Sábado, 24 de Março de 2012

O CABELO DE JESUS .. E A BARBA DO MANO

 
 
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Estado de Alma: Careca
Livro: A Casa do Rio Vermelho
publicado por Lanzas às 11:47

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Sábado, 3 de Março de 2012

QUANTO VALE ...

... UM FORA DE JOGO NÃO ASSINALADO AOS 88 MINUTOS DE UM JOGO DE FUTEBOL?

 

          VALEU: 1GOLO

                       4 PONTOS

 

          PODE VALER: UM CAMPEONATO

                                 10 MILHÕES DE EUROS

 

                                                                                                     

(E PODE TER SIDO SÓ INCOMPETÊNCIA!)

Estado de Alma:
Livro: A Casa dos Horrores
publicado por Lanzas às 12:07

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Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011

O INCÊNDIO DO FUTEBOL

   Já passaram alguns dias sobre os lamentáveis acontecimentos verificados no antes, durante e depois de um jogo de futebol, que não deveria ter sido nada mais do que isso. Um jogo de futebol.

   A história é demais conhecida e nela ninguém está isenta de culpas, antes pelo contrário, todos têm nela sérias responsabilidades no sucedido.

   Como é sabido, o futebol já foi um desporto, sendo que agora é uma industria onde se movimentam, em todo o mundo, exorbitantes volumes de dinheiro, a maioria do qual de origem (muito) duvidosa, sendo que depois em muitos situações se perde novamente o rasto desse mesmo dinheiro.

   Mas regressando ao sucedido, temos:

 1 - A falta de previsão e a passividade da Entidade que deveria superintender no futebol, que autoriza, ou não se opõe, à instalação de uma estrutura, necessariamente polémica, no decorrer da época, e com destinatário concreto.

 2 - O Clube que instalou a estrutura, ainda que se procure resguardar na legalidade. Nem tudo o que é legal é razoável, e este era um desses casos, pois sabia que com essa atitude estava ostensiva e deliberadamente a provocar o adversário. A que acresce o facto de não ter sabido prever as consequências que adviriam do seu comportamento, e que neste pode razoavelmente admitir-se que foram muito superiores aquelas que se dizia querer obstar.

 3 - O outro Clube que não foi capaz de criar as condições objectivas para um comportamento normal por parte dos seus simpatizantes, antes acirrou os animos, afim de poder protestar contra o que considerava inadequado, sem que pudesse ser acusado de ter incitado à violência. As palavras proferidas pelos seus dirigentes antes do jogo, e a falta de comparência do seu Presidente a esse jogo foram de uma total falta de bom senso. E a história da "baixa" por doença é história mal contada a fazer lembrar os atestados médicos dos polícias.

   E não pode deixar de se lamentar ver um antigo internacional português ali metido o que não foi  com certeza um incentivo à não violência

   Tudo podia ficar por aqui, mais indemnização menos indemnização, não fora o caso de com os comportamentos assumidos, os principais dirigentes dos maiores clubes portugueses, estarem a colaborar no aumento da violência das suas claques organizadas, o que na conjuntura que o País atravessa é de extrema gravidade.

   Ao abrigo do óbvio direito de exteriorização de uma simpatia clubística, organizam-se forças, experimentam-se técnicas, estreitam-se relações que podem vir a ser utilizadas, mal, com graves consequências.

   Ninguém está no Futebol por amor à arte. Mas cuidado com as fogueiras, porque estas podem alastrar e depois pode não haver bombeiros que cheguem para apagar o fogo.

 

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Estado de Alma: Bombeiro
Livro: A Liga da Chave Dourada
publicado por Lanzas às 19:07

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Domingo, 21 de Agosto de 2011

GOLOS - A CHAMA DO FUTEBOL

   Não sei por experiência própria o que representa marcar um golo num jogo de futebol, sobretudo quando o mesmo tem importância decisiva.

   Sei a alegria que sentia quando, a brincar, marcava um golo num jogo de futebol de cinco entre amigos.

   Sei a definição que o antigo goleador do Futebol Clube do Porto e da Selecção Nacional Fernando Gomes deu: "É como ter um orgasmo", disse.

   Admito que seja a sublimação do acto de jogar futebol para qualquer jogador, a julgar pelas manifestações de júbilo observadas nos estádios de futebol de todo o Mundo, quando conseguem tal desiderato.

   A julgar pela forma como verdadeiros génios do futebol como Di Stefano, Cruijff, Pélé, Eusébio, Diego Maradona, Peyroteo ou Matateu, entre tantos outros, exteriorizavam a sua alegria e a compartilhavam com os adeptos dos seus clubes, deve ser um sentimento de imensa felicidade. 

   Também sei que um futebolista não pode estar de costas voltadas para os adeptos do Clube que representa, por muito que os mesmos o assobiem ou não aplaudam as suas intervenções.

   E ao que julgo saber Óscar Cardoso, jogador do Sport  Lisboa e Benfica à semelhança do capitão da sua equipa Luisão querem sair ou ver aumentados os seus já chorudos vencimentos, por isso estão descontentes com a sua actual situação.

   Claro que é um direito que lhes assiste, embora tenham assinado livremente um contrato, e que se algum Clube pagar a sua cláusula de rescisão, à semelhança aliás do que fizeram recentemente o Atlético de Madrid em relação a Falcão, e o Real Madrid em relação a Fábio Coentrão, podem bater asas e voar.

   Agora mostrar uma profunda indiferença, numa atitude manifestamente estudada, como fez Óscar Cardoso quando marcou os seu dois últimos golos, aliás importantes para o Clube que representa, como se os mesmos não tivessem a mínima importância, respectivamente contra o Twente e o Feirense é para além de falta de respeito para com os adeptos do Clube uma falta de solidariedade para com os colegas que exuberantemente festejaram o acontecimento.

   Como estrangeiros que são não tem a obrigação de  conhecer os "Ditados Populares Portugueses" entre os quais existe aquele que diz "Quem não está bem muda-se".

   Façam favor meus senhores.

 

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Estado de Alma: Chamuscado
Livro: A Chama Imensa
publicado por Lanzas às 19:57

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Segunda-feira, 9 de Maio de 2011

O FUTEBOL PODE (E DEVE) SER LEVADO A BRINCAR

   O Futebol pode, e deve, ser levado a brincar. Tratando-se de uma actividade lúdica cujo principal objectivo deveria ser distrair as massas, aproveitando a sua popularidade para a captação de jovens e menos jovens para a sua prática amadora, tornou-se por força das circunstâncias um desporto de elite cujo principal objectivo passou a ser a realização de negócios, alguns sabe-se lá envolvendo o quê, e a promoção pessoal de algumas figuras que sem ele, o futebol, nem em Vila Ruiva da Serra seriam conhecidos, que teimam em levar-se demasiado a sério, a eles e aos projectos que encabeçam.

   Dito isto e antes de continuar, quero fazer uma Declaração de Interesses: Não sou simpatizante do Futebol Clube do Porto, o que não invalida que:

1 - Felicite o Futebol Clube do Porto por ser o novo campeão nacional de futebol, tendo conseguido esse desiderato à 25.ª jornada da I Liga, ao vencer o Benfica por 2-1 no Estádio da Luz.

2 - Envie  uma saudação ao Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, de quem digo em privado que só tem um defeito: Não ser Presidente do meu Clube.

3 - Torne extensivo a André Villas Boas os parabéns, por ter mostrado competência e capacidade de mobilização para a realização dos objectivos a que se propôs no inicio da época. Não se deve prometer o que não se está em condições de cumprir. Ele prometeu e cumpriu. Parabéns por isso.

   A prova de que o Futebol pode, e deve, ser levado a brincar ficou bem expressa  no inicío dos festejos  pela vitória obtida, quando o Estádio do Dragão ficou por momentos sem luz  e o “speaker”  perguntou se era possível ligar o sistema de rega para a festa ficar completa, o que não aconteceu, sendo os  jogadores  chamados,  um a um, e percorrido às escuras o caminho desde o túnel de acesso aos balneários até ao palco montado no centro do estádio, onde fizeram a sua festa depois de recebida a Taça.

   Gostei, e mais uma vez ficou provado que quando bem utilizado o humor pode ser uma arma. Letal.

 

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Estado de Alma: Eliminado
Livro: A Noite e o Riso
publicado por Lanzas às 18:15

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Sexta-feira, 6 de Maio de 2011

VIVA PORTUGAL

   Um Pais faz-se com vencedores e com êxitos que ajudam a elevar o ego colectivo, que é o caminho certo para o bem estar de uma sociedade, não se faz com vencidos nem com desiludidos.

   O facto de Portugal ter duas equipas numa final de uma Taça Europeia de Futebol, e de ter tido três (em quatro) nas meias finais está em linha com o que foi dito. Um dos finalistas não causa grandes surpresas. Dirigido superiormente por um Presidente, que é na nossa opinião uma das pessoas com mais conhecimentos de futebol no mundo, e que pese a sua truculência, e por vezes má educação, tem um feeling especial para a industria (eu diria mais negócio) futebolística, acertando em 9 de cada 10 escolhas que faz.

   Digamos que a equipa joga aquilo que ele quer, pois escolhe a partitura, o maestro e os músicos, deixando transparecer para o exterior, quando lhe convém, que se tratam de decisões colectivas, mas que na realidade são da sua única responsabilidade. Mérito seu portanto.

   O outro finalista tem seguido igualmente, nos últimos anos, um caminho semelhante, também graças a um Presidente sagaz, que apesar de ser bem mais novo que o seu colega finalista, reúne muitas das suas características.

   Apostas bem sucedidas, que têm consolidado o seu projecto, em maestros (leia-se treinadores) e selectividade nas escolhas dos músicos (leia-se jogadores) naquilo a que se pode chamar o mercado secundário bem como  capacidade de organização e de mobilização, ingredientes capazes de transformar uma equipa do meio da tabela numa equipa a olhar para feitos bem mais altos. A sua carreira europeia afastando da competição alguns nomes fortes do  panorama futebolístico europeu com orçamentos francamente superiores foi notável. Era bonito que não morressem na praia.

   O terceiro clube também merece ser enaltecido. Jogou com as suas armas e as convicões do seu maestro (leia-se treinador) embora não tenha sido bem sucedido, sendo a equipa um reflexo do que se passa no nosso País. Aposta em "obras" (leia-se jogadores) sumptuárias, sem critério e sem enquadramento colectivo. Sem pretender pessoalizar num jogador todos os inexitos da época, digamos que o guarda redes é o seu TGV. Investimento demasiado alto para a rentabilidade. Como diria Cavaco Silva é sempre fundamental conhecer o rácio custo/benefício que neste caso é baixinho.

   O rácio, porque o guarda redes é alto.

   A equipa chegou ao fim dando mostras de não estar física e psicologicamente preparada para ganhar. Tudo foi feito em esforço, sem souplesse, com dignidade mas mostrando pouca valia para os investimentos milionários efectuados. Digamos que no seu conjunto se trata da Auto Estrada da Beira Interior. Obra de encher o olho, mas demasiado cara e sem acrescentar valor. No caso da AE poucos carros, no caso da equipa pouco Futebol.

   Do Presidente não falamos. Como diria José Sócrates, ter dinheiro ... não é tudo.

   Em resumo glória aos vencedores, Futebol Clube do Porto e Sporting de Braga,  honra ao vencido, Sport Lisboa e Benfica.

   E Viva Portugal.

 

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Estado de Alma: Desportista
Livro: Novos Líderes
publicado por Lanzas às 10:05

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Segunda-feira, 4 de Abril de 2011

APAGOU-SE O BOM SENSO (E A LUZ) NA LUZ

   O Futebol Clube do Porto sagrou-se ontem campeão nacional de futebol desta época e conseguiu esse desiderato no campo do seu rival, o que não deixa ser de notável.

   Não tendo perdido ainda esta época para o campeonato, tem conseguido vencer com regularidade e quase sempre com mérito os adversários que até á data se lhe apresentaram, por isso está de parabéns.

   Não vem ao caso discutir agora mais penalty menos penalty, mais árbitro menos árbitro. 16 pontos de avanço a 5 jornadas do fim são um resultado que não pode deixar margens para dúvidas.

   O mesmo não se passa a nível do tipo de linguagem utilizado pelo seu Presidente, no que aliás é secundado pelo Presidente do clube rival, para os quais devia ser possível aplicar a chamada lei da "rolha". Calados para todo o sempre. Todos temos o direito de nos exprimir livremente, mas não para incendiar paixões nem explorar emoções.

   Cada vez que falam ajudam a aumentar a raiva, não quero utilizar a palavra "ódio", que os adeptos de um clube nutrem pelo rival. São incendiárias as expressões utilizadas e apelam aquilo que de pior cada adepto tem dentro de si.

   Os tempos difíceis que o País atravessa, com uma grave crise social instalada, entre outras, deveria levar estes dirigentes a colocarem entre parêntesis os seus ódios de estimação individuais, apelar para tudo aquilo que o futebol tem de bom, e deixar que os seus jogadores e treinadores decidissem dentro do campo aquele que em cada momento é o melhor. Prestariam dessa forma um enorme favor ao Desporto, aos seus Clubes e a Portugal em geral.

   Ontem coube ao Benfica dar mostras de uma total incivilidade ao apagar as luzes e ligar a rega automática do seu Estádio pouco tempo após o jogo terminar deixando os adeptos do clube rival a festejar às escuras, colocando seriamente em causa a sua segurança e a segurança das respectivas forças policiais que asseguravam essa mesma segurança.

   Os jogadores e técnicos do Benfica perderam dignamente dentro do campo.

   Os seus dirigentes, nomeadamente o Presidente, perderam fora do campo com total falta de dignidade.

   Quem não sabe perder não deve estar no Desporto. Digamos que está lá mesmo a mais.

 

Post 288 

Estado de Alma: Azul, eu que sou encarnado
Livro: Futebol Clube do Porto
publicado por Lanzas às 11:11

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Sábado, 23 de Outubro de 2010

O ORÇAMENTO PARA 2011

   É sabido que somos um povo de brandos costumes e fraca memória, com tendência para criticar hoje o que ontem aprovamos por unanimidade e aclamação, e vice-versa.

   Vem isto a propósito da aprovação do próximo Orçamento para 2011 que tudo indica se prepara para ser apresentado brevemente pelo PS e PSD com arraial e foguetes.

   Depois do triste espectáculo dado pelo Governo e pelos dois maiores Partidos políticos, os quais detêm entre si 174 Deputados contra 52 dos restantes Partidos representados na Assembleia da Republica, nas últimas semanas, com acusações recíprocas e insultos cruzados, tudo se vai resumir a encontrar a forma de anunciar ao País o acordo, de forma que pareça que ninguém perde, e que afinal todos ganham.

   Já tínhamos tido um Orçamento denominado de “Queijo Limiano”, negociado numa suite de hotel, com o Partido Socialista a fingir que dava alguma coisa ao Deputado Daniel Campelo, para este poder apresentar como troféu nas eleições autárquicas seguintes, e assim conseguir a aprovação do mesmo. Uma vergonha se bem se lembram.

   Desta vez as expectativas apontam para um chamado Orçamento de “Leite achocolatado”, que poderá muito bem ser  aquilo que o PSD deve conseguir “sacar” ao PS em termos de negociação.

   Não se entende a política seguida pela cúpula do PSD e em particular do seu Chefe Pedro Passos Coelho, nem se compreende que não tenha tido em conta o interesse nacional, cedendo ao pequeno negócio, quase de mercearia,  para procurar desgastar José Sócrates e o Partido Socialista.

   Todos teríamos ganho se há quinze dias  atrás, pelo menos, demarcando-se do Orçamento apresentado e das suas consequências para Portugal o PSD tivesse sem quaisquer negociações declarado que viabilizava, pela via da abstenção, o Orçamento.

   Teria sido patriótico, sensato e na óptica do próprio Partido vantajoso.

   Negociar trocos para ficar colado a uma catástrofe não faz sentido. 

   Este PSD faz-nos lembrar o Benfica que depois de ganhar um campeonato, a seguir faz as asneiras suficientes para não voltar a ser campeão durante largos anos.

   Mas neste caso o que está em causa não é o campeão ser do Sul ou do Norte, mas sim a maioria dos portugueses que já começam a não ter de dar de comer aos filhos.

    Infelizmente.

Estado de Alma: Sem comida
Livro: A Riqueza e a Pobreza das Nações
publicado por Lanzas às 14:41

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Terça-feira, 23 de Março de 2010

FESTIVAL POPULAR DA PANCADARIA

   Realizou-se no passado Domingo mais um Festival Popular da Pancadaria, desta vez num Estádio algures entre Faro e Loulé, construído quase exclusivamente para o efeito.

 

   Só como curiosidade diga-se  que a manutenção deste "elefante"  custa cerca de 150.000,00 € mensais, sendo o custo da amortização dos custos de construção e respectivos juros  cerca de 1,5 milhões de € anuais. Bagatelas, face à qualidade e quantidade de eventos que lá se realizam.

 

   Durante a realização do Festival houve números muito apreciados, nomeadamente o lançamento de fogo de artifício e objectos voadores não identificados, os quais foram saudados efusivamente por grande parte dos presentes, tendo-se  verificado  no intervalo  a "oferta" aos Guarda Redes de diversos objectos promocionais, nomeadamente isqueiros e garrafas de água. Miminhos!

 

   No intervalo do Festival realizou-se um jogo dito de Futebol, durante o qual alguns intervenientes, fizeram jus ao nome do evento, tendo dado o seu contributo gratuito para o sucesso do mesmo, com a demonstração prática de alguns dos golpes usualmente utilizados neste tipo de actividade (que alguns , não se sabe bem porquê, teimam em chamar desporto)  sob a supervisão atenta e deslumbrada de um especialista, devidamente assessorado por três adjuntos. (igualmente especialistas).

 

   Antes e depois do Festival, e como forma de promoção do mesmo, verificaram-se em diversos locais do País algumas manifestações de sensibilização do público em geral, quase sempre com a participação simbólica das forças policiais, as quais, segundo os responsáveis, tinham a nobre missão de "...  acompanhar os adeptos de onde quer que eles venham de forma a garantir a segurança de todos".

 

   Em resumo, um êxito. Pelo que estão todos de Parabéns!

 

 

 

Estado de Alma: amarelo
Livro: Desporto, Escola de Virtudes
publicado por Lanzas às 05:45

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Quarta-feira, 10 de Março de 2010

AUMENTOS ? QUAIS AUMENTOS ?

   Confesso que cheguei a ficar atemorizado. Nunca tinha visto o homem assim. Vermelho como um tomate e com fortes indícios de falta de ar. "Será que lhe vai dar alguma coisinha má?", pensei eu.

 

   O Senhor Adriano é por norma um homem tranquilo, afável, embora de poucas palavras. Nem os desaires do seu Benfica o tiram do sério. É verdade que este ano tem um sorriso diferente em cada fim de semana que passa. Não sei se terá algo a ver com a onda de euforia que anda lá para os lados da sua Catedral.

 

   Por isso nunca imaginei que pudesse algum dia ter uma reacção tão inesperada, como aquela que teve quando estranhei o troco que me deu da habitual nota de 5,00 € que coloquei em cima do balcão para pagar a meia de leite e  o pão com manteiga que me servem de mata bicho logo pela manhã, e tive um comentário infeliz de que agora me penitencio:

 

  - Então Senhor Adriano os preços aumentaram?

 

   O homem passou-se completamente.

 

   - Na Flor das Laranjeiras não há aumento de preços, vociferou. Nem vai haver. As promessas são para cumprir, e eu sou homem de uma só palavra. Posso não ter Diplomas (mas há mais por aí). Posso  dizer uma coisa hoje e o seu contrário amanhã (e cadé os outros?), mas não estou aqui  para enganar os meus queridos clientes.

 

   Não aumentamos preços nenhuns. Limitamo-nos a um incremento da verba que é necessário despender por parte dos nossos clientes, para fazer face ao custo dos bens, produtos e serviços consumidos. Qual aumento de preços qual carapuça.

 

   Saí de fininho, sem uma palavra de contraditório. Foi já no jardim em frente que se fez Luz no meu espírito. "Ai que o gajo anda a ver as Conferências de Imprensa". Encolhi os ombros e segui o meu caminho. Afinal todos me vão ao ... bolso. E eu a ver!

Estado de Alma:
Livro: Ali Bábá e os 40 Ladrões
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publicado por Lanzas às 12:36

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