Quarta-feira, 17 de Outubro de 2012

AS APOSTAS E O CDS

   As casas de jogos estão a receber apostas sobre as exigências que o CDS fará para aceitar apoiar o OE/2013.

   O palpite mais frequente tem sido:

   A atribuição pela coligação de mais um ministro; três secretários de estado e dois presidentes de câmara.

   Queremos "correr" com o Vitor Gaspar do governo é até agora o segundo palpite mais frequente.

   E você? Qual é o seu palpite?

   Jogue já antes que a mercearia feche e o novo OE lhe leve 20% do prémio.

   Olhe que quem o avisa seu amigo é.

 

publicado por Lanzas às 13:37

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Terça-feira, 17 de Abril de 2012

SERÁ QUE O AMARELO É PRETO?

   Contra todas as expectativas está em marcha um processo de intoxicação da opinião pública pretendendo “uma clarificação” da  Lei 46/2005 relativa à "Limitação de mandatos dos presidentes dos órgãos executivos das autarquias locais".

   Uma  farsa, como tantas outras a que temos assistido, as quais conduziram este País à tragédia que estamos a viver.

   Pretendem agora os autarcas que se querem eternizar em tachos com mordomias de primeira, e nalguns casos com mordomias de mandarins, com tudo o que lhe está sujacente, que a Lei em vigor que os impede de se recandidatarem a mais de três mandatos seguidos, não é clara quanto à possibilidade de se candidatarem a outros municípios, que não apenas aquele onde exerceram nos últimos três mandatos.

  Segundo Fernando Ruas, presidente da (ANMP) - Associação Nacional de Municípios Portugueses: “A interpretação de que o cumprimento de três mandatos não impede uma recandidatura a outra autarquia parece estar a ganhar terreno”.

   Portanto estamos perante uma questão de velocidade para ver quem chega primeiro. E quando a corrida é para o tacho, todos sabemos que temos por aí uns campeões de primeira.

   Ora como quanto existem dúvidas o melhor é um exemplo simples, sem truques nem  subterfúgios,  aqui fica este exemplo que julgo esclarecedor quanto aos verdadeiros desígnios dos que querem agora “dar a volta ao texto”.

   Suponhamos esta situação, sem qualquer juízo de intenções quanto aos citados:

   De acordo com a legislação em vigor nem Luís Filipe Menezes se pode voltar a candidatar à presidência da Camara de Vila Nova de Gaia nem Rui Rio à do Porto.

   Se a Lei vier a ser interpretada da forma mais conveniente para aqueles que se querem perpetuar nos tais lugares com direito a tudo, poderia, por absurdo, simplesmente acontecer o seguinte: Luís Filipe Menezes candidata-se ao Porto e se ganhar fica lá doze anos, e Rui Rio candidata-se a Vila Nova de Gaia e se ganhar fica lá doze anos.

   Findo esse período trocam de Cidade e voltam ao princípio, e se ganharem ficam lá mais doze anos e assim sucessivamente, num sucesso sucessivo.

   Se isto não é alguém poder eternizar-se no poder, então não sei o que será.

   Entretanto é manifesto que o PSD, o partido em princípio mais prejudicado caso a Lei em vigor seja aplicada a rigor, está a aguardar melhores dias para aprovar a tal “clarificação”.

   Obviamente de acordo com os superiores interesses do País, já se vê. Nem podia ser de outra forma.

   Ora quando uma Lei de dois artigos, sendo que o segundo é para determinar a sua entrada em vigor, diz: “O presidente de câmara municipal e o presidente de junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos…” quer dizer o quê?

   Que o amarelo é preto?

   Ou será que somos todos analfabetos?

   Se querem alterar a Lei alterem, mas assumam, que aquela que está em vigor não lhes convêm.

   Mas não enganem mais os portugueses.

   Por favor!

 

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Estado de Alma: Encornado
Livro: COMO OS POLÍTICOS ENRIQUECEM EM PORTUGAL
publicado por Lanzas às 09:37

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Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011

FOI VOCÊ QUE DISSE CREDIBILIDADE?

   Em Outubro de 2010, Hugo Chavez, em viagem pela Europa fez escala em Portugal para cumprimentar o "amigo José", e porventura aproveitando o desconto em cartão, concedido por uma grande superfície, apalavrou a compra de dois navios asfalteiros;  12 500 casas para habitação social e 1,5 milhões de computadores Magalhães. Ainda aproveitaram para en passant, lhe mostrarem o barco "bom, bonito e barato", que os Açores recusaram por não cumprir a velocidade estipulada, mas pelo qual Chavez ficou de tal modo encantado que não foi de modas:

   - Destes "quero dois".

   Foi tudo feito ao “vivo e em directo” na televisão porque o "amigo José" precisava na altura das "duas mãos" do "amigo Chavez".

   Comentando o facto escrevemos na altura que aqueles contratos eram para ser assinados novamente em “directo e ao vivo” na televisão Venezuelana, quando o "amigo José" pela centésima vez visitasse uma das Pátrias de Simon Bolívar.

   Pois aí está. Não foi o "amigo José" que está agora ocupado em Paris a tirar finalmente um curso superior, mas tal como havíamos previsto os contratos um ano depois, voltam a ser assinados na Venezuela agora através dos ministros dos respectivos Negócios Estrangeiros.

   São 13 novos acordos de cooperação em matérias como a saúde, energia eléctrica, pecuária, indústria agro-alimentar, venda de computadores Magalhães e na área naval, cujo potencial de negócios é de mil milhões de euros para os próximos três anos, segundo revelou Paulo Portas, tendo igualmente afirmado que "uma parte muito significativa desta verba representa um impulso extraordinário às exportações e à internacionalização de empresas, marcas e produtos portugueses na Venezuela e esse é o melhor serviço que podemos fazer à economia portuguesa".

   É evidente que estes contratos deverão ser novamente assinados quando Chavez visitar o “amigo Pedro” ou quando este fizer uma visita à Venezuela.

   Claro está que ao “vivo e em directo” na televisão.

   A propósito: Não era de credibilidade que diziam que Portugal precisava?

 

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Estado de Alma: Sem poder
Livro: Cretinos ao Poder
publicado por Lanzas às 10:17

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Terça-feira, 11 de Outubro de 2011

AINDA A CÉLEBRE BAIXA DA TSU

   Parece merecer um consenso alargado que a TSU, taxa de desconto para a Segurança Social deveria descer, para tornar os produtos portugueses mais competitivos no exterior, substituindo-se à antiga desvalorização cambial que actualmente não pode ser tida em consideração.

   Temos ouvido opiniões a favor e contra de ilustres personalidades, algumas das quais desconfio estariam em condições de defender o contrário do que agora opinam se a cor do Governo fosse outra. Aplica-se aos que estão com o Governo, se mudassem para a oposição.

   Ultimamente tem subido de tom a opinião, há quem lhe chame pedagogia, de se aumentar transitoriamente o tempo de trabalho, em vez de se proceder à diminuição da TSU.

   Luis Marques Mendes defende mais meia hora de trabalho por dia durante um período de dois três anos.

   Campos e Cunha tem a mesma opinião de aumentar o horário de trabalho em meia hora por dia, mas acrescenta em alternativa ou em conjunto, logo se vê, reduzir o número de feriados ou reduzir temporariamente os dias de férias. "Tudo isso seria possível fazer, para reduzir os custos do trabalho", disse.

   Daniel Bessa navega nas mesmas águas.

   Também nos parece merecedora de análise posição. Mas atenção, dessa forma mais uma vez seriam os trabalhadores a pagar a Factura, não com o aumento de impostos ou redução de salário, mas com o aumento da carga de trabalho, pelo que a implementar-se uma medida deste jaez, as horas trabalhadas a mais deveriam ser consideradas a crédito de quem as trabalhou para serem tidas nem consideração quando do cálculo da sua pensão de reforma.

   Seriam óbvias as vantagens da implementação desta medida de carácter global, porque o trabalhador não se sentiria, mais uma vez vítima de espoliação; as Empresas beneficiariam de um reforço de competitividade que lhes permitiria um aumento das exportações, e o Estado veria aumentar as receitas fiscais a curto prazo por via desse facto, permitindo-lhe assim, mais tarde, fazer face aos aumentos de pensões originadas com essa medida.

   Era bom, por uma vez, que se pensasse ao mesmo tempo em todos os intervenientes na trilogia Trabalhadores/Empresas/Estado.

   Não custa nada e dá milhões.

 

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Estado de Alma: Triturado
Livro: Trabalho Nocturno
publicado por Lanzas às 09:47

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Quarta-feira, 29 de Junho de 2011

ESTOU AGONIADO

   Confesso que estou agoniado. Acabo de ouvir uma notícia na rádio que passo a citar de memória: O Governo prepara-se para lançar um imposto especial sobre as pessoas singulares, pago de uma só vez, para fazer face à derrapagem do défice no primeiro trimestre deste ano.

   Não sei obviamente se isto é verdade ou se se trata apenas um balão de ensaio. Se for verdade é uma B A R B A R I D A D E.

   Atentos os ultimos discursos, sobretudo o do Presidente da Republica, lembrando que os sacrifícios têm que ser repartidos por todos, ficamos atónitos com esta notícia. Então o Governo, ainda que fosse o anterior, deixa derrapar o défice e são os "singulares" que vão pagar a incúria, a incompetência e mais umas coisas que gostava de poder expressar, mas que prefiro por agora guardar para mim.

   E isto quer dizer o quê? Que cada vez que um Governo deixar derrapar o défice lança um Imposto Extraordinário sobre os Singulares.

   E quer dizer mais o quê? Que vão deitar a mão ao Subsídio de Natal? Se assim for isto tem um nome: SAQUE. Puro.

   Meus senhores, se isto for verdade começo a pensar que também vou para a rua protestar, com panelas, tachos, tampas e tudo o mais que tiver à mão. 

   Não foi isto o que foi prometido, nem foi para isto que o Povo votou numa alternativa ao anterior Governo 

   E mais uma reflexão: Não se esqueçam de outra coisa muito, mas mesmo muito, séria: NÃO ENCURRALEM O POVO. Quando não houver possibilidade de alimentar os nossos filhos, não faz sentido viver.

   E aí ...

 

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Estado de Alma: Encurralado (quase)
Livro: A Sangue Frio
publicado por Lanzas às 12:07

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Segunda-feira, 27 de Junho de 2011

HÁ ESQUELETOS NO ARMÁRIO ?

    Acompanhamos durante a última semana os comentários, as criticas, os juízos de valor, os elogios e o apontar de defeitos que têm sido feitos, conforme o quadrante político de onde provêm, aos Ministros do novo Governo, mas que têm sido na generalidade simpáticos.

   Mais do que saber se os Ministros são experientes ou inexperientes, mais ou menos novos, tecnocratas ou académicos, e por aí fora, o importante é saber se algum deles, ou o Primeiro-ministro, escondem algum esqueleto no armário.

   Se têm algum IMT duvidoso, se algum IRS esconde  fugas ou falhas, se existe alguma comissão ou favor escondido, se há algum diploma obtido a trouche mouche, entre tantas outras hipóteses.

   Seria devastador para o Governo, e para o Primeiro-ministro, que aparecesse escarrapachado na imprensa escrita ou a abrir algum telejornal, que alguém de entre os escolhidos tinha telhados de vidro.

   Existe o caso dos submarinos, é verdade, mas esse não é novo. Corre os seus trâmites nos tribunais e se alguém, a seu tempo, sofrer algum dano colateral, não deixará de ir ao fundo.

   Se não existirem telhados de vidro, a inexperiência passará com o tempo, a experiência acentuará o valor, o passar do tempo mesclará a juventude, e então estará justificado o porquê das escolhas e a razão porque alguns deixaram lugares tranquilos e bem remunerados em troca desta experiência em que, senão todos pelo menos alguns, poderão colocar em causa as suas carreiras.

   E se alguém de entre os escolhidos por qualquer razão que a razão desconhece não for capaz de levar a bom porto o seu desempenho, então será a vez do Primeiro-ministro, olhos nos olhos, sem subterfúgios nem atrasos escusados proceder à sua substituição. A remodelação de um qualquer Ministro não é um caso de vida ou de morte, e uma pedra mal colocada não pode pôr em causa todo um edifício.

   Está na hora da verdade. De toda a verdade e com toda a transparência.

   Vamos a isso senhor Primeiro ministro?

 

{#emotions_dlg.chat}Post 363

Estado de Alma: Transparente
Livro: Admiravel Mundo Novo
publicado por Lanzas às 13:37

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Segunda-feira, 20 de Junho de 2011

FERNANDO NOBRE - CHUMBADO

   Aviso aos leitores: Este Post fica escrito para "memória futura", porque em política não há memória curta, e nessas circunstancias começou hoje o fim do  ACORDO POLÍTICO DE COLABORAÇÃO ENTRE O PSD E O CDS/PP PARA O ESTABELECIMENTO DE UM PROJECTO POLÍTICO DE LEGISLATURA.

  Como diria o outro Pedro, o Santana Lopes, está escrito nas estrelas.

   Com efeito a candidatura de Fernando Nobre à presidência da Assembleia da República foi chumbada na primeira volta, tendo obtido apenas 106 votos a favor, 101 brancos e 21 nulos. O candidato teve então menos dois votos que o número de deputados do PSD e menos dez necessários para a eleição, e voltou a ser chumbada na segunda volta, com um resultado praticamente igual. Começou mal Passos Coelho. É uma derrota pessoal com repercussões futuras.

   Pode dizer-se agora em abono da verdade que qualquer solução que venha a ser encontrada será sempre uma má solução.

   O CDS, que teve toda a legitimidade para votar contra, pois tinha anunciado esse desiderato ainda durante a campanha eleitoral, levou longe de mais a vontade de Paulo Portas, o que vai deixar marcas indeléveis que mais tarde ou mais cedo virão ao à superfície.

   A situação é a mesma que se verifica quando num casamento um dos cônjuges pratica o adultério. Pode ser perdoado, mas nunca será esquecido. E quando houver uma discussão mais séria sobre qualquer assunto importante este episódio nunca deixará de vir a lume.

   Digamos que o Acordo do Governo está condenado e ainda não temos Governo.

   Quando são as novas eleições?

 

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Estado de Alma: Estupefacto
Livro: Cirurgião de Batalha
publicado por Lanzas às 18:07

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Sexta-feira, 17 de Junho de 2011

A ELEIÇÃO DO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA

   Relativamente ao Presidente da Assembleia da Republica, segunda figura da hierarquia do Estado, não temos nenhuma posição fundamentalista, nem a de que se trata de um lugar da maior importância para o funcionamento das instituições, nem a daqueles que consideram tratar-se de um lugar sem qualquer relevância no panorama político, considerando o detentor do lugar uma mera figura decorativa.

   Situamo-nos a meio caminho, considerando tratar-se de um lugar de representação do Estado, que dirige aquilo a que se poderia designar da Casa da Democracia, se tudo o que fosse verdadeiramente importante a nível político para o País fosse ali tratado, o que como se sabe manifestamente não é o caso, pois os grupos parlamentares na sua generalidade não têm vontade nem iniciativa próprias, tratando-se de meras correias de transmissão da direcções do partidos. De todos os Partidos. 

   Por mero tacticismo o PSD antes da campanha eleitoral convidou o Dr. Fernando Nobre para integrar as suas listas, como independente, e na expectativa que este fosse uma mais valia eleitoral convidou-o para  Presidente da Assembleia da Republica, provavelmente convicto de conseguir uma maioria absoluta que garantirtia este desiderato. O CDS na altura com a fasquia eleitoral demasiado elevada e com expectativas de conseguir um resultado bem superior ao verificado colocou de imediato fora de questão colaborar nessa eleição, considerando que o candidato não reunia condições para o lugar. Candidato esse que diga-se em abono da verdade, pese o seu prestigio internacional e a obra meritória realizada, ajudou a desqualificar-se ao afirmar que se não fosse eleito Presidente não ocuparia o seu lugar de Deputado. As rectificações posteriores do próprio e do PSD não podiam alterar o que dito estava.

   Perante este extremar de posições e daquilo que cada partido se  havia comprometido, a fórmula encontrada foi a de deixar de fora dos Acordos, políticos e programáticos, celebrados entre o PSD e o CDS a questão da eleição de do Dr. Fernando Nobre, o que parece acertado.

    Aqui chegados vamos desembocar na eleição do próximo Presidente da Assembleia da Republica, que se vai verificar na próxima segunda feira.

   Cada partido  reafirmou já a sua posição sem ter perdido a face. Porém dado que a eleição que se vai realizar é efectuada por voto secreto dos Deputados, seria um sinal político importante e um sinal de que ambos partidos têm a capacidade de se superar na procura de desbravar caminhos verdadeiramente importantes para os interesses do País, se tivessem a capacidade de ultrapassar esta questão, elegendo à primeira volta o Dr. Fernando Nobre.

   Dizemos agora aquilo que já dissemos a propósito de Pedro Passos Coelho, a experiência é uma coisa que se adquire com a prática e não há mal de maior quando não se tem essa valência, mas se possui um conjunto de requisitos fundamentais.

   E esses manifestamente o candidato tem-nos. Vivência, mundo, cultura, formação.

   Digamos que para o Mundo a eleição de Fernando Nobre era um sinal de maioridade, eleger um intelectual solidário com os mais desfavorecidos.

   O resto são detalhes.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 353 

Estado de Alma: Confiante
Livro: Com a Morte na Alma
publicado por Lanzas às 18:17

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Quarta-feira, 8 de Junho de 2011

AGORA NÓS ... PAULO PORTAS

   Escrevemos antes das últimas eleições que a melhor solução para o País, face à grave crise económica que atravessamos, seria os dois principais partidos indicarem em conjunto o próximo Primeiro ministro que governaria Portugal num período de 3/4 anos, garantindo-lhe o necessário apoio parlamentar dos seus partidos para o cumprimento do Acordo celebrado entre a Troika e o Governo Português. Continuamos convencidos da bondade da solução, mas compreendemos a dificuldade pessoal para os líderes dos referidos partidos em apoiar essa mesma solução.

   Um queria ganhar porque no seu deslumbramento estava (estaria?) convencido que era a salvação de Portugal. Era um dos ungidos do Senhor que lhe tinha concedido a clarividência para ver além da crise. Crise, qual crise?

   O outro sonhava que se ganhasse as eleições, e por acaso ganhou, traria para o Governo a sabedoria dos escolhidos, que tornaria mais suave e risonho o caminho dos justos.

   Uma coisa é o óptimo, que como se sabe é inimigo do bom, outra coisa é o possível, e assim temos o que temos.

   Mas queremos, tal como fizemos antes das eleições, deixar uma palavra a Paulo Portas antes da formação do próximo Governo: Não faça pessoalmente parte desse Governo. O seu partido tem gente de sobra com qualidades e mérito para isso. Resguarde-se.

   As dificuldades que se anunciam para o próximo executivo são de tal monta e com um tal grau de exigência, que as personalidades que o integrarem não poderão, não deverão, ser distraídas com questões laterais à governação, e a sua passagem pelo Ministério da Defesa ainda não está digerida pela oposição. Admitimos perfeitamente que não existirá nada que possa manchar a sua reputação. Terá em seu poder, com certeza, toda a documentação com que justificará a sua conduta, mas existe um caso na justiça que ainda não chegou ao fim e onde o seu nome está envolvido. E isso não poderá ignorar.

   Entendemos que não será menos doloroso para Paulo Portas se não fizer parte do próximo Governo, do que seria para o anterior Primeiro ministro e para Passos Coelho auto excluírem-se para  em conjunto indicarem um nome para Primeiro ministro.

   Sabemos que dirá que quem não deve não teme. É verdade, mas já se ouve o ranger dos dentes dos seus adversários políticos e ainda a procissão não está formada, quanto mais no adro.

   Por si, pessoalmente, pelo meritório trabalho que tem desenvolvido no CDS, mas sobretudo por patriotismo faça esse sacrifício em nome de Portugal.

   O Tempo, o melhor mestre e o melhor aliado do homem, se encarregará, se a razão estiver do seu lado como acreditamos que esteja, de o recompensar.

   Houveram Grandes Homens, que depois de ganhar grandes batalhas, souberam renunciar às honrarias, ao poder e aos bens materiais simplesmente para continuarem a ser  Homens.

   Bastou-lhes terem ganho. Saiba seguir o exemplo.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 347 

Estado de Alma: A apontar caminos
Livro: Sá Carneiro
publicado por Lanzas às 09:17

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Quinta-feira, 2 de Junho de 2011

PORTALEGRE, GARRUDA , OS PALPITES E AS ELEIÇÕES

   ... Em Portalegre, dizia, / Cidade onde então sofria / Coisas que terei pudor / De contar seja a quem for ..., pelos idos de 50 era grande a rivalidade entre os dois Clubes de futebol da Cidade, o Estrela mais representativo do operariado e gente do campo, e o Desportivo mais virado para a intelectualidade local e a média burguesia.

   Existia igualmente à época uma figura "curiosa" da terra o Garruda, que em dias de derby local, resumia desta forma singela o seu palpite para o resultado do jogo: Cá p'ra mim o "Estrulinha", era a sua forma de se referir ao seu Estrela, ou perde, ou ganha ou empata.

   Baseado nesta fórmula genial de palpitar ; na análise das sondagens diárias publicadas por tudo o que é jornal, rádio ou televisão; do que se diz na "Tasca do Botas", e nos méritos (poucos) evidenciados pelos contendores, aqui deixo o meu palpite para o resultado das eleições de 5 de Junho:

                 PSD - 38 a 41%; PS - 29 a 32%; CDS - 10 a 12%;

                 PCP - 7 a 9%; BE - 6 a 8%

   Domingo à noite cá estarei a comentar os resultados e os meus palpites.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 341

Estado de Alma: Palpitador
Livro: A Arte da Prudência
publicado por Lanzas às 09:17

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