Terça-feira, 8 de Novembro de 2011

AS COMPRAS EM CARTÃO ...

 ... UMAS BOAS OUTRAS NÃO! 

 

   No último fim de semana assistimos a uma situação que deixa estupefacto o observador comum e revela o que é a influência (NEGATIVA) das grandes superfícies comerciais na vida das pessoas.

   Alertados  por SMS enviados na véspera, milhares de portugueses ficaram a saber que uma determinada superfície comercial  procederia a partir do sábado seguinte a uma campanha de venda de brinquedos com direito a 50% de desconto em cartão.

   Por curiosidade deslocamo-nos pelas 9,30h de sábado a um desses locais de venda para observar. E o que vimos? Centenas de pessoas acotovelavam-se para chegar aos bonecos mais conhecidos ou mais apelativos. Os carros de supermercado, cheios, chocavam uns com os outros e impediam as pessoas de circularem na zona.

   Havia gente de lista em punho a "dar baixa" das compras efectuadas, e algumas ao telemóvel  indagavam se o interlocutor achava por bem que comprasse o brinquedo X ou Z. Uma loucura.

   Nada a censurar. Vivemos num País livre em que um comerciante tem uma determinada quantidade de mercadoria para vender e promove a sua venda oferecendo um tentador desconto. Normal portanto.

   Porém existe um pormenor. É que as pessoas fazem contas a que gastam x em brinquedos, mas na realidade PAGAM o dobro. Claro que utilizarão o valor do desconto em compras futuras, mas sabe-se que existe uma maior permissividade para compras desnecessárias nessas compras futuras porque na altura já não envolvem o dispêndio de dinheiro.

   Claro que  os técnicos de marketing sabem disso, e exploram o facto.

  Ora perante a situação em que vive a maioria da população portuguesa, campanhas que apelam ao consumismo e á compra por impulso não deveriam ser evitadas ou, pelo menos, não publicitadas?

   Julgamos que sim. E no mínimo deveriam ser obrigados a fazer como na publicidade sobre bebidas alcoólicas, afixando cartazes:

      COMPRE COM MODERAÇÃO     ou    

      PENSE DUAS (OU TRÊS) VEZES ANTES DE COMPRAR.

   Muita gente ficaria agradecida. Mesmo sem saber.

 

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Estado de Alma: Em Saldo
Livro: Sociedade da Abundância
publicado por Lanzas às 09:47

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Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011

MEIA NOITE EM PARIS

   Não sou um cinéfilo apaixonado, nem tenho da substância, técnica e truques da arte conhecimentos que me

 permitam um qualquer comentário sobre um filme muito além do simples:  “Gostei / Não Gostei”.

   Mas alguns dos filmes que vi deixaram vincada a sua marca  por alguma razão. Por exemplo: “Zorba o Grego” é um testemunho vivo de que nunca se deve desistir de um sonho.

   Eu sei, eu sei: Casablanca, kramer vs kramer, O Carteiro, Expresso da Meia Noite, Cinema Paraíso, E Tudo o Vento Levou, ... !

   Vem isto a propósito do filme de Woody Allen "Meia-Noite em Paris”,  o qual tem um protagonista fora de série: PARIS.

   Por aqui desfilam, sempre depois de se ouvirem as 12 badaladas da meia-noite, as personalidades fascinantes de: Jean Cocteau, Cole Porter, Scott e Zelda Fitzgerald, Ernest Hemingway, T.S. Eliot, Picasso, Modigliani, Braque, Dalí, Buñuel e Man Ray, revisitados na "Era de Ouro" cultural da Cidade da Luz, ou seja a década de 20 do século passado.

   Quem não conhece Paris vai ficar com uma vontade imensa de lá ir. Quem conhece revive locais de eleição.

   Quem ama Paris, sai do cinema com uma lágrima furtiva, que ajuda a chuva a molhar as ruas daquela Cidade maravilhosa.

   Porque quando chove, anda magia no ar em Paris

   Obrigado Woody Allen, por ter sabido fazer este Bilhete-postal datado e com um toque de nostalgia.

 

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Estado de Alma: Em Casa (Paris)
Livro: Paris Após a Libertação
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publicado por Lanzas às 09:27

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Quarta-feira, 27 de Julho de 2011

AMY WINEHOUSE

   Muito raramente nos referimos neste espaço a um acontecimento relacionado com a morte. Temos como princípio que é em vida que se deve elogiar e criticar aqueles que merecem o nosso tempo e espaço para o fazermos.

   Nesses momentos penso deveria existir um sentimento de contenção, normalmente em relação "às qualidades morais e humanas" de quem parte, os quais se muitas vezes sentidos não raro fazem suspeitar de obrigação moral em relação a quem quando viva não mereceu, por aí além, o respeito merecido.

   Se abrimos esta rara excepção é para falar de uma jovem a quem o talento deu quase tudo aquilo que a vida pode dar, e a solidão retirou o mais importante: A própria vida.

   Mais uma vez, como quase sempre acontece nestas situações, os verdadeiros responsáveis, aqueles que se aproveitaram do seu dinheiro e da sua fama e a empurraram deliberadamente para um caminho sem regresso ficam impunes e prontos para partir, quais abutres, em busca de outra vítima.

   "So Far Away" a sua canção favorita foi o"hino" de despedida no seu funeral, e desejamos seja, onde quer que se encontre, "a light that healed a broken heart", pois acreditamos como disse o seu Pai que ela está agora "num sítio melhor e mais feliz do que foi em vida".

   É pena que alguém que podia ter sido uma farol de esperança e luta para uma juventude carente de valores e referências, tenha partido deixando no ar marcas que esmagam essa mesma juventude.

   Verdadeiramente livre, esperamos empolgue agora aqueles que a rodeiam cantando-lhes "Love is a losing game", numa altura em que só poderá ter sorte.

   A que lhe faltou enquanto esteve entre nós.

 

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Estado de Alma: Desconfortável
Livro: A Dança da Meia-Noite
publicado por Lanzas às 13:07

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Quinta-feira, 9 de Junho de 2011

DIGA NÃO À CAÇA AO MELRO

  Depois de estar mais de 20 anos proibida, a caça ao melro está agora autorizada. 

   Com efeito, foi decretada a inclusão desta ave  no calendário venatório nacional, o que se traduz na permissão do abate diário máximo de 40 unidades por caçador.

   Trata-se de uma medida absolutamente disparatada, copiada  por certo dos "Manuais Teóricos e Práticos de Mao Tsé Tung", que como é sabido mobilizou milhões de chineses para a campanha de abate dos pardais, os quais  foram praticamente dizimados, o que teve um efeito devastador  na agricultura, traduzido  em enormes e dramáticas  consequencias sobre a população.

   É uma medida de tal forma fora da realidade, que a generalidade dos caçadores está contra a mesma, colocando-se ao lado dos ambientalistas, só podendo, eventualmente, ser compreendida numa lógica economicista, no sentido de eliminar a necessidade da Autoridade Florestal Nacional emitir as credenciais que se tornavam necessárias para o abate desta ave por parte dos agricultores com plantações sensíveis à mesma, que a requisitavam.

   Depois de anos de erros estratégicos e de falhas penalizadoras para os pequenos agricultores, com a perda,  por incuria, de subsídios da CEE, e a sujeição a multas e devolução de subsídios já recebidos, aplicadas pelo mesmo organismo por falta de aplicação atempada de legislação, eis que em fim de vida surgiu a medida de fundo da legislatura do Ministério da Agricultura.

   Felizmente que a ultima época de caça, as eleições, terminou com estas aves de arribação.

 

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Estado de Alma: Ambientalista
Livro: Cisnes Selvagens
publicado por Lanzas às 09:07

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Domingo, 29 de Maio de 2011

AS CAMPANHAS DE SOLIDARIEDADE

   Com a degradação do tecido económico do País o desemprego, que em números reais (os que constam das estatísticas mais os que já desistiram de procurar emprego) não deve andar muito longe de Um Milhão de portugueses, tornou-se incontrolável.

   As consequências que este facto origina ao nível das famílias são devastadoras, para além das que são ocasionadas pela diminuição dos apoios sociais e das  impostas pela redução das despesas de saúde, que tenderão a agravar-se no futuro, tornando  a capacidade de sobrevivência de muitos lares, e o colmatar de carências de toda a ordem, dependente em larga escala dos apoios de Instituições de Solidariedade Social.

  Instituições como a Cáritas, o Banco Alimentar e a Liga Portuguesa Contra o Cancro com toda a sua especificidade, são apenas exemplos ao acaso das inúmeras Instituições que com um carácter regular ajudam quem mais precisa, apoiam os que foram "apanhados" por alguma das vicissitudes da sociedade, e colaboram activamente com pessoas às quais a desventura da vida trouxe azares e doenças que precisam de um apoio moral e de um acompanhamento permanente, os quais muitas das vezes as famílias por si só não têm condições de disponibilizar.

   E que dizer dos voluntários, jovens e menos jovens, homens e mulheres,  que de forma  livre e voluntária apoiada unicamente em motivações e opções interiorizadas, disponibilizam com coragem o seu tempo, a sua força emocional, o seu saber, o seu talento e o seu carinho a favor daqueles a quem momentaneamente a vida se tornou madrasta.

   Obrigado a todos eles.

   Dentro da grandeza que demonstram, um pequeno reparo o qual está longe de ser uma crítica, porque não é passível de  critica quem tem essa enorme capacidade de doação. Durante as campanhas de sensibilização e angariação de fundos (peditório ou venda de produtos associados às campanhas), por favor não mostrem enfado ou uma cara de desagrado quando alguém não colabora.

   Sabe Deus porque não o faz ...

 

Estado de Alma: Solidário
Livro: Conhecimento do Inferno
publicado por Lanzas às 15:07

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Terça-feira, 29 de Março de 2011

(DES) HUMANIDADE

   43 Anos separam estas imagens, que publicamos com a devida vénia a Eddie Admas-Vietnam 1968 - e Mazen Mahdi/EPA - Bahrain 2011, durante os quais a Humanidade não aprendeu rigorosamente nada com as destruições e com os flagelos, tal como anteriormente não tinha aprendido.

   Será que merecemos ser felizes ?

 

Post 281

Estado de Alma: Acabrunhado
Livro: Um Dia e Outro Dia
publicado por Lanzas às 09:30

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Terça-feira, 1 de Março de 2011

CASTELOS DE AREIA ...

... SÃO A LINHA DE DEFESA DA ECONOMIA NO PAÍS DO FAZ-DE-CONTA

 

Post 250

Estado de Alma: Sonhador
publicado por Lanzas às 14:25

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Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011

"JUSTIÇA" POR MÃOS PRÓPRIAS

   Vimos ontem na imprensa, e depois na televisão, imagens verdadeiramente chocantes que nos deviam,  a todos, fazer parar para pensar.

   Um homem, pai de família, engenheiro de profissão, com a neta ao colo, dispara sobre o Pai desta primeiro de frente e depois pelas costas, numa verdadeira execução sumária.

   Não conhecemos nenhum dos intervenientes e não temos qualquer reserva mental sobre o assunto, mas  não podemos deixar de perguntar: Como se pode ter chegado aquela situação?

   Pessoas que pela sua formação deveriam saber usar da razão, por muito que a custódia ou a visita a um filho as pudesse turvar, empurraram para um beco sem saída um assunto da maior importância para uma criança indefesa, que só o diálogo poderia resolver, e nunca a violência física ou verbal.

   Provavelmente todos têm alguma razão, e quando se chega a essa encruzilhada da vida não há solução.

   Mas a morte daquele Pai, naquelas circunstâncias, não foi solução para ninguém, mas sobretudo não foi solução para a única pessoa que verdadeiramente interessava proteger no caso: Uma criança de 4 anos que fica órfã do Pai, e que de certeza vai ter de lidar para o resto da vida com o trauma deste filme de horror a que assistiu ao vivo e em directo. Os outros, os adultos, que se tivessem entendido.

   E este tritse espectáculo faz-nos recordar a sabedoria popular: Entre marido e mulher não metas a colher.

   Por vezes, eventualmente com o objectivo de ajudar, ou desajudar sabe-se lá, as famílias contribuem decisivamente para criar situações irreversíveis, e neste caso de verdadeiro horror. 

 

Post 243

Estado de Alma: Horrorizado
Livro: Le Père do nos pères
publicado por Lanzas às 09:40

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Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

OS NÚMEROS SÃO COMO A INFLAÇÃO : NÃO ENGANAM!

   O nosso Primeiro ministro afirmou ontem durante uma “acção de campanha eleitoral” que “não percebe como é que algum líder fica mal disposto quando os números são bons” e, acrescentou Sócrates: “Eu acho que todos os que se empenham para que Portugal ultrapasse as suas dificuldades se deviam regozijar com os  bons números da execução orçamental”

   Senhor Primeiro ministro,  ninguém no pleno uso das suas faculdades mentais pode ficar mal disposto com bons números para a economia portuguesa, dos quais dependemos todos nós, uns mais que os outros é certo. O que está em causa é a forma como se anunciam os números e que números se anunciam. É certo que o senhor Primeiro ministro nunca trabalhou numa Empresa que sinta a necessidade  de motivar os seus colaboradores para atingir os objectivos traçados, senão saberia que a motivação apenas se consegue com bons números verdadeiros. Tal como acontece com a publicidade que pode vender um mau produto, por algum tempo, mas chega sempre o tempo que nem a boa publicidade lhe vale.

   Ora os números tal como a inflação não mentem, e se os das execução orçamental de Janeiro, se não estiverem "martelados", são bons embora esperados atendendo aos aumentos de impostos e diminuição de ordenados, os da inflacção, de acordo com os números divulgados oportunamente pelo INE, são maus. A inflação homóloga de Janeiro  é de 3,6%. A subida verificada incorpora já o aumento do IVA, e neste valor médio os combustíveis tiveram uma subida de cerca de 16%, com os preços a crescerem em quase todos os sectores para além dos combustíveis: água, gás e electricidade; transportes; produtos farmacêuticos e até no saneamento básico e recolha de lixo.

   Sabendo-se que  o preço dos combustíveis continuou e continua a subir e está agora nos valores mais altos de sempre, custando o gasóleo quase 1,40 euros por litro e a "gasolina 95"  1,54 euros, com todas as consequências que tais aumentos têm na economia, é de admitir que a taxa de inflação aumente, pelo menos, para  mais perto dos 4%

   E disso senhor Primeiro ministro não o ouvi falar. Foi esquecimento ou só alguns números é que são para comentar? Para estes números o senhor Primeiro ministro não teve uma reflexão, uma palavra para transmitir algum alento a quem verdadeiramente os sofre na pele: Os mais desfavorecidos, aqueles para quem deveriam trabalhar o senhor e o seu Governo e não andarem a passear-se pelo País a visitar pela 3ª e 4ª vez as mesmas obras, numa campanha permanente para procurar subir nas sondagens.

   Senhor Primeiro ministro mais do que as boas ou más disposições dos políticos o importante é A verdade. Sempre. Nua e crua.

   Somos pobres, mas não somos estúpidos.

 

Post 241

Estado de Alma: Inflacionado
Livro: Portugal Vale a Pena
publicado por Lanzas às 09:36

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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011

GERAÇÃO "À RASCA"

                                        Oleo sobre tela de Ana Maria Malta

 

Post 240

Estado de Alma: A Tamborilar
publicado por Lanzas às 20:00

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