Segunda-feira, 19 de Novembro de 2012

CLARA FERREIRA ALVES

Do alto do seu pedestal, imune a todas as alterações editoriais que o jornal Expresso e a sua Revista têm sofrido ao longo dos tempos Clara Ferreira Alves utiliza a sua pena caprichosa como uma arma de arremesso, política e pessoal, em vez de utilizar o generoso espaço de que dispõe para uma análise serena dos acontecimentos e dos protagonistas.

 

Tem mérito suficiente para isso como reconheceu Marcelo Rebelo de Sousa, que acaba de dizer na sua análise politica semanal na televisão que CFA  “pensa bem e escreve melhor”.

 

Pessoalmente, apesar de na maioria dos casos não apreciar os seus escritos, nunca deixo de os ler na expectativa que a sua capacidade intelectual nos conduza a alguma reflexão importante.

 

Mas não tem sido o caso e a pena e a pluma apesar de serem caprichosas seguem obedientemente uma linha de pensamento pouco disponível para aceitar quem não partilha a sua linha política ou a sua forma de ver o mundo, as quais em sua opinião são as únicas correctas.

 

Mas desta vez porém, foi longe de mais e os termos em que se referiu quer aos portugueses em geral, quer à Presidente da Alemanha, quer aos alemães, cai na ignomínia, com a agravante de não ter  tido a coragem de chamar “os bois pelos nomes”.

 

Quis ser politicamente correcta, mas a sua falta de coragem decepcionou-me, porque aquilo que define como “um dos outros, um dos inomináveis, inconfessáveis e pornográficos bonecos que promovem a nossa veia satírica e a nossa tendência para transformar a tragédia em farsa” e  que na sua opinião Pedro Passos Coelho deveria ter sido oferecido à Chanceler Merkel e Portugal deveria "exportar em massa para a grande Alemanha"  tem nome próprio, são os Caralhos das Caldas.

 

Para quem utiliza a palavra como meio de sobrevivência, como CFA gosta de dizer, não lhe ficava nada mal assumir na plenitude aquilo que queria dizer e não esconder-se atrás de um biombo de uma descrição pouco conseguida.

 

Queixa-se amiudadamente CFA que o “Povo da Internet” essa gente asquerosa, que sabe-se lá por que desígnios tem acesso a  um meio onde pode expressar a sua opinião (livre). Queixa-se , e com razão, de um texto falso (cujo teor não conheço, nem quero conhecer se é falso) onde lhe são atribuídas afirmações que nunca emitiu. É repovável. É lamentável.

 

Mas as afirmações acima reproduzidas são suas  e CFA não tem o direito de referir-se a Portugal como um país habitado por bonecos das Caldas.

 

Como diria o seu colega Miguel Sousa Tavares a propósito da forma como uma parte insignificante de portugueses, onde com muita pena minha CFA se insere, se referiu à chanceler Merkel,  antes, durante e depois da sua breve estadia em Portugal,  “se fosse alemão e tivesse escutado aquilo, ia a correr dizer-lhe que não queria que nem mais um tostão dos meus impostos fosse para aqueles gajos”.

 

E como CFA bem sabe, queira ou não reconhecer, nós  nesta altura do campeonato precisamos do dinheiro dos impostos dos gajos alemães para sobreviver.

 

Além do mais, pessoas de saber e com espaço disponível na imprensa e/ou na televisão, como é o caso de CFA, deveriam dispôr da ambos para fazer pedagogia e não lançar fogo sobre a gasolina derramada. A não ser que se seja partidário (a) do “Quanto pior melhor”.

 

O que apesar de tudo ainda não considero que seja o seu caso.

publicado por Lanzas às 11:07

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Sábado, 3 de Novembro de 2012

A FISCALIZAÇÃO SUCESSIVA DO ORÇAMENTO

   Não está morta, está é mal enterrada, a ideia da fiscalização sucessiva do orçamento para 2013.

   São conhecidos os argumentos a favor dessa tese, mas pouco clarificados os inconvenientes de tal fiscalização não ser pedida, uma vez que é um dado adquirido que vai ser pedida pelos partidos da oposição uma apreciação sucessiva do diploma, o que a consumar-se fará com que o País viva durante meses na incerteza quanto à decisão que tomará o Tribunal Constitucional.

  Como consequência de não ser pedida a fiscalização sucessiva os tribunais comuns vão ser inundados, a partir de Fevereiro, de processos pedindo a inconstitucionalidade de algumas normas constantes no orçamento e os Sindicatos vão continuar a acenar com mais  esta "acha" para a manutenção do clima de contestação e como uma arma de pressão sobre o Tribunal Constitucional.

   Dir-se-á que os juízes do Tribunal Constitucional são imunes às pressões, sejam sociais ou outras, o que com o devido respeito se duvida, porque pela menos uma pressão semelhante à que existiu na avaliação do orçamento de 2012 e  que levou o referido tribunal a tomar uma decisão salomónica se manterá e todos nos lembramos ainda do: "É inconstitucional, mas aplique-se".

   Em 2013 se tomar a mesma decisão de inconstitucionalidade será que o Tribunal Constitucional vai obrigar, a meio do ano,  o Governo a elaborar um orçamento rectificativo e a lançar mão de outros meios, porventura mais violentos, para fazer face às despesas?

   A culpa de o orçamento poder conter normas inconstitucionais  que terão porventura de ser alteradas não é do mensageiro (quem luta para que a fiscalização sucessiva seja pedida) mas de quem fez a guerra (ou seja quem não pede a fiscalização sucessiva).

   Os contribuintes portugueses, o tal melhor povo do mundo,  que pagam com sangue suor e lágrimas os seus impostos merecem respeito.

  

publicado por Lanzas às 14:07

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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2012

SUPONHAMOS

   De todas as poderosas armas de destruição que o homem foi capaz de inventar, a mais terrível – e a mais covarde – é a palavra. - Paulo Coelho

   Acrescentaria que por vezes, a palavra, tem o efeito perverso de ser mais demolidora para quem a profere do que para o destinatário.

   Temos assistido nos últimos tempos a um crescendo de intensidade na forma como os agentes políticos e alguns comentadores  se referem aos membros do Governo, embora habituados, desde sempre, que os partidos mais pequenos utilizem uma linguagem, com pouca contenção (estou a ser moderado) para exprimirem os seus estados de alma.

   Porém quando os  oradores têm, por si só, alguma representatividade ou pertencem a um partido político democrático, as coisas apresentam uma maior gravidade.

   Carvalho da Silva na ânsia de tornar notado o lançamento da sua candidatura à presidência da República, tem vindo a exceder-se nesse tipo de linguagem, e a sua recente afirmação de que o Orçamento do Estado para 2013 roça o "banditismo político", roça por sua vez os limites da tolerância democrática que de forma tão activa diz defender.

   Já o Deputado do PS que afirmou no Parlamento que o País não "tem disponibilidade para discursos salazarentos", invocando a "bête noire" de uma esquerda diletante, não merece grandes comentários dada a pouca dimensão política de quem proferiu tal afirmação.

   Apenas merecerá um pequeno exercício mental que podemos denominar de "Suponhamos".

   Suponhamos, por exemplo que o ainda Ministro Miguel Relvas afirmava no Parlamento que o senhor Deputado não passava do boneco que o ventríloquo ausente, algures a melhorar a cultura,  utilizava para se fazer ouvir". O que aconteceria?

   Caía o "Carmo e Trindade" e choviam os pedidos da sua saída do governo e a respetiva de remodelação, a qual, concordo, já deveria ter sido feita por outros motivos.

   Conclusão: Também existem Deputados que precisam de ser remodelados.

   E com urgência.

 

publicado por Lanzas às 11:57

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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2012

QUINHENTOS

Estado de Alma: O 500
publicado por Lanzas às 13:57

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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2012

AS APOSTAS E O CDS

   As casas de jogos estão a receber apostas sobre as exigências que o CDS fará para aceitar apoiar o OE/2013.

   O palpite mais frequente tem sido:

   A atribuição pela coligação de mais um ministro; três secretários de estado e dois presidentes de câmara.

   Queremos "correr" com o Vitor Gaspar do governo é até agora o segundo palpite mais frequente.

   E você? Qual é o seu palpite?

   Jogue já antes que a mercearia feche e o novo OE lhe leve 20% do prémio.

   Olhe que quem o avisa seu amigo é.

 

publicado por Lanzas às 13:37

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COMPANHEIROS DE PARTIDO

 

publicado por Lanzas às 10:27

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Sábado, 13 de Outubro de 2012

NOVO ENDEREÇO ELECTRÓNICO DO ZÉ POVINHO

   Tendo sido informado pela AT “Autoridade Tributária e Aduaneira”  que para minha comodidade tinha sido disponibilizado um serviço destinado a simplificar o cumprimento das minhas obrigações fiscais, de modo a tornar mais rápida a apreciação dos meus pedidos de socorro e o reconhecimento dos meus direitos, que como é sabido estão reduzidos a zero, venho por este meio tornar público o meu contacto.

“Zé Povinho”

 

 (Retirado daqui)

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Estado de Alma:
publicado por Lanzas às 15:57

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Sexta-feira, 14 de Setembro de 2012

A TSU E AS ENTIDADES PATRONAIS

   Por manifesta falta de tempo não me tem sido possível alimentar este meu Blog.

   Mantendo-se as circunstancias sinto a "obrigação" de fazer um esforço para comentar as declarações generalizadas, mas a meu ver lamentáveis das entidades patronais a propósito da anunciada diminuição da contribuição das empresas para a segurança social, a chamada TSU:

   Não disponho de dados que me permitam ter uma opinião fundamentada da bondade da decisão, no tempo, no conteúdo e na forma, como foi tomada e dada publicamente a conhecer pelo Primeiro-Ministro.

   Admito que tenha sido fundamentadamente decidida mas que mereça ser frontalmente contestada.

   Entede-se, naturalmente, que quem foi vítima do aumento dos impostos, proteste, tal como eu protestei quando fiquei sem dois subsídios, e na altura os "outros" os mesmos que agora viram os impostos aumentar, receberam os ditos na íntegra numa decisão que me abstenho de qualificar, porque entretanto o Tribunal Constitucional já o fez.

   Mas a decisão do TC abriu a caixa de Pandora, e no primeiro minuto da primeira reacção do Primeiro Ministro à decisão do TC era claro o que iria suceder: Estender a todos a medida que tinha sido tomada só para alguns.

   Agora que as Empresas que  são  obviamente as beneficiadas com a medida, se sintam "incomodados" e não tenham a coragem de assumir que se que a mesma favorece o tecido empresarial, é no minimo vergonhoso.

   Basta saber-se que o referido tecido empreserial é composto maioritariamente( 90% ?) por pequenas e micro empresas, na sua esmagadora maioria asfixiadas financeiramente para se perceber que a baixa do TSU algum efeito positivo há-de ter nas suas tesourarias.

   Para as grandes empresas nada mais fácil do que aproveitar esta folga, para poderem baixar os preços dos seus produtos, com algum significado, e com isso repor na cadeia de consumo parte do valor retirado aos trabalhadores.

   O efeito seria multiplicador.

   Por parte das empresas públicas através da intervenção do Estado e das que são objeto de regulação, através dos respetivos reguladores ficou a promessa do PM de que será tida em conta na formação dos preços a baixa da TSU.

   Finalmente uma palavra para quem como o Dr. Alexandre Relvas, nada de confusões, é da opinião que "em vez de embaretercermos o salário tirando dinheiro aos trabalhadores, era preferível pedir-lhes mais tempo de trabalho".

   Sem colocar em causa a bondade de uma medida deste tipo, devia ter sido perguntado ao mesmo se, em consciência, considera possível a adoção de uma medida desse tipo.

   Para não prolongar estas considerações vou apenas citar as declarações de Manuel Carvalho da Silva quando ainda era secretário geral da CGTP-IN à jornalista Clara Ferreira Alves e publicadas na Revista Única do Expresso em 26/11/2011, quando esteve em cima da mesa a possibiliadde do horário de trabalho ser prolongado por  meia hora:  " A MEIA HORA É TRABALHO FORÇADO".

 

{#emotions_dlg.chat}Post 497

  

Estado de Alma: A Ver a banda Passar
Livro: Globalização - Fatalidade ou Utopia?
publicado por Lanzas às 14:04

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Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

LADRÃO ENGANADO COM OURO FALSO

   Lemos ontem no Correio da Manhã uma notícia que nos deixou alarmados com a falta de respeito que revela, para quem com esforço, risco e dedicação, anda a ganhar a vida honestamente a assaltar Lojas de Compra e Venda de Ouro, para poder pagar impostos, outra actividade imoral dada a dimensão dos mesmos.

   Não querendo correr o risco do nosso saudoso Raul Solnado, quando numa rábula, acerca das Casas de Penhor, apresentada num programa do ZIP-ZIP utilizou a determinada altura o provérbio popular: “Ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão”,  e foi processado pela respectiva Associação do Sector, processo cujo desfecho confesso não me recordar, quero deixar bem vincada a opinião que não me parece correcto que o assaltante tenha sido despachado com um saco de ouro falso, e uns trocos que pouco mais davam do que para um café, e que não chegavam nem para pagar a coima pela substituição da declaração do IRS, quanto mais o imposto.

   A notícia diz mais ou menos, o seguinte: “… um único homem, armado com uma faca, surpreendeu e sequestrou durante poucos minutos uma funcionária e uma cliente do espaço. Fugiu com cerca de 360 euros em dinheiro e um saco com ouro falso”

   Sendo assim, parece que esta coisa do ouro falso deveria ser muito bem explicadinha e de qualquer das formas, se o homem acabar preso, têm de  lhe apresentar as respectivas desculpas, com o compromisso solene que tal não se voltará a repetir.

   Não anda uma pessoa a trabalhar no duro, correr riscos desnecessários e acabar enganado com um saco de ouro falso. Não se faz a um inimigo, quanto mais a um ladrão.

   Porque é preciso saber: De quem era o ouro falso? Da Cliente, e com isso ia ver se sacava algum à Loja? Da Loja que tem ouro falso para entregar assim sem mais nem menos, ao primeiro que ali aparece a trabalhar?

   Qualquer dia anda um homem a assaltar bancos e vai-se a ver, entregam-lhe um saco de notas falsas, que dadas as circunstâncias não podem ser validadas na maquineta que para o efeito as Agências dos ditos dispõem, por manifesta falta de tempo.

   Não basta pintarem de vermelho as notas das Caixas Multibanco, quando há um explosãozinha sem importância, ou quando enfiam uma retroescavadora para sacar a mesma e agora assiste-se, também,  a estas poucas vergonhas.

   Alguém tem de lutar, em nome da liberdade e da democracia, contra estes atropelos, a que estão sujeitos quem quer desenvolver uma actividade produtiva, pelo que segundo a Associação do sector vai ser apresentada uma queixa à PGR, pedidas audiências aos partidos políticos com assento na AR, ao PM ao PR, e está prevista uma manifestação na Avenida da Liberdade para a protestar contra a falta de garantias dos direitos e liberdade de cada um, cuja palavra de ordem ainda está a ser trabalhada, mas deve andar à volta do slogan:

                                                   “VÃO ENGANAR A VOSSA TIA”

sendo expectável que a palavra TIA no calor da manifestação possa ser adequada a outros familiares, realidades e respectivas profissões.

    Este texto, sem graça, não é para ser levado a sério. Por agora.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 483

Estado de Alma: A ver a tia passar
Livro: A Loja do Ourives
publicado por Lanzas às 16:32

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Sexta-feira, 18 de Maio de 2012

OS XICOS ESPERTOS DA POLITICA (FRANCESA)

    A primeira medida de François Hollande, que aliás fora uma das muitas promessas eleitorais com que brindou o eleitorado, reveste-se de uma total demagogia por se tratar de um manifesto  embuste para procurar mostrar coerência. Em breve porém se verão que as promessas eleitorais verdadeiramente importantes, que essas sim terão tido efeito direto na sua eleição não serão cumpridas. 

   Com efeito os membros do Governo francês serão alvo de um corte nos vencimentos na ordem dos trinta por cento, sendo que a mesma medida será aplicada ao ordenado do presidente da república. A medida foi aprovada ontem,  numa reunião do conselho de ministros do executivo francês, em Paris.

   Para uma perfeita elucidação dos eleitores, e para além dos efeitos de mera propaganda eleitoral, já com olhos postos nas eleições de Julho, de que esta medida política simbólica se reveste, deveriam os eleitores ser informados qual será a poupança verificada com esta medida.

   Feitas as contas, é muito menos que amendoins, no orçamento geral do estado francês, e eles, lá como cá encontrarão formas de recuperarem o perdido através dos cartões de crédito, almoços, e outras mordomias. Em Portugal existe uma palavra para definir gente desta: Xicos Espertos.

   Costuma também dizer-se que não há uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão. A de François Hollande já foi perdida

   Para bem da Europa, e de Portugal foi uma pena.

Estado de Alma: A ver a banda passar
Livro: Le Vin Bourru
publicado por Lanzas às 18:07

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