Terça-feira, 16 de Outubro de 2012

MAU TEMPO NO CANAL (DO PSD AÇORIANO)

   O povo açoriano, escolheu ser governado durante pelo menos mais quatro anos pelo Partido Socialista.

   Tratou-se de uma escolha judiciosa, exercida democraticamente, que não merece qualquer discussão esperando-se que o decorrer da legislatura seja de molde a mostrar a justeza da escolha.

   Na opinião de alguns observadores terá sido perdida a oportunidade de inverter um ciclo político iniciado há doze anos e protagonizado por Carlos César o qual se mostrou demasiado conflituoso, procurando e conseguindo com o apoio do governo de José Sócrates afrontar de forma desnecessária o Presidente da Republica.

   Também foram tomadas pelo Governo Regional dos Açores medidas populistas destinadas a mostrar uma falsa independência face às decisões do Governo Central  ao qual em situação de aperto acorreu para fazer face às suas dificuldades de financiamento.

   Solidários nas desgraças, Independentes na abastança, poderia ser o seu slogan.

  Mas isso são águas passadas e o futuro precisa que, em conjunto, se olhe para a frente, solidariamente, até que a bonança, que por certo há-de chegar se faça anunciar.

   Quem perdeu as eleições, Berta Cabral, perdeu-as por falta de carisma e de capacidade para mobilizar quem, ainda que descontente com a crise que o País na sua globalidade atravessa, votaria por certo numa mudança política se se considerasse representado por uma figura com capacidade para melhorar a situação vivida localmente.

   As realidades locais e os erros cometidos durante os doze anos de governação de Carlos César por si só eram mais do que suficientes para conseguir mobilizar descontentamentos e criar novas expectativas.

   Berta Cabral não acrescentou nenhuma mais valia, necessárias para fazer a diferença e nem sequer conseguiu preencher o seu próprio espaço político, o PSD, onde nem todos foram mobilizados quanto mais fazer chegar as suas propostas à população em geral.

   Foi efectivamente uma derrota pessoal, que Berta Cabral obviamente assumiu, ampliada pela falta de solidariedade, a nível nacional,  para com os seus pares, o seu Partido e sobretudo o chefe do Partido que escolheu para militar.

   Perguntou em directo na televisão se a achavam parecida com “o Pedro Passos Coelho”. Não é parecida. Em nada, mas não pelas boas razões políticas que julgava reinvindicar.

   Querer demarcar-se, atabalhoadamente, do Governo Central, do Partido a nível nacional e do Secretário-geral do partido, mostrou para além da falta de solidariedade, falta de capacidade de entendimento dos tempos e das pessoas.

   Quem não é capaz de ser solidário com os seus, quando o mar está encapelado, também não merece credibilidade para comandar o bote quando as águas estão calmas.

   É que, como açorianao Berta Cabral bem sabe, o mar de um momento para o outro se alevanta.

   E quando há mau tempo no canal só os mestres com valor são capazes de fazer a travessia em segurança.

   Berta Cabral mostrou que não tinha (valor).

publicado por Lanzas às 10:07

link do post | comentar | favorito
Domingo, 6 de Maio de 2012

ELEIÇÕES EM FRANÇA

 

 

 

{#emotions_dlg.chat}Post 478

Estado de Alma: Europeu (aflito)
Livro: L'Arbre des possibles
publicado por Lanzas às 18:57

link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 4 de Maio de 2012

O ORIGINAL E A CÓPIA

   António José Seguro, para além de todas as suas virtudes e defeitos, tem um problema básico não sabe reconhecer uma cópia do original.

   O original chama-se Mário Soares, ele é uma cópia. Pura e simples.

   A sua deslocação a Toulouse, para apoiar mon ami Hollande, cheira a requentado. É evidente que não foi lá para falar com quem quer que seja, porque anquelas circunstâncias ninguém o queroa ouvir. Foi lá para se mostrar na televisão portuguesa, filmado atrás do palco onde o comício decorria, para fingir que é ouvido no estrangeiro, a debitar banalidades para Portugal. É uma cópia. Um dejá vu.

   Ao original, Mário Soares, tudo se perdoa, até faltar às comemorações do 25 de Abril, em que tinha a obrigação de ter estado na Assembleia da Republica, na qualidade de ex-Presidente de TODOS os portugueses, e não só dos militares descontentes.

   Porque era o original podia dar-se ao luxo de viajar para Paris, para tomar um pequeno almoço de dez minutos com François Mitterrand no dia seguinte ao da sua primeira eleição, ou andar a passear nas ruas de Praga a fazer horas para que Vaclav Havel o Presidente da Checoslováquia o recebesse. Mas a notre ami Mário nada fica mal. Nada o faz cair no rídiculo.

   Já a António José Seguro que pode, por acaso, acabar Primeiro Ministro de Portugal, como muito deseja, convém que antes, pelo menos,  não caia no ridículo, porque este, o ridículo, em política é fatal.

   De figuras tristes, feitas por tristes figuras, agora a estudar o que deveriam ter aprendido antes, estamos nós fartos. 

 

 

{#emotions_dlg.chat} Post 476

Estado de Alma: Sem originalidade
Livro: Les Parents Terribles
publicado por Lanzas às 21:07

link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 25 de Abril de 2012

AGRADECIDOS. PONTO FINAL.

   É da mais elementar justiça que, em circunstâncias normais, ninguém seja obrigado a estar onde não quer estar.

   Também é verdade que a sabedoria popular diz que só faz falta quem está presente, e se alguém não quer estar, paciência.

   Ora se os autoproclamados herdeiros de Abril não querem comemorar aquilo que dizem ser o seu maior feito, não estão. Direito seu.

   Se os ex-Presidentes da Republica (incluindo aquele que em primeiro lugar pediu ajuda ao FMI) e um ex-candidato a Presidente da Republica não querem estar presentes, não estão. Direito seu.

   Acontece porém que os militares, feito o que fizeram, não tem direitos especiais sobre a Democracia, nem tiraram assinatura para nos governar para o resto da vida, até porque afirmações públicas recentes  de alguns dos principais rostos dessa aventura como Otelo Saraiva de Carvalho e Vasco Lourenço, fazem admitir um princípio de senilidade.  E, já agora, porque quem nos governa hoje tem a legitimidade do voto em democracia para o fazer.

   Por isso mesmo todos aqueles que hoje podem  votar livremente e falar sem constrangimentos, nem medo sobre os nossos governantes e os nossos militares, o que no tempo da outra senhora dava direito a uma estadia com pensão completa em Caxias, agradecem a quem, na nossa opinião, por interesses meramente corporativos deram corpo a uma revolta, que devido ao estado de podridão do regime anterior se transformou numa revolução. Acabaram por chegar onde nunca tinham sonhado que chegariam, governar Portugal, até porque não tinham um mínimo de preparação para tal.

   E eles sabem, que nós sabemos, que eles sabem, que é assim, e não como agora apregoam depois de procurarem reescrever a História.

   Estamos agradecidos, mas só isso. Ponto Final.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 475

 

Estado de Alma: Agradecido
Livro: Quantas Madrugadas Tem a Noite
publicado por Lanzas às 10:37

link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 17 de Abril de 2012

SERÁ QUE O AMARELO É PRETO?

   Contra todas as expectativas está em marcha um processo de intoxicação da opinião pública pretendendo “uma clarificação” da  Lei 46/2005 relativa à "Limitação de mandatos dos presidentes dos órgãos executivos das autarquias locais".

   Uma  farsa, como tantas outras a que temos assistido, as quais conduziram este País à tragédia que estamos a viver.

   Pretendem agora os autarcas que se querem eternizar em tachos com mordomias de primeira, e nalguns casos com mordomias de mandarins, com tudo o que lhe está sujacente, que a Lei em vigor que os impede de se recandidatarem a mais de três mandatos seguidos, não é clara quanto à possibilidade de se candidatarem a outros municípios, que não apenas aquele onde exerceram nos últimos três mandatos.

  Segundo Fernando Ruas, presidente da (ANMP) - Associação Nacional de Municípios Portugueses: “A interpretação de que o cumprimento de três mandatos não impede uma recandidatura a outra autarquia parece estar a ganhar terreno”.

   Portanto estamos perante uma questão de velocidade para ver quem chega primeiro. E quando a corrida é para o tacho, todos sabemos que temos por aí uns campeões de primeira.

   Ora como quanto existem dúvidas o melhor é um exemplo simples, sem truques nem  subterfúgios,  aqui fica este exemplo que julgo esclarecedor quanto aos verdadeiros desígnios dos que querem agora “dar a volta ao texto”.

   Suponhamos esta situação, sem qualquer juízo de intenções quanto aos citados:

   De acordo com a legislação em vigor nem Luís Filipe Menezes se pode voltar a candidatar à presidência da Camara de Vila Nova de Gaia nem Rui Rio à do Porto.

   Se a Lei vier a ser interpretada da forma mais conveniente para aqueles que se querem perpetuar nos tais lugares com direito a tudo, poderia, por absurdo, simplesmente acontecer o seguinte: Luís Filipe Menezes candidata-se ao Porto e se ganhar fica lá doze anos, e Rui Rio candidata-se a Vila Nova de Gaia e se ganhar fica lá doze anos.

   Findo esse período trocam de Cidade e voltam ao princípio, e se ganharem ficam lá mais doze anos e assim sucessivamente, num sucesso sucessivo.

   Se isto não é alguém poder eternizar-se no poder, então não sei o que será.

   Entretanto é manifesto que o PSD, o partido em princípio mais prejudicado caso a Lei em vigor seja aplicada a rigor, está a aguardar melhores dias para aprovar a tal “clarificação”.

   Obviamente de acordo com os superiores interesses do País, já se vê. Nem podia ser de outra forma.

   Ora quando uma Lei de dois artigos, sendo que o segundo é para determinar a sua entrada em vigor, diz: “O presidente de câmara municipal e o presidente de junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos…” quer dizer o quê?

   Que o amarelo é preto?

   Ou será que somos todos analfabetos?

   Se querem alterar a Lei alterem, mas assumam, que aquela que está em vigor não lhes convêm.

   Mas não enganem mais os portugueses.

   Por favor!

 

{#emotions_dlg.chat}Post 471

Estado de Alma: Encornado
Livro: COMO OS POLÍTICOS ENRIQUECEM EM PORTUGAL
publicado por Lanzas às 09:37

link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011

CARLOS CÉSAR CANDIDATO A CANDIDATO ?

   Antecedendo a fase de contar espingardas, começam a verificar-se no seio do PS movimentações no terreno dos que se perfilam como candidatos a candidato do PS na próxima eleição para a Presidência da Republica. Nada aliás que não se verifique para os lados da Direita, com Marcelo Rebelo de Sousa na “pole position”.

   Cingindo-nos por agora ao PS, o provável candidato mais bem colocado, quanto a nós, é António Costa. Manteve-se distante das disputas relativas à eleição do novo Secretário-geral e adoptou há muito uma posição de Estado, não se coibindo inclusive de uma postura crítica em relação ao próprio Partido.

   Julgamos que o ex-Secretário Geral do Partido é uma carta fora do baralho e quanto a António Guterres, este marcou o seu próprio território definitivamente. Presidência da Republica: “jamais”.

   Sobram o habitual candidato para tudo o que é lugar de destaque no Partido, António Vitorino, visto já com desconfiança, e os candidatos do costume Mário Soares e Manuel Alegre, mas julgamos que para estes o tempo não vai voltar para trás.

   É pois dentro deste quadro de posicionamento das principais figuras do PS para a Presidência da Republica, outros actores haverá mas aguardam para ver em tempo oportuno onde param as modas, que se pode entender as últimas declarações de Carlos César o ainda Presidente do Governo Regional dos Açores na busca de notoriedade política a nível nacional.

   Ao anunciar a sua não candidatura nas eleições de 2012, ao Governo Regional dos Açores, quis mostrar que não está apegado ao poder, e por outro lado ficar de mãos livres para os posicionamentos que melhor servirem os seus desígnios pessoais.

   Além da “bicada” oportuna no seu vizinho da Madeira que na altura estava em campanha eleitoral.

   Agora numa entrevista na Sic-Notícias, Carlos César afirmou entre outras coisas “ter uma apreciação crítica do mandato de Cavaco Silva, apesar de lhe reconhecer algumas "virtualidades" e não duvida que este é, entre todos os Presidentes da República eleitos desde o 25 de Abril, o Presidente mais partidário de sempre. Todos os outros Presidentes distinguiram-se claramente da sua origem partidária, e fizeram até muitas vezes questão de o evidenciar”

   Carlos César considerou ainda que Cavaco Silva utilizou o Estatuto Político-Administrativo dos Açores, e a declaração ao País sobre o seu veto, no Verão de 2008, para um "braço de ferro" com o então Governo de José Sócrates.

   Claro que reduzir os poderes de um Presidente da Republica democraticamente eleito, no decorrer do seu mandato é um detalhe, não é verdade Carlos César?

   Face ao que disse, verifica-se que é manifesta a falta de memória de Carlos César, por exemplo com o que foi a Presidência de Jorge Sampaio, o qual quando em oposição absoluta ao Governo de Durão Barroso e à política da Ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, declarou que “havia mais vida para além do défice”, frase assassina que desencadeou uma oposição feroz às políticas económicas de então as quais comparadas ao que posteriormente se seguiu eram “amêndoas”. Nem se recorda da forma como o mesmo Jorge Sampaio conduziu a situação interna do País quando da demissão de Durão Barroso para assumir a Presidência da EU, aceitando nomear Pedro Santana Lopes, sem eleições, a fim de dar tempo ao PS, que na altura tinha a sua Direcção sem rumo, a eleger um novo Secretário-geral, organizar-se e só então demitir Santana Lopes e marcar novas eleições?

   Entende Carlos César que estas são atitudes que distanciaram da origem partidária quem assim procedeu?

   E que dizer da sua completa ausência de memória do que foram as presidências abertas de Mário Soares, quando Cavaco Silva era Primeiro Ministro?

   Recomendo-lhe a leitura de “O Presidente da Republica na génese do sistema de governo Português de Manuel Braga da Cruz, Análise Social, vol. XXIX: (analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223301924C0eCB7zr4Zj67VU4.pdf)

   Autêntica magistratura paralela de contestação à politica do Governo, “as presidências abertas, iniciadas em Guimarães no Verão de 1986, logo repetidas em Beja, Guarda, Portalegre, Açores, Viseu, em que o Presidente reforçou a sua «magistratura de influência», ouvindo populações, dando força (por vezes partidária) a determinados sectores locais, aumentando sobretudo a sua popularidade.

  As presidências abertas, no dizer de Mário Soares, destinavam-se a conviver «em profundidade com as populações», para «auscultar os seus sentimentos profundos. Para esse efeito, passou o Presidente da República a receber grupos e entidades que, não conseguindo fazer valer as suas pretensões junto do Governo, procuravam nele um advogado capaz de pressionar o mesmo governo. Por isso viria mesmo a ser acusado de indevidas ingerências nalgumas áreas do executivo, em vez de assumir o ónus do veto político”.

   Distancia partidária, não é verdade Carlos César?

   Não existem Presidentes de todos os portugueses, primeiro porque os Presidentes não se conseguem distinguir claramente da sua origem partidária, o que é desde logo realmente uma limitação, segundo porque para muitos portugueses o Presidente eleito não será nunca o seu Presidente.

   Lembra-se de Ramalho Eanes que do Palácio de Belém apadrinhou a criação de um Partido Politico para nele se rever?

   Começa mal, Carlos César, a sua caminhada como candidato a candidato a Presidente da Republica pelo PS.

   Afirme-se pela positiva. Caso contrário nunca será o Presidente de alguns portugueses.

Estado de Alma: Candidato
Livro: Matteo Perdeu o Emprego
publicado por Lanzas às 10:17

link do post | comentar | favorito
Sábado, 8 de Outubro de 2011

AS ELEIÇÕES NA MADEIRA (Vistas por "Os Manos")

 

 

{#emotions_dlg.chat}Post 398

Estado de Alma: Madeirense
publicado por Lanzas às 09:17

link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011

O "FADO" DA MADEIRA

    Não deixa de ser irónico que seja o seu Partido – o PSD - a indicar a Alberto João Jardim a saída da cena política, pela esquerda baixa, mas vai ser inevitável, se este não resolver sair pelo seu próprio pé.

   Depois de mais de 30 anos a somar vitórias, para si mas também para o Partido, sendo que em algumas dessas eleições a Madeira foi o único sítio onde o PSD venceu, Alberto João Jardim transformou-se do problema que sempre foi, no bode expiatório de todos os males que acontecem neste País. O que nos faz lembrar um conhecido “boneco” de um programa humorístico de Jô Soares que sempre que era preso, gritava alto e bom som: “Só eu? e cadé os outros?”

   É certo que Alberto João Jardim, para além de ser obviamente o responsável por uma dívida verdadeiramente colossal ultrapassou todos os limites da razoabilidade democrática. Mas não foi o único.

   Dois exemplos dos últimos tempos socialistas ilustram bem esta afirmação. Porque razão um ex-Primeiro Ministro, acolitado por uma espécie de Ministro das Obras Públicas, adjudicou à pressa um bocado de TGV, quando já sabia que o País estava em bancarrota se não recorresse à ajuda externa? Seria para para tornar a obra irreversível e assim garantir o lucro das empresas envolvidas quer se efectuasse ou não a obra? Perante os factos, peço muita desculpa, mas é uma dúvida legítima que se levanta. Senão porque começar uma obra com aquele volume de custos antes do “visto” do Tribunal de Contas?

   Outro exemplo paradigmático foi a compra massiva de quadros interactivos para as salas de aula, anunciada com pompa e circunstância como modelo do desenvolvimento do País e da “governação de sucesso” da Educação em Portugal.

   Alguém deveria informar os portugueses que estão a ser violentamente espoliados dos seus rendimentos de trabalho para pagar verdadeiras monstruosidades, prtaicads sem rei nem roque, qual foi o total gasto nestas “obras de arte”, quantas foram adquiridas e quantas vezes foram utilizadas cada uma dessas preciosidades.

   São conhecidas escolas que nem um único foi alguma vez usado. E temos razões para supor que muito poucos foram alguma vez usados. Uma pergunta singela. Terá aproveitado a alguém o gasto (sim foi um gasto, não foi um investimento) efectuado? Supomos bem que sim, que a alguém aproveitou.

   Por estas e por outras, muitas outras, é que António José Seguro deveria ter um pouco mais de decoro quando pede para que Pedro Passos Coelho diga se mantém a confiança política em Alberto João Jardim.

   Claro que não mantém, é mais do que evidente. É óbvio que quando o Presidente de um Partido, e Primeiro Ministro, diz da actuação de um correligionário que por acaso é o Presidente do Governo Regional da Madeira, que "é natural que a ser verdade a situação nas contas da Madeira não abone a favor da imagem do País…” está a dizer o quê? Que apoia a sua política, ou que mantém a sua confiança política? Se fosse Ministro teria sido naturalmente demitido. Como Presidente do Governo Regional da Madeira, por agora, fia mais fino.

   Porém as contas da Madeira, e já agora as dos Açores, eram um gato escondido com o rabo de fora. Toda a gente sabia que existia um buraco, mas fingia que não sabia e assobiava para o ar à espera que o balão rebentasse. Presidente da Republica, Tribunal de Contas, PGR, Deputados, Partidos políticos. Em resumo: Todos.

   O que admira é que um político com a sagacidade de João Jardim se tenha deixado “embrulhar” com a última alteração da Lei das Finanças Locais feita pelo ex-Primeiro ministro deliberadamente com destinatário certo: A Região da Madeira.

   Ainda assim é provável que Alberto João Jardim ganhe as próximas eleições regionais de Outubro, se calhar até com maioria absoluta.

   Mas por uma questão de bom senso, caso não queira renunciar a ser candidato, deveria desde já anunciar que não assumiria o lugar de Presidente do Governo Regional e indicar quem propunha para seu sucessor na Chefia do Governo.

   Costuma dizer-se que de Espanha “nem … “ mas José Luis Zapatero é um exemplo que lhe deveria servir referencial.

   É a saída possível. Ainda com algvuma dignidade.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 388

Estado de Alma: Interactivo (A pagar impostos)
Livro: Destroços
publicado por Lanzas às 21:07

link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 20 de Junho de 2011

FERNANDO NOBRE - CHUMBADO

   Aviso aos leitores: Este Post fica escrito para "memória futura", porque em política não há memória curta, e nessas circunstancias começou hoje o fim do  ACORDO POLÍTICO DE COLABORAÇÃO ENTRE O PSD E O CDS/PP PARA O ESTABELECIMENTO DE UM PROJECTO POLÍTICO DE LEGISLATURA.

  Como diria o outro Pedro, o Santana Lopes, está escrito nas estrelas.

   Com efeito a candidatura de Fernando Nobre à presidência da Assembleia da República foi chumbada na primeira volta, tendo obtido apenas 106 votos a favor, 101 brancos e 21 nulos. O candidato teve então menos dois votos que o número de deputados do PSD e menos dez necessários para a eleição, e voltou a ser chumbada na segunda volta, com um resultado praticamente igual. Começou mal Passos Coelho. É uma derrota pessoal com repercussões futuras.

   Pode dizer-se agora em abono da verdade que qualquer solução que venha a ser encontrada será sempre uma má solução.

   O CDS, que teve toda a legitimidade para votar contra, pois tinha anunciado esse desiderato ainda durante a campanha eleitoral, levou longe de mais a vontade de Paulo Portas, o que vai deixar marcas indeléveis que mais tarde ou mais cedo virão ao à superfície.

   A situação é a mesma que se verifica quando num casamento um dos cônjuges pratica o adultério. Pode ser perdoado, mas nunca será esquecido. E quando houver uma discussão mais séria sobre qualquer assunto importante este episódio nunca deixará de vir a lume.

   Digamos que o Acordo do Governo está condenado e ainda não temos Governo.

   Quando são as novas eleições?

 

{#emotions_dlg.chat}Post 355

  

Estado de Alma: Estupefacto
Livro: Cirurgião de Batalha
publicado por Lanzas às 18:07

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Sexta-feira, 17 de Junho de 2011

A ELEIÇÃO DO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA

   Relativamente ao Presidente da Assembleia da Republica, segunda figura da hierarquia do Estado, não temos nenhuma posição fundamentalista, nem a de que se trata de um lugar da maior importância para o funcionamento das instituições, nem a daqueles que consideram tratar-se de um lugar sem qualquer relevância no panorama político, considerando o detentor do lugar uma mera figura decorativa.

   Situamo-nos a meio caminho, considerando tratar-se de um lugar de representação do Estado, que dirige aquilo a que se poderia designar da Casa da Democracia, se tudo o que fosse verdadeiramente importante a nível político para o País fosse ali tratado, o que como se sabe manifestamente não é o caso, pois os grupos parlamentares na sua generalidade não têm vontade nem iniciativa próprias, tratando-se de meras correias de transmissão da direcções do partidos. De todos os Partidos. 

   Por mero tacticismo o PSD antes da campanha eleitoral convidou o Dr. Fernando Nobre para integrar as suas listas, como independente, e na expectativa que este fosse uma mais valia eleitoral convidou-o para  Presidente da Assembleia da Republica, provavelmente convicto de conseguir uma maioria absoluta que garantirtia este desiderato. O CDS na altura com a fasquia eleitoral demasiado elevada e com expectativas de conseguir um resultado bem superior ao verificado colocou de imediato fora de questão colaborar nessa eleição, considerando que o candidato não reunia condições para o lugar. Candidato esse que diga-se em abono da verdade, pese o seu prestigio internacional e a obra meritória realizada, ajudou a desqualificar-se ao afirmar que se não fosse eleito Presidente não ocuparia o seu lugar de Deputado. As rectificações posteriores do próprio e do PSD não podiam alterar o que dito estava.

   Perante este extremar de posições e daquilo que cada partido se  havia comprometido, a fórmula encontrada foi a de deixar de fora dos Acordos, políticos e programáticos, celebrados entre o PSD e o CDS a questão da eleição de do Dr. Fernando Nobre, o que parece acertado.

    Aqui chegados vamos desembocar na eleição do próximo Presidente da Assembleia da Republica, que se vai verificar na próxima segunda feira.

   Cada partido  reafirmou já a sua posição sem ter perdido a face. Porém dado que a eleição que se vai realizar é efectuada por voto secreto dos Deputados, seria um sinal político importante e um sinal de que ambos partidos têm a capacidade de se superar na procura de desbravar caminhos verdadeiramente importantes para os interesses do País, se tivessem a capacidade de ultrapassar esta questão, elegendo à primeira volta o Dr. Fernando Nobre.

   Dizemos agora aquilo que já dissemos a propósito de Pedro Passos Coelho, a experiência é uma coisa que se adquire com a prática e não há mal de maior quando não se tem essa valência, mas se possui um conjunto de requisitos fundamentais.

   E esses manifestamente o candidato tem-nos. Vivência, mundo, cultura, formação.

   Digamos que para o Mundo a eleição de Fernando Nobre era um sinal de maioridade, eleger um intelectual solidário com os mais desfavorecidos.

   O resto são detalhes.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 353 

Estado de Alma: Confiante
Livro: Com a Morte na Alma
publicado por Lanzas às 18:17

link do post | comentar | favorito

EM DESACORDO

Janeiro 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

posts recentes

MAU TEMPO NO CANAL (DO PS...

ELEIÇÕES EM FRANÇA

O ORIGINAL E A CÓPIA

AGRADECIDOS. PONTO FINAL.

SERÁ QUE O AMARELO É PRET...

CARLOS CÉSAR CANDIDATO A ...

AS ELEIÇÕES NA MADEIRA (V...

O "FADO" DA MADEIRA

FERNANDO NOBRE - CHUMBADO

A ELEIÇÃO DO PRESIDENTE D...

arquivos

Janeiro 2015

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Procurar no blog

 

links

blogs SAPO

subscrever feeds

blogs SAPO

tags

todas as tags