneco” de um programa humorístico de Jô Soares que sempre que era preso, gritava alto e bom som: “Só eu? e cadé os outros?”

   É certo que Alberto João Jardim, para além de ser obviamente o responsável por uma dívida verdadeiramente colossal ultrapassou todos os limites da razoabilidade democrática. Mas não foi o único.

   Dois exemplos dos últimos tempos socialistas ilustram bem esta afirmação. Porque razão um ex-Primeiro Ministro, acolitado por uma espécie de Ministro das Obras Públicas, adjudicou à pressa um bocado de TGV, quando já sabia que o País estava em bancarrota se não recorresse à ajuda externa? Seria para para tornar a obra irreversível e assim garantir o lucro das empresas envolvidas quer se efectuasse ou não a obra? Perante os factos, peço muita desculpa, mas é uma dúvida legítima que se levanta. Senão porque começar uma obra com aquele volume de custos antes do “visto” do Tribunal de Contas?

   Outro exemplo paradigmático foi a compra massiva de quadros interactivos para as salas de aula, anunciada com pompa e circunstância como modelo do desenvolvimento do País e da “governação de sucesso” da Educação em Portugal.

   Alguém deveria informar os portugueses que estão a ser violentamente espoliados dos seus rendimentos de trabalho para pagar verdadeiras monstruosidades, prtaicads sem rei nem roque, qual foi o total gasto nestas “obras de arte”, quantas foram adquiridas e quantas vezes foram utilizadas cada uma dessas preciosidades.

   São conhecidas escolas que nem um único foi alguma vez usado. E temos razões para supor que muito poucos foram alguma vez usados. Uma pergunta singela. Terá aproveitado a alguém o gasto (sim foi um gasto, não foi um investimento) efectuado? Supomos bem que sim, que a alguém aproveitou.

   Por estas e por outras, muitas outras, é que António José Seguro deveria ter um pouco mais de decoro quando pede para que Pedro Passos Coelho diga se mantém a confiança política em Alberto João Jardim.

   Claro que não mantém, é mais do que evidente. É óbvio que quando o Presidente de um Partido, e Primeiro Ministro, diz da actuação de um correligionário que por acaso é o Presidente do Governo Regional da Madeira, que "é natural que a ser verdade a situação nas contas da Madeira não abone a favor da imagem do País…” está a dizer o quê? Que apoia a sua política, ou que mantém a sua confiança política? Se fosse Ministro teria sido naturalmente demitido. Como Presidente do Governo Regional da Madeira, por agora, fia mais fino.

   Porém as contas da Madeira, e já agora as dos Açores, eram um gato escondido com o rabo de fora. Toda a gente sabia que existia um buraco, mas fingia que não sabia e assobiava para o ar à espera que o balão rebentasse. Presidente da Republica, Tribunal de Contas, PGR, Deputados, Partidos políticos. Em resumo: Todos.

   O que admira é que um político com a sagacidade de João Jardim se tenha deixado “embrulhar” com a última alteração da Lei das Finanças Locais feita pelo ex-Primeiro ministro deliberadamente com destinatário certo: A Região da Madeira.

   Ainda assim é provável que Alberto João Jardim ganhe as próximas eleições regionais de Outubro, se calhar até com maioria absoluta.

   Mas por uma questão de bom senso, caso não queira renunciar a ser candidato, deveria desde já anunciar que não assumiria o lugar de Presidente do Governo Regional e indicar quem propunha para seu sucessor na Chefia do Governo.

   Costuma dizer-se que de Espanha “nem … “ mas José Luis Zapatero é um exemplo que lhe deveria servir referencial.

   É a saída possível. Ainda com algvuma dignidade.

 

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Estado de Alma: Interactivo (A pagar impostos)
Livro: Destroços
publicado por Lanzas às 21:07

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Terça-feira, 23 de Agosto de 2011

O TGV OUTRA VEZ

   Pertencemos ao elevado número de portugueses para quem não existe grande diferença entre serem governados pelo PS ou pelo PSD. Embora existam algumas diferenças programáticas entre os dois partidos, elas esbatem-se de forma acentuada face às conjunturas, aos ciclos económicos e à capacidade de quem a cada momento está no poder.

   Pertencemos também ao elevado número de portugueses que face à politica de um ex-Primeiro ministro, sem qualificação para o cargo, descredibilizado e sem uma política que desse um mínimo de esperança aos portugueses, virado para uma confrontação verbal permanente com a oposição e para uma despropositada propaganda ilusória (pelo menos), apostou numa alteração do quadro político vigente, tal como já o havia feito anteriormente mas em sentido inverso, quando o PSD face à "fuga" do seu então Primeiro Ministro eleito, arriscou na sucessão do mesmo sem ir a votos, com as nefastas consequencias conhecidas que daí advieram.

   Desta vez, para além das questões de forma, sempre importantes em política, existiam igualmente outras nomeadamente a continuação de obras faraónicas, que oportunamente aqui criticamos e apelidamos de obras do regime, tais como a construção do TGV e do Novo Aeroporto de Lisboa, que impunham uma mudança de rumo.

   Não discutimos na altura, nem agora, a importância de estarmos ligados à rede transeuropeia de transportes, nem a conveniência de construir um Novo Aeroporto que evite a canibalização das viagens aéreas por parte dos aeroportos espanhóis.

   Discutimos sim a oportunidade do lançamento de tais obras.

   Portugal está na situação de um cidadão que sabe ser um determinado medicamento importante para a manutenção da sua qualidade de vida, mas como a reforma ou o salário não chegam para o comprar resignam-se a não o tomar, com as consequências negativas que daí advém.  E isto não é demagogia. Basta falar com alguém ligado ao ramo farmacêutico, para se ouvirem histórias de pasmar.

    Julgávamos que essa megalomania estava por agora ultrapassada, porém com o avolumar das notícias avulso que vão "pingando" aqui e ali, as quais dão conta que o actual Governo se prepara para dar continuação à construção do TGV, neste momento um investimento ruinoso para os portugueses, depois de se ter oposto, enquanto oposição na anterior Legislatura, de forma frontal à sua construção  e ter feito uma campanha eleitoral durante a qual a suspensão dessa obra, tal como a do Novo Aeroporto, foi uma das principais bandeiras, é de antever o pior.

   Com efeito, e caso tal venha a acontecer trata-se de uma verdadeira VIGARICE política, que merece o mesmo repúdio que  mereceu a assinatura dos contratos para execução da obra, sem o visto do Tribunal de Contas, por parte de um antigo Ministro das Obras Públicas, cujo nome desconhecemos, para tornar a sua construção irreversível ou então proporcionar chorudas indemnizações às empresas envolvidas, e isto a poucos meses de eleições.

   Já tinhamos ficado de pé atrás com o actual Governo, que quando do lançamento do Imposto Extraordinário (vulgo corte do Subsídio de Natal) isentou os investidores financeiros do pagamento do mesmo, na senda aliás do que havia feito o anterior governo ao permitir a antecipação da distribuição de dividendos, sem que os mesmos fossem taxados, deixando no ar um sentimento de que afinal tudo continua como dantes, excepto para os mais pobres que pagam mais impostos.

   Ficamos atentos, aguardando pelo final de Setembro quando serão definitivamente decididas, dizem do Governo, as políticas em matéria de transportes.

   Espero sinceramente, tal como centenas de milhar de portugueses, não ser enganado.

   É que mesmo em política há um linha de credibilidade que não deve ser ultrapassada. Para não serem todos iguais.

 

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Estado de Alma: Agoniado (quase a vomitar)
Livro: Brevissimo Inventário
publicado por Lanzas às 13:27

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Sábado, 30 de Julho de 2011

VENCIDO SEM GLÓRIA

   Macário Correia teve recentemente uma manifestação de falta de coerência que é verdadeiramente de bradar aos céus. No âmbito da futura portagem na Via do Infante, como aliás nas restantes Scut´s afirmou que "se dava por vencido mas não por convencido", abandonado a luta que de forma bastante contundente vinha travando contra essa medida.

   Ora esta posição revela uma forma errada de  estar na política, sobretudo por parte de um autarca o qual deveria, contra ventos e marés, estar sempre do lado do seus municípes.

   Se fosse o PS que estivesse no Governo Macário Correia, como aliás vinha fazendo até agora, estaria pronto para ir para a rua liderar uma marcha lenta ou um buzinão, esgrimindo argumentos como a asfixia do turismo, a falta de alternativa à Via do Infante, pois a EN 125 é uma verdadeira Avenida e não uma estrada, etc.

   Ao mudar o Governo para o seu Partido, ou seja o PSD, já se podem calar as vozes de protesto e "compreender" que as medidas afinal são mesmo necessárias. Sucede no entanto que aquilo que era verdade ontem não pode ser mentira hoje. Isso só era conhecido no Futebol e pela voz de Pimenta Machado.

   Seria de certo modo compreensível que abandonasse a liderança desta luta e se respaldasse numa posição mais discreta, mas daí a dar-se por vencido, ainda que não convencido não abona nada a favor da sua credibilidade política.

   A coerência é o cimento que solidifica os princípios e as ideias, que por sua vez são os alicerces de qualquer regime.

   Quem a não tem está a mais. Cada vez mais.

 

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Estado de Alma: Infante sem Via
Livro: O Poder Local
publicado por Lanzas às 17:37

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Segunda-feira, 25 de Julho de 2011

ANTÓNIO NOGUEIRA LEITE E A CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS

   A nomeação de António Nogueira Leite para Administrador da Caixa Geral de Depósitos revela uma total falta de bom senso político por parte de Pedro Passos Coelho, que não esperávamos se manifestasse tão cedo, poi seria de presumir que adoptaria o salutar princípio político da independência pessoal nas nomeações, princípio esse cujo regresso à política em Portugal era oportuno que agora se introduzisse em oposição ao caminho trilhado pelo anterior Primeiro ministro.

   Mas é igualmente uma decisão manifestamente infeliz do Governo, sobretudo para o nomeado que sempre demonstrou um total desapego à política e aos cargos públicos, o que levava a ser expectável que não aceitaria um cargo que, face à prevista "nacionalização" da Caixa Geral de Depósitos, com as necessárias negociações que se irão desenrolar em diversos sectores da economia nacional, nomeadamente no da saúde, coloca António Nogueira Leite numa posição incómoda de incompatibilidade, se não legal pelo menos moral,

   O que aliás o próprio reconhece implicitamente quando afirma que "não participarei em decisões que envolvam o grupo onde trabalhei, apesar da lei não obrigar a isso. E quando digo que não participarei, não estarei sequer na sala quando isso for discutido"

   Ora trata-se de um falso argumento para convencer o povo que a mulher de César é séria, quando neste caso é mesmo séria, só que está no local errado no tempo errado.

   Com efeito toda a gente sabe que este tipo de decisões não são tomadas à última hora numa reunião de um qualquer Conselho, mas antes objecto de operações de lobbying, negociadas e decididas longe dos holofotes, depois de meses de estudo. Concordemos pois que é uma desculpa de mau pagador. Notoriamente.

   E António Nogueira Leite não merecia ser sujeito a este tipo de escrutínio público. Ou será que se trata de uma vingança, servida fria, por não ter acompanhado Pedro Passos Coelho nas negociações dos sucessivos PEC's, depois de ter considerado que o antigo Ministro das Finanças Teixeira dos Santos lhe tinha faltado à palavra dada quando da negociação do primeiro pacote?

   Ou nos enganamos muito, ou ainda vamos ouvir falar desta nomeação pelas piores razões. 

 

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Estado de Alma: "Murchito"
Livro: Capitães da Areia
publicado por Lanzas às 09:17

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Quinta-feira, 14 de Julho de 2011

O COLOSSAL DESVIO

   Os portugueses nas últimas eleições quiseram romper com um passado politico recente, que durou seis anos e cujos dois  últimos pareciam não ter fim, durante os quais o ex-Primeiro ministro que diga-se de passagem não reunia as competências mínimas necessárias para exercer o cargo, utilizou sistematicamente o “passado” como a causa de todos os nossos males e como a justificação da sua desastrosa  política com a qual conduziu Portugal a uma trágica situação económica e financeira, praticamente sem paralelo na história do País.

   Pedro Passos Coelho parecia querer cortar com essa forma enganosa, deselegante e sem credibilidade de fazer política, quando afirmou que o seu Governo “não se iria nunca queixar da herança deixada pelo PS”.

   Entrava assim em vigor uma nova forma de fazer política. Pela positiva.

   Além de ser elegante permitia deixar de vez os esqueletos no armário e abrir as janelas para entrada de ar puro. Arregaçávamos as mangas e olhávamos em frente. Para o futuro. Por muito difícil que esta seja.

   Eis senão quando, subliminarmente, numa reunião do PSD, Passos Coelho deixou cair que “o seu Governo encontrou um desvio colossal em relação às metas estabelecidas para as contas públicas”, o que levantou de imediato um coro de “virgens arrependidas” não contra os desvios, sejam do défice que não para de subir, seja com as consequências com obras iniciadas sem visto do tribunal de contas e que agora vão custar centenas de milhões de euros mesmo que não se façam, seja com outros desmandos semelhantes que a pouco e pouco haveremos de ter conhecimento.

   Convenhamos no entanto que apesar de não terem razão para carpir mágoas, foi-lhes servido, em bandeja de prata, um pretexto de ouro, que se apressaram a cavalgar, utilizando a Comissão de Acompanhamento do Programa da ‘Troika’, ao afirmarem que esta devia analisar as declarações de Passos Coelho e ouvir o que o Governo tem a dizer sobre as mesmas, para perceber o que está em causa, pois fazem parecer que "o Governo está já a preparar terreno para não cumprir os objectivos acordados com a 'troika'.

   Verdade ou não, quem não quer ser lobo não lhe veste a pele e Passos Coelho quis mesmo dizer aquilo que dizia não querer dizer.

   Agora não tem do que se queixar.

 

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Estado de Alma: Desviado
Livro: A Criança Que Não Queria Falar
publicado por Lanzas às 10:05

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Terça-feira, 5 de Julho de 2011

CRÓNICA DE UMA DEMISSÃO ANUNCIADA

   Pedro Passos Coelho cometeu um erro de casting ao ter escolhido Fernando Nobre para candidato a Deputado pelo PSD, mas cometeu um erro ainda maior ao fazer acompanhar esse convite de um outro que não se justificava de todo, o de apoiar a sua candidatura a Presidente da Assembleia da Republica. Era um convite demasiado arriscado, que só se poderia concretizar com uma sólida maioria parlamentar deste partido, uma vez que, sabe-se hoje, foi por falta de apoio dentro do próprio PSD que Fernando Nobre não foi eleito, dado que, apesar de tudo, conseguiu recolher alguns votos no seio dos restantes partidos.

   Não se sabe e provavelmente nunca se saberá qual a vantagem que este convite trouxe ao PSD, em termos eleitorais, mas sabe-se quais as desvantagens em termos de desgaste junto dos eleitores e da opinião pública, antes e depois das eleições. Foram muitas.

   Fernando Nobre cumpriu o que tinha prometido, de coração aberto, quando "avisou" um dia depois do convite que só aceitaria ficar na Assembleia da Republica, caso fosse eleito Presidente. Em termos de democracia estávamos conversados. Se fosse para o "penacho", e para fazer o estágio para uma futura candidatura à Presidência da Republica tínhamos Homem, caso contrário adeus "malta" que tenho mais que fazer.

   E nem as suas desculpas "esfarrapadas" dos dias seguintes, nem as "correcções" políticas efectuadas pelos estrategas do PSD e inclusive pelo seu Presidente surtiram qualquer efeito convincente.

   Porque se não fosse essa a condição e a razão da aceitação do convite que lhe fizeram, Fernando Nobre, teria (deveria ter) renunciado ir a votos, poupando-se, e poupando Pedro Passos Coelho, a um espectáculo deprimente, que foi o da votação parlamentar na qual foi sucessivamente derrotado,  no qual se revelou bem o estado de espírito de dois homens que embora sentados lado a lado no hemiciclo tinham duas posturas completamente opostas.

   Por um lado Pedro Passos Coelho obrigando-se a levar até às ultimas consequências o cumprimento da palavra dada, qual Egas Moniz que se apresenta ao Parlamento de baraço ao pescoço, isto é embaraçado, esperando que aquele pesadelo terminasse. Do outro Fernando Nobre esticando a corda até ao limite procurando conseguir aquilo que estava á vista de todos era intangível.

   As imagens que foram transmitidas pelas televisões, depois das votações, de um Fernando Nobre sozinho, acabrunhado, a abandonar as instalações da Assembleia da Republica eram a visão do adeus de um homem politicamente derrotado.

   Agora e no futuro.

   Fica um passado cheio de solidariedade para com o próximo, e o futuro que Deus quiser, mas fora da política.

   Como em tudo na vida, quando se joga ganha-se e perde-se.

   Mas neste caso concreto Fernando Nobre não devia ter ido a jogo.

 

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Estado de Alma: Abandonado
Livro: Cruel Abandono
publicado por Lanzas às 15:47

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Quarta-feira, 29 de Junho de 2011

ESTOU AGONIADO

   Confesso que estou agoniado. Acabo de ouvir uma notícia na rádio que passo a citar de memória: O Governo prepara-se para lançar um imposto especial sobre as pessoas singulares, pago de uma só vez, para fazer face à derrapagem do défice no primeiro trimestre deste ano.

   Não sei obviamente se isto é verdade ou se se trata apenas um balão de ensaio. Se for verdade é uma B A R B A R I D A D E.

   Atentos os ultimos discursos, sobretudo o do Presidente da Republica, lembrando que os sacrifícios têm que ser repartidos por todos, ficamos atónitos com esta notícia. Então o Governo, ainda que fosse o anterior, deixa derrapar o défice e são os "singulares" que vão pagar a incúria, a incompetência e mais umas coisas que gostava de poder expressar, mas que prefiro por agora guardar para mim.

   E isto quer dizer o quê? Que cada vez que um Governo deixar derrapar o défice lança um Imposto Extraordinário sobre os Singulares.

   E quer dizer mais o quê? Que vão deitar a mão ao Subsídio de Natal? Se assim for isto tem um nome: SAQUE. Puro.

   Meus senhores, se isto for verdade começo a pensar que também vou para a rua protestar, com panelas, tachos, tampas e tudo o mais que tiver à mão. 

   Não foi isto o que foi prometido, nem foi para isto que o Povo votou numa alternativa ao anterior Governo 

   E mais uma reflexão: Não se esqueçam de outra coisa muito, mas mesmo muito, séria: NÃO ENCURRALEM O POVO. Quando não houver possibilidade de alimentar os nossos filhos, não faz sentido viver.

   E aí ...

 

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Estado de Alma: Encurralado (quase)
Livro: A Sangue Frio
publicado por Lanzas às 12:07

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AS PERIPÉCIAS DE UMA NOMEAÇÃO FALHADA

   As peripécias com a nomeação falhada para o cargo de Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna do ex-administrador da Media Capital, Bernardo Bairrão são dignas de integrar um episódio, ou mais, de uma das novelas que a TVI costuma exibir com grande sucesso de audiências.

   No Domingo à noite no seu programa de comentário político, Marcelo Rebelo de Sousa deixa cair displicentemente que Bernardo Bairrão ia para o Governo, e indica mesmo o lugar que irá desempenhar.

    Na manhã de segunda-feira a Media Capital comunica à CMVM e ao mercado a saída do gestor da empresa, o que obviamente indicia que o convite feito foi aceite.

    Face aos desenvolvimentos posteriores é pertinente colocar a seguinte pergunta: Será que era importante para o lobby anti privatização ter um ponta de lança no Governo?

   É que só assim se pode entender a aceitação do convite para participar no Governo de alguém que é"absolutamente contra a privatização de um canal de televisão neste momento" quando o Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, tem feito desta sua decisão, sufragada nas urnas, um ponto de honra.

   Já as explicações vindas a público, para tentar mascarar a realidade, por parte de alguns dos protagonistas desta história são dignas de um tratado sobre “como nada dizer mesmo falando”.

   Senão vejamos:

   "Depois de ter aceitado o convite numa primeira fase, após uma reunião com o ministro entendi que não fazia sentido assumir funções", Bernardo Bairrão, dixit.

   Por seu lado o Ministro da Administração Interna afirmou; "Bernardo Bairrão foi convidado para fazer parte do Executivo, mas razões pessoais e políticas levaram a que este não assumisse funções". Estamos esclarecidos.

  Parece pois poder concluir-se que Marcelo Rebelo de Sousa voluntária ou involuntariamente, só o próprio saberá, concorreu para uma situação pouco agradável para os protagonistas, mas que serviu igualmente para mostrar o grau de firmeza do Primeiro-ministro.

   O que já não é nada mau.

Estado de Alma: A ver televisão
Livro: A Melodia Secreta
publicado por Lanzas às 09:07

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