Quarta-feira, 16 de Março de 2011

TEIXEIRA DOS SANTOS E O PEC 4

   Temos escrito neste blogue alguns textos críticos à actuação de José Sócrates enquanto Primeiro Ministro, quando nos parece que a sua actuação não é consentânea com os interesses do País em geral e dos mais desfavorecidos em particular. Condenamos as medidas eleitoralistas, tomadas quando se aproximavam eleições e a mais elementar prudência impunha contenção. Condenamos as promessas eleitorais logo varridas assim que se consumou a eleição(Aumento do IVA). Condenamos as Parcerias Publico Privadas desastrosas a todos os títulos para o País e para as gerações vindouras, condenandas a um garrote de 40 anos por conta de obras de mais que duvidoso interesse com excepção para os grupos financeiros e o lobby da grandes construtoras. Não entendemos (ninguém entende) as obras do Aeroporto e sobretudo a do TGV Poceirão/Caia adjudicada em plena crise financeira com juros asfixiantes apenas para garantir os interesses económicos do consórcio vencedor. Condenamos a arrogância e a intolerância do "animal feroz" dos tempos da maioria absoluta em contraste com o demagogo de voz embargada da actual crise.

   Condenamos, mas compreendemos. José Sócrates face às opções pessoais tomadas é um político de carreira, sem curriiculum em qualquer outra actividade profissional, com uma Licenciatura que em condições normais de mercado não lhe garantiria emprego em nenhuma empresa de construção de pequena dimensão. A sua actividade é a política e é nela que está a sobrevivência da sua carreira, por muito que isto lhe possa custar a admitir.

   O que não podemos compreender é que Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças, homem com um carreira profissional sólida e séria, sem necessidade da política para "se safar", para além de ter vindo a dar cobertura a uma política desastrosa do Primeiro ministro venha agora afirmar:

   "Não viabilizar as últimas medidas de austeridade é empurrar o País para a ajuda externa, e se a oposição não criar condições para viabilizar o novo  PEC e isso conduzir a um pedido de auxílio a Bruxelas e ao FMI, teremos de responsabilizar os responsáveis".

   Não senhor ministro a responsabilidade das medidas que tiveram de assumir face a uma politica desastrosa, e a responsabilidade do que ainda venha a suceder a este depauperado País é sua e do Primeiro ministro que nos governa há 6 anos, e de mais ninguém.

   Por amor à verdade e da dignificação da democracia e da classe política e porque os números (tal como algodão) não enganam vá por favor à televisão e mostre ao povo português:

   Qual era o valor da dívida externa em 2005 quando entrou para o governo e qual é agora;

   Qual era a taxa média de juros da dívida portuguesa em 2005 quando entrou para o governo e qual é agora;

   Qual era a taxa do IVA em 2005 qundo entrou para o governo e qual é agora

   Qual era o número de desempregados em 2005 quando entrou para o governo e qual é agora.

   Não precisa dizer mais nada. Eventualmente pedir a demissão, embora pareça pelo que se tem visto neste Governo que isso está fora de causa.

   E é pena.

 

Post 265

 

 

Estado de Alma: Embrulhado
Livro: Tocata Para Dois Clarins
publicado por Lanzas às 15:00

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Sábado, 27 de Novembro de 2010

A FOLHA DO MINISTRO ...

 ...E O DESTINO FATAL - O LIXO

   Dão-se alvíssaras a quem encontrar o caixote do lixo ao qual o Deputado Marques Júnior foi buscar a folha de papel que havia servido ao Ministro Teixeira dos Santos, para tomar as devidas notas do que diziam os Deputados, num encontro com a Bancada Socialista,  e findo o qual teve o destino que deveria ter o Governo.

   Já agora era interessante vermos publicada a tal folhinha para todos sabermos o que dizia.

   Vamos a isso senhor Deputado ?

 

 

Post 162

Estado de Alma: Lixado
Livro: O Homem em Queda
publicado por Lanzas às 16:32

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Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

TRIBUTAÇÃO DAS MAIS VALIAS BOLSISTAS

   Estamos habituados a que os nossos Políticos em geral, e os Ministros, onde se inclui o Chefe, em particular, falem para os portugueses de forma displicente para não dizer enganosa.

 

   E nem sequer estamos agora a falar de promessas eleitorais , isso então uma verdadeira vergonha. Havemos de voltar a esse assunto, pois se os Partidos ficassem vinculados às promessas feitas e existisse um Tribunal que punisse quem falta de forma escandalosa às mesmas talvez que alguma coisa mudasse no panorama político. 

 

   No caso concreto falamos do Imposto sobre as Mais Valias bolsistas, que o Governo vai aprovar com efeitos retroactivos a Janeiro. E sobre isto queremos perguntar:

  1 - Será que é constitucional, acabando  no caso de não ser por o Governo dar mais uma tremenda "barraca"?

  2 - Será razoável que pessoas tidas como idóneas, como Teixeira dos Santos, que estamos convencidos na sua vida particular não serem capazes de o fazer, estarem disponiveis para com tranquilidade, e sem que aparentemente nada abale a sua consciência, dizer hoje que é madeira aquilo que ontem convictamente afirmavam ser vidro?

 

   Afinal não foi este Ministro a afirmar na conferência de imprensa acerca da aprovação do PEC (há menos de um mês)  que: "A medida prevista no PEC para tributação das mais valias bolsistas só será aplicada quando existirem sinais claros de estabilidade nos mercados financeiros" ? Tendo reforçado, categórico :"Não temos qualquer problema em iniciar a tributação das mais valias bolsistas, desde que haja um quadro financeiro relativamente estabilizado, e a serenidade e confiança necessárias voltem aos mercados. A partir daí, podemos começar  a equacionar essa matéria", concluindo o Sr. Ministro que: "Ainda não é o momento para começar a tributar as mais valias".

 

   Será que o Sr. Ministro tem a coragem de nos vir dizer que os mercados estabilizaram e  que  a serenidade e confiança voltaram? Se não, como é o caso,  como é que uma medida com que genericamente se tem de estar de acordo face ao estado deplorável a que deixou chegar as nossas Finanças  se pode transformar numa má decisão face às garantias dadas há menos de um mês. E ainda por cima com retroactivo.

 

   Estamos habituados a tudo desde o célebre "jamais", mas começa a ser demais. Mesmo que argumente que foi por "ordem" da CEE como contrapartida da aceitação do tal PEC.

 

   Será que um gestor competente, daqueles muito bem pagos, era capaz de tomar uma medida destas dando o dito por não dito no espaço de um mês? Estamos convencidos que não.

 

   Por isso é que são disputados e bem pagos. Por serem competentes.

 

 

  

 

  

Estado de Alma: com vontade de morder
Livro: Os Deuses Estão Loucos
publicado por Lanzas às 11:48

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Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

MACACOS NÓS ?

                                                                                                                                                     

 DURANTE A CAMPANHA ELEITORAL          ONTEM NA RTP

               

 

       O DÉFICE É DE 5,9 ,E A COBRANÇA                               ESTOU ADMIRADO COM O DÉFICE 

       DE IMPOSTOS ESTÁ CONTROLADA .                              DE 9,3.  

                                                                                                       A CULPA ? FOI DA DERRAPAGEM NA

                                                                                                       COBRANÇA DE IMPOSTOS .   

 

                              MACACOS  NÓS ?

 

   

                 IHIHIHIHIHIHIHIHIHIHIHIHIIHI !!!

Estado de Alma: Enganado
Livro: Fado
publicado por Lanzas às 15:42

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