Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2013

O ORÇAMENTO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO

Não sei se o Orçamento aprovado pela Assembleia da Republica para vigorar no ano de 2013 é ou não inconstitucional, pois julgo que tal depende do ponto de partida onde cada observador se coloca. Basta observar que até entre os melhores constitucionalistas existem opiniões contraditórias.

 

Porém o espectáculo que se observa do envio de pedidos de verificação por tudo o que mexe politicamente em Portugal para o Tribunal Constitucional é absolutamente ridículo, atingido aspectos caricaturais com o envio de pedidos exactamente iguais aquele que já fora enviado para análise pelo Presidente da Republica.

 

Ora estas situações configuram a procura da judicialização do sistema democrático, com aqueles que não estão de acordo com as decisões políticas tomadas a recorrerem aos tribunais para procurar fazer vencer os seus pontos de vista, o que é democraticamente muito perigoso.

 

Isto não invalida que não deva ser verificada a constitucionalidade das leis, mas para isso devia bastar o Presidente da Republica e o próprio Tribunal Constitucional, o qual que deveria chamar a si, sem necessidade de intermediários, a fiscalização constitucional de leis que considerasse poderem estar feridas dessa mesma constitucionalidade.

 

A bagunça instalada com a preocupação de constitucionalidade do orçamento, traz à lembrança quanta razão tinha o General romano, que informou o Imperador sobre um povo que habitava na parte mais ocidental da Ibéria:"É um povo muito estranho que não se governa nem se deixa governar”.

 

É pena que os que se mostram tão activos nesta luta a favor da constitucionalidade do orçamento, não tenham lutado pela inconstitucionalidade das medidas orçamentais que levaram o país à bancarrota. Teriam evitado muito sofrimento ao povo português e o triste espetaculo que estão a dar.

 

Mas o mal está feito e não merece a pena carpir mágoas. Aproveite-se então a ocasião para alterar o que está mal, nomeadamente os prazos para a aprovação do orçamento, de forma a criarem-se condições para o mesmo possa ser enviado previamente ao Tribunal Constitucional para este decidir se cumpre ou não aquilo que está constitucionalmente estabelecido, antes de o Presidente da Republica dispor da sua capacidade política de o vetar ou não.

 

É tão simples e tão óbvio que se pode concluir que só não é aplicado porque esta espécie de democracia em que vivemos alimenta-se das suas próprias incongruências para justificar os lugares absolutamente dispensáveis que muita gente sem qualquer capacidade ocupa e dos quais não quer abdicar, umas vezes nos círculos do poder outros no da oposição

 

Mas sempre a viver à custa do orçamento.

Estado de Alma: Orçamentado e Mal Pago
publicado por Lanzas às 15:54

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Terça-feira, 12 de Junho de 2012

ARTUR SANTOS SILVA - UMA LIÇÃO DE POLÍTICA ECONÓMICA

   "... E ter inflação. Era muito mais fácil resolver esta crise na Europa se tivéssemos um pouco mais de inflação. Porque ajudava a resolver os problemas do défice púbico em relação ao PIB, porque em termos reais o que interessa é o crescimento nominal do PIB, e adicionavam-se os valores da inflação. A dívida pública em relação ao PIB desvalorizava. E os países menos competitivos que precisassem de corrigir por via dos salários a competitividade, era de uma maneira mais disfarçada. Basta lembrarmo-nos como em 83-85, com uma inflação muito alta conseguimos corrigir a competitividade, porque os ajustamentos de salários não se fez à mesma velocidade dos ajustamentos exigidos pela inflação. Há uma anestesia. Mais fácil do que cortar nos salários das pessoas. Esta via de que só agora se está a falar, seria muito mais fácil ..."

   Esta aula de sapiência sobre política económica está incluída na entrevista que Artur Santos Silva, Presidente da Gulbenkian, concedeu a Clara Ferreira Alves, e foi publicada na  Revista do Expresso no último sábado.

   Dirão os "sábios" que não é nada de novo, e têm razão. Dirão os cépticos que o Governo não pode fazer nada, porque não tem grande capacidade de intervenção sobre a inflação, e é verdade. Então o que fazer? Explicar, explicar, explicar.

   Não pelo Ministro Vítor Gaspar, que pese o facto de ser, porventura, o melhor ministro do governo já cansa. Mas por alguém que com uma voz límpida e com garra,  pegasse em meia dúzia de gráficos, verdadeiros, e com u explicações simples, levasse as pessoas a compreender que o que estamos a passar, é quase um inferno. Mas a alternativa era mesmo o inferno inteiro.

   Será que isto, que todas as pessoas credíveis, que estão fora do governo, andam há meses a dizer, e o que aqui se escreve não conta para o totobola,  só o governo parece não querer compreender.

   Não menosprezem o povo, nem a sua infinita sabedoria, sabe-se lá vinda de onde, como diria o Karikas "homem de experiência feita na dura faina do mar e de muita tanga em terra ..."

   Já muita boa gente se arrependeu por isso. Não lhe queiram seguir as pisadas, para bem de todos.

 

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Estado de Alma: Um bom aluno
Livro: A Casa da Sabedoria
publicado por Lanzas às 10:27

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Sexta-feira, 8 de Junho de 2012

E VIVA ESPANHA ...

   Ela aí está em todo o seus esplendor. A Espanha a fazer parte dos países com pedido de ajuda para conseguir sobreviver, numa demonstração pujante em como a entrada para o Euro foi um mau casamento.

   Dir-se-ia que se estivéssemos perante um casamento com um regime de comunhão geral de bens, não se estaria a falar de resgate, mas provavelmente a tratar de vender um, ou outro, bem que algum dos cônjuges tivesse trazido para o casamento, afim de se fazer face a uma fase má da vida, sem discutir de quem era a responsabilidade.

   Também não estamos perante um casamento em regime de bens adquiridos, e nem sequer perante uma união de facto, porque isso, dado os anos que já passaram desde que juntaram os trapinhos, os bens adquiridos eram de todos e lá se poderia resolver a questão.

   Estamos perante uma amizade colorida, como está agora na moda dizer-se, porque é mais leve o termo, e neste modelo de relação, independentemente da posição, é cada um para si.

   Portanto meus senhores é aguentar, e convencer a noiva (a senhora Merkel) a casar. No regime geral de bens, já se vê, porque se for no regime de separação de bens, então fica tudo na mesma.

   Claro que a Espanha, continua a dizer que, que não ... não ...

   Faz-me lembrar uma senhora, que perante um convite, para passar a noite num hotel de charme em Madrid, recusou terminantemente: NÃO, NÃO, NÃo, Não, não, nã, n ..., a que horas?

   Agora por horas, já passou um bom bocado desde que estou a escrever esta treta, e se calhar a Espanha já pediu o resgate.

   Desculpem, mas tenho de ir ver.

 

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Estado de Alma: Falsificado
Livro: Da Falsificação dos Euros
publicado por Lanzas às 15:47

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Domingo, 20 de Maio de 2012

O COISO E AS COISAS

   O Coiso (Ministro Álvaro Santos Pereira) sabe mais da Coisa (Política) do que julgam os Coisos (Partidos e Analistas da Coisa).

   Quando a Coisa (Economia) corre mal o Coiso (Ministro) "amanda" uns Coisos (Pasteis de Nata) para o ar e a malta embarca na Coisa (Conversa da treta).

   Como o Coiso (Ministro) reconheceu, mas sobretudo a Coisa (População) já tinha, há muito, sentido na pele, o Coiso (Desemprego) aumentou brutalmente,  e segundo o outro Coiso (Primeiro Ministro) o Coiso (Desemprego) ainda vai aumentar.

   O Coiso (Ministro) diz que a Coisa (Dívida Pública) que o antigo Coiso (Ex-Primeiro Ministro) deixou é que é culpada da Coisa (Economia de pernas para o ar), e por isso é que eles tiveram de chamar a Coisa (Troika), mas segundo os outros Coisos (os antigos Ministros e actuais Deputados PS) a Coisa (Divida) tinha de ser mesmo assim, para diminuir o Coiso (Desemprego)

   Era preciso injectar Coiso (Dinheiro) nas Coisas (Empresas) e então vá de fazer Coisas (Por exemplo Auto Estradas) que não serviam  para nada a não ser isso mesmo: Dar Coiso (Dinheiro) aos Coisos (Amigos). Ainda quiseram fazer mais Coisas (TGV e Aeroporto, Outra Ponte sobre o Tejo) exactamente por causa dessa Coisa (Dinheiro), e para isso até nomearam um Coiso (Ministro das Obras Publicas) só para assinar Coisas (Contratos) que não podia, pois não tinham Coiso (Visto do Tribunal de Contas), e agora são os Coisos (Contribuintes) que têm de pagar as Coisas (Indemnizações), porque os Coisos (Amigos) do antigo Coiso (Governo) querem a Coisa (Indemnização), que segundo eles é muita Coisa (Dinheiro)

   É por essas e por outras, que o Coiso (Dinheiro), apesar dos Coisos (Impostos) bárbaros que os Coisos (Contribuinte) estão a pagar, está escasso para tanta Coisa (Dívida Publica), que o Coiso (Ex-Primeiro Ministro) nos deixou, para ir viver dos Coisos (Rendimentos) para a Coisa (Cidade Luz, vulgo Paris).

   O objectivo  é ver se consegue um Coiso (Diploma), a sério, para depois arranjar um Coiso (Trabalho).

   Coisa que ele nunca fez na vida, porque o Coiso que ele tem não vale Coisa nenhuma.

   Agora ninguém sabe é como ele tem tanto Coiso, porque a Coisa lá por Paris está cara como o Coiso.

   Mas isso já são outras Coisas.

   Embora ainda não tenha perdido a esperança de saber umas Coisas acerca dessa Coisa.

   Assim os Coisos e o próximo Coiso queiram.

   Estão a ver a Coisa, não estão?

  

 

Duas Coisas: 1 - A parte final do Post não tem tradução por causa das Coisas.

                    2 - Estão a ver como o Coiso (Álvaro Santos Pereira) sabe da Coisa (Política)? Não se tinham esquecido já do Coiso (Desemprego) e dos Coisos (Pasteis de Nata)?

 

{#emotions_dlg.chat}Coiso: 481

 

  

Estado de Alma: A Comer um Coiso
Livro: Les DIsparus
publicado por Lanzas às 12:07

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Domingo, 6 de Maio de 2012

COM PAPAS E BOLOS ...

... SE ENGANAM OS TOLOS! (Ditado Popular)

 

 Passado um período de reflexão sobre o sucedido, e analisadas quase todas as opiniões que têm sido emitidas, somos levados a concluir que a marca Pingo Doce conseguiu, provavelmente, a mais bem sucedida campanha, na história da publicidade em Portugal.

 Não sendo inovadora, transformou-se rapidamente num case study por várias razões: O factor surpresa, a escolha da data, o valor económico imediato da promoção para quem se dispôs a fazer compras, e a dificil situação  vque o País atravessa, que predispõe as pessoas para a poupança, conforme é aliás a palavra de ordem constantemente lançada para a praça pública, por todos os responsáveis políticos, e não só.

   Questões ideológicas, sociológicas e inclusive as reinvindicações dos trabalhadores à parte, a verdade é que se o objectivo final da campanha era que se falasse, de borla, durante muito tempo da marca envolvida, o objectivo foi plenamente conseguido.

   Ainda  a procissão vai no adro, e já todo o mundo falou sobre o assunto, mesmo aqueles que vão dizendo não querer falar.                       

  Analise-se pois o assunto exclusivamente pela óptica custo/beneficío de uma campanha publicitária. Quanto custa uma página de publicidade num Jornal como o Expresso? É variavel, conforme  a cara do anunciante, mas todos temos a convicção que é bastante elevada.

   Então vejamos a poupança. No numero de ontem, e depois de um vista de olhos en passant, temos:

   Primeira página em destaque "Assunção Cristas e o Pingo Doce". Página 2 - Cartoon  de António "Amargo Doce". Página 3 - Outra vez Cristas e o Pingo Doce. Páginas 4/5 - Integralmente preenchidas com relatos diversos do acontecido. Página 6 - "Pé de Página" de João Garcia. Página 7 - " O Bodo aos Pobres," artigo de Miguel Sousa Tavares. Última Página - "Lições do Pingo Doce" por Henrique Monteiro. No Caderno de Economia: Página 2 - Cartoon de Rodrigo de Matos. Página 31 - Dois artigos sobre o assunto, um de João Duque, outro de João Vieira Pereira.

   Para além da notoriedade de quem já falou, cujos nomes acima referidos são apenas um exemplo, hoje em directo, durante pelo menos cinco minutos, Marcelo Rebelo de Sousa vai falar sobre o assunto para mais de um milhão de espectadores.

  Se somarmos a isto as horas de exposição televisiva com sucessivas aberturas de telejornais e reportagens, algumas em directo, os comentários do Presidente da Republica, as horas de debate na Assembleia da Republica, o que foi escrito, e está para ser, em jornais e revistas sobre o assunto, temos de convir que em termos publicitários foi um sucesso. UM ENORME SUCESSO.

   E não importa a forma como o assunto foi tratado, pois em publicidade, como em muitas outras coisas, o importante para quem disso beneficia é que se fale.

   Bem ou mal é um detalhe.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 477

 

 

 

Estado de Alma: Marcado
Livro: NO LOGO - O PODER DAS MARCAS
publicado por Lanzas às 11:37

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Segunda-feira, 19 de Março de 2012

MONTOYA & AMORIM - A MEMÓRIA ESQUECIDA

   Não sou dado a expressar nos posts aqui publicados os meus estados de alma. Primeiro por uma certa forma de estar na vida, e depois porque entendo que as pessoas que passam por este Blog se podem não estar muito interessadas nas opiniões que aqui deixo expressas, menos interessadas estarão naquilo que possam ser as minhas emoções ou sentimentos perante qualquer acontecimento ou situação

   No entanto tenho de fazer uma das raras excepções a esse critério, porque ao ter-me deslocado hoje durante a manhã à zona da várzea de Odivelas, mais conhecida como o Senhor Roubado afim de obter algumas fotografias e informações, destinadas a documentar um trabalho sobre as trágicas cheias de 25 de Novembro de 1967, dei de caras com a imagem aqui publicada.

   Foi um choque que fez vir ao de cima num ápice um conjunto de emoções que foram difíceis de controlar. Entrei para aquela Empresa há mais de 40 anos, onde me acabei de formar como homem. Ali ajudei a formar outros jovens e participei activamente na formação de vários e bons profissionais. A roda da vida fez com que tivessem sobrado muito poucos amigos, mas ficou a certeza de ter retribuindo com esforço, trabalho e dedicação a oportunidade dada a um jovem acabado de sair da vida militar, e quando só começava a dar os primeiros passos na profissão.

   É profunda saudade aquilo que sinto neste momento.

   E um muito obrigado a quem me acompanhou naquela peregrinação.

 

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Estado de Alma: Relembrado
Livro: Memória Esquecida
publicado por Lanzas às 14:27

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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012

A TRAGÉDIA GREGA

    De acordo com notícias publicadas na imprensa de ontem o juro dos títulos de dívida grega a 12 meses atingiu os 381%, e a dois anos atingiu os 176%.

   Trata-se de um cenário improvável de uma provável tragédia grega, digna dos principais autores trágicos, nomeadamente Ésquilo, Sófocles e Eurípedes.

   Será que alguém de bom senso, mesmo com a 4ª. Classe, ou com o Diploma das Novas Oportunidades outorgado pelo nosso ex-Primeiro Ministro, acredita que se tratam de valores para algum dia serem pagos? Ninguém pode acreditar, pela simples razão que ninguém pode pagar juros deste valores.

   Então porque mantêm os Credores, os Países membros do Euro e no fundo toda Comunidade Internacional esta farsa, que da forma como tem sido protelada ao melhor estilo das Novelas Brasileiras só pode acabar mal, e provavelmente pior do que se pode imaginar.

   Não haverá entre essa gente toda que comanda Países, Comissões, Instituições, Bancos, Fundos e sei lá mais o quê ninguém que tenha a coragem dizer que o Rei vai nu?

   Vai o Rei, vai a corte, vão os súbditos e os servos da gleba. Em resumo vão todos.

   Que Deus ponha um pingo* de bom senso nestas marionetas comandadas por forças invisíveis, que como diria Zeca Afonso na sua canção ...  "comem tudo, comem tudo e não deixam nada".

 

*Sobre o outro Pingo, o Doce, escrevo amanhã.

 

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Estado de Alma: Desiludido
Livro: Globalização - A Grrande Desilusão
publicado por Lanzas às 09:57

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Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011

AS CEM MANEIRAS DE GERIR A DÍVIDA ... SEM A PAGAR

   Depois de um pequeno período de ouro de silêncio, o nosso ex-Primeiro ministro voltou a falar e, agora livre como um pássaro nos céus de Paris, esclareceu alguns dos pilares nos quais assentou a política económica que protagonizou para o País:

   Desde que houvesse quem emprestasse podíamos gastar à “tripa forra”, porque a dívida não era para pagar tão-somente para gerir. Por isso em seis anos quase duplicamos aquilo que devíamos ao exterior. Sintomático.

   E a coisa era simples de fazer. De acordo com o calendário eleitoral adequava-se a economia à política. Baixava-se o IVA, aumentavam-se os Funcionários Públicos e os Pensionistas, criavam-se mais uns subsídios, entregavam-se de bandeja umas obras às Empresas do costume, adjudicavam-se uns pareceres, prometiam-se uns cheques que nunca ninguém viu a côr, e por aí fora porque a vida corria no melhor dos mundos.

   Quando havia um aperto de tesouraria dava-se um pulo à Libia, (lembram-se?), ou ao Qatar, ou então dava-se uma palavrinha à senhora Merkel para disponibilizar "algum".

   Entretanto por cá secava-se a capacidade de financiamento dos Bancos à economia, forçando-os à compra da Dívida. A tal que não é para pagar. Só para gerir.

   Mas o ex-primeiro-ministro ainda quis ser mais claro para que não subsistissem dúvidas: "para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida, é uma ideia de criança. As dívidas dos Estados são por definição eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei".

   Dá vontade perguntar: Quando? Onde? Com quem?

   Esta “magnifica” Lição de Economia e Finanças, mas sobretudo de princípios políticos e filosóficos  Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa, por certo não desdenharão subscrever.

   Seria bom ouvirmos também a opinião do ex-Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, sobre esta Lição magistral do seu antigo Chefe, e porque razão subscreveu a política económica que o mesmo, sabe-se agora, protagonizou.

   Apenas mais dois apontamentos sobre esta pérola do "génio latino":

  1 - Era bom sabermos os Livros por onde estudou, para ficarmos todos a conhecer a melhor maneira de gastar sem pagar.

  2 - Compreende-se agora a razão pela qual a Universidade onde eventualmente tenha estudado fechou.

 

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Estado de Alma: A Gerir
Livro: Mendigo Ladrão
publicado por Lanzas às 09:47

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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011

SUBSÍDIOS PARA QUE VOS QUERO

   Ficamos agora a saber que o corte de subsídios dos funcionários públicos e pensionistas vai atingir menos pessoas, pois ficam de fora os salários até 600 euros em vez dos 485 previstos na proposta de Orçamento, e quanto ao corte total de subsídios, o montante a partir do qual é aplicado passa de 1000 para 1100 euros por mês.

   Á partida trata-se  de uma boa notícia. E é certamente uma boa notícia para quem é beneficiado com a mesma. Pena é que não tenham sido mais elevados os plafonds a partir dos quais se dão os cortes parciais e totais.

   Mas analisado exclusivamente á luz da política, é  uma má noticia, pois trata-se de uma medida demagógica que merece ser condenada. E porquê? 

   Porque não se brinca com as dificuldades de quem sobrevive com 500 Euros mensais, sejam reformados ou trabalhadores no activo. Não deve ser acrescentada angustia, a quem já vive mais do que angustiado, se não é necessário impor aquilo que de forma veemente se faz crer que não tem alternativa.

   E agora vêem-nos dizer que afinal não era preciso ir tão longe, o que coloca de imediato duas questões: Não se poderá realmente subir ainda um pouco mais a fasquia a partir da qual se perde subsídio? E quanto? e em caso negativo: Porque não?

   Será que a oposição tem razão e o orçamento esconde almofadas para serem mais tarde utilizadas ao sabor das conveniências políticas do momento?

   Temos a opinião de que o Primeiro Ministro Pedro Passos Coelho, ao contrário de outros, é uma pessoa séria, mas fica muito mal nesta fotografia, desnecessariamente. Temos a opinião de que Vítor Gaspar é um Ministro das Finanças competente, aliás tal como o anterior Ministro das Finanças, cujo pecadilho maior foi ter pactuado tempo de mais com uma política demagógica que fazia da promessa a moeda de troca para se manterem no poder.

   No entanto neste caso concreto Vítor Gaspar esteve francamente mal, e das duas uma: Ou errou nas contas e afinal não é tão competente quanto isso, ou cedeu à demagogia para calar a voz dos que se opuseram à medida inicial e perde a credibilidade, que no seu lugar e neste momento concreto tanto necessita, para impor um política de austeridade e de rigor como há muito nenhum de nós tinha sentido.

   Não ganhou nada com isso. Não satisfez obviamente as oposições, e deixa no ar a ideia de que com mais umas greves vai "ao sítio".

   Que é como quem diz, cede na baixa política para se manter no poder.

   Já estive mais convencido de que com este Governo conseguíamos ultrapassar as nossas dificuldades.

   Mas começo a ter sérias dúvidas, e Deus queira que eu esteja errado.

   Para bem de todos nós.

 

 

 {#emotions_dlg.chat}Post 425

Estado de Alma: Subsidiado
Livro: Crítica da Razão Pura
publicado por Lanzas às 16:07

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Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011

GREVES PARA QUE VOS QUERO?

   A Sindicalista Ana Avoila no exercício do seu direito de expressar publicamente as suas opiniões, afirmou recentemente que "os trabalhadores estão muito indignados e, na verdade, não têm nada a perder", apelando dessa forma à concentração na manifestação verificada no sábado passado, a qual funcionou como treino para a Greve Nacional a realizar no próximo dia 24.

   No uso do direito a expressar publicamente as minhas opiniões, e do uso do contraditório, sou dos que perfilham a opinião que "os trabalhadores estão muito indignados (melhor fora que não estivessem) mas têm muito a perder".

   Também sou dos que acham que os cortes de subsídios em 2012 e 2013 só a funcionários públicos e pensionistas é injusta, e tem como pano de fundo uma mera questão de semântica: Redução de despesas vs. aumento de impostos, e que deveria ser extensiva a todos aqueles que se encontram na mesma situação, sejam trabalhadores ou reformados, sejam do sector público ou privado. O princípio equitativo da distribuição dos impostos (e o confisco dos subsídios é um imposto encapotado) deveria estar presente em todas as medidas de todos os Governos sobre a matéria, o que não tem acontecido.

   Caso contrário ainda vamos assistir a empresas que não pagam os subsídios, alegando dificuldades financeiras, e ficarem com os mesmos, o que nos parece igualmente injusto.

   Mas o grau de dificuldades que o País atravessa é de tal forma grave que não obstante a obrigação de todos os trabalhadores e pensionistas  manifestarem a sua indignação, o exercício do direito da greve nesta fase da nossa vida colectiva é desajustada. Assim como é desajustado o comportamento de, alguns profissionais que nos seus locais de trabalho começaram já há algum tempo uma prolongada "greve de zelo" alegando, grosso modo, que não ganham para o que fazem.

   Onde?, Quem?:  Professores, Centros de Saude, Repartições de Finanças,  e outros. Quem anda por lá sabe.

   Uma conduta destas vai trazer necessariamente mais coisas a perder quer para quem a pratica quer para os que cumprem na íntegra com as suas obrigações, e que precisavam, claramente, que os Dirigentes Sindicais tivessem uma postura construtiva e não se eternizassem no poder, muitos perante a incapacidade notória de voltarem aos seus postos de origem, dando assim lugar a uma nova fornada de Dirigentes mais novos e com mentes mais arejadas.

   E aí teríamos todos muito a ganhar.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 421

       

Estado de Alma: A Perder
Livro: 2012 - Cenários Para o Fim do Mundo
publicado por Lanzas às 09:37

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